Weasleys - Nova Geração
9 Mistérios
Notas iniciais
Rose lançou a bolsa sobre a mesa, foi possível escutar o estralar de algo pesado dentro da bolsa com o impacto.
Na noite anterior quando saiu da Toca foi direto para casa, precisava ficar sozinha, chorar, derramar sua dor em lágrimas.
Levou as mãos a cabeça, aquele lugar estava cheio de lembranças dele, de seu cheiro, de seu sorriso, da sua voz.
A ruiva gritou em revolta e atirou um dos porta retratos no chão, como ele pode?
O vidro no chão espelhou em suas lágrimas que já desciam teimosamente, se encostou a parede e escorregou até encontrar o chão, sussurrou algo desconexo, e esbravejou um grito do fundo da garganta, escondendo a cabeça entre os joelhos e chorando copiosamente.
Uma brecha na porta foi aberta sem ela perceber, a cabeça morena adentrou a brecha e procurou a ruiva ali dentro, quando seu olhar recaiu sobre a jovem que chorava encolhida em um canto.
Pensou em dar meia volta, mas algo o travou, seus pés pareciam colados ao chão, não deveria estar rindo de sua desgraça?
Seu coração disparou machucado e ele abriu a porta, entrando e fechando em seguida, sem emitir nenhum som.
Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas caminhou até a garota e se ajoelhou em sua frente
— Rose... — Sussurrou baixinho tocando em seu cabelo, a garota levantou o olhar rapidamente e o encarou confusa
— J-James? — perguntou em um fio de voz
— anh... Não chore — ele respondeu baixo e com a voz confusa
— por que está aqui? -Perguntou atordoada
— Eu não sei- ele baixou o olhar e os olhos da ruiva brilharam em chama
— eu não preciso mais do seu "não sei" — Ela respondeu ríspida e ele suspirou
— pensei que seu problema fosse Scorpius- a olhou culpado
— ah claro! Até porque Você me deixou forte para caso de quedas- resmungou seca
— Rose, nos já conversamos...
— não, não conversamos, James -rosnou
— Rose, o que você quer então?
— não quero mais nada seu, Sirius — Rose baixou o olhar incrédula
—sempre a mesma coisa não é? -respondeu chateado
—NÃO SEI — enfatizou a frase e ele a olhou indignado
— eu não sou o culpado por isso, não me trate como se tivesse feito você namorar o Scorpius -ele girou os olhos e ela ergueu uma sobrancelha
— você pode, por favor, me deixa em paz, Potter -pediu sem paciência
— pra você começar a chorar de novo? Sem chance! — se acomodou no chão sentando ali como se tomasse posse do local
— o que importa a você? Conseguiu não foi mesmo? Conseguiu me destruir como sempre quis! — ela exclamou e o garoto franziu o cenho tentando entender
— Rose, eu nunca quis destruir você...
— não tenho mais tempo para ouvir as suas indecisões — ela falou se levantando e tomando postura
— não tem mais? Você escutava? -ele baixou o olhar meio perdido
— mais do que devia, sai da minha sala, Sirius, e só volte com aquela papelada em mãos- ela falou se sentando a cadeira e começando a limpar o rosto
— você é louca, Weasley — ele respondeu ainda confuso e se levantou dando as costas e saindo dali a passos leves, a ruiva suspirou cansada e fungou, até que ponto ele seria tão burro, e porque resgatar um assunto de anos atrás?
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Victoire ninava seu filho enquanto Kate tinha os olhos arregalados observando, Teddy bocejava no sofá se esticando.
— acho melhor colocar ele no berço – Dominique falou voltando o olhar calmo para o sobrinho
— mas aí ele acordará – Teddy resmungou
— seu filho já está mal acostumado? – Louis perguntou incrédulo e Dominique lhe lançou mais um olhar cortante
— será que ele quer dormir com a mamãe? – Kate perguntou sentando no chão
— não, Kate, Teddy cuide da sua filha – Victoire exclamou se levantando e subindo as escadas com o filho em seus braços
— Kate, já está tarde...
— não, eu já sou uma mocinha e não durmo cedo – ela cruzou os braços e tentou ao máximo falar corretamente
— Katherine, está na hora de dormir – o pai suspirou andando até a filha e a pegando no colo
— a senhorita pode ficar mal se dormir tarde – Dominique respondeu docemente se levantando e andando até a pequena
— mal? Mal como? – ela perguntou curiosa
— vai nascer bolas pelo seu corpo... – Dominique começou a falar misteriosamente
— papai, pensando bem eu quero dormir – a garota olhou para o pai desesperada e o moreno gargalhou
— então vamos lá – Teddy respirou fundo e subiu as escadas sorrindo, Dominique riu baixinho e levou a mão aos olhos bocejando em seguida.
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A loira observou aquele grande edifício a sua frente, como aquele lugar havia mudado depois da guerra? Bem, isso não importava.
Desceu os óculos escuros para seus olhos e sorriu malvada, adentrando o ministério recebeu olhares curiosos, quem seria aquela mulher nunca vista?
Parecia alguém importante pelo ponto de vista da maioria, seria mais uma das amiguinhas do ministro? Do jeito que o ministro andava não duvidavam mais de nada, chegando há um elevador adentrou graciosamente, no que aquele lugar se transformava? Parecia mais uma empresa trouxa.
Suspirou saindo do pequeno local e andando pelos corredores, ao dobrar uma esquina esbarrou em alguém, esse alguém parecia estar vindo mais veloz que ela, mas conseguiu a segurar antes que pudesse cair com as costas no chão.
— Desculpe, eu não tinha visto você – ele se desculpou se afastando
— tudo bem – murmurou entre dentes – me diga uma coisa, o ministério agora é uma empresa qualquer? – ela falou seca
— não, o ministério continua o ministério, quer dizer, parece que pulamos uns 20 anos a frente, não é? – ele falou olhando ao redor
— anh... Então está indo bem – ela murmurou baixinho
— como é? – perguntou sem entender
— nada, nos vemos depois senhor!? – o olhou curiosa
— Potter – ele respondeu sorrindo e a expressão da loira se abriu, como se tivesse uma ideia
— muito prazer, senhor Potter – ela sorriu tirando a varinha do bolso, conjurou um pequeno bilhete e o entregou – nos vemos por aí – ela falou piscando para o moreno e dando as costas, James encarou o bilhete, um número de telefone! Por alguns segundos esqueceu da confusão a pouco tempo atrás, uma luz no seu caminho o acendeu, mas afinal, quem era essa mulher?
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