What If?
1 Capítulo 1 - Woman Of My Life
Notas iniciais
- E se? – Ela perguntou deitada em sua cama, olhava para o teto, pensativa. Abria um sorriso e logo se envergonhava com seus pensamentos.
- E se, o que? – Perguntei curioso, enquanto tirava meus braços de trás de minha cabeça.
- Nada. – Ela continuava sorridente, deu um suspiro e virou o corpo.
- Pode falar, você sabe que eu sou curioso. – Minhas mãos fizeram pequenas cócegas na cintura dela, até que sua voz pedisse para que parasse. Ela não me contou, e não insisti mais. Afinal, também estava pensativo.
Abri a gaveta silenciosamente, depois de minutos de sono de minha futura mulher, observei a caixinha preta que carregaria uma aliança. Sorri. Um rosto bobo disfarçado pelo medo, só bastava um “sim”.
Acabamos de nos mudar, passamos o dia colocando as coisas em seus lugares e tirando os objetos mais necessários das caixas. Ainda faltaria uma porção, mas teríamos tempo suficiente, por que... Eu vou casar com esta garota.
“Eu vou casar com esta garota” sussurrei confirmando todos os meus pensamentos. Fechei a gaveta, virei para o lado dela novamente, e rodei meus braços em sua cintura.
Ela sorriu.
O despertador que tocava perto do cômodo ao lado, repetia seu toque pela segunda vez. Savannah, o nome da garota qual teria acabado de me apaixonar, não estava deitada na cama, ela não desligou o despertador.
Mas, estava tudo bem. A morena estava simplesmente de pé, me olhando dormir fingindo de impaciente, e coberta por um ropão rosa. Ora Savannah, não é assim que quero acordar com você.
- Temos que terminar com as caixas. – Ela disse sentando do meu lado, me dando um beijo de bom dia.
Uma sensação ruim rodou meu corpo, o beijo foi aproveitado como o último, o medo da aproximação da garota me causou uma pequena perturbação. Meu coração carregava o peso de algo que não iria acontecer.
É aquela horrível sensação, que algo ruim ou estranho vai acabar acontecendo. Mas, simplesmente não pode acontecer.
- Já estou indo. – Depois de toda a troca de carinho, meio nervoso fui até o banheiro. Troquei de roupa e calcei um chinelo para ir até a cozinha.
- Vai querer suco ou café hoje? – Ela perguntou terminando de coar café.
- Café... – Acabei me mostrando preocupado, o sentimento pesado sobre o futuro começava a me irritar.
- Hey, tudo bem? – Ela ficou preocupada, e agora pesava era a culpa. O jeito era falar do sonho ruim que realmente não tive, ou de algum pensamento idiota que estava me preocupando. Afinal, hoje vamos terminar com as caixas, temos que ficar firmes. Depois da minha horrível explicação de preocupação, ela falou algo que despertou minha atenção.
- Esquecemos as xícaras no caminhão... Eu vou ter que ir pegar. – Levantava da cadeira fria da cozinha, e ia para o quarto se vestir. Aquilo poderia ter sido um sinal. Não a deixaria descer, não poderia deixar.
- Eu vou lá buscar, pode terminar de tomar seu café amor. – Aumentei o tom de voz para ela escutar. Ocupada pela troca de roupa, ela não respondeu e eu já fui descendo as escadas do apartamento.
O caminhão na frente de nossa nova casa teria me animado. Finalmente, teria conquistado a mulher da minha vida, finalmente. Um sorriso bobo novamente se abriu, não pude deixar de pensar naquela aliança guardada.
Pegava a caixa distraidamente, pensava se ela pegasse a caixinha, se ela visse. E se ela me abraçasse agradecendo e aceitando o que seria meu futuro pedido, se ela sorrisse perdidamente vendo a aliança.
Logo, com a caixa certa na mão, subia as escadas. Minha mente distraída nem teria notado que a porta de nosso apartamento teria se aberto para a saída de Savannah, ela sorriu para mim e avisou “Eu vou pegar os talheres, eu esqueci eles ontem”.
Só que eu estava perdido nos pensamentos sobre o casamento. Quando entrei em casa, me dei conta. Ela desceu. Bastou olhar as horas, bastou jogar a caixa em cima da mesa, e correr para fora de meu apartamento.
Oito e meia, o barulho da queda de talheres ecoou junto com o barulho do freio de um carro. Pensei ter paralisado o tempo, meio imóvel pelo susto logo corria. O carro vermelho vinha tão distraído, que não teria notado um sorriso tão bonito no rosto de uma mulher.
Meus passos longos e apressados tentavam salvar a vida da mulher da minha vida. Então, eu pensei...
- E se...
E se o tempo, realmente tivesse parado?
...
Notas finais
Mas, é preciso da ajuda de vocês, avaliem esse pequeno capitulo. Por favor.
Fale com o autor