Welcome To The Family II
4 Capítulo 4 - Desespero
Notas iniciais
quero dar as boas vindas a vitoriaormai, bem vinda! ps: cuidado, pode ficar doida, é. kkk'
Beijos. Boa leitura
aah já ia esquecendo. PARABÉNS JOHNNY CHRIST! O BAIXISTA BAIXINHO MAIS FODA DE TODOS OS TEMPOS, SEU LINDO *-*
Uma semana se passou, Rebecca só contara a Jimmy da volta da mãe. Não queria preocupar ninguém.
-Rebecca, a dias você anda estranha, o que aconteceu? — Brian a perguntou enquanto ela amamentava Nicolle.
-Nada Bri, só ando com muitas coisas na cabeça — Respondeu Simplesmente.
-Te conheço morena, sei que tem mais aí do que ta me falando — Brian disse antes de sair do quarto. Rebecca suspirou encarando a face tranquila da filha.
A tarde já chegava e Rebecca estava preocupada. Já passara da hora de Anne chegar, e nem sinal da filha.
-Então? Ela chegou? — Brian perguntou aparecendo na porta.
-Não. Já liguei pros meninos perguntando se algum deles havia ido buscar ela, mas nenhum foi e ela não esta na casa das amigas.
-Vamos na escola e ver se descobrimos algo — Brian falou pegando Kevin no colo e a chave do carro. Peguei minha bolsa e Nicolle e entrei no carro ao lado de Brian.
-Prende ela pra mim? — Perguntei passando nossa pequena pra ele, logo Brian a prendeu na cadeirinha ao lado de Kevin.
Logo estávamos a caminho da escola de Anne. Assim que chegamos eu saltei do carro, fui até a entrada e o porteiro veio sorridente.
-Olá Dona Rebecca, o que faz aqui? — Perguntou simpático.
-Roger, Anne já saiu? Ela ainda não chegou — Perguntei preocupada.
-Saiu sim, desde a hora do intervalo na verdade — Comecei a ficar nervosa.
-Alguém veio buscar ela? Eu não lembro de ter autorizado ninguém além dos garotos — Perguntei.
-Bom, foi uma senhora. Ela disse que era avó de Anne — Minha respiração ficou suspensa.
-Não era a Suzy? — Perguntei só pra comprovar.
-Não, tenho certeza que não. Ela era bem parecida com a senhora sabe, tinha ar de rica e olhos azuis.
-Obrigada. — Falei saindo e voltando ao carro.
-E então? Descobriu algo? — Perguntou Brian. Sem poder controlar comecei a chorar, o desespero batendo como uma onda grande na ressaca.
-M-Minha mãe — Falei com a voz fraca. Brian empalideceu e apertou o volante, eu vi a força que ela estava segurando pois os nós dos dedos estavam brancos.
-Tem certeza? — Ele perguntou com a voz abafada.
-Uhum — Confirmei. Brian deu a partida e dirigiu direto pra casa de Jimmy.
-Tem como você vigiar eles? Temos que fazer umas paradas — Brian perguntou segurando as crianças. Jimmy com Leanna na porta concordaram. Brian voltou ao carro, sem dizer uma palavra voltou a dirigir.
Já estávamos rodando a quase meia hora, quando resolvi quebrar o silêncio.
-O que estamos fazendo exatamente? — Perguntei com a voz baixa e cautelosa, por mais que eu conhecesse Brian sabia que tinha horas que ele explodia.
-Procurando minha filha, não é possível que a louca da sua mãe tenha sequestrado ela. Sem falar que ela aparece do nada, e some com minha filha assim. Nós nem ao menos sabíamos que ela estava na área.
-Eu sabia, semana passada foi ela que foi lá em casa — Falei num suspiro. Senti Brian pisando bruscamente no freio e lançando meu corpo pra frente, sorte que estava de cinto.
-Você sabia? E ONDE ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO NÃO ME CONTOU? — Perguntou gritando e vermelho.
-Eu sabia que essa seria sua reação — Respondi ainda com a voz baixa.
-E você queria o que Rebecca? Que eu ficasse feliz? Que eu saísse por aí dançando, por que a bruxa voltou? — Perguntou com raiva, mas a voz baixa.
-Eu...Hã...Vamos procurar Anne, depois conversamos — Falei por fim. Não estava nem um pouco disposta pra conversar com ele ali.
Brian voltou a dirigir, resmungando coisa ininteligíveis, eu passei a prestar atenção a tudo que passava pela janela do carro tentando ver algo relacionado a minha filha.
Depois de horas, nada encontramos. Brian voltou a casa do Jimmy e pegamos os gêmeos.
-Nada? — Perguntou meu amigo me olhando.
-Nada, rodamos praticamente a cidade toda — Falei com desespero notável na voz.
-Uma hora ela vai aparecer, se não amanhã vamos na polícia — Jimmy tentou me acalmar. Sorri derrotada e voltei ao carro com Nicolle no colo, enquanto Kevin dormia na cadeirinha de trás.
Chegamos em casa e estranhei, as luzes do andar de baixo estavam acesas.
-Eu jurava que quando saímos estavam apagadas — Comentei baixinho. Brian olhou e também estranhou. Com calma entramos na casa segurando as crianças.
-Mãe! Onde vocês estavam? — Ouvi a voz de Anne, quando olhei ela estava na soleira da sala com as mãos na cintura e batendo o pé.
-Filha — Aliviada apertei ela em um abraço.
-Mãe...Ar...Sem... — Falou entre meus braços. Soltei olhando todo o rosto.
-Anne, onde você tava? Nos deixou doidos — Brian a abraçava e perguntava.
-Eu estava com minha avó. Mãe por que não me contou que ela era minha avó? — Perguntou minha baixinha brava.
-Depois explico, cadê Rute? — Perguntei.
-Na cozinha, ela disse que ia fazer um lanche pra mim — Respondeu sorrindo.
-Fica com sua irmã — Falei passando Nicolle pra ela. Brin me olhou sugestivo e fiz sinal pra que ele subisse. Caminhei até a cozinha encontrando Rute encostada na bancada.
-Vamos direto o assunto, o que você quer aqui? E não me venha com o papo de que queria reatar os laços comigo — Perguntei direta.
-Rebecca, a anos que nos afastamos já está mais do que na hora de nos acertamos.
-Você acha que eu te perdoei? Você acha que merece isso?
-De verdade? Acho. Foi uma confusão tudo que aconteceu, já esta mais do que na hora de você esquecer.
-Como você quer que eu esqueça uma coisas que me marcou? Quase acabou com minha vida? Se não fosse os garotos me apoiando e ajudando a levantar, eu estaria morta agora. Se não for pedir muito some da minha vida e da minha família.
-Desculpe, não posso fazer isso. — Rute disse e foi embora.
Pov Narrador.
Rebecca suspirou, já não aguentava mais ter sombras do passado atrapalhando sua vida. Quando achou que poderia seguir em frente, uma parte do seu passado aparecia.
Sentou no chão da cozinha atrás do balcão e ficou fitando o nada. Depois de vários minutos sentiu o perfume de Brian do seu lado e o braços dele lhe aconchegando.
Não conseguiu controlar e chorou, chorou por tudo de ruim que passou na vida e por tudo que a marcou de alguma forma.
Passou o dedo por uma cicatriz que tinha na barriga, fina, mas que foi a pior coisa que lhe aconteceu e chorou ainda mais.
-Po-por que? Quando tu-tudo parece perfeito, isso aconte-tece? — Perguntou, mas sem esperar nenhuma resposta.
Notas finais
Reviews?
Beijos.
Fale com o autor