What Are You To Me?
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Jay rapidamente correu até o lado de Evie, que se sentou na cama. Pegou em sua mão, e sorriu.
— Evie. Ainda bem que você está bem. Você no deu um grande susto. – Disse Jay.
— Eu não sei o que aconteceu. Eu fui falar com Chad. Ele disse que queria se desculpar comigo. Quando cheguei lá, não tinha ninguém. Senti duas mãos que me empurraram e… – Contou Evie, rapidamente e nervosa.
— Ei, ei. Calma. Descansa um pouco. – Pediu Jay, acariciando a bochecha de Evie.
— Não sei se consigo. E se acontecer algo enquanto durmo? E se a pessoa que tentou me matar voltar? – Perguntou Evie, chorando de medo. Seu medo a consumia por dentro. Ela estava assustada demais. Cada imagem do afogamento. Toda a dor que sentiu ao chocar com aquela água gelada. Nada disso saía da mente dela. Era como se sentisse que algo pior aconteceria.
— Não se preocupe. Eu vou ficar bem aqui, do seu lado até amanhecer. Não vou deixar ninguém te fazer mal. Prometo.
Não era novidade. Afinal, mesmo estando zangados todos esses anos, Jay sempre protegeu sua princesinha de todos os perigos daquela ilha. De todos os vilões, filhos de vilões, animais que ela tivesse medo, de tudo.
Os dois se olhavam profundamente, devido à proximidade de ambos. Estavam a centímetros de distância um do outro, as respirações eram notadas. Os olhares se desviavam e alternavam entre os olhos e a boca. Até que o grande momento aconteceu, finalmente. Os lábios de tocaram. Os olhos se fecharam, dando a impressão que eram apenas ele e ela no mundo inteiro. Que o acidente não tinha acontecido. Que a burrice de Jay nunca tivera acontecido. O braço de Jay envolveu a cintura de Evie. Já Evie, acariciou a bochecha de Jay. Ficaram se beijando durante algum tempo, até que o ara acabou e foram obrigados a se separar.
— Isso não devia ter acontecido. – Fala Evie, desviando o seu olhar dele.
— Evie, eu sei que fui um idiota. Eu disso. Mas eu não vivo sem você. Você não consegue nem imaginar o que eu senti quando vi você inconsciente naquele lago. Por favor, me perdoa. Dá uma chance para a gente… Eu te amo, princesa. Te amo tanto que chega a machucar. – Se declarou.
Evie ficou analisando um pouco o olhar de Jay, tentando achar algum vestígio de mentira ou de brincadeira. Porém, não achou. Seus olhos derramaram lágrimas, confundindo e assustando Jay.
— Eu também te amo. Muito. – Disse, o beijando de novo. No entanto, ela travou o beijo. – Eu só tenho medo de algo dar errado. Tenho medo de sair machucada. Me promete que isso não vai acontecer.
— Eu prometo, Evie. Eu sei que te machuquei. Mas eu era um idiota. Esses anos sem você me ajudaram a crescer. E posso t garantir que nunca te machucarei propositadamente. Me dá uma chance? – Pediu, fazendo Evie assentir.
Evie deu um espaço na cama, para que Jay pudesse se deitar do lado dela. Ambos ficaram alternando entre conversar e se beijar. Até que ambos adormeceram.
Do outro lado do colégio, Mal, Carlos, Ben e Doug acordaram bem cedo para ir ver Evie. Depois de passarem por vários e vários corredores, descendo escadas e, finalmente, chegaram a porta da enfermaria. Ao abrir todos tiveram uma grande surpresa. Viram Jay dormindo do lado de Evie, que tinha sua cabeça pousada no peito de Jay. Quando entraram, Evie fez um sinal para ficarem em silêncio, para não acordar seu amado Jay.
— O que eu perdi? – Sussurrou Mal, ainda chocada com a cena.
— Uma declaração emocionante e maravilhosa. – Respondeu Evie.
Jay se mexeu um pouco e acabou acordando. Olhou confuso para os amigos. O que eles estavam fazendo ali? Olhou para a garota, que tinha a cabeça. Sorriu. Agora ele tinha a certeza que nada foi um sonho. Não. Ela estava bem ali. Do lado dele. Com ele.
— Finalmente. Como conseguiram passar tanto tempo longe um do outro, mesmo se amando? – Perguntou Ben, feliz pelos melhores amigos.
Evie riu. Mas, desfez o sorriso quando viu a cara triste de Doug. Pediu para todos saírem, excerto Doug, e passou algum tempo a tentar convencer Jay a deixa ela sozinha com um garoto.
— Doug,… Eu sei que eu ainda não dei uma resposta a sua declaração, mas… eu finalmente me acertei com Jay. Você disse que eu sou a garota por quem você é apaixonado. Pois, bem… ele é o meu. E, depois de seis anos sem ele… depois de seis anos fingindo que o odiava, eu não posso, simplesmente, ignorar o que sinto. Você me entende?
— Não se preocupe, Evie. Eu sei que você o ama, eu mesmo te disse isso, antes da minha declaração. Eu vou superar isso.
— Podemos continuar sendo amigos? – Perguntou Evie, insegura.
— Claro. Sempre. – Respondeu Doug, a abraçando. Ficaram um tempo conversando.
Mas do outro lado da porta, algo estranho ocorria. Um buquê de rosas estava pousado no chão. Mal pegou o mesmo verificando se existia um cartão. E, sim, existia. Jay, rapidamente, pegou o cartão, com o desejo de descobrir quem enviava floras a sua pequena princesa. Porém, Mal o pegou de volta, rapidamente.
— Esse cartão e as flores são para Evie. Nada mais justo do que ser ela a ler. – Diz.
Jay esperava ansiosamente que os dez minutos, pedidos por Evie, chegassem ao fim. Para saber quem enviou as flores, e para ver o que Doug estava fazendo. Os ciúmes estavam a irrita- lo de tal forma, que se demorasse mais algum tempo, ele arrombaria a porta. Por fim os dez minutos terminaram.
Dentro do quatro, Evie e Doug mantinham uma conversa entre amigos até que ,de repente, a porta abriu, Jay, Ben e Mal entraram. Mal trazia com ela um buquê de rosas e as entregou a Evie, dizendo que as acharam no chão, quando saíram Evie logo encontrou um cartão. Abiu o mesmo e leu:
“Teve sorte. Mas esteje atenta que para a próxima não terá a sorte do seu lado.”
Seria essa uma ameaça a Evie? Uma ameaça a Jay? Ou uma ameaça a ambos?
Uma coisa era certa: Evie não estava segura.
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