We found love in a hopless place II
39 Capítulo 39
Notas iniciais
"Eu soube que era ele. E era mesmo... foi lindo, foi como voltar para casa depois da guerra, como uma janela aberta na minha alma claustrofóbica, nós dois girando no meio dos discos, nós dois grudados, nós dois um.”
– Clarah Averbuck.
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– Ora, ora, majestade! Já estava me perguntando onde você havia se metido. Henry pegou a Rose e disse que precisava lhe mostrar algo com urgência. Fiquei esperando aqui, mas você não apareceu. Estava quase indo procura-la.
– Eu fui tomar um ar. Caminhei um pouco no jardim, para dar uma refrescada.
– Você parece preocupada. No que está pensando?
O pirata se aproxima, enlaça a cintura da mulher e a encara bem de perto.
– Nada de muito importante. Já esclarecemos as coisas para Rose e eu conversei com Henry também. Ele é um rapaz bastante maduro, não tivemos nenhum tipo de problema.
– O que há de errado então?
– Sinto falta do meu garotinho. Aquele que acreditava em mágica com todas as suas forças e que também acreditava em mim. Que eu podia ser uma pessoa melhor.
– Isso não mudou, minha querida. Ele sempre te apoiou, mesmo quando não se lembrava que você é a mãe dele.
– Eu sei, mas é que agora a nossa relação é simplesmente... Diferente.
– Naturalmente. Ele cresceu. E não podemos ignorar todas as coisas malucas que aconteceram nos últimos tempos. Você mudou também, Regina. Para a melhor, é claro.
– Mesmo?
– Sim. Não se preocupe com essas coisas. Haverá um longo período de adaptação para todos nós, mas vamos aprender a lidar com isso, como fazemos com todas as mudanças que aparecem. Creio que neste momento você deva apenas se permitir apreciar a satisfação de ter seu filho de volta ao seu lado.
– Talvez você esteja certo.
– Eu sempre estou.
O Capitão ergue a sobrancelha de modo sedutor. O casal se encara por alguns instantes e então a rainha começa a rir descontroladamente. Gargalhar. Por um instante, o homem a observa com confusão, mas logo se rende ao riso desenfreado e a acompanha, sem saber exatamente o verdadeiro motivo por trás do gesto. Suas testas se encostam e o pirata levanta a mulher em seus braços e rodopia com ela, beijando-a em seguida.
– Você é louca, majestade.
– Estamos em casa, Killian. Você consegue acreditar nisso?! Acabou. Finalmente acabou.
– Ai que você se engana, minha querida. Está apenas começando. Devemos comemorar.
– Mesmo? – Regina aperta os olhos e sorri maliciosamente. – O que você sugere, pirata?
– Rum, é claro!
O homem vira as costas e dá uns três passos, rindo baixinho.
– Não ouse!
Hook continua caminhando em direção a porta. A rainha movimenta a mão e o Capitão para de imediato, totalmente incapaz de se mover.
– Eu tenho uma ideia melhor. – Continua. Seus dedos ágeis iniciam um trabalho delicado nos botões do vestido que em instantes, desliza através das curvas de seu corpo. Killian tenta estender a mão para auxilia-la na tarefa, mas permanece paralisado. A mulher torna a rir gostosamente ao observar a cena.
– Regina, isso não tem graça.
– Mas é claro que tem, meu amor.
– Me liberte!
A mulher se aproxima lentamente e se coloca tão próxima ao parceiro que seus narizes se tocam, assim como a maior parte de seus corpos. Ela o encara com um olhar sedutor e ao mesmo tempo travesso, e por fim sussurra: Não. – Com uma risadinha, torna a se afastar e continua com a tarefa que executava anteriormente, agora soltando o espartilho e livrando-se também da roupa de baixo, até estar completamente nua. Por fim, desprende os cabelos, agora longos, que lhe descem até o meio das costas. Hook suspira ao contemplar a cena e sente a sua respiração se alterar ligeiramente.
– Seu cabelo...
– Ah sim. Um tanto diferente.
– Está lindo. Eu.. Eu gostei muito.
– Quem sabe eu use assim por um tempo.
Regina segue até o Capitão e começa a despi-lo vagarosamente, aproveitando para provoca-lo com suas mãos e lábios enquanto ele protesta, imóvel. Quando termina, analisa o corpo do parceiro com cuidado. Os músculos definidos, os olhos escurecidos de puro desejo. Desejo este que outra parte de sua anatomia já evidenciava sem nenhuma sombra de dúvida.
– Vou te contar um segredo. Sabe por que este é o meu quarto?
– Não faço ideia, majestade. – O pirata engole a seco, tentando se controlar.
