Notas iniciais
Olá, meus amores! Sorry, I'm late. Como vocês estão? O cap de hoje é um que tem sido bem aguardado por algumas pessoas :B Bem, na verdade é um cap que mexe um pouco com o rumo da história, então é bem importante. Espero que gostem :D Apesar de fazer questão de responder com muito carinho cada um dos comentários que eu recebo, gostaria de agradecer novamente a todos vocês que estão vindo aqui ler. Muito obrigada por permitirem que eu divida essa história com vocês :D E agora deixemos de blá blá blá e vamos ao que interessa :) Aproveitem. Beijinhos!

Quando você está feliz, o mundo parece mágico. É como se todas as coisas ao redor colaborassem para manter esse sentimento. No entanto, quando menos se espera, tudo vira de cabeça para baixo. Ela acordou naquele dia com uma sensação estranha. Novamente sonhara com ele. Foram tão felizes juntos! Mas ele tinha que sumir e fazer o que todos em sua vida faziam: Abandoná-la.

Bem, a vida não é um conto de fadas, afinal. Finais felizes não são para todo mundo. Algumas pessoas simplesmente existem. Não é como se estivesse reclamando. Apesar de ter sido um canalha, Neal lhe deixara a única coisa que tinha de bom em sua vida, tudo aquilo que mais lhe importava: Seu filho Henry. Já havia contado a historia toda ao menino mais de uma vez. Quando ele nasceu, jurou-lhe que jamais mentiria e mantinha a promessa sempre que possível. Henry não parecia se importar muito com o fato de nunca ter conhecido o pai. O menino sempre dizia que não precisava de um tendo-a como mãe. Sentia-se honrada ao pensar que o filho pudesse sentir tamanha admiração por ela.

Emma levantou-se de sua cama e preparou uma bela caneca de café forte. Virou-se para pegar algumas torradas no armário e quase não acreditou quando ouviu as três batidas discretas na porta da frente. “Quem bate na casa dos outros às 7:00 da manhã de um sábado?! Essa gente não tem mais respeito nenhum pelos outros!”. Indignada, seguiu até a entrada do apartamento e abriu a porta. A visão do homem à sua frente quase fez com que engasgasse. Antes que pudesse se conter, deu-lhe um forte e sonoro tapa no rosto com toda a raiva que sentia dele emanando por cada um de seus dedos. Neal coloca sua mão onde fora atingido, praguejando.

– Emma, me escute! Sei que você está furiosa comigo e gostaria de conversar! Não foi fácil para mim vir até aqui e existe muita coisa em jogo. Coisas com as quais você nem sonha e se eu simplesmente te contasse, você diria que eu estou maluco.

– E está mesmo, se acha que pode aparecer aqui em um sábado de manhã, tantos anos depois de ter sumido como um babaca e fingir que nada aconteceu.

– Não estou dizendo isso! Por favor, deixe-me entrar. Tenho um assunto importante a tratar com você. O futuro do nosso filho depende disso.

– Como sabe que eu tenho um filho? E quem disse que é seu, pra começo de conversa?

– Eu sei muito mais do que você pensa. Henry é meu filho e nada do que você diga vai me convencer do contrário.

– Ele está dormindo. Você vai acordá-lo. E se o fizer, esse tapa não vai ser nada perto do que vai acontecer com você. Cai fora daqui antes que eu chame a polícia. – A mulher empurra a porta, intentando fechá-la. Neal coloca o pé na frente a tempo de impedi-la.

– Por favor, eu preciso de cinco minutos! Só isso, Emma. Se você me deixar entrar e me der cinco minutos do seu tempo eu juro que vou embora assim que eles acabarem e não volto nunca mais.

– Você não vai mesmo desistir, não é?

– Nunca.

– Certo, entre. Você tem cinco minutos, nada mais do que isso. E se Henry acordar, eu te mato.

Swan segue até a cozinha, com Neal aos seus calcanhares. Ele se senta em um banco perto do balcão e ela encosta-se na pia, apanhando sua caneca de café e bebericando o líquido fumegante ali dentro.

– Eu não sou quem você pensa.

– Isso eu já descobri faz tempo.

– É muito mais complexo. Meu pai não era exatamente um doce de pessoa e... – Seus dedos brincam com o frasco dentro do bolso. – Quando eu era criança, vim para cá sem querer. O fato é que...

