What Comes After [HIATUS]

31 Capít... Opa, dá uma olhadinha nas notas!


Notas iniciais
Oi! Tudo certo por aqui? Faz mais de um ano, né?! Nossa, eu mal consigo acreditar. Tanta coisa mudou! TANTA coisa. Muitos de vocês talvez já nem mais estejam por aqui. E eu entendo perfeitamente. Em primeiro lugar, me deixem explicar uma coisa: o que está no texto do capítulo não é uma atualização. É uma cena desgarrada de algum capítulo futuro ou algo assim. Eu só a coloquei aqui porque eu queria me comunicar com vocês, me explicar, me fazer visível depois do que parece uma vida inteira. Eu preciso dizer que What Comes After está em HIATUS, que ela será completamente remodelada, que eu não a abandonei, mas que eu estou passando por uma fase em que nada do que escrevo parece bom. Eu sinto como se este que antes foi um hobbie maravilhoso agora é só uma luta incessante com palavras que, quando unidas, não fazem sentido. Eu sinto que perdi minha capacidade de contar uma história (se é que algum dia a tive). Minha professora de Língua Portuguesa para Comunicação me disse, nesta sexta, que eu "penso demais" quando escrevo. Acho que isso é algo que preciso trabalhar em mim se algum dia eu estiver planejando em escrever qualquer coisa que não textos acadêmicos e exercícios para as aulas da faculdade. O ponto é: eu, algum dia, vou começar WCA do zero sim. Mas não é agora. Não é em qualquer futuro próximo. E eu sinto muito por deixá-los assim na mão. Sinto muito por levar um ano e alguns meses para vir aqui. Sinto muito pelo parco conteúdo do "capítulo" que segue abaixo. Mas eu sou muito grata por tudo que fizeram por mim. Muito grata por terem estado aqui, por não terem desistido, quando eu mesma desisti. Se quiserem falar comigo, me encontrem no tumblr, ainda é https://hcaosteory.tumblr.com. Mandem um MP. Mandem um email, eu atendo por amandadosarrocha@gmail.com.

Aster agarra a barba de Haymitch e meu instinto materno quase me faz correr para tirar a mãozinha dela dali – pois tudo que me vem à mente são imagens dele afogado em poças de sangue e/ou vômito, o que certamente não é ideal para o precário sistema imunológico da minha filha –, mas me obrigo a ficar no mesmo lugar, porque o Haymitch que está ali, o vovô Mitch, é uma pessoa diferente daquela de 10 anos antes. Ou um ano antes. Ok, alguns meses antes.

Uma vida repleta de intempéries me diz que as coisas vão dar errado em algum ponto – muito mais vezes do que gostaríamos –, mas os últimos anos me ensinaram que somos bem mais fortes que os nossos demônios. E a maneira como ele a segura no colo, está sempre disposto a entrar numa arena pela segurança dela, sorri para ela — como eu nunca o vi sorrir para ninguém antes – deixa muito claro que alguma coisa mudou. Que ele a ama; provavelmente muito mais do que a mim e a Peeta. Haymitch vai voltar para ela. Para a gente. Porque ele também é a nossa família. 26 anos de tributos aniquilados e amigos mortos não vão mudar isso.

Quando estou prestes a voltar para o meu livro, Peeta sai do escritório, o rosto tão iluminado quanto uma noite estrelada.

— Parece que a nevasca começa hoje.

Eu ergo as sobrancelhas, achando duvidoso o seu entusiasmo.

— E por que você está animado com isso? Vamos ficar trancados aqui por alguns dias e a padaria vai perder o movimento quase todo.

— Ah, amor, é inverno! O primeiro da torradinha. Vamos cozinhar biscoitos, tomar chocolate quente em frente à lareira, nos enrolar no cobertor, talvez fazer um boneco de neve. – Eu acho inacreditável o jeito como ele torna tudo bom. Tudo. Nada é empecilho para Peeta. E eu não posso deixar de lembrar como ele planejou esta noite há quase 20 anos, quando estávamos na nossa primeira arena e ele previu “longas noites de inverno ao redor da lareira, rememorando antigas histórias dos Jogos Vorazes”. Embora, é claro, não há garantias do que eu não jogaria nele se ele trouxesse à tona os Jogos agora.

Com um sorriso, ele dá um beijo na bochecha de Aster, quem ainda brinca com a barba do avô, e vem até mim. Ele segura a minha mão e me faz dar uma volta, me puxando para os seus braços antes que eu possa pensar no que ele está fazendo.

— O que há com você? – Eu pergunto, rindo quando Peeta me abraça pelos quadris e enche meu rosto de beijos. – Viu um passarinho verde?

Ele sorri, doce e gentil, e acaricia meu rosto com o polegar.

— Não, eu apenas me lembrei de outros invernos, lembrei dessa que parece ter sido outra vida. E quando eu ponho em perspectiva, quando eu olho para o que construímos aqui, eu acho que eu tenho que estar exalando felicidade. Eu talvez tenha que agradecer todos os dias pelo que nós temos. – Ele olha agora para trás, para um Haymitch sentado no nosso sofá com uma bebê de cabelos negros, pele cor de oliva e olhos azuis, quem solta gargalhadas melódicas a cada um quarto de segundo, para a lareira acesa iluminando a sala de estar junto com os inúmeros abajures nos cantos, para o aconchego desta casa, deste momento, desta família singular.

E aí ele não precisa dizer mais nada. Porque eu entendo. Eu compreendo o peso da vida de antes. Sei que tudo o que ele vê pairando sobre as nossas cabeças é algo tão bom que não pode ser nomeado. É quase mágico.

— Por onde a gente começa, então?! Biscoitos ou chocolate quente? – Questiono, despreocupada com o jantar.

— Que tal os dois?

— Parece perfeito para mim.

Notas finais
Obrigada mesmo por vocês que ficaram até aqui. 2018 marca 10 anos desde a publicação de Jogos Vorazes e, nossa, galera, que marco!!!! Enfim, minha amiga Clara, aqui ela atende por Clarawr (https://fanfiction.com.br/u/342978/), está escrevendo uma fanfic maravilhosa sobre a Johanna e o Finnick, super canon, e vocês não podem perder a oportunidade de ler essa belezinha. Eu estou super encantada com tudo que pude ler até agora, então, sério, gente, fiquem ligados. Vai ser massa! Acho que é só. Mais uma vez, perdão. Eu realmente queria ter conseguido escrever mais, fazer mais, ter finalizado essa história. Até qualquer dia desses, gente linda.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.