Notas iniciais
Hello, my dear! O cap de hoje tá que nem a música: " Vai sacudir, vai abalaaaaaaar" ASUAHSHAUAUSHAUSH Ok, parei. Tô passando mal, meu estômago tá de sacanagem, então não vou nem ficar fazendo muita hora aqui, but gostaria de pedir que deixem seus comentários antes de sair, por gentileza. E não esqueçam de colocar a chave atrás da plantinha outra vez :) Beijos.

17:20h. Emma fecha a porta atrás de si e segue com os pais até os fundos da loja. Os demais ocupantes do “time” já estavam lá, aguardando. Regina embalava a filha, próxima à janela. Chovia lá fora e a menina observava com grande interesse as gotas de chuva descendo pelo vidro. Neal e Hook discutiam um mapa pousado sobre uma mesa bamba e Belle folheava um grande livro de aparência antiga.

– Desculpem, foi um pouco difícil sair de casa. Está chovendo bastante lá fora e Henry tinha várias observações sobre o almoço que queria me contar.

Regina sente o coração apertar dentro de seu peito e lança um olhar apreensivo que Emma compreende imediatamente. A mulher continua:

– Ele gostou de todos vocês. Especialmente de você, Regina. Não cansava de falar sobre o sonho e o quão incrível é a salvadora dele realmente existir. Acredito que de algum modo a sua presença está gravada no inconsciente dele. Uma parte, mesmo que pequena, se lembra de você.

– Fico extremamente feliz por ouvir isso. Apesar de continuar sendo uma completa estranha para ele, pelo menos ele simpatiza comigo.

– Sim. E também caiu de amores pela sua filha. Confesso que eu fiquei realmente surpresa, mas estou feliz por vocês, de verdade. É um bebê adorável.

– Não pretendia substituí-lo, se é o que você está pensando. Um filho jamais substitui o outro e você entenderá isso se tiver mais um futuramente. Killian e eu não planejamos isto. Mas estou extremamente satisfeita porque Rose é simplesmente a melhor coisa que aconteceu em toda a minha vida. Só houveram duas situações que me fizeram sentir completa e as duas se resumem à receber meu bebê nos braços. A primeira anos atrás e a segunda este ano.

– Jamais pensaria isso, Regina. Mesmo sem ter outro filho. Ao contrário de todas as pessoas nessa cidade, ao que me parece você e Hook são os únicos que podem ficar juntos. Este poderia ser o seu final feliz: Você, ele e Rose. No entanto, você concordou em me trazer de volta, resgatar as minhas memórias e tentar encontrar um artefato que ajude a destruir a maldição. Estou certa de que não fez isso por mim ou pela minha família. Se não amasse Henry desesperadamente, não teria se importado. Simplesmente deixaria para lá, afinal você sabia que ele estava seguro comigo em New York. Fico realmente feliz por saber que você encontrou parte do que procurava e acredito que Henry também ficará muito contente quando souber que tem uma irmã.

– Ok, vamos deixar esse sentimentalismo todo de lado agora que as coisas estão esclarecidas e começar a trabalhar. Quanto mais rápido encontrarmos esse medalhão, mais rápido descobriremos como usá-lo e estaremos livres.

– Eu preciso que me digam tudo o que sabem, para que eu possa me integrar. – Emma diz com seriedade.

– Quando eu lancei a primeira maldição, Gold comentou comigo sobre este artefato. Ele é poderoso e pode enfraquecer qualquer maldição. Deste modo, qualquer um que soubesse como, poderia quebra-la. Toda maldição tem um ponto fraco, uma brecha. É como se o objeto fizesse essa brecha ficar maior. Não sabíamos qual era a aparência dele, então estudávamos os livros de inventário que Belle nos trouxe, à procura de pistas.

– Foi quando eu encontrei este livro aqui. – Belle sacode um livro de capa dura, verde, com alguns escritos dourados em cima. – Não estava aqui, estava em casa. Ele lista todos os objetos mágicos que Rumple tem em sua posse e para que servem. Infelizmente não diz como usá-los e nem onde estão escondidos.

– Eu posso ver?

– Aqui está.

Belle aponta para o desenho de um medalhão redondo com uma pedra azul em cima. Na parte de trás, algumas inscrições em um idioma desconhecido.

– O que são essas coisas gravadas?

– Nenhum de nós sabe. Acredito que tenha algo a ver com o modo de usar.

– Certo. E até agora não avançaram em mais nada com as buscas?

– Não. Está coberto com um feitiço de proteção. Eu já tentei tudo o que sabia e consegui quebrar vários outros feitiços protetores, revelando outros objetos interessantes, mas nada do medalhão. O que me faz crer que ele não está aqui na loja e nem na casa de Gold.

