Notas iniciais
E depois desse hiatus todo: Eu voltei! Sorry, I'm really late this time :/ Ok, vou mandar a real: Eu tenho a historia toda pronta na minha cabeça. Cada cena, vários diálogo, a coisa toda até o fim. (Aliás, o final vai ser mágico :B ) Enfim, eu tenho tudo planejado. No entanto, estou escrevendo também uma long de Castle, que comecei antes dessa por sinal. Ela está bem próxima do fim (bem próxima mesmo, só faltam 2 acontecimentos e pimba!) então tava dando um gás extra nela (o que não funcionou porque só tenho mais um cap pronto, mas ok, os anteriores foram bem longos) para terminar logo e focar aqui em wfl :) Ai o nyah saiu do ar também e facilitou isso pra mim hahahhahaha mas vou confessar: procrastinei bastante. Bom, aqui tá o cap novo pra vocês. Prometo tentar procrastinar menos e dar um gás aqui também, ok? Obrigada por virem

Regina dirige rumo à casa de Mary Margaret e David. Olha pelo retrovisor e encara sua menininha, que lhe sorri alegremente. Aperta suas mãos trêmulas no volante e respira fundo. Precisava se controlar. Henry não podia vê-la naquele estado. Era muita ousadia daquela mulher chegar daquele jeito e achar que podia lhe dizer tudo o que viesse à cabeça sem nenhuma consequência. Não podia permitir que ela se sentisse a heroína. “Você não é a salvadora, Emma, não dessa vez. Vai ter que engolir o seu orgulho porque quem vai nos salvar dessa vez é a garotinha que é fruto do amor entre dois vilões. Você vai ter que lidar com isso.” – Pensou. Ao mesmo tempo em que sentia medo e apreensão pelo destino da filha, sentia também um imenso orgulho dentro do peito. As pessoas teriam que aceita-la. Mais do que isso: Teriam que agradecê-la.

Estaciona com precisão e desce rapidamente do carro. Respira fundo outra vez antes de tocar a campainha e então permite que seus dedos alcancem o botão. Um barulho de sinos se faz ouvir e dentro de poucos instantes, surge um Henry sorridente com uma mochila nas costas.

– Regina!

– Olá, querido! Você está pronto?

– Claro que sim! Você tem mesmo um exemplar de “Dom Quixote”?

– Sim! Um bastante antigo, por sinal. Vamos?

– Posso ligar para a minha mãe antes? Eu não falei pra ela que ia sair.

– Oh, não se preocupe, querido, eu já falei com ela.

– Quando você a viu?

– Eu... Passei na delegacia antes de vir para cá.

– Ah sim. Acho que então está tudo bem. Podemos ir.

O garoto fecha a porta com a chave e segue para o veículo. Coloca sua mochila no banco de trás e brinca com Rose até que chegam à casa da prefeita, a poucas quadras dali. Com certa dificuldade, tenta ajudar Regina com a cadeirinha do bebê, mas por fim decide levar as coisas da pequenina, afinal essa era uma tarefa mais simples.

– Você pode deixar as coisas ai no sofá, querido. Venha comigo, a biblioteca é por aqui.

Henry abandona a bolsa lilás e sua própria mochila sobre o sofá claro e segue a mulher até uma sala ampla com várias estantes e centenas de livros. A prefeita não estava brincando quando disse que tinha uma biblioteca pessoal recheada em sua casa. Imaginou por alguns segundos a quantidade de livros raros que haveria ali.

– Gostou?

– Isso aqui é sensacional! É três vezes maior que a biblioteca do meu colégio!

A mulher sorri.

– Fique a vontade, você pode pegar o que quiser.

– Obrigado.

– Posso lhe pedir um favor?

– Se eu puder ajudar, pode sim.

– Você pode tomar conta da Rose um pouquinho? Vou preparar cupcakes de chocolate com amendoim.

– Oh! São meus preferidos! Faria qualquer coisa por eles!

– Eu sei.

– Como?

– Como o que?

– Como você sabe que são meus preferidos?

– Eu... Sua mãe me disse.

– Ah. Bem, pode ir lá. Rose e eu nos damos muito bem, posso cuidar dela um pouco.

O menino estende os braços e a pequenina também estende os delicados bracinhos para ele, rindo.

– Ela realmente gosta de você. – Regina sente seu coração aquecer diante daquela cena adorável. Não pode evitar sorrir. – Eu já volto, fique à vontade.

– Ok.

