Notas iniciais
Olá, minha gente :) Demorei, mas cheguei. Confesso que ainda estou lutando contra aquele bloqueio :/ Eu tenho bloqueios específicos às vezes. Quando comecei a escrever esta fic, estava escrevendo uma long de Castle tb e conseguia levar as duas numa boa, alternando os dias de postagem. Porém, em determinado momento, me deu bloqueio total para "Home" e eu só conseguia escrever aqui. Agora estou sofrendo com bloqueio aqui e só consigo escrever a minha Hayffie T.T Estou me esforçando e espero melhorar logo. Me arrebentei, mas o cap saiu :) É uma droga ter a coisa toda na cabeça e não conseguir transmitir satisfatoriamente para o papel. Enfim, apesar de toda a demora (e peço desculpas por isso) aqui está. Espero que gostem. Não deixem de comentar! Comentários funcionam como combustível. Pode parecer ridículo dizer isso, mas é verdade. Eles motivam grandemente os escritores :) E são sempre muito bem vindos. Obrigada por virem, meus amores. Beijinhos!

Ela respirou fundo e tentou se concentrar. Todas as suas esperanças estavam depositadas nas descobertas que a conversa com Rumple na noite anterior a proporcionou. Sua mente a leva de volta para a cela escura e fria onde os diálogos eram praticamente sussurros no meio da madrugada.

– O que eu vou fazer?! Não posso escolher um dos meus filhos para morrer assim! Só eu sei o quanto sofri para lançar a primeira maldição. Não posso fazer isso outra vez!

– Não acredito que você ainda esteja em dúvida, queridinha.

– Claro que isso é fácil para você! Não precisa eleger um dos seus filhos para ser entregue em sacrifício!

– Você ainda não entendeu, não é mesmo? A escolha é óbvia, Regina. Você deve escolher a garota.

– Rose?! Como eu poderia?! Eu não sei o que fazer!

– É claro que não. Você é uma mãe e está cega pelos seus instintos. Agora vamos lá, raciocine comigo. O que você e Emma Swan tem em comum?

– Henry.

– Além de Henry.

A rainha hesita por alguns segundos e então prossegue:

– Magia?

– Magia. Por que Emma Swan tem magia?

– Porque ela é a salvadora, oras!

– Resposta errada.

– Porque... Ela é fruto de um amor verdadeiro! – E nada é mais forte do que um amor verdadeiro- Dizem em uníssono.

– Sua filha, Rose, obviamente tem magia. Caso ao contrário, jamais teria conseguido invocar o medalhão. E ela fez isso com um feitiço. Você mesma disse. Isso não se dá apenas ao fato de ela ser a salvadora, o que significa que o Piratinha de quinta é o seu amor verdadeiro. – A propósito: Sinto muito por isso. Você merecia mais.

A rainha o encara com desdém e ele ri.

– O que eu faço? Não vejo uma maneira de ajudá-la a vencer Pan. Não sei como ela pode fazer isso.

– Ela é a salvadora. As coisas acontecerão como devem acontecer e pronto. Não se pode escapar do destino. Mas se quer saber, aquele artefato é muito mais poderoso do que você imagina. Ele é capaz de reter magia dentro de si quando devidamente direcionado. Creio que se ela conseguir proferir um feitiço com segurança, há grandes chances de ele funcionar dessa maneira.

– Rose não vai pensar nisso sozinha.

– Não subestime a garota. Ela é muito mais poderosa do que parece. E você pode, digamos que... Direcioná-la corretamente. Faça-o deixa-la a sós com a sua filha por alguns instantes e lhe ensine as palavras. Certifique-se de que ela irá repeti-las no momento correto. E então, tudo estará feito.

– Parece um bom plano. Espero que dê certo. Se não funcionar, não quero nem pensar nas consequências disso.

– Agora descanse, queridinha. Você tem uma resposta importante a dar amanhã.

Ela deitou-se no banco duro, mas não conseguiu pregar os olhos. Agora ali, seguindo pelos corredores estreitos com sua filha e seu grande inimigo, sentia o peso do cansaço e do medo sobre os ombros. Em seu interior, torcia com cada célula de seu corpo para que tudo saísse como o planejado. Caso ao contrário, não saberia dizer que escolha teria.

~~oOo~~

Os passos apressados ecoavam pelas paredes da caverna, levando-os ao topo. Pan havia sido bastante cuidadoso no preparo de todos os elementos necessários para lançar a nova maldição. Seus olhos brilhavam de expectativa e prazer, enquanto acompanhava a rainha lançando para dentro do grande caldeirão os ingredientes, um a um. Não demorou muito até que faltasse apenas uma coisa. Regina o encarou e a dor em sua expressão era clara. Tão clara quanto a fúria que emanava por cada um de seus poros.

– Vamos, majestade! Faça logo! Quanto mais rápido for, mais fácil será de aceitar.

A mulher se ajoelha em frente a filha e arruma seus delicados cabelos com os dedos. Abre um generoso sorriso para a menina e sussurra que tudo ficaria bem. Suas mãos descem de encontro às de sua pequenina e as seguram com firmeza. Pan se aproxima e dá uma boa olhada na garota. Seus olhos analisando-a com curiosidade, bem de perto. Era fácil reconhecer os traços da rainha estampados no rosto da criança e até mesmo algumas semelhanças com o maldito pirata que ele tanto detestava. Era uma pena que sua vida fosse desperdiçada, mas se devia a uma causa maior, então valeria a pena.

Tudo aconteceu muito rápido. Ao notar que Pan se aproximava de Rose, Regina apertou suavemente as mãozinhas da garota e esta, começou a cantar bem baixinho, quase que em um sussurro:

“O que do mal veio, ao mal retorne.

Que a magia errada não nos transtorne.

Tudo precisa em seu lugar estar.

Leve-nos de volta ao nosso lar!”

A pedra azul começou a brilhar sutilmente e o brilho foi aumentando conforme a criança repetia os versos. Levou alguns segundos até que o rapaz percebesse o que estava prestes a acontecer.

– O que ela está fazendo?! Mande-a parar! Eu vou acabar com você, Regina! Vai pagar muito caro por isso! – Gritou.

Peter Pan se joga para o lado, tentando alcançar a adaga, mas falha miseravelmente.

– Vamos ver se você é forte o suficiente para enfrentar o senhor das trevas!

Antes que pudesse alcançar o objeto, sentiu sua força se esvaindo e lentamente, foi sendo atraído para o medalhão. Por um instante, Rose se assustou e parou de cantar. A rainha apertou suas mãozinhas novamente e começou a cantar junto, para incentivá-la. O garoto se aproximava cada vez mais do objeto preso ao pescoço da criança, e quando estava prestes a ser completamente sugado, pode ouvir a risada de Regina enchendo o ambiente, seguida pelas seguintes palavras: Uma mãe sempre conhece sua cria, Pan. – E então, a pedra azul parou de brilhar e estava tudo acabado.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
Gostou? Comenta ai! :D