Notas iniciais
I'm back! .-. Estão prontos para esse cap? Deixei todo mundo roendo as unhas :D Adoooro fazer isso :) Espero que gostem, que surtem, que gritem. E não deixem de comentar! :*

– Não pode ser verdade! Eu vi você morrer! Todos nós vimos!

– Tem certeza, queridinha? O que você viu foi o meu próprio filho me apunhalando pelas costas e nós dois desaparecendo em uma bola de luz. Aquele diabinho se esqueceu do básico: Eu tinha mágica, ele não. Rumple pode ter acreditado que me venceria daquela maneira, mas estava grandemente equivocado. Estava na profecia: “O garoto será a sua ruina”. Todo aquele tempo ele acreditou se tratar de Henry, até que eu apareci. E a profecia se cumpriu.

– Seu filho da mãe!

Neal tenta avançar na figura desagradável a sua frente, mas é impedido por Hook e David.

– Ora, ora, ora! Você realmente acredita que teria chance contra mim? Nem o seu pai, que era muito mais poderoso e inteligente que você conseguiu me derrotar, o que o faz pensar que conseguiria?

– Acho bom você não se meter conosco outra vez, Pan! Já sai daqui duas vezes, vou sair a terceira. E todos irão comigo. Vamos para casa e você não vai nos impedir.

– Veremos. Oh! O que temos aqui?! Os coelhinhos estão aumentando a família?!

– Fique longe dela!

Regina se lança na frente da filha e ergue as mãos ameaçadoramente.

– Eu podia estar sem mágica antes, mas agora a tenho. E não sou a única. — Continua.

– A maternidade realmente é uma coisa engraçada, não é mesmo? Ela muda as pessoas. Claro que ela é sua cria. Como não percebi antes? Tem a mesma aparência devastadora. Belas bochechas.

O garoto movimenta a mão e aparece atrás do grupo, segurando a pequena Rose pelo pescoço. A criança chama pela mãe, aterrorizada.

– Não ouse!

Hook tenta avançar e Emma segura seu braço.

– Fique calmo, ele pode machuca-la. — Sussurra.

– Se fizer isso, eu o matarei com minhas próprias mãos.

– Deixe a ir! Se você tocar em um fio de cabelo dela, acabo com você!

– Mães. – Suspirou. – Ok, vou te dar a chance de proteger seus filhos. Um dia eles também vão te trair e você sentirá na pele. Ingratos, é isso o que eles são.

– O que você quer, Pan?!

– Não é obvio?! – O rapaz ri debochadamente. – Você, Regina. Eu quero você. E só vou deixar a pirralha livre se me der a honra da sua companhia.

– Ok, solte-a. Eu vou com você.

– Regina, você não pode fazer isso! – O Capitão segura a rainha pelo pulso e a encara protetoramente.

– Não vou permitir que ele a machuque, Killian. Eu ficarei bem.

– Podemos fazer de outro jeito! Emma tem magia, juntas vocês podem derrota-lo.

– Não com Rose servindo de escudo.

– Mamãe! Eu estou com medo! – A pequena começa a chorar.

– Liberte-a. Eu vou com você.

A mulher segue até o inimigo, com os olhos frios e calculistas. Pan empurra Rose em direção ao grupo e gesticula novamente com a mão. No mesmo instante, o garoto e a prefeita somem em meio a uma fumaça esverdeada. Os que ficaram conseguiram ouvir ainda as palavras “eu sabia que você faria a escolha certa”, seguida por uma risada doentia. E os que foram puderam ouvir uma criança desesperada chamando pela mãe.

~~oOo~~

– Precisamos salvá-la! É tudo minha culpa! Eu devia saber!

– O que está dizendo, Henry?! Como poderia ser sua culpa?!

– Os sonhos, mãe. Quando percebemos que estavam começando a se realizar devíamos ter ficado mais atentos! Se eu tivesse me esforçado mais, talvez tivesse reconhecido o lugar e poderíamos esperar por isso!

– Querido – Mary Margaret se aproxima do garoto e acaricia seu rosto com cuidado. – Nenhum de nós tinha como saber, nem mesmo você. Com exceção de Belle e Rose, todos já estivemos aqui. Alguns de nós mais de uma vez. Mal tivemos tempo de olhar ao redor e perceber onde estamos. Não tínhamos como prever a ações de Pan. Agora nos resta encontrar um lugar seguro e criar um plano para resgatar a Regina.

