We found love in a hopless place II
33 Capítulo 33
Notas iniciais
– Você é realmente uma pessoa intrigante, Regina. E deve amar muito o Henry, de verdade, a ponto de escolher a criança que saiu das suas entranhas para morrer no lugar do garoto mimado que você ainda tem que dividir com a Swan e toda a sua família idiota. De qualquer forma, creio que deve servir. Vamos, você precisa busca-la.
– O que?! – A rainha avança para a grade da cela, furiosa.
– Oras, queridinha, você não pensou mesmo que eu faria isso sozinho, pensou? Eles tentariam resistir e eu realmente não estou afim de ficar brigando por ai. Preciso resolver isso logo. Você vai comigo, pega a garota e voltamos para cá. E acho bom não criar nenhuma espécie de plano salvador, caso ao contrário, já sabe o que irá acontecer, não é mesmo?
Regina fecha as mãos em punho ao lado do corpo e tenta respirar fundo para conter sua raiva. De qualquer forma, Pan estava certo. Killian jamais permitiria que ele levasse Rose e o grupo certamente lutaria para protege-la. Por fim, concorda. O garoto abre a cela e assim que a prefeita coloca os pés para fora, é engolida por uma fumaça esverdeada.
Seus olhos não tardam a reconhecer o local onde se encontravam. Já estivera naquela caverna antes e jamais desejaria retornar. David se levanta rapidamente empunha a espada, assim como Snow já está com o arco a postos e todos se preparam imediatamente para uma luta. Regina ergue as mãos, pedindo uma trégua e prossegue:
– Está tudo bem. Eu... Eu preciso que Rose venha comigo. Onde ela está?
– Você está maluca?! Nós vamos acabar com esse moleque aqui mesmo. Ninguém vai a lugar algum. – David protesta.
– Nós não podemos fazer isso.
– Por que não?!
A mulher respira fundo, escolhendo as palavras. Sabia do impacto que elas teriam sobre todos, especialmente Belle e Neal.
– Porque nenhum de nós é forte o suficiente para enfrentar o senhor das trevas. Nem mesmo eu.
– Rumple?! – Belle grita imediatamente. – Rumple está vivo?! – Ela tenta correr, mas Emma a impede.
– O que está dizendo, Regina?! Meu pai está vivo?! Eu o vi morrer! Todos nós vimos!
– Fomos enganados pelos nossos olhos. Não fiquem tão surpresos. Pan também está vivo, não é mesmo? E infelizmente, tem posse da adaga, então não há nada que possamos fazer.
– Eu vou com vocês! Eu preciso vê-lo!
– Você não vai a lugar nenhum, queridinha! E eu já me cansei de toda essa enrolação. Onde está a menina?!
– Você não vai leva-la, Pan. Daremos um jeito. – Hook ergue o gancho ameaçadoramente. Peter ri com deboche.
– Killian. – A rainha se dirige ao parceiro e olha em seus olhos bem de perto, esperando que ele entenda. Precisava que ele compreendesse. Ela tinha que fazer o que era necessário. – Eu preciso leva-la. Não temos como lutar contra isso.
Nesse instante, Rose e Henry surgem na entrada da caverna, carregando alguns morangos.
– Mamãe! – Gritam em uníssono e correm até a prefeita, abraçando-a com força.
– Mamãe, você voltou!
Regina estende os braços e pega a filha no colo.
– O que ele está fazendo aqui?! – Henry indaga, furioso.
– Henry, eu vim até aqui buscar a Rose. Nós precisamos ir. Não posso explicar. Só peço que confie em mim, ok?
– Você não pode ir!
– Por favor, Henry. Eu amo você.
A prefeita beija a testa do filho e em seguida, os lábios do pirata.
– E você também, querido.
– Mãe, não! – O garoto protesta novamente.
E então, a rainha torna a desaparecer em meio a uma densa fumaça verde.
~~oOo~~
– Muito bem. Agora vamos começar. Você sabe o que precisa fazer, não é mesmo, Majestade.
– Mamãe, onde estamos? – A menina a encara, visivelmente confusa.
– Não importa, querida. Tudo ficará bem.
Regina coloca a filha no chão e caminha até Pan, dirigindo-se a ele com um sussurro.
– Eu preciso de um tempo para me despedir dela. Por favor. Você me deve isso, Pan.
– Certo. Estou com o coração mole hoje. Você tem 10 minutos. É tempo o suficiente para eu preparar o resto das coisas.
– Obrigada.
– Poupe-me dos seus agradecimentos patéticos. Dez minutos. Nada mais do que isso.
O garoto movimenta as mãos e desaparece, deixando a rainha a sós com a filha. Regina sente seu instinto gritar dentro dela. Tinha que dar tempo. Ela precisava conseguir. Caso ao contrário, só Deus sabe o que iria acontecer.
A prefeita se abaixa diante da filha e segura suas mãozinhas delicadas por um breve instante. Por fim, respira fundo e inicia o diálogo que talvez fosse um dos mais importantes de sua vida:
– Rose, querida, eu sei que isso tudo é muito confuso para você entender neste momento e eu juro que vou te explicar assim que possível. Agora preciso te perguntar uma coisa muito importante: Você confia em mim?
– Claro que sim! Você é a minha mamãe! Não deixa as pessoas me machucarem.
– Certo. Meu amor, a mamãe precisa que você faça uma coisa, ok? É muito importante. Você precisa ser bastante corajosa.
– O que quiser, mamãe.
– Lembra quando você estava hoje no parque e fingiu que era uma bruxa igual a da história e disse um feitiço?
– Eu não fiz por mal, mamãe! Estava só brincando!
– Eu sei, minha querida. Não estou brava por isso. Eu preciso que você brinque novamente. Quero que você finja ser uma bruxa outra vez e que diga outro feitiço, pode fazer isso?
– Acho que sim, mamãe. Por que você quer que eu diga um feitiço?
– Não dá para explicar agora, Rose, mas é muito importante, ok?
– Ok.
– Você precisa repetir exatamente o que eu vou te dizer. É igual a uma musiquinha. Vou te ensinar e quando eu apertar a sua mão bem assim – A rainha aperta levemente os dedos da filha- você canta. Consegue?
– Eu adoro musiquinhas, mamãe! Como é?
Regina ajeita os cabelos da filha e canta suavemente bem próximo ao ouvido dela uma estrofe com quatro versos simples. Faz com que a menina cante com ela repetidas vezes, até estar certa de que a pequena não se esqueceria.
– Agora lembre-se, meu amor: Quando eu apertar seus dedinhos, você precisa cantar, está bem? E não pode contar isso a ninguém. Será o nosso segredo.
– Tudo bem, mamãe. Nosso segredo. – A criança sorri, satisfeita, e abraça a mãe com força.
Antes que pudessem trocar qualquer outra palavra, são interrompidas por Pan. Seus dez minutos haviam acabado e não havia nada que pudessem fazer.
– Ora, ora, ora. Vejo que as coisas estão animadas por aqui! É a hora, majestade. Vamos começar.
~~oOo~~
Continua...
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