Well Take Tomorrow, One Day At Time - Hiato

6 O Estranho Subconsciente de Thalia


Notas iniciais
Que foi? É estranho mesmo!

Nico:

Confesso que estava tremendo muito quando voltei a soprar outra lufada de ar para dentro dos pulmões de Thalia através de sua boca fria.

- Acorde, Thalia!

Ela abriu os olhos azuis elétricos e me encarou em choque, tentando desesperadamente respirar sozinha.

- Deuses, Thalia! Você me matou de susto, sua idiota! — exclamei, aparentemente aliviado, e me precipitei para ela.

- Você está gelada... — disse, enquanto a abraçava e esfregava seus ombros úmidos e sujos de lama. Ela continuava mirando o nada.

- O que aconteceu? — perguntou, num sussurro.

- Eu é que pergunto "o que aconteceu?"! Você é a única pessoa que eu conheço que consegue simplesmente cair no sono em cima de um monte de areia movediça! — gritei, mesmo ciente de que isso tampouco lhe atingiria de alguma forma. — Quando eu condegui chegar aqui, só conseguia ver a ponta dos seus dedos fora disso aí! — continuei, apontando a poça de lama que deixamos para trás. — E você não parava de resmungar sobre um tal de "Hipogrifo", sei lá!

-Hipólito. — Ela corrigiu. Tá. Os NOMES agora são prioridade.

-Que seja! Você quase me matou do coração, Thalia Grrace! — Gritei de novo, mas a abracei um pouco mais forte quando ela começou a tremer do meu lado.

- Droga, Thals. O quê você estava fazendo? — perguntei, num sussurro um tanto preocupado.

-Eu... Eu não faço idéia. — respondeu ela, ainda tremendo.

Ela tinha uma aparência completamente devastada e pálida, e também tinha lama por toda a roupa, como eu.

- Vem comigo, Thals. Vamos sair daqui... — levantei e estiquei a mão para ela. — Consegue andar? — Ela balançou a cabeça e se levantou, se apoiando no meu braço numa tentativa frágil de se erguer.

Suas pernas fraquejaram, e ela ameaçou desabar.

- Tudo bem. Ok... Ham... Se importa? — perguntei meio sem graça. Ela me olhou torto, mas assentiu.

- Hoje não. — respondeu, e agarrou meu pescoço enquanto eu a pegava no colo. Não podia fazer mais nada, então e desci até a zona dos chalés.

Já era hora do café, então quando vi uma garota com uma espécie de pijama prateado vindo em minha direção, só tive tempo de pensar "xi... Sujou!" , antes dela começar a gritar comigo.

- O quê você PENSA que está... — a garota viu o estado de Thalia em meus braços e se interrompeu. -O quê aconteceu?

- Ela se afogou em areia movediça. Não conseguia andar. — expliquei. Bem, não era toda a verdade, mas também não era mentira, certo? Thalia se mexeu em meus braços e encarou a garota.

- Phoebe... Abra a porta do alojamento, por favor. — ela gemeu.

Não sei se foi o tom de voz perturbador de Thalia ou sua aparência estranhamente envelhecida, mas a garota assentiu, e mesmo olhando torto pra mim, nos guiou até o chalé da lua. Thalia apagou no meio do caminho (porque eu bati a cabeça dela na porta do chalé de Atena...Estúpido!).

Phoebe parou na porta e me deixou entrar.

-Humpf. Bem... — começou.- avise Thalia que voltaremos amanhã de manhã. Ártemis está com... Alguns problemas. E vamos ajudá-la. — ela se dirigiu a mim com um olhar ameaçador, apesar de aparentar ter pouco mais de 11 anos. — Se ela piorar, leve-a diretamente para a enfermaria. E não OUSE tocar nela também! — completou, e virou as costas e saiu correndo.

-Espera aí! — gritei, mas ela já tinha ido embora. Ela havia mesmo deixado Thalia sob meus cuidados? Ok, elas definitivamente não aprenderam nada com a "História dos Deuses"... Nunca se deve confiar em um filho de Hades quando se trata de pessoas no leito de morte.

Thalia grunhiu de novo, e eu a depositei na cama mais próxima, que ficou completamente molhada e suja imediatamente. Torci para que fosse a cama de Phoebe...

Me sentei ao lado da cama, e comecei a acariciar seus cabelos espetados.

- Nico... — Ela começou a sussurrar, mas soou como um grunhido distante.

- Tô aqui, Thals... Eu tô aqui... — respondi.

-Que... Corpão... — ela terminou, e se acomodou no travesseiro.

Não pude conter o sorriso. Tenho certeza de que também estava vermelho, mas de que importa? Ela nunca iria saber disso! Não por mim, pelo menos. E eu era o único consciente ali.

Ela agarrou minha camisa de novo, exatamente como fizera na noite anterior, no meu alojamento. Não evitei, e voltei a me aconchegar ao seu lado, ainda massageando levemente seus cabelos. Abaixei um pouco a cabeça e sussurrei no seu ouvido.

- Eu te amo, Thals.

Podia sentir seu sorriso repuxando minha blusa na altura do meu pescoço, e ouvi seu subconsciente responder por ela.

- Eu também ME amo, seu idiota... — e ela m apertou mais forte, enterrando o rosto no meu peito enquanto caíamos juntos no sono.

Notas finais
:D Reviews???