Notas iniciais
Sorry, I'm late! (e bota late nisso). Oi, pessoal! Não, eu não esqueci de vocês. De verdade. Gostaria de pedir desculpas por ter demorado tanto tempo para atualizar. O fato é que eu estou sofrendo com algo que todo mundo que escreve já teve um dia e se não teve, terá: Bloqueio. Essa maldição faz com que você saiba tudo o que precisa ser escrito, imagine a cena com detalhes, diálogos, tudo, e não consiga de modo algum passar a coisa satisfatoriamente para o papel ¬¬ Tenho sofrido com isso e não é de hoje. Somado a mil coisas que precisava fazer no fim do ano passado e ao próprio fim de ano que não é fácil para ninguém, a situação só fez piorar. Enfim, peço desculpas pela demora e venho dizer que estou me esforçando para cair fora desse bloqueio miserável. Espero que gostem do cap. Acredito que muitos já esperavam por isso. Não sei se ficou muito bom, mas realmente espero que agrade. Não deixem de comentar. Super beijo!

– Achei que não me notaria nunca.

– Você está vivo!

– Aparentemente sim. Por que não estaria?

– Eu acreditei que... Bem, Pan também está vivo. Eu não deveria ficar tão surpresa. Por que está aqui?

– A questão, queridinha, é por que você está aqui e não eu. Depois de todo esse tempo, só vejo uma razão para isso: A maldição foi quebrada. Estou certo?

A rainha suspira e senta-se em uma cadeira velha de frente para o antigo amigo.

– É uma longa história, se quer saber.

– Não acho que vamos a algum lugar tão cedo, querida.

– Tem razão. Nem sei por onde começar.

– Que tal seguir da parte em que meu maravilhoso pai e eu desaparecemos em meio a névoa esverdeada?

– Pode ser.

– Antes disso: Como estão Belle e Bae? Eles estão seguros? Estão bem? Por favor, Regina, eu preciso saber.

A mulher ri gostosamente.

– Vejo que o cárcere lhe ensinou algumas coisas. Eles estão bem. Neal e Swan assumiram um relacionamento sério e Belle, bem, ela não desistiu de você nem por um segundo.

O homem aperta os olhos e suspira, aliviado. Suas mãos brincam uma com a outra de um modo ansioso.

– Obrigado.

– Depois que você e Pan se foram, uma nova maldição foi lançada, como você sabe. Apaguei as memórias de Henry e Emma, as substitui por novas e os mandei para New York, assim ficariam fora disso tudo. No começo, nada parecia ter acontecido. Ainda estávamos em Storybrooke, não havia nenhum estranho na cidade e nada de muito incomum aconteceu. Até que percebemos do que se tratava. As pessoas não podiam ficar junto de quem amavam. Sempre que um casal se beijava ou uma mãe colocava seu filho para dormir ou qualquer demonstração intensa de afeto ocorria, alguma coisa ruim acontecia também. Acidentes, incêndios, todo o tipo de coisa. Foi uma devastação. Com o tempo, todos foram aprendendo a lidar com isso, da forma mais difícil, é claro. Começamos a procurar uma maneira de nos livrar da maldição. Eu trabalhava a pleno vapor. Só queria ter o meu filho de volta. Descobrimos a existência de um artefato que seria capaz de quebrar a maldição, no entanto, nem conhecíamos a sua aparência. Sabíamos apenas que estava em sua posse.

– Creio que sei sobre o que está falando.

– Bem, procurávamos por isso todos os dias, o dia inteiro. Mary Margaret teve a ideia de trazer Emma e Henry de volta, afinal, Swan é boa em encontrar as coisas e eles estavam a salvo da maldição. E ela era a salvadora. Por mais estúpido que parecesse, como a maioria das colocações que a princesinha nada encantada faz, acabamos concordando que talvez este plano gerasse algum resultado e então, demos um jeito de trazê-los e eu restaurei a memória de Emma com aquela poção que recebi de você por negócios antigos. Mas a dose não era suficiente para dois e Henry permaneceu sem suas memórias.

– Interessante. – O homem tamborilou os dedos, pensativo.

– Um dia, enquanto procurava, lancei um feitiço de revelação e encontrei um pergaminho que falava sobre uma nova salvadora. Rose. Guardei isso para mim e comecei a investigar secretamente, mas não consegui fazer isso por muito tempo. Dei à luz logo em seguida.

– O que está dizendo?! Você teve uma criança?! – Diz, visivelmente surpreso.