– As paredes. Este tipo de pedra é isolante acústico. – A rainha se aproxima, mordisca a orelha do Capitão e sussurra: E eu gosto de gritar.
Com um riso malicioso, a mulher e movimenta os dedos, desfazendo as amarras invisíveis.
– Vamos brincar, marujo.
– Você vai me pagar por isso, querida.
O pirata enrosca a mão nos cabelos da rainha e puxa sua cabeça para trás, atacando seu pescoço enquanto a empurra em direção a cama, onde em instantes os dois caem sem nenhum cuidado. Seus lábios se encaminham para um dos seios arredondados da mulher e o abocanha com voracidade enquanto seu gancho segue arranhando de leve o ventre feminino, as costelas, as coxas e por fim o metal frio toca a parte sensível e quente que pulsava entre as pernas da companheira, fazendo-a gritar e estremecer imediatamente.
Regina crava as unhas nas costas do Capitão e permite que elas se arrastem até pousar em suas nádegas. Seu quadril inicia um perigoso jogo de sedução, insinuando-se discretamente conforme sente a excitação do parceiro aumentar mais e mais a cada segundo. Killian desliza para a ponta da cama e se ajoelha no chão, puxando a rainha para a frente, objetivando conseguir melhor acesso. A mulher choraminga por antecipação e não consegue evitar que um gemido escape de sua boca em bom e alto som enquanto a língua do parceiro inicia um trabalho mágico em sua feminilidade. Seu corpo arqueia na direção dele e todas as palavras e pensamentos perdem o sentido. Por um instante, tudo começa a escurecer e ela sente a tensão se acumulando na parte superior de seu ventre, prestes a se libertar. — O que não acontece, pois o pirata se atenta para os sinais de que ela estava perto de alcançar o ápice e para com a carícia imediatamente, só para provoca-la ainda mais, como uma espécie de pequena vingança ou algo assim. Propositalmente, segue arranhando a pele delicada da mulher com sua barba enquanto sobe, distribuindo leves beijos pelo corpo feminino de vez em quando e ignorando todos os protestos e pedidos que ouvia.
A rainha tenta virar o jogo e tomar o controle, mas o esforço é em vão. Hook amarra suas mãos acima da cabeça com a fita de um laço que arrancara da bonita colcha que outrora enfeitou a cama. Surpresa, a mulher suspira com os lábios entreabertos.
– Ah, por essa você não esperava, não é mesmo, majestade? Um pirata precisa ser bom com nós... Gosta da sensação de estar presa e indefesa?
O pirata desliza a mão por entre as pernas da mulher e começa a massageá-la de leve. Diverte-se ao notar a respiração dela alterando-se mais uma vez e as bochechas tornando-se cada vez mais rosadas.
– Bem, eu estou realmente curioso sobre essas paredes. Vamos ver se elas são mesmo capazes de conter seus gritos.
Sem aviso, o Capitão desliza para o interior da rainha e esta não o desaponta, emitindo um sonoro grito de surpresa e satisfação. Seus quadris se lançam um contra o outro em um ritmo cada vez mais alucinado e suas bocas se perdem devorando-se com uma voracidade primitiva e abafando os sons que saiam de uma e outra garganta enquanto ele a sentia apertar-se ao seu redor. O ponto de tensão volta a surgir em um e outro ventre e não demora muito até que exploda, transformando suas partículas de energia em tremores que se estenderam por todas as terminações nervosas. Ambas as visões escureceram, os cheiros, sons, toques, tudo se tornou mais intenso. E ele finamente se derramou dentro dela.
Os espasmos permaneceram ativos por alguns instantes ainda, até que o homem retirou-se, quase sem forças, desatou o laço azul dos pulsos da parceira e se acomodou ao lado da mulher na cama, com a barriga para cima, puxando-a em seguida para mais perto dele. Seus dedos perdendo-se na maciez dos cabelos escuros da companheira. Regina ajeitou-se, deitando-se de lado e após mordiscar o ombro do Capitão, suspirou e permitiu que suas unhas permanecessem arranhando-o de leve. Desejou dizer alguma coisa, mas não tinha muita força para isso e estava tudo bem, porque o pirata provavelmente encontrava-se em situação similar. De qualquer forma, não era necessário dizer nada mesmo. Eles se amavam, estavam em casa, livres de tudo aquilo que anteriormente os atingia e tudo ficaria bem. Perdidos em seus pensamentos e com os corpos em um estado de relaxamento profundo, o par foi lentamente adormecendo, um nos braços do outro, como se não houvesse mais nada de importante no mundo que lhes pudesse tirar a paz. Pelo menos não naquele momento.
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Continua...
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