We found love in a hopless place II
11 Capítulo 11.
Notas iniciais
A volta para casa foi silenciosa. Regina apertava a filha contra seu peito, inconscientemente. A pequena dormia tranquila, segura nos braços da mãe. Durante o trajeto, sua mente recapitula cada segundo do encontro com o filho. Como ele havia crescido! Céus! Quase dois anos é muito tempo. Até sua voz estava diferente... Ainda não conseguia compreender a razão de os dois sonharem o mesmo sonho. Era no mínimo... Curioso. Mas nada naquele lugar era simplesmente curioso. O que será que estava por trás disso? Um presságio talvez... Não devia se preocupar com aquilo por enquanto. Haviam muitas outras coisas para pensar. Hook. A rainha sentiu-se insegura por um instante. Vira o olhar que o pirata lançou à Emma. Tinha bastante intensidade ali e era notável a preocupação no rosto dele. Sabia que a volta da mulher talvez despertasse no Capitão antigos sentimentos. “Ele seria capaz de me deixar por ela? Bem, se percebesse que está de fato apaixonado, não tenho dúvidas disso.” – Pensou. Pelo menos uma coisa era verdadeira: Seu amor pela filha. O olhar dele quando Belle entrou, trazendo Rose também não lhe passou despercebido. Hook tinha adoração pela menina e isso era uma coisa que eles tinham em comum. Quando o céu começa a desabar na sua cabeça, ele nunca cai aos poucos. Simplesmente vem de uma vez só.
Finalmente chegam em casa. Regina segue para o quarto da filha, onde acomoda a menina em seu berço. Está cansada física e emocionalmente. Sente vontade de chorar, mas resiste. Não se renderia tão fácil. A voz do pirata sussurrando em seu ouvido a desperta de seus pensamentos.
– Regina?
Hook desliza a mão pelo quadril da mulher e a incentiva a virar-se de frente para ele.
– O que foi?
– Você está bem?
– O melhor que posso.
– Não consigo imaginar o quanto isso está sendo difícil para você.
– É... – Suspira.
– O garoto... O sonho dele é o mesmo que o seu.
– Tenho pensado nisso também. É estranho.
– Acredito que haja algo a mais ai.
– Certamente. Nada é tão simples aqui.
– Fique calma. Você o viu, ele gostou de você e vocês tem uma conexão. É um grande passo. Aos poucos as coisas vão se acertando, até que descubramos uma maneira de fazê-lo lembrar. Eu preciso sair para resolver umas coisas. David pediu para lhe dizer que nos encontrássemos na loja daqui a duas horas. Vamos traçar um plano de busca pelo medalhão.
– Ok.
– Nos encontramos lá então.
– Tudo bem.
O pirata se aproxima da rainha e beija-lhe os lábios vermelhos antes de sair. Por fim, desaparece pela porta. Regina senta-se na cadeira de balanço e ao ter certeza de que estava realmente sozinha, permite que as lágrimas venham. Todas as incertezas tomando conta dela, uma a uma perturbando-a incansavelmente. A dor era tão forte que quase a sufocava. Já sabia como lidar com essa situação: Choraria descontroladamente, enxugaria os olhos, retocaria o batom e sairia como se nada tivesse acontecido. Não seria a primeira e nem a última vez que faria isso.
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Sentada de frente para o lago, Emma refletia sobre o almoço daquela tarde. Tudo estava totalmente diferente do que conhecia. As coisas, as pessoas... Pareciam as mesmas, mas não eram. Quase dois anos fora e ao voltar, a situação exigia que ela fizesse o que sempre fez de melhor: Se adaptar. Era estranho ver os pais com todo aquele amor ardendo dentro deles privados até mesmo de um simples toque. Todos trabalhando em equipe, a ausência de Gold e Regina... Céus, Regina fora a que mais lhe surpreendera. Sua vida deu uma imensa reviravolta em tão pouco tempo! Ajeitara-se com Hook e tinha uma filha. Jamais imaginaria isso. Ainda assim, não desfrutava de seu final feliz. Faltava lhe algo, ou melhor, alguém: Henry.
Não tinha dúvidas do amor da rainha por seu filho. Ela que sempre tivera o dom de enxergar a verdade dentro das pessoas via com clareza a sinceridade nos olhos de Regina quando ela olhava para o garoto. Emma admirava seu autocontrole e a capacidade de se manter aparentemente tranquila quando aquilo a devia estar destruindo por dentro. Antes levava sua vida numa boa sem Henry. Sempre acreditou ter feito o melhor para ele entregando-o para a adoção. Hoje não poderia sequer imaginar o quão terrível seria se o garoto não se lembrasse dela. Isso a mataria.
Precisava resolver essa situação logo, pelo bem de todos. Não se sentia confortável mentindo para o filho. Prometera-lhe que sempre diria tudo. “Desculpe-me por isso, Henry.” – Pensou. Agora fazia parte do time e o que realmente importava era encontrar o tal medalhão. De uma coisa ela tinha certeza: Encontraria o artefato, não importava a que custo.
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Continua...
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