Werewolf

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Amo FaBerry e adoro temas sobrenaturais, então pensei: por que não misturar os dois? Espero que vocês se divirtam com o que sair dessa história.
Ps:Não estou usando um beta, então peço desculpas andiantadas por todos os erros.

O vento frio atritava contra a viseira do capacete. A frente uma estrada vazia. Girou o acelerador aumentando a velocidade da moto. Era apenas ela e a estrada. O vento zunia em seus ouvidos cantando a sinfonia de liberdade que Rachel tanto amava. Para muitos a solidão é algo ruim, mas pra Rachel não há nada no mundo que se compare a minutos como esse.

Um tiro ensurdecedor soou não muito longe, aniquilando a paz que o momento proporcionava. Tinha vindo de alguns metros à frente. A motociclista poderia parar e ver se alguém precisava de ajuda. Sendo ela o que é, uma arma de fogo não seria um problema, a menos que as balas fossem de prata. Mas Rachel decidiu continuar em seu caminho. O que quer que estivesse acontecendo não era problema seu.

O destino, porém, não estava de acordo com seus planos. Uma figura esguia saiu do bosque caminhando a passos torpes para o meio da estrada. A noite estava escura, mas o farol da moto e a visão aguçada(provinda de seus genes lupinos) permitiam-lhe ver com clareza que se tratava de uma garota. Uma garota loira, linda e com o corpo bem trabalhado, Rachel podia garantir cada uma dessas afirmações, já que a garota estava completamente nua.

A motociclista viu duas figuras sair dentre as arvores. Eram lobos. Mas o cheiro que exalavam deu-lhe a certeza de que não se tratava de lobos comuns. Estes eram monstros, como ela.

Rachel podia ter seguido em frente e deixado a loira resolver seus problemas sozinha, era mais do que óbvio que a garota é um deles também. A morena sabia que por ali reside uma alcatéia, então supôs que a loira havia cometido um erro grave e seus irmãos estavam caçando-a para aplicar a punição. Rachel é uma loba solitária, o que significa que ela abriu mão da vida em uma alcatéia, mas isso não quer dizer que ela não reconheça e respeite seu poder quando no território deles. Ela nunca se metia nos assuntos das alcatéias das cidades por onde passava, ainda mais de uma tão poderosa quanto a de Lima. Não há um homem-lobo que não tenha ouvido falar no nome de Russel Fabray e de como ele comanda com mãos de ferro, mas de forma justa, seus lobos. Se ele mandou caçarem essa garota, ela merecia.

A morena estava decidida a ignorar a situação, mas o farol da moto incidiu diretamente no rosto da loira. E aqueles olhos... Rachel quase caiu da moto quando aqueles olhos hazel fitaram os seus. Lembravam tanto... Os pensamentos da morena foram interrompidos pelos grunhidos dos lobos que se preparavam para atacar a loira.

Rachel freou de repente e aproveitou o impulso proporcionado para se lançar sobre o lobo que estava mais perto da garota nua. Ela havia se metamorfoseado ainda no ar em um enorme lobo negro, sua habilidade extraordinária de fazer a transformação em frações de segundos sempre foi útil em situações como essa. Ela cravou os dentes no pescoço do lobo amarronzado que tentava alcançar a garota. Sem chance de se defender ele caiu no chão com o pescoço dilacerado. Rachel não teve tempo de pensar no que tinha feito. O outro lobo, um cinza-acastanhado, saltou em cima dela e os dois se engalfinharam numa luta cheia de mordidas e grunhidos. O lobo acastanhado era um bom lutar, mas os dois sabiam quem sairia vencedor. Depois de alguns minutos o lobo negro era o único de pé, era possível perceber alguns arranhões em sua pele, mas em pouco tempo eles estariam completamente curados.

O lobo negro virou-se a procura da loira e a viu caída na estrada. Aproximando-se, notou que a garota tinha recebido um tiro no ombro direito, que sangrava profusamente, e outro de raspão no braço. Farejou as feridas e sentiu o cheiro de prata. Isso não era bom. Afastou-se um pouco e iniciou o processo para voltar à forma humana.

— Você pode me ouvir? — perguntou ajoelhando-se nua em pelos ao lado da garota. A loira olhava confusa. Ela parecia oscilar entre o estado de consciência e inconsciência.

— Eu... — tentou responder, mas não teve tempo. Havia carros vindo de todos os lados. Eles fizeram um cerco em volta das duas e os faróis as iluminavam. Pessoas saltaram dos carros carregando armas apontadas para ambas, e alguns lobos saiam da floresta. Os com as armas aproximavam-se rapidamente. A morena tentou proteger a outra com o próprio corpo.

Uma garota latina, trajando um uniforme de torcida vermelho e carregando uma pistola baretta 9mm colocou-se mais próxima da morena e apontou a arma diretamente para sua cabeça.

— Qual o seu nome? — a latina perguntou deixando seus olhos correrem descaradamente pelo corpo da outra.

Tentar cobrir-se seria inútil, além do mais, ela nunca foi tímida. Por isso ignorou os olhares e respondeu a pergunta — Rachel Berry.

— Bem, Rachel — a latina falou saboreando o nome — bons sonhos. — dizendo isso deu uma coronhada na morena, que caiu desfalecida no chão.

Notas finais
Devo continuar? Deixe-me saber o que você pensa.