Notas iniciais
Oi, meus amores! I'm back! Sentiram minha falta? Não se preocupem, meus queridos, estou planejando algo interessante aqui hehehehehe Antes que eu me esqueça, esse cap tem musiquinha :B (tava demorando, né?) mas vocês não podem reclamar não porque eu avisei que era uma songfic :) Aqui está o link da música para vocês acompanharem. https://www.youtube.com/watch?v=tMfX1ACPzZ0 É muito fofa, de verdade. E quem já assistiu Sweeney Todd (ou assiste Glee) já ouviu. Espero que gostem desse cap, eu o preparei com muito carinho. Não deixem de comentar - Ou eu lanço uma maldição em vocês u.u :*

Regina chegou em casa exausta. Estacionou o carro de qualquer jeito na garagem, tirou a filha da cadeirinha, pegou sua bolsa e entrou. Havia sido um longo dia. Sentia-se feliz por ter ficado em companhia do filho a tarde toda. Ele lhe contara coisas sobre New York. Coisas que ela sequer imaginava que existiam. Por um instante, teve a sensação de que não o conhecia mais. E então começaram a discutir livros e comida e ela conseguiu enxergar seu garoto novamente por trás de toda aquela névoa de esquecimento. Estava mais crescido, mais maduro. Isso era ótimo. Felizmente o menino adorara o passeio e estava extremamente disposto a repeti-lo muitas vezes. Isso era bom porque além de permitir que ela se aproximasse dele, também fazia com que ele se aproximasse de Rose e se ele gostasse da pequena, seria muito mais fácil de aceitar quando descobrisse que eles são irmãos.

Terminou de dar banho na filha, alimentou-a e subiu com ela até seu quarto, pretendendo fazê-la dormir. A pequena lhe sorriu e seu coração se aqueceu. Havia outra coisa que não podia ser esquecida. Agora todos sabiam da verdade e por mais que fosse o certo a se fazer, não tornava as coisas mais fáceis. Ela havia mudado de verdade. Não era nem de longe aquela mulher que outrora lançara uma maldição ferindo inúmeras pessoas por puro egoísmo. Ainda assim, era difícil de acreditar e as pessoas sempre lhe lançavam aquele olhar desconfiado. Mesmo que não dissessem nada, estavam sempre julgando-a. Sempre esperando que a qualquer momento ela tornasse a fazer algo ruim. Não eram capazes de perdoar totalmente seus erros do passado. E embora isso a entristecesse, era totalmente capaz de compreendê-los. Muitos deles perderam pessoas que amavam por sua culpa. A outros ainda, ela fizera mal pessoalmente prendendo, torturando e tantas coisas mais. Mas o que realmente a perturbava não era o fato de pensarem mal dela, afinal fizera por merecer e confiança não é algo que brota da noite para o dia, é algo que se conquista. O que incomodava de verdade eram os olhares maldosos que alguns lançavam para sua filha. Ninguém nunca havia dito nada, mas era obvio que compartilhavam a dúvida de que se era realmente possível que a filha de dois vilões fosse uma criança boa. Não eram mais vilões. Os erros do passado os assombrariam eternamente, mas era justo que isso refletisse em um bebê inocente? Agora Rose ainda não era capaz de entender como essas coisas funcionam, mas e mais tarde? Como seria quando as pessoas começassem a fazer comentários maldosos e orientarem seus filhos a ficarem longe dela? Ela não merecia pagar pelos erros de seus pais. Mais do que isso: Agora sabiam que sua pequena estava destinada a ser a salvadora e livrá-los da maldição. Quanto tempo isso levaria? Olhariam para ela com expectativa, ao mesmo tempo em que jogariam sobre seus ombros esta responsabilidade infinita. Mas as coisas só acontecem quando têm que acontecer e não quando desejamos. E então passariam a duvidar e a desdenhar.

“Eles não vão machuca-la, minha querida. Eu não vou permitir.” – Pensou. A pequena tocou seu rosto e lhe sorriu, como se pudesse sentir que havia algo errado. Regina a apertou mais junto de si e lembrou-se de uma antiga canção que ouvira algumas vezes. Antes aquilo não fazia sentido nenhum, mas agora encaixava perfeitamente naquele momento, o que a fez pensar que provavelmente fora escrita por uma mãe para seu filho. Começou a cantar baixinho, quase em um sussurro.

NOT WHILE I'M AROUND

(Barbra Streisand)

Não enquanto eu estiver por perto

Nothing's gonna harm you

Nada irá chatear você

Not while I'm around

Não enquanto eu estiver por perto

Nothing's gonna harm you

Nada irá te incomodar

No sir, not while I'm around

Não,senhor,não enquanto eu estiver por perto

Demons are prowling everywhere nowadays

Demônios andam à solta por todo lugar nos dias de hoje

I'll send them howling, I don't care, I've got ways

Eu os mandarei embora, eu não ligo, tenho as minhas maneiras!