Emma se vira para o armário, objetivando apanhar as torradas. Neal suspira, pensando em como dizer aquilo. A voz da rainha simplesmente ecoa em sua cabeça, do nada: “- Por Deus! Seja criativo! Jogue no café dela sem que ela veja! Isso aqui não tem gosto.”. Rapidamente ele tira a tampa do frasco e joga o conteúdo azul na caneca de café, pedindo a Deus que ela não visse. Mas ela viu.

– O que está fazendo com a minha caneca?

– Nada! Eu... Só queria um pouco de café.

– E decidiu roubar?

– Sou bom nisso.

– Se eu vi, não é tão bom quanto pensa. Você podia ter pedido.

– E você podia ter oferecido, mas não ofereceu.

– Não quero que você demore para ir embora. Vou te dar o seu café porque tenho educação. Mas diga logo o que veio dizer e saia.

Emma apanha outra caneca e serve o café ao homem.

– Obrigada. Ok, meu pai era um mau caráter. Mas ele conhece os seus pais.

– O que?! – Ela pousa sua própria caneca sobre a bancada. – Você só pode estar maluco! Não tenho pais, Neal e você sabe disso.

– Seus pais biológicos, Emma. Ele os conhece. Não estou mentindo. Você sabe que não.

Neal bebe um gole do líquido fumegante, para incentivá-la. O plano parece funcionar, pois a mulher toma novamente a caneca nas mãos e vira seu conteúdo de uma vez. Os olhos do homem brilham de expectativa. E então escuta-se um estrondo e cacos se espalham por todo o piso branco da cozinha.

– Neal! Que diabos?! – Ela pula em seu pescoço, envolvendo-o em um abraço apertado.

– Você lembra de tudo?

– De tudo o que há pra se lembrar.

– Então sabe por que está aqui.

– Sei. O que eu não sei é porque você está aqui.

– É uma longa história. Pode me dar um pouco dessas torradas? Estou realmente faminto.

– Desculpa. Pegue o quanto quiser. Aqui tem patê de atum, o seu preferido.

A mulher segue até a geladeira e apanha um pote de patê. Em seguida, pega uma faca em uma das gavetas e a coloca sobre a bancada. Neal começa a preparar suas torradas rapidamente enquanto ela recolhe os restos da caneca despedaçada no chão.

– Emma, quando vocês partiram uma nova maldição foi lançada. Não percebemos as mudanças logo no início, mas quando nos demos conta do que ela fazia, foi devastador. Assim como na maldição que a Regina lançou da primeira vez, ninguém pode ter um final feliz. Mas desta vez é muito pior. Todos se lembram quem são e toda vez que alguém tenta se aproximar de quem ama, seja filho, pai, irmão, irmã, tio, sobrinho, avós ou mães, algo terrível acontece. Estão todos condenados a se amar de longe. Mal podem conversar uns com os outros e quando o fazem, não podem nem se tocar carinhosamente.

– Isso é terrível! Mary Margaret e David...

– Também não. Aparentemente, apenas um casal pode ficar junto.

– Quem?

– Regina e Hook.

– Regina e Hook estão juntos?! Quando?! Como?!

– Está com ciúmes do pirata?

– É claro que não. Só estou curiosa.

– Depois que você e Henry partiram, todos começaram a procurar desesperadamente um modo de nos livrar do sofrimento. Regina descobriu a existência de um artefato que seria capaz de enfraquecer a maldição e então juntamente com Hook, Belle, seus pais e eu, começou a procurar pistas deste tal artefato. Infelizmente, não sabíamos nem como era sua aparência. Os dois estavam muito determinados a encontrar o objeto para trazer vocês de volta e foram se aproximando até que se apaixonaram. A maldição não os impede de ficar juntos porque o amor que têm um pelo outro não existia quando ela foi lançada. Regina não amava homem nenhum e Hook amava você.

– Céus!

– Por que o espanto? Você sabia muito bem disso.

– Eu... Que bom que estão felizes. Como você fez com que eu me lembrasse? – Tenta desconversar — Jogou algo no meu café, não foi?

– Foi. E eu não perdi a prática. Tanto que você não percebeu.

– Vi você mexer na caneca.

– Mas não me viu jogar a poção lá dentro. Ao contrário, não teria bebido. Provavelmente pensaria que eu estava tentando drogar você. Enfim, Emma, esperamos que você possa nos ajudar a encontrar o medalhão. Você é boa com isso e é a salvadora.

