We'll Fight Until the End. Together.
1 It's time to wake up!
Notas iniciais
"Hello, dear. Wake up! I can already see the sun outside. Stand up! Today is a great day just waiting to get started!"
Gritava uma voz feminina me acordando. Lá se vão minhas férias. Sentei na cama, baguncei meus cabelos e esfreguei os olhos.
– Mãe, eu te amo e sinto muito a sua falta, mas sua voz era a última coisa que queria ouvir hoje ás 5:30 da manhã. — disse sonolento olhando para o despertador.
Entrei no banheiro cambaleando e corri para o chuveiro na tentativa de que a água gelada me acordasse. Sai revigorado com a toalha na cintura. Vesti meus jeans e uma camisa qualquer. O suficiente para o primeiro dia de aula de um cara solteiro que estuda na mesma escola desde a segunda série.
– Matthew, ande logo! O café está na mesa.
Corri até a cozinha e peguei uma maçã na geladeira.
– O que tem pra comer? — perguntei sentando-me.
– Panquecas. — respondeu meu pai com seu avental "Kiss the Cook". Ele já estava praticamente calvo e o cabelo que restava era completamente grisalho. — O melado está com Mike.
– Obrigado, pai. Mike? — me virei para o garotinho magrelo de 1,30m de altura.
– Tá aí o melado, cara. — Mike tinha apenas dez anos e usava um boné virado para trás. Seus cabelos e olhos eram como os meus. Pretos e verdes, respectivamente.
– Mike. Eu já disse que não é usando gírias e essa coisa na cabeça que vai ser "maneiro".
Ele me ignorou e colocou um grande pedaço de panqueca na boca. Dei de ombros e fiz o mesmo.
– Vão com calma. A comida não vai sair do lugar. — reprimiu meu pai, até que consultou seu inseparável relógio de pulso e completou. — Matt, é melhor correr. O ônibus chega em dez minutos.
Engoli todo o resto da comida que estava na minha boca e corri para escovar os dentes e pegar a mochila. Ethan estaria me esperamos no ponto.
– Ei, cara! — Acenei para o garoto apoiado na placa. Ele acenou de volta e colocou com as mãos para os o bolsos.
– Matt, Matt, Matt. Eu não te entendo, cara. Você diz para o seu irmão parar de falar gírias e coisas do tipo, mas você continua falando!
– Eu não digo isso. Eu falo para ele parar de falar assim tentando ser "maneiro".
Ethan riu. O garoto era ruivo e um pouco mais alto que eu. Seu rosto, cheio de sardas, sua boca, vermelha e sempre machucada, devido a sua mania de mordê-la o tempo todo, e seus olhos, castanhos claro.
– Animado para o primeiro dia de aula?
– Ah, claro, até porque eu morro de saudades da Sra. Roosevelt
– Ah, mesmo tendo o nome de um ex-presidente morto ela não é tão ruim assim, é?
Rimos e subimos no ônibus conversando alegremente até chegar a escola.
Pov. Jessy
– Filha, acorda. Primeiro dia de aula. Levante-se rápido. Vou preparar o café.
Cambaleei para fora da cama e me joguei em baixo do chuveiro. Coloquei uma roupa qualquer e fui para a cozinha correndo. Meus pais já estavam à mesa comendo.
– Bom dia, querida.
– Bom dia. — respondi com um bocejo.
Engoli a comida rapidamente e saí correndo.
– Já vai, querida?
– Acho que sim. Esse negócio de ônibus é novo pra mim, então prefiro correr para não me atrasar. Tchau, mãe, tchau, pai.
Cheguei no ponto e me sentei. Até que enfim paz. Peguei um livro em minha mochila e escondi o rosto para poder chorar em paz. Saudade. Era o que resumia meu estado agora. Deixar todos os meus amigos para trás, meus colegas de treino. Eu perdi toda uma vida, graças a mais uma mudança. Esse é o 5º estado que moro nós últimos 10 anos da minha vida. O primeiro dia é sempre o pior.
"Não. Chega, Jessica. Sem drama. Você não vai fazer isso de novo. Apenas relaxe, vai dar tudo certo. Sempre dá." Pensei tentando me acalmar. Esfreguei os olhos limpando as lágrimas e me virei para guardar o livro na mochila e vi o brilho da minha faixa azul. Mesmo depois de três meses em Fresno sem treinar eu continuava levando a faixa na bolsa. Como um amuleto. Droga, mais lágrimas.
O ônibus chega fazendo barulho e eu respiro fundo, seco os olhos e forço um sorriso. Pego a mochila e entro. Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida e se alguém tem que fazer algo para melhorá-la, esse alguém sou eu.
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