Notas iniciais
Oi... Um tímido oi para dizer que eu vim finalmente encerrar essa história (E todas as outras). Sem mais delongas, que já temos quase 10 anos desde quando comecei essa fic, o próximo será o epílogo, espero que gostem. Boa Leitura!

Passado os dias, Rose estava na casa de Alvo basicamente descansando trancada em seu quarto ninguém sabia fazendo o quê, mas Rose estava fundada em muitos papéis, jornais do mundo bruxo, que contavam exatamente o que ela precisava saber.

A muito tempo atrás uma bruxa maligna teria matado sua filha e a própria neta, por que alguém tinha prometido a ela algum tipo de poder, por pura ganancia, no fim de sua vida essa bruxa foi amaldiçoada a retornar em outras vidas e ser morta pelos seus descendentes, permanecendo em um loop eterno.

Por acaso, a bruxa se chamava Helena e uma de suas “vítimas” que estava na hora de sua morte, Jaqueline, ela também tinha sido levada pela sede de poder.

Rose juntava cada pedaço daquele quebra cabeça, tendo encontrado um vira tempo em sua longa viagem, de bruxos das trevas que estavam, pra variar, tentando trazer Voldemort de volta a vida, mas Rose não permitiria, de qualquer forma. Ela pegou o vira tempo e o guardou com muito cuidado, ela só usaria ele em um caso extremo, mas assim que ela ligou os fatos com o dia da caverna, sabia porque tinha usado aquele vira tempo, pra salvar sangue do seu sangue, por isso Rose tinha uma filha.

Agora ela sabia, e por isso voltou como um furacão para Londres, ela mesma, em sua sã consciência, no futuro, teria mandado sua filha de volta pro passado achando que a poderia proteger da morte pelas mãos de Helena.

Rose foi tirada de seus pensamentos quando ouviu batidas na porta.

— Pode entrar – Ela respondeu com os olhos vidrados nos papéis

Karen entrou com uma bandeja de sanduiches e os deixou na mesa de canto vindo para as costas da ruiva, observar o que tanto a deixava intrigada.

— É a Jaqueline? – Karen arregalou os olhos olhando para uma primeira página de jornal largada ali, Rose recolheu a página rapidamente

— Obrigada pelos sanduiches, Karen – Rose respondeu sorrindo de canto tentando esconder os jornais

— O que está escondendo aí, Rose?

Rose a olhou profundamente, se perguntando se deveria contar, Karen lhe sorriu docemente e Rose sabia que podia confiar nela.

[...]

Karen demorou um tanto para digerir tudo que Rose tinha apurado.

— Por isso você voltou?

— Eu estava criando coragem, a gota d’agua foi o convite – Rose riu abafadamente

— Depois de todo esse tempo ainda é o James, né? – Karen abriu um sorriso largo colocando a mão no ombro da amiga

Rose nada respondeu, somente suspirou e deu uma mordida faminta no sanduiche.

***

— Você não vai conseguir fugir dela, já sabe né? – A voz de Alvo estalou pelo corredor seguindo um James apressado

— Não enche, Al

— Você sabe que é verdade – Ele disse fazendo o irmão parar e tornar a encara-lo

— O que quer que eu faça? Largue tudo e vá correndo atrás dela? – Ele estendeu as mãos como em rendição

— Quem está dizendo é você

— Eu estou muito próximo de pegar essa bruxa, Alvo – James respondeu inseguro

— E você fez tudo isso por ela...

— Por Sophie – Corrigiu o moreno

— Você sabe de verdade o que quer, irmão, você sabe – Alvo colocou a mão no ombro do irmão apertando ali

James pigarreou e se aproximou do irmão para sussurrar

— Eu vou me casar, Alvo, seria uma loucura largar tudo por Rose depois de todo esse tempo, quando ela não fez nada por mim

— James! Ela foi embora porque você foi um babaca

— Jaqueline que me beijou na floresta, Al!

— Você disse isso pra Rose?

— Não, mas...

— Como você acha que ela voltou mesmo assim?

James parou para pensar

— Você acha que ela veio acabar com meu noivado? – O mais velho colocou a mão na cabeça bagunçando seu cabelo, que já estava rebelde de tanto James mexer em um ato de pura ansiedade

— Depois de tudo que você fez, se eu fosse Rose eu nunca mais pisaria aqui – Alvo riu e James apenas o olhou de esguelha repreendendo

Os dois foram interrompidos por uma ligação de Gina, que Alvo atendeu na mesma hora

— Mãe? – Ele atendeu

James o olhava curioso enquanto ela falava atropelando suas próprias palavras

— O que? Ela levou a Sophie? Pra onde?

O moreno agora estava suando frio e prestes a entrar em desespero quando Alvo terminou a ligação com um “Ok, estou indo ver o que aconteceu”

— Rose levou Sophie, mamãe não sabe para onde e ouvi Karen falar algo sobre bruxa

James não pensou duas vezes antes de pegar na mão do irmão e aparatar

***

Sophie observava Rose desconfiada, enquanto Rose andava concentrada na floresta a sua frente

— O que está acontecendo? – Sophie questionou

Rose a puxava com carinho pela mão, ela a tratava com carinho por saber quem era ela, a ruiva avistou uma caverna que lembrava mais ou menos como era, afinal tinha procurado se esquecer daquele lugar

— Eu vou consertar o que fiz a você, minha filha – Rose respondeu avidamente

— Filha? – Questionou fazendo Rose parar e se ajoelhar na frente dela

— Sim, você é minha filha – Ela suspirou profundamente — e eu sinto muito por ter te deixado sozinha

Os olhos de Sophie se encheram de lágrimas sem saber muito bem o que estava acontecendo, mas ela estaria grata de qualquer forma se Rose fosse sua mãe de verdade, seria tudo que ela mais queria.