– Ok, eu farei o que puder. Ninguém merece viver preso nesse inferno. Onde está a poção para que eu possa levar para o Henry?

– Bem, isso vai ser um problema.

– Como assim um problema?

– Regina me deu essa poção para que eu fizesse você lembrar. No entanto, ela recebeu isso como pagamento por uma dívida que tinha com meu pai, então não sabe como produzir mais. E como você deve se lembrar, ele não vai poder fazer isso também. Ela disse que até conseguiria descobrir o que ele usou, mas demoraria e desperdiçaríamos o pouco que tínhamos, além de correr o risco de não funcionar. Neste momento, provavelmente está com Belle, fuçando um livro que encontraram, tentando achar a receita.

– E que diabos faremos com o Henry?

– Fingimos. Você pode dizer a ele que precisa ir à Storybrooke resolver um caso. Invente uma história dizendo que morou lá com uma família adotiva quando era mais nova e conhece todo mundo. Então se mudaram e você voltou para o orfanato. Acho que ele vai acreditar nisso.

– Certo, eu... Preciso pensar um pouco.

– Mãe?

Emma e Neal olham espantados para a porta do quarto. Henry está parado, bocejando, com a cara inchada, típica de quem acabou de acordar.

– Querido, acordamos você?

– Não. Na verdade eu tive vontade de ir ao banheiro e então ouvi uma voz estranha e vim ver quem era.

– Bem, este é...

– Neal. Sou colega de trabalho da sua mãe.

– Neal era o nome do meu pai.

– Que coincidência! Sua mãe nunca me disse isso.

– Desculpe, nunca achei relevante.

– Meu pai era um babaca. Vocês estão juntos em um caso?

Neal engole seco e Emma o encara, como quem pede desculpas.

– Na verdade, sim. Henry, eu só ia contar isso pra você mais tarde mas já que acordou, precisamos conversar. Vá lavar o rosto e vestir outra roupa e volte aqui. Enquanto isso eu vou preparar seu café da manhã.

– Ok.

O garoto se retira e os dois adultos trocam um olhar preocupado. Emma começa a fuçar os armários, apanhando os ingredientes para preparar o desjejum do filho. Não demora muito para que o menino volte e se sente num banco próximo à bancada, ao lado de Neal.

– Pronto, mãe. Pode começar a falar. – Diz, saboreando uma rosquinha.

– Já disse pra não falar de boca cheia!

– Desculpa.

– Henry, nós vamos viajar.

– O que?! Por que?! Pra onde?! Por quanto tempo?!

– Calma! Uma coisa de cada vez! Vamos para Storybrooke porque Neal e eu temos um caso para resolver lá. E vamos ficar até que eu termine.

– Nunca ouvi falar desse lugar. Onde fica?

– Maine.

– Mãe, eu tenho aula.

– Eu sei. E vou te transferir para uma escola de lá. A mesma em que eu estudei quando tinha a sua idade. – Emma olha para Neal, procurando apoio.

– Você já morou nesse lugar?

– Sim. Morei lá com uma família adotiva até nos mudarmos para New York. É uma cidade pequena e eu conheço todo mundo.

– Posso levar meus livros?

– Todos que quiser, mas lembre-se de que o carro é pequeno. Acho melhor procurar um formato digital e coloca-los no tablet.

– Vou fazer isso. Quando partimos?

– Hoje mesmo. Sua mãe e eu precisamos chegar lá o mais rápido possível.

– Isso mesmo. Vai separando as suas coisas. Eu vou fazer a minha mala e depois te ajudo com a sua.

– Ok.

– Você vai gostar de lá, Henry. É um lugar bonito e as pessoas são muito bacanas. Tem uma biblioteca enorme.

– Tanto faz. Posso sair?

– Pode. Não se esqueça de separar todas as coisas importantes. Precisamos partir o mais rápido possível.

– Ok.

O menino se levanta e sai, rumo ao quarto. Emma suspira aliviada.

– Acha que ele engoliu essa historia?

– Muito bem. Só espero que nós consigamos mantê-la por tempo o suficiente.

– E eu também. Vou arrumar as minhas coisas. Fique a vontade, eu volto logo.

– Certo.

Neal senta-se no sofá e repousa a cabeça no encosto. Estava cansado da longa viagem. Não demorou muito até que caísse no sono. Cochilou por longos minutos, até que sentiu uma mão em seu ombro.

– Hey, estamos prontos. Vamos?

– Claro.

E partem.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
Gostou? Comenta ai! :D