Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
7 Armas trouxas
Notas iniciais
Draco não aguentava mais entrar na biblioteca. Sabia quem encontraria lá. Wednesday. Com aquele tal de Zacarias. Era uma sensação diferente, não estava acostumado com aquilo.
Ele tentava se convencer de que não eram ciúmes. Porque se fossem, significava que ele sentia... Coisas por ela. O que não era bom, porque sabia que logo teria que mata-la.
“De qualquer maneira, se a Wednesday não quer brincar com ele, brinco eu sozinho.”, pensou Draco, sorrindo malignamente.
Ele sabia que seria arriscado, se lembrava do que Wednesday lhe havia dito.
“Se tocar um dedo nele eu te explodo. Preciso da nota”
— Nota não é um problema, Wednesday. Ele é.
Draco não pensou duas vezes, e começou a arquitetar um plano. Correu até a sessão de “Cultura Trouxa” na biblioteca.
-Torturas Medievais. Perfeito! – ele disse, para si mesmo.
Escondeu o livro nas vestes e correu para o quarto, onde passou horas lendo o livro e começando a montar sua máquina.
Crabbe e Goyle entraram no quarto.
— Cara, o que você ta fazendo aí?
— Trabalho de Estudo dos Trouxas. – ele respondeu, distraído, embaixo da máquina, apertando uns parafusos.
— Ah, tá, sei. Draco, não acha que você está exagerando um pouco com esse lance?
— Que lance?
— Você sabe... Essa garota, Wednesday. Você não acha que pode estar meio... Obcecado com ela?
— Como assim?
— Qual é, cara? Abre o jogo. Todo mundo sabe que você só tá se metendo nesses lances estranhos de armas trouxas e tortura por causa dela.
— Calem a boca, vai.
— Porque? Tá gostando dela, né?
Draco empurrou Crabbe contra a parede, pressionando seu pescoço com o braço, fazendo-o ficar sem ar. Ele sentiu a fúria percorrendo seu corpo. Sabia que não podia gostar dela.
— Saiam daqui – ele disse, apenas, voltando a trabalhar.
Draco saiu do quarto e cautelosamente foi levar a máquina para a Floresta.
“Meu orgulho! Para provar para Wednesday que não é só ela que consegue montar essas engenhocas!”, ele pensava, admirando a máquina. Um grande tubo de metal com espinhos dentro e uma alavanca do lado de fora. Se Zacarias fizesse alguma coisa que ele não gostasse, era só puxar a alavanca, e as paredes do tubo diminuíam de tamanho, os espinhos começariam a perfurar sua pele, e, em caso extremo, levá-lo à morte.
“Esses trouxas são mesmo espertos, afinal!”, ele pensava, enqunto ia a caminho do salão comunal da corvinal em busca de Wednesday, quando ouviu um barulho que o fez se esconder nas sombras para que ninguém o visse. Zacarias e Wednesday estavam na porta do Salão Comunal da Corvinal.
— Finalmente, terminamos o trabalho! – ele dizia.
— É, já não aguentava mais olhar tanto para aquelas páginas – ela disse – Bom, até amanhã.
Wednesday estava se virando para entrar no Salão, quando Zacarias a impediu, segurando-a pelo braço.
— Wednesday, espera. Tem uma coisa que eu queria falar com você. – ele disse, fazendo-a se virar.
— O quê?
— Não... É só que... – ele tentava achar as palavras certas para se expressar, enquanto Draco o observava com mais raiva e atenção ainda – Passar todo esse tempo com você me fez perceber que... – ela o observava atentamente, esperando o que ele tinha para dizer. Zacarias olhava seu reflexo dentro dos escuros olhos de Wednesday, e tudo o que saiu foi um – Nada... Boa noite.
Wednesday achou o comportamento de Zacarias muito estranho, mas apenas entrou no Salão Comunal.
Zacarias respirou fundo e se encostou na parede.
— Idiota... – ele sussurrou.
Após alguns instantes, ele começou a caminhar na direção do corredor onde Draco estava. O loiro se ocultou mais ainda nas sombras, e quando Zacarias passou por ele, Draco apertou um “ponto de pressão” no pescoço dele, fazendo-o desmaiar.
Ele rapidamente levou o rapaz para a floresta sem que ninguém visse.
“Agora entendo porque a Granger passa tanto tempo naquela biblioteca. Livros são até que úteis às vezes”
Pensou enquanto colocava Zacarias sobre a máquina, e levava tudo para a Floresta.
Zacarias acordou com uma leve tontura.
— Caracas, ta escuro pra caramba! – ele disse – Peraí. Malfoy? – ele olhou em volta e se viu amarrado em uma árvore, e começou a se debater, tentando se soltar.
— Isso.
– Me solta daqui, seu maldito! – ele ameaçou.
— Não me parece que você está em condições de exigir nada, meu amigo. É só relaxar e fazer o que eu mando.
— E se eu não quiser?
Draco pegou uma vela, e a acendeu.
— Acha mesmo que eu vou ter medo de uma vela? O que pretende fazer com isso?
Draco não disse nada, apenas se aproximou dele, com o objeto em chamas, e assim que o fogo começou a derreter a parafina, e ela começou a cair na pele de Zacarias, fazendo-o gritar de dor, ele entendeu a idéia.
— Agora, eu só tenho uma pequena perguntinha pra te fazer. Responda, e eu talvez te deixe sair.
Zacarias engoliu em seco, ao ouvir a palavratalvez.
— O que você quer com a Wednesday?
— Ah, então é sobre isso. Se você quer saber, nós estamos juntos. Na-mo-ran-do – mentiu Zacarias. Talvez tenha sido o maior erro de sua vida.
Draco parou por um instante, em silêncio. Olhou para a vela e disse:
— Resposta errada, garotinho.
Draco se aproximou de Zacarias, e lentamente aproximou a chama de sua pele, levando-o ao desespero.
— Não, não grite ainda. Daqui a pouco testaremos aquela belezinha ali – Draco disse, e apontou com a cabeça para a máquina – Isso sim, será dor de ver...
— Draco Malfoy, o que você pensa que está fazendo?! – gritou uma voz feminina atrás de si, fazendo-o se virar.
— Wednesday?
— Mandei não mexer com o Zac!
— Zac? Então agora já tem um apelido para ele!
— Draco Malfoy, solte ele agora!
Draco pensou por um instante, e em seguida rompeu a corda com a chama da vela.
Zacarias pulou para longe de Draco assim que pôde, e se escondeu atrás de Wednesday, se segurando nos ombros dela.
— Assim que eu gosto Malfoy. Eu mando você obedece. Vamos, Zac, vamos embora.
Zacarias foi na frente, ainda muito assustado. Wednesday se virou e sussurrou para Draco:
— Bela máquina, Draco. Usamos ela depois – e voltou a caminhar, deixando-o ali, sozinho, confuso, porém feliz, por ela não ter se zangado muito.
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