Rose só tinha uma carta na manga, e ela estava torcendo para que desse certo, mandou uma mensagem de texto para Alvo escrita simplesmente “Caverna”.

Ela sabia que ele viria, tinha que acreditar que ele viria.

Como um arrepio pela sua espinha ela sentiu a presença da bruxa, o cheiro de magia antiga que ela lembrava amargamente.

— Então você veio pra mim sem que eu me esforçasse – A voz sussurrou

Rose se perguntou como ela aparentava dessa vez, já que estava sempre fingindo ser várias pessoas diferente, devia cheirar a poção polissuco, ela estava em todo lugar, no ministério, em casa, no mercado, na sorveteria, ela sempre se transformava em uma pessoa diferente para vigiar.

Mas dessa vez ela se revelou como uma moça morena de olhos castanhos escuros, aquela devia ser a face da sua encarnação atual.

— Eu trouxe a minha filha – Rose respondeu baixinho, na defensiva, colocando a pequena atrás de si

Rose sabia que a bruxa ia estar ali porque ela estava a vigiando desde que pisou em Londres, no meio de seus familiares

— Parece que essa será a última vez que nos veremos, querida

A Ruiva podia jurar que ouviu um tom leve de arrependimento na voz da bruxa

— Você tem que prometer que não tocará em nenhum deles mais – Rose disse cortante

— Você sabe que eu só preciso de você, minha querida netinha

— Eu não sou sua neta, você matou ela, Helena, eu sou Rose Weasley – Respondeu com firmeza

Sophie ficou admirada com Rose tão segura de si.

— Chega dessa palhaçada, onde está sua varinha? – A mulher perguntou esticando a mão, Rose não hesitou em dar sua varinha a ela, estava confiante.

Rose suspirou bem a tempo de ver Alvo e James aparatando no meio da floresta, seguidos de uma Gina e uma Karen preocupadas, ela apostou que em menos de dez minutos todos estariam ali. Helena olhou para trás surpresa, mas logo voltou a apontar a própria varinha para a Weasley.

— Você trouxe plateia? – Ela riu sarcástica

Rose arregalou os olhos vendo James correr em sua direção.

— Você não a amava, não é? Você nunca conseguiu amar ninguém, nem a si mesma

— Do que você está falando, garotinha? – Helena estreitou os olhos para Rose se sentindo incomodada com aquela conversa

— É por isso que você nunca conseguiu acabar com a maldição, você não sabe o que é isso, não sabe porque foi amaldiçoada por matar alguém que era muito amado – Rose abriu um sorriso inesperado, deixando a bruxa revoltada

Rose focou os olhos ao ver Jaqueline aparatando também na floresta, bem a tempo de James alcançar Rose e se colocar a frente das duas meninas, ela não pensou duas vezes

— Você nunca vai saber o que é isso – Rose gritou e a mulher ergueu a varinha

— Avada Kedavra – Ela esganiçou

Antes que o feitiço pudesse atingir James que estava na sua frente em um feixe de luz ela trocou de posição com ele o puxando pra perto e tomando seus lábios em um beijo, o feitiço lhe atingiu bem em meio as costas, a ruiva arqueou com o impacto que não somente bateu em suas costas, mas nos braços de James que estavam a segurando.

Tudo foi muito rápido para entender o que aconteceu, quando Rose e James escorregaram de joelhos, os dois ao mesmo tempo, depois de se soltarem de um beijo desesperado, eles caíram sentindo a vida escorrer pelas mãos dos dois.

Sophie gritou e Alvo correu em direção aos dois os amparando, apontando a varinha para as costas no caso da bruxa lhe lançar alguma maldição imperdoável, mas antes que pudesse se abaixar, Alvo olhou de lado para a bruxa que se desfazia, como se fosse um amontoado de poeira, ele ficou em choque.

— O que você fez? – A bruxa perguntou com o olhar desesperado antes de sumir completamente no ar, como se nunca tivesse existido

Jaqueline logo atrás lançou um sorriso para Alvo, antes de desaparecer como poeira no ar, as duas deixaram de existir, finalmente morreram, a maldição tinha acabado.

Karen e Gina correram para perto desesperadas

— Eles morreram? – Karen perguntou com os olhos já cheios de lagrimas

Alvo se abaixou e aferiu a pressão dos dois, passou uns segundos sentindo o batimento de seus corações, ele ficou em choque ao ver que os corações ainda batiam, quase no mesmo compasso, Alvo virou pra trás prestes a contar quando viu a cena que lhe tirou a voz mais uma vez.

Sophie também estava sumindo, como poeira ao vento, seus bracinhos começaram a se desfazer no ar

— Sophie? – Alvo se levantou alterado indo em direção a menina

— Ta tudo bem, tio, a gente se vê daqui uns anos – A menina balançou a cabeça afirmando e deixou seu sorriso gentil ser a última coisa que viram no rosto dela

Gina e Karen já choravam copiosamente quando o resto da família começou a chegar no local, eles pegaram os dois desacordados e levaram pro carro de Roxy

— Acabou, Alvo – Karen sussurrou segurando firmemente na mão do noivo

— Acabou – Alvo assentiu.

Notas finais
Então? A gente se vê agora no epílogo sem mais delongas. Obrigada por ler! Até a próxima!