– Sim. Uma menina. Quando Henry e Emma partiram e nós começamos a procurar um modo de escapar da maldição, acabamos nos aproximando mais. Killian e eu...

– Hook? Você e Hook tiveram um filho juntos!

– Por que parece tão absurdo assim?

– Não parece, querida. É de fato, surpreendente. Mas uma vez disse algo para a sua mãe e direi novamente, para você: Quando se pode ver o futuro, ironias estão por toda a parte. No entanto, o futuro pode ser modificado. Sempre. Deixe-me adivinhar: O nome da menina é Rose.

– Sim. Não foi minha ideia. Eu não quis forçar uma situação nem nada assim. Ninguém além de mim sabia do pergaminho. Quando ela nasceu, Killian disse que suas bochechas pareciam um par de maçãs e que já sabia seu nome: Rose. E eu simplesmente entendi tudo. Investiguei cada mulher da cidade e não havia encontrado nenhuma que tivesse esse nome nem antes e nem depois da maldição. Tudo tornou-se claro. Não pude encontrá-la porque ela ainda não havia nascido.

– Não se pode forçar o destino. Ele simplesmente acontece como deve ser.

– Posso perguntar uma coisa?

– Já que estamos conversando como duas vizinhas fofoqueiras, não vejo porque não. Mas reservo o direito de não responder.

– Se você pode ver o futuro, como não sabia nada sobre Neal? Quero dizer... Essa habilidade não o ajudou a encontrar o seu filho.

– Não funciona desse jeito. Eu não consigo ver o meu próprio futuro e há limites que nem mesmo eu consigo ultrapassar. Nada é muito complexo. Mas isso sempre me rendeu bons acordos, se é que você me entende. Além disso, Bae estava em outro mundo. Agora continue com a sua bonita história de superação e amor verdadeiro. Eu quase pude ouvir os violinos de fundo.

A mulher ergue os olhos em sinal de desprezo e então segue com o relato.

– Enfim, procuramos intensamente e não pudemos encontrar o artefato. Descobrimos que era um medalhão, mas isso não ajudou em nada. Não havia nenhum indício de onde poderia estar e confesso que eu te odiei imensamente por isso. Até que hoje tudo mudou. Henry estava lendo para Rose no quintal e eu estava preparando um lanche da tarde. Quando fui chama-los, eles haviam desaparecido. Procuramos pela cidade toda, até que os encontramos no parque. Rose estava com o medalhão no pescoço e Henry vinha de longe, com um par de sorvetes na mão. Perguntei onde ela havia conseguido aquilo e a resposta foi que estava brincando e fingiu ser uma bruxa, como das histórias que ouve, e então, fechou os olhos e lançou um feitiço. E quando tornou a abri-los, o objeto estava lá, brilhando no chão, e ela se encantou por ele e pensou que alguém o havia perdido. A pobrezinha ficou terrivelmente assustada, acreditando ter feito algo errado. Céus, Gold! Tantos lugares para esconder essa droga de artefato e você tinha que enterrar logo no parque, como um cachorro?! Jamais o encontraríamos!

O homem dá uma risadinha desdenhosa.

– Ah, queridinha! Quem dera fosse assim tão simples. Embora este objeto estivesse em minha posse um dia, já não estava. Se trata de algo poderosíssimo, uma magia antiga eu nem mesmo eu fui capaz de compreender ainda. A única coisa que sei sobre ele é que sempre aparece onde é necessário. E muda de forma. Já foi um lampião, uma bússola e um broche. Nunca surge sem um objetivo. E se ele apareceu agora é porque era a hora certa de essa maldição ser quebrada.

– Quer dizer que mesmo que soubéssemos onde ele estava, não seríamos capazes de encontra-lo?

– Não. A garota precisava fazer isso no momento certo. Onde quer que ela estivesse, era necessário que o artefato aparecesse hoje. De qualquer modo ela o encontraria.

– Haviam inscrições atrás dele. Ninguém foi capaz de identifica-las ou decifrá-las. Ninguém além de Rose. Nem mesmo Belle.

– Você parece duvidar da grandeza da sua filha. Ela é a salvadora.

– Eu só queria protege-la.

– É o que todos queremos, afinal.

Antes que pudessem dar sequência ao diálogo, são surpreendidos por Pan que volta trazendo uma cesta com frutas e água e a lança para dentro da cela.

– Ora, ora, ora. Vejo que já matou a saudade do meu querido filho. – O garoto ri com desdém. – Agora coma. E depressa. Você tem uma escolha a fazer, majestade.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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