What Happens In Vegas
4 Capítulo Quatro
Notas iniciais
...
– Vocês tem 6 meses para provar que são um casal estável. Então aí poderão ficar com todo o dinheiro. – O juíz disse.
– O... O quê? Como assim? – Kurt esbravejou, se levantando.
– Vão ficar casados por 6 meses. E também vou contratar uma especialista pra os ajudar com uma terapia de casal.
– Idiota. Velho chato. – Blaine começou a xingar o juíz em sussurros, para que ninguém ouvisse. Kurt, porém, o olhou com uma expressão séria.
...
Blaine e Kurt eram obrigados a fazer isso juntos. Eles alugaram um pequeno apartamento, com dois quartos. Sam e Mercedes iriam morar no apartamento ao lado, mesmo se odiando, iriam fazer isso pelos amigos.
Aquele apartamento fedia a mofo, e Kurt se arrependia de cada segundo ao lado de Blaine. Ele era um garoto metido, que se achava o machão – mesmo adorando ser o passivo na cama – e fazia de tudo para ferrar com a vida do outro. O castanho já previa que aqueles 6 meses iam ser os piores da vida dele, cheios de brigas e discordâncias.
Mas ele não podia fazer nada. Kurt não ia deixar Blaine sair dessa rico. Eles eram casados, e para se separar, eles iriam ter que dividir. Kurt exigia o dinheiro.
Os primeiros dias foram difíceis. Eles tiveram a discussão mais ridícula de todos os tempos.
– Eu não vou dormir com você! Temos dois quartos, não precisamos dormir na mesma cama!
– Mas Kurt... Precisamos aprender a conviver com o outro. – Blaine se explicava.
– Sabe o que eu acho? Você quer transar comigo. – Kurt cruzou os braços, se controlando para não rir.
– Eu?! – O moreno pareceu se ofender. – Eu não! Você... Você é um idiota! – Blaine correu para o seu quarto e bateu a porta.
O apartamento estava uma bagunça. Roupas, caixas e sujeira por todo o lado. Sinceramente, Kurt estava ficando louco com toda aquela pressão. Sam e Mercedes estavam indo os visitar todos os dias, e as visitas davam menos tempo para eles conseguirem arrumar tudo. Na verdade quem mais fazia as coisas era Kurt. Blaine ficava o dia inteiro assistindo TV e comendo bobagens.
Porém, eles estavam conseguindo se ajeitar. Depois de alguns dias Kurt conseguiu um emprego como garçom em uma lanchonete, e Blaine apenas levava seu violão para os lugares. Mas conseguia – bastante – dinheiro com isso, algo que estava deixando o outro intrigado.
...
– Blaine! – Kurt gritou da lavanderia.
– Puta que pariu, o que você quer? Eu estou ocupado. – O moreno estava atirado no sofá, mexendo no celular.
– Se você acha mesmo que eu, euzinho, Kurt Hummel vou lavar suas cuecas sujas e fedorentas, pode tirar o cavalinho da chuva!
– Ah, sério? Por favor, Kurt. – Blaine se levantou. – Eu não tenho cara de dona de casa.
Assim que Blaine terminou de pronunciar as últimas palavras, Kurt apareceu na sala com o rosto vermelho de raiva.
– E você acha que EU tenho?! – Gritou. – Eu não nasci para ser escravo de um idiota, com quem eu me casei por pura infantilidade!
– Ainda bem que sabe que você é infantil. – Blaine provocou.
– Aha, eu que sou mesmo. – Kurt riu falsamente, e então ouviram batidas na porta. – Mercedes e Sam.
O castanho se moveu o mais rápido possível para abrir a porta para a amiga e o... amigo. Kurt pulou nos braços da mulher, sussurrando palavras como “eu não aguento mais” e “me tira daqui”. Sam se sentou no sofá junto de Blaine.
– Cara, ele é pior que minha mãe. – Blaine reclamou para o amigo. – Ele acha que tenho que fazer todas as atividades domésticas. Que coisa chata! Não suporto mais esse garoto infernal enchendo meu saco.
– Relaxa, Blaine. Daqui 6 meses tudo acaba.
– Seis meses parecem uma eternidade para mim. – O moreno fechou os olhos.
– Sabe o que é pior? – Sam disse, e Blaine o olhou em curiosidade. – Mercedes me proibiu de levar qualquer garota pro apartamento.
– Foda-se, Sam! – Esbravejou. — Você pode ir para qualquer lugar com qualquer vadia, mas eu não posso trair Kurt se quiser sair dessa com dinheiro! Precisamos provar que somos um casal estável. – Disse a última frase imitando a voz do juíz.
...
Kurt e Mercedes foram para o quarto do castanho logo depois que a negra chegou. Eles estavam deitados na cama de casal do castanho, enquanto o mesmo chorava.
– Olha o que estou fazendo... – Ele soluçou. – O que adiantou Adam ter saído da minha vida se Blaine entrou? Dois idiotas! Totalmente idiotas!
– Eu avisei! – A mulher gabou-se.
– Do que você está falando?
– Eu disse que não era uma boa ideia casar com ele! Mas quem me ouve? Ninguém! Agora eu tenho que morar com aquele-
– Mercedes, cale a boca. – Kurt disse irritado. – O meu problema é maior do que o seu. Então shhh! Vamos resolver o pior problema primeiro.
Mercedes apenas revirou os olhos e continuou a ouvir as reclamações do amigo. Eles conversaram por mais alguns minutos, até que Blaine abriu a porta do quarto.
– Não te ensinaram a bater antes de entrar? – Kurt sentou na cama.
– Não reclame. Vamos jantar?