– Vamos para a caverna. – David sugere.

– Claro. Nem um pouco obvio. – Hook desdenha.

– Ele saberá onde estamos de qualquer jeito. Pelo menos é um lugar familiar. Neal conhece muito bem os segredos guardados ali.

– Concordo com David. – Emma começa. – Ele vai nos encontrar se quiser. Isso aqui é a casa dele. Não há onde nos escondermos e não temos razão para isso.

– Está começando a anoitecer. Seja onde for esta caverna, acho melhor irmos para lá logo. Bem sabemos que uma floresta pode ser bastante perigosa a noite e está esfriando. Precisamos acender uma fogueira e procurar algo para comer.

– Não estamos longe. Belle está certa, tudo ficará mais difícil quando anoitecer. Venham por aqui, conheço um atalho. Logo mais a frente há algumas árvores frutíferas. Podemos colher algumas bananas, mamões, abacates e maçãs.

O grupo anda por cerca de meia hora e logo encontram a entrada da caverna. Neal e David planejam um perímetro para a busca de lenha enquanto Belle e Mary Margaret colhem algumas peras. Emma e Henry entram no abrigo, para “arrumá-lo”. Rose encara o pai com os olhos marejados e o capitão sente o coração apertar.

– Papai, eu quero ir para casa! Estou cansada! Vamos buscar a mamãe e sair daqui! Prometo que não saio mais sem avisar! – A criança choraminga.

O pirata estende os braços para a filha e a pega no colo, pensando cuidadosamente em como dizer aquilo. O melhor era que soubesse logo, seria mais fácil de aceitar. Por fim, coloca a pequena sentada sobre uma pedra e ajoelha-se em frente a ela para conseguir olhar em seus olhos e transmitir-lhe mais segurança.

– Meu amor, existem muitas coisas que você precisa entender. Algumas delas sua mãe e eu vamos explicar juntos quando ela voltar. O que eu posso te dizer agora é que a nossa casa infelizmente não existe mais.

– Como não existe, papai? Ela estava lá e a gente foi ao parque e depois viemos aqui! Para onde ela foi?!

– Filha, muito antes de você nascer, a mamãe, eu e todo mundo da nossa cidade morávamos em outro lugar. Uma cidade no meio de uma floresta grande como essa. Um dia, a nossa antiga casa foi transformada em Storybrooke e nós aprendemos a viver lá. Agora Storybrooke foi transformada novamente em nossa antiga casa e quando nós sairmos daqui, é isso que iremos encontrar. Teremos um novo lar.

– Mas e as minhas coisas? Minhas bonecas!

– Todos nós vamos ter novas coisas. E eu te prometo que você irá se vestir como uma princesa.

– Uma princesa de verdade?! Com um vestido bonito e uma coroa?!

– Isso mesmo.

– Tudo bem. Acho que eu vou gostar. Papai... Quem era aquele que levou a mamãe?

– Um cara mau. Muito mau.

– Mas ele é só um garoto!

– Ele parece um garoto, mas não é.

– Ele vai machucar a mamãe?

– Tudo ficará bem, meu amor. Sua mãe é muito forte e inteligente. Ela vai ficar segura.

– E nós vamos salvar ela, não é?

– Sim, nós vamos salvar ela.

– Ok.

A menina se aninha nos braços do pai e suspira. Killian fecha os olhos, preocupado. Ainda havia muito o que explicar à criança, e não só a ela. Quando voltassem para a Floresta Encantada, Emma e Henry também teriam que aprender a viver ali. Isso servia como uma espécie de consolo. Pelo menos, sua pequena não passaria por isso sozinha.

Não demorou muito até que os outros voltassem com lenha e comida. Hook se desculpou com David e Neal por não tê-los ajudado com a lenha. O príncipe apertou seu ombro amigavelmente e lhe respondeu, dizendo que ele e o genro perceberam que estava tendo uma conversa séria com a filha não quiseram interromper. Ambos entendiam a situação. Seus próprios filhos teriam que aprender a lidar com a nova vida e além de Rose, Henry também tinha a mãe em perigo.

Sentaram-se em volta da fogueira e comeram em silêncio. No entanto, compartilhavam o mesmo pensamento: Resgatar Regina e sair dali.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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