We found love in a hopless place II
30 Capítulo 30
Notas iniciais
O grupo de pessoas olha ao redor, aterrorizado. Haviam decidido permanecer unidos, no entanto, a ideia de estar em um lugar totalmente desconhecido não lhes era de forma alguma confortável.
– Estamos todos aqui e está escurecendo. Não há o que fazer agora. Precisamos aguardar até o amanhecer e fazer um reconhecimento. – Alguém começa.
– Nem todos.
– O que disse, Granny?
– Nem todos estão aqui. Algum de vocês viu a família Charming ou Regina, Capitão Hook e Belle? – A senhora continua.
– Viram só?! Não podemos ficar aqui parados nesse lugar que nem conhecemos, esperando que criaturas noturnas nos ataquem! E as pessoas que deviam estar nos protegendo nem estão aqui! Provavelmente já deram um jeito de cair fora e nos deixaram para morrer.
– Céus, cale a boca, Leroy! – Ruby empurra o ombro do anão, com raiva. – Eles jamais fariam isso, ok? Você conhece a Snow tão bem quanto eu para saber que ela jamais abandonaria o barco. David e Emma também já provaram que não fogem da luta e por mais que eu odeie admitir, Regina salvou nossas vidas várias vezes. Além do mais, as crianças estão com eles. Estamos aqui discutindo e eles podem estar em sérios apuros!
– Acredite no que quiser, vermelhinha. O que eu sei é que nós estamos aqui e eles não. Explique isso.
– Oras, seu...
– Chega! Calada, Ruby!
– Vovó, eu...
– Eu nada! Discutir não vai resolver. E sair se aventurando por terras desconhecidas na escuridão também não. Sugiro que permaneçamos aqui esta noite e pela manhã partimos em busca dos que faltam. Se alguém pode nos levar para casa, certamente está naquele grupo. Quanto à você, Leroy, se quiser ir sozinho, fique à vontade.
O homem fecha a cara e murmura: “velha idiota”. Os outros começam a se organizar para montar acampamento ali mesmo. Granny estava certa, não poderiam fazer nada até que fosse manhã e resistir só pioraria as coisas.
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Sentados em um canto, discretamente afastados do resto do grupo, o casal se acomoda nos braços um do outro, com um ar preocupado. Como resolveriam aquela situação? Pelo menos agora podiam se tocar, sem que algo terrível acontecesse. No entanto, embora isso os deixasse extremamente satisfeitos, não podiam se contentar com a situação que estavam sendo forçados a enfrentar.
– O que será que aconteceu com os outros? Pan nos trouxe para cá de algum modo porque ele quis, mas a maldição foi quebrada. Onde foi parar o resto da cidade? – Mary Margaret ergue a sobrancelha, pensativa.
– Espero que em casa. – David suspira.
– Seja lá onde isso for agora.
– Bem, creio que Storybrooke já não exista mais. Provavelmente voltaram para a Floresta Encantada.
– Tomara que você esteja certo, querido. Como você acha que vai ser?
– O que?
– Quando nós voltarmos... Todas as coisas estão diferentes agora, David. Nenhum de nós é como costumava ser antes. Não podemos simplesmente fingir que tudo está igual. Há muito o que se pensar. Regina por exemplo. Ela ainda é a rainha e nós teremos que dividir o castelo. Acredito que essa será uma boa conversa.
– Como você disse, meu amor, todos estão diferentes agora. Inclusive a Regina. Certamente resolveremos essa questão em paz. Todo mundo é testemunha da evolução que ela teve e agora temos uma segunda chance, um novo começo. E podemos fazer tudo diferente.
– Estou ansiosa por montar a cavalo e ir até o riacho, quem sabe, caçar alguma coisa com o arco... Talvez eu deva ensinar isso ao Henry, o que acha?
– Maravilhoso. Eu o ensinarei a manejar a espada como um príncipe de verdade.
– É bom saber que voltaremos para casa.
A mulher encosta a cabeça no ombro do parceiro e suspira, com um sorriso nos lábios. David beija seus cabelos com um ar preocupado e a aperta mais junto de si. Apesar de todas as incertezas, compartilhava desse sentimento. Não há lugar como o lar.
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Os olhos da rainha fervilhavam e ela sentia cada célula de seu corpo manifestar o ódio que sentia pelo garoto que a empurrava por longos corredores. Que diabo ele pretendia? Se pensava que teria a ajuda dela para alguma coisa, estava muito enganado. Regina dá um passo em falso e quase cai no chão, o que contribuiu consideravelmente para o aumento de sua fúria. Não bastava estar sendo arrastada sabe-se lá para onde, ainda tinha que tropeçar.
– Calminha ai, majestade! – O rapaz diz em tom irônico. – Já estamos chegando aos seus aposentos. Creio que ficará muitíssimo satisfeita com suas novas acomodações.
Peter lança a cabeça pra trás em uma longa gargalhada desdenhosa e a prefeita respira fundo, tentando se controlar. Era melhor manter a calma e elaborar um plano de fuga cuidadoso. Poderia tentar usar sua magia contra ele. Seria fácil. No entanto, estavam em território inimigo e Pan certamente tinha bons truques. Não poderia arriscar ficarem presos em Neverland para sempre. Sua família não merecia isso.
– Você vai ficar aqui enquanto eu arranjo o jantar. Depois disso vamos conversar. Tenho uma proposta irrecusável. – Diz enquanto a empurra sem cuidado algum para dentro de uma cela. – Eu não tentaria usar magia aqui. Pode ser fatal.
– Se pensa que eu vou te ajudar no que quer que seja que sua mente insana está planejando, está louco.
– Não é como se você tivesse alguma escolha, meu bem. Na verdade, há uma sim. Mas te garanto que não será agradável. Aproveite a estadia.
O garoto some em meio a uma fumaça verde e a rainha grita, furiosa. Não demorou dois segundos até que percebesse que não estava sozinha na cela escura. E pela primeira vez desde que chegara àquele lugar, ela sorriu.
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Continua...
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