No one's gonna hurt you

Ninguém irá magoá-lo

No one's gonna dare,

Ninguém vai ousar

Others can desert you

Outros podem te deixar de lado

Not to worry, whistle I'll be there

Não se preocupe, assovie e eu estarei lá!

Demons'll charm you with a smile for awhile

Demônios vão seduzi-lo com um sorriso

But in time

Por um tempo

Nothing can harm you,

Mas a tempo nada irá te prejudicar,

not while I'm around.

Não enquanto eu estiver por perto

Being close and being clever

Estando perto e sendo inteligente

Ain't like being true,

Não há nada como ser verdadeiro

I don't need to, I would never

Eu não precisaria, eu nunca

Hide a thing from you

esconderia algo de você

Like some

Como alguns fazem...

No one's gonna hurt you

Ninguém irá magoá-lo

No one's gonna dare

Ninguém vai ousar

Others can desert you

Outros podem te deixar de lado

Not a worry, whistle I'll be there

Não se preocupe, assovie, e eu estarei lá!

Demons'll charm you with a smile

Demônios vão seduzi-lo com um sorriso

For awhile

Por um tempo

But in time

Mas a tempo

Nothing's gonna harm you

Mas a tempo nada irá te prejudicar

Not while I'm around

Não enquanto eu estiver por perto

Rose a observava com adoração, como se fosse capaz de compreender o real significado de cada palavra. Seus pequenos olhinhos foram piscando mais e mais lentamente, até que finalmente adormeceu. “Ninguém vai lhe fazer mal enquanto eu estiver aqui, Rose, eu juro. Você é a única pessoa nesse mundo que me ama exatamente como eu sou, sem me julgar por nada. Henry acredita em mim. Acredita que eu me redimi e não sou mais quem eu era. Ele enxergou bondade em mim quando ninguém mais viu e é o responsável pela minha transformação. Ainda assim, quando descobriu toda a verdade ele me odiou e foi procurar Emma. E eu sei que embora ele me ame e me aceite como sou, com todos os erros do meu passado, ele ainda pensa nisso. Que se eu não tivesse lançado a maldição, as coisas teriam sido diferentes. Emma não teria sido enviada a outro reino e não o teria dado para a adoção. Mas o que ele não percebe, minha querida, é que se isso tudo não acontecesse, ele não seria meu filho e eu provavelmente ainda seria aquela pessoa louca por vingança. Além disso, muito provavelmente Emma e Neal não teriam se conhecido e então ele próprio nem existiria. E há o seu pai, é claro. Nosso amor é de todas as formas errado, mas amor verdadeiro não pode ser errado. Ele compreende. Hook é capaz de entender a razão pela qual fiz tudo o que fiz e eu realmente compreendo seus erros também. Somos duas almas quebradas e isso faz com que nos completemos e vivamos sem julgamentos. Quando estou com ele, não preciso esconder nada. Somos iguais e ele me conhece. Mas você, Rose, você é parte de mim. Eu te senti crescendo dentro do meu corpo dia após dia e te alimentei com a minha própria boca. Você morou em meu interior. Compartilha do meu sangue, minhas células, minhas características. Meu amor, você saiu de mim e nada pode ser mais verdadeiro do que isso. Se alguém te ferir, estará ferindo a mim e ninguém irá ousar provocar a ira da Rainha má. Eu sempre estarei aqui para você.” – Confessa baixinho para o bebê adormecido. Por fim, suspira, deposita um beijo carinhoso na cabecinha delicada da filha e segue para cuidar de si mesma.

A rainha entra no banho e permite que a água leve embora todo o cansaço. Estando totalmente sozinha, permite que as lágrimas caiam de seus olhos, lavando também sua alma. Permanece ali por longos minutos e então sai, vermelha, ofegante e sentindo-se ligeiramente mais leve. Desce para a cozinha com a pretensão de se alimentar. Sobre a mesa, repousava um par de cupcakes e um restinho de suco de laranja. Sorriu e saboreou-os, pensando no filho.

O sono começava a pesar. Apressou-se em sua refeição, subindo logo em seguida, escovando os dentes e partindo para o quarto, onde se enrolou no edredom branco e rapidamente adormeceu.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
Cara, de verdade, pensem que coisa linda a Regina cantando essa música para a Rose com aquela voz rouquinha perfeita e aqueles olhos lindos, marejados. T.T Gostaram? Não deixem de comentar! Isso me motiva a escrever como uma máquina e postar mais rápido :D