~~oOo~~

A mulher entra na cozinha e apoia-se em uma das cadeiras, lutando para respirar calmamente. Ao mesmo tempo em que se sentia absurdamente feliz por ter o filho de volta em sua própria casa, mesmo que como uma simples visita, sentia-se também angustiada e apreensiva pelo fato de ele nem sequer imaginar que ali era sue lar. Lutou contra si mesma para não derramar as lágrimas que insistiam em se acumular em seus olhos, suspirou e começou a separar os ingredientes para fazer os cupcakes. Cozinhar para Henry sempre fora uma coisa que gostava de fazer. Enxergar o prazer no olhar do filho ao raspar uma tigela de massa de bolo, ou ao comer um generoso pedaço de torta de maçã era algo simplesmente mágico.

Colocou todo o carinho que conseguia na preparação da receita. Tirou os bolinhos da forma, os recheou e cobriu com generosos pedaços de amendoim. Preparou uma jarra de suco de laranja, arrumou as coisas todas em uma bandeja bonita e seguiu para a biblioteca.

– Hey, querido – Coloca a bandeja sobre a mesa – Aqui estão os... Oh!

Seu coração pulsa tão forte dentro do peito que ela sente como se fosse saltar boca afora a qualquer instante. Henry estava confortavelmente acomodado em uma poltrona verde lendo um livro para Rose. Mas não era simplesmente um livro. Era aquele livro. Por um instante, sua alma se encheu de esperança de que ele tivesse se lembrado de tudo. Um breve segundo perfeito onde realmente acreditou que tudo estava onde deveria estar.

– Henry?! O que você... Esse livro...

– Oh! Eu estou adorando ele! Como estava cuidando da Rose, pensei em lhe contar uma historia. Então comecei a procurar livros infantis e encontrei este aqui. Ela estava gostando bastante. Mas tem algo estranho com esse livro.

Regina se aproxima do garoto e senta-se na poltrona à sua frente.

– O que há de estranho, querido?

– Bem, todos os desenhos parecem com as pessoas aqui da cidade. Até mesmo você se parece com um. A rainha má da história da Branca de Neve. E as últimas páginas estão em branco! Não dá para saber como a última história termina!

– Você não se lembra? – Diz, visivelmente desapontada.

– Me lembro do que?

– Da história.

– Da Branca de Neve? Essa eu lembro, mas é curioso que essas páginas estejam em branco.

– Bem, é que... – Regina tenta pensar em uma resposta rápida e convincente. – Um amigo muito querido escrevia esse livro. Ele mesmo o ilustrava e por isso os desenhos se parecem com as pessoas aqui da cidade, ele se inspirava nelas. As últimas páginas estão em branco porque... Porque... Ele morreu.

– Oh! Eu sinto muito.

– Não sinta, querido. Todas as pessoas morrem um dia.

– Ele não devia ter te colocado como a rainha má. Você não parece má. Você é boa e gentil.

Ela ri.

– Talvez nem todo mundo me enxergue dessa maneira, querido. Veja, eu trouxe os cupcakes!

A mulher se esforça para dar o melhor sorriso que consegue e dispara para mesa, onde apanha a bandeja e a coloca mais próxima deles. Serve dois copos de suco e também despeja um pouco do líquido na mamadeira do bebê. Em seguida, pega a filha no colo, deixando o menino livre para apreciar a refeição.

– Parecem deliciosos!

– Coma quantos quiser, eu os fiz especialmente para você.

A rainha se acomoda novamente na poltrona e oferece a mamadeira à filha enquanto observa com satisfação ao garoto, saboreando os bolinhos como se fossem a melhor coisa do mundo. Por longas horas, seguiram discutindo títulos de alguns livros raros e outros não tão raros assim. Logo anoiteceu e ela o levou para casa. Não podia abusar da sorte. Aquele havia sido um dia maravilhoso e certamente repetiria a dose muito em breve.

– Você não quer entrar, Regina?

– Não, querido, eu estou bem. Preciso voltar para casa, Rose está com sono e já passou da hora de ela ir dormir. Ainda precisa comer e tomar banho.

– Tudo bem então. Muito obrigada pelos livros! E também pelos cupcakes, eles estavam deliciosos!

– Pode vir quando quiser, querido. Você é sempre bem vindo na minha casa.

– Obrigada!

O menino sorri e entra na casa, fechando a porta atrás de si. Regina segue para seu próprio lar também com um sorriso estampado no rosto. Tudo havia dado certo. Ou pelo menos, quase tudo.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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