– Seria possível que ele tivesse guardado o medalhão na floresta encantada?

– Eu não acredito que tenha feito isso. Encontramos boa parte dos objetos listados no livro aqui ou na casa dele. No entanto, este é um artefato poderosíssimo, ele não deixaria em lugares óbvios. Ainda assim, não creio que tenha deixado na floresta. Coisas que possuem um valor tão grande não ficam muito distantes dos olhos de seus donos. Pode imaginar como seria se esse medalhão caísse nas mãos erradas?

– Você está certa.

– Emma? — Hook a chama e ela se volta para ele. – Neal e eu estamos aqui estudando esse mapa e fazendo marcações de lugares importantes para Gold. Talvez haja alguma conexão entre eles ou talvez o artefato esteja em algum deles. Belle tem nos ajudado com isso. O plano é traçar uma rota e vasculhar um por um.

– Isso não vai demorar demais?

– Infelizmente é a única coisa que podemos fazer no momento.

– Ok, vamos fazer.

Todos começam a trabalhar nas rotas e discutir os lugares. A cada segundo, a tensão crescia no meio do grupo por inúmeras razões. Neal observava cada movimento de Emma e cada investida de Hook, tentando identificar qualquer vestígio de atração ali. Regina fazia algo semelhante. David e Mary Margaret lutavam para não se tocarem e acabarem causando algum desastre. Conversavam constantemente com o olhar, apontando um ou outro ocupante da sala. Belle se sentia esperançosa. Em algum lugar dentro de si mesma, sabia que Rumple continuava vivo. Se conseguissem destruir a maldição, poderia procura-lo e resgatá-lo. E então, tudo voltaria a ser como era. Trabalharam até o anoitecer e então partiram cada um para seu lar, exaustos. Continuariam as buscas pela manhã. Pelo menos, as rotas estavam traçadas e isso era um grande avanço.

~~oOo~~

– Você está calada.

– Estou pensando.

– Sei que o dia de hoje foi exaustivo. Precisamos nos concentrar se quisermos livrar Rose disso.

– É só isso que importa para você, não é? Livrar Rose de ser a salvadora.

– Claro que sim, ela é minha filha. Quero evitar que sofra.

– Sim, ela é sua filha.

– E Henry é seu filho. Gosto muito do garoto e sei que você quer protege-lo. Eu também quero. Mas não vou fingir que faço isso mais por ele do que por Rose porque não é verdade. Desde o princípio eu lutei junto com você para destruir essa maldição.

– Só não pelos mesmos motivos.

– Ah, então é disso que se trata.

– Disso o que?

– O problema não é Rose ou Henry. É Emma.

– Você quem está dizendo. – A rainha ergue os ombros em desdém.

– Regina. – O pirata a encara, cético.

– Sempre ela, não é mesmo? Mesmo que não seja inicialmente, sempre se torna algo sobre ela.

– Fico feliz por ela ter voltado, é astuta e inteligente. Tenho certeza de que com ela encontraremos o artefato mais facilmente.

– É claro que está feliz. Eu posso não “ler a verdade” dentro de todo mundo, mas consigo enxergar bem os olhares das pessoas.

– Eu fiz uma escolha, Regina. Não estou voltando com ela para casa agora.

– Por que não quer ou por que não teve chance?

– Desisto. Quer saber, vá sozinha. Eu vou dormir no Jolly Roger hoje. Lá é o meu lar.

– Pois vá. Rose e eu nos viramos bem sozinhas.

Hook dá um beijo na cabecinha da filha, vira as costas e sai para o lado oposto. Imaginava que a rainha talvez tivesse percebido alguma coisa, mas era inevitável agir como ele agia. Era inconsciente. Precisava pensar. Já pesara todos os fatos em uma balança imaginária e estava certo do que queria. No entanto, era muito mais complicado do que simplesmente saber. Algo tinha que ser feito.

Regina sentia-se despedaçada. Ele não negou o fato de sentir-se feliz pelo retorno de Emma. Sempre ela. Tentava com todas as forças sentir empatia por ela, mas era difícil. Sempre que a mulher aparecia algo lhe era tomado. Talvez fosse melhor acabar com tudo de uma vez. Seria mais fácil e doeria menos, como arrancar um curativo. Apertou o passo, queria chegar logo em casa. Precisava descansar. No dia seguinte pensaria com mais clareza e tomaria sua decisão com a cabeça mais calma.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
Antes que me xinguem: Eu avisei :D Deixe seu comentário antes de sair! Beijo!