– Ohmeudeus! O mundo está acabando! Blaine Hummel-Anderson finalmente cozinhou! – Assim que o castanho termina de falar, Blaine começa a rir.
– Aham. Pode ter certeza. Enfim, estamos esperando por vocês dois.
Kurt e Mercedes pulam da cama e correm para a cozinha. Kurt mal podia esperar para criticar a comida de Blaine. Mas... Pizza?
– Você encomendou?! Blaine, nós não temos muito dinheiro! – O mais velho colocou as mão na cintura, repreendendo o outro.
– Não temos muito dinheiro? Vamos lá, Kurt. Nós temos 3 milhões de dólares.
– Que não estão conosco. Estava tentando evitar problemas, mas parece que é impossível morando com alguém como você. Tem merda na cabeça?
– Parece que você não pensou nisso enquanto estávamos na cama. Ou melhor, quando você assinou aquele papel idiota. – Provocou, fazendo Kurt espumar de ódio.
– Parem de brigar! – Sam os interrompeu, com um pedaço de pizza na boca. – Vamos comer.
Kurt se sentou ao lado de Mercedes, que não conseguia parar de observar Sam. Deus, como ele conseguia meter uma fatia inteira na boca? E Blaine... Nossa, Blaine comia feito um animal.
– Se acalma, querido. A comida não vai fugir. – Kurt provocou, sorrindo sinicamente.
– Larga do meu pé! Nossa, parece que me ama. – O moreno revirou os olhos, e Kurt simulou uma ânsia de vômito.
– Dá para os dois pararem? Credo, parecem criancinhas. – Mercedes disse, revirando os olhos. – Será que vou ter que aguentar isso pelos próximos 6 meses?
– Nem me lembre disso. – Kurt se levantou, indo para o quarto.
...
Tinha alguém batendo na porta. “Merda. Não se pode mais nem dormir em paz.”, pensou.
– Entra!
Disse com um tom de voz mais alto, para a pessoa ouvir do lado de fora do quarto. Blaine entrou no quarto do castanho, e ficou segurando a porta.
– O que você quer, Hobbit? – O moreno revirou os olhos diante do apelido.
– Quero falar com você.
– Então diga. – Kurt sentou-se na cama.
– Tem louça na pia para você lavar.
Blaine disse rapidamente, e saiu do quarto gargalhando. Kurt começou a chorar. Ou melhor, a fingir. Parecia estar chorando feito um bebezinho. O mais novo rapidamente voltou ao quarto, e vendo que o outro estava aos prantos, logo tentou se desculpar.
– Kurt... – Ele se sentou na cama, ao lado do castanho. – Olha... Eu sei que as vezes eu pego pesado, mas eu sou assim, entendeu? Eu sinto muito. – Kurt fungou. – Nós vamos fazer isso juntos, prometo tentar colaborar.
– Tá legal. – O castanho sussurrou, e logo percebeu algo estranho. – Blaine... – Ele olhou para a mão de Blaine, que estava quase tocando sua parte íntima.
– Algum problema? – Disse, provocando.
– Todos! – Kurt quase gritou, chutando o moreno para fora de sua cama. – Porque você sempre tem que pensar nisso, Blaine? Qual é o seu problema? Sai daqui!
O garoto obedeceu, corando furiosamente. Kurt suspirou, se jogando contra a cama.
“Relaxa, Kurt. São só seis meses.”
...
O despertador de Kurt tocou, fazendo o mesmo acordar. Ele se levantou lentamente, e foi nesse mesmo ritmo que caminhou até o quarto de Blaine.
– Blaine? – Bateu na porta. – Acorda, Blaine.
Bateu mais algumas vezes. Nada. Então, aos poucos, foi abrindo a porta do quarto. Sentou-se na cama.
– Psiu. Acorda. – Sacudiu o moreno de leve.
– Uhm... O que foi, praga? – Resmungou.
– Terapia de casal. Vamos. – Kurt levantou. – Temos pouco tempo.
– Mas nós nem somos um casal...
– Diga isso para o juíz. – Saiu do quarto.
O castanho se vestiu, lavou o rosto e escovou os dentes, já ficando pronto. Foi para a cozinha preparar o café. Não ia fazer questão de caprichar.
“Blaine não merece nada disso.”, pensou. “Droga, porque eu faço as coisas pensando nele? Tenho que pensar em mim mesmo! Ele não merece, mas eu mereço.”
Começou então a preparar a refeição. Estava quase terminando de fritar os ovos quando Blaine apareceu na cozinha, todo desajeitado.
– Estou pronto. – Disse, com a respiração pesada.
– Você... Você está bem? – Kurt preocupou-se.
– Sim, apenas... Me arrumei um pouco rápido demais. Você falou que estávamos atrasados. – Blaine sentou. – O que tem para o café da manhã?
– Eu não falei nada. – O castanho sussurrou.
– Falou sim. Falou que temos pouco tempo. – Contrariou o outro.
– Não significa que estamos atrasados. – Kurt colocou o ovo que estava fritando em um prato, e então o levou para a mesa.
– Ovos com bacon, suco e torradas... – Kurt ouviu o mais novo dizer, num tom de desaprovação.
– Algum problema?
– Isso não é nem uma refeição. — Blaine empurrou o prato para longe e cruzou os braços.
– Era só o que me faltava! Você acha que aqui é restaurante? Foda-se você, pelo menos eu fiz minha parte. – Kurt começou a comer. – Se não quer comer não coma.
– Eu vou comer minha própria comida! – Blaine se levantou, e o mais velho o olhou com curiosidade. O moreno caminhou até o armário da cozinha e pegou um pacote de salgadinho.
– Ótimo. – Kurt revirou os olhos.
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