Notas iniciais
Oi, gente :B O cap de hoje tá especial. Ia postar só amanhã, mas resolvi dar uma colher de chá porque o outro foi pequenininho... Bem, aqui está o tão aguardado reencontro Regina/Henry. Por favor, não deixem de comentar. É muito importante para mim saber se vocês estão gostando ou não da estória e também as partes que agradam mais :) Isso ajuda e muito na construção de novos caps. E com vocês: Capítulo 10. Aproveitem. Beijinhos.

– Desculpe, estou atrasada!

– Estamos. – O pirata observa.

– Estamos! – Corrige.

Regina passa os olhos sobre a mesa, procurando o garoto, mas não o avista.

– Regina, Hook, sentem-se aqui. – David aponta dois lugares vazios.

– Onde está Henry? – Diz enquanto puxa a cadeira, sentando-se de costas para as outras mesas.

– Foi ao banheiro. Veja, ai vem ele! Não se esqueça, precisamos manter a história. — Emma diz, apreensiva.

O menino se aproxima distraidamente, secando a mão na calça.

– Henry, esses são os amigos de quem te falei. Regina e Killian.

A rainha se levanta já virando para trás. Henry a encara de um modo tão profundo que ela sente como se o garoto pudesse enxergar sua alma.

– Eu conheço você! É a mulher dos meus sonhos!

Regina sente seu coração saltar dentro de seu peito tão forte e rápido que não duvidaria nada que ele pudesse simplesmente sair dali e cair em suas mãos. Como assim? Ele sonha comigo! Tentou o melhor que pode pensar em uma resposta rápida e coerente.

– Acho que você é o homem mais jovem a me dizer isso.

Todos dão uma risadinha tensa.

– Não! É sério! – Diz sentando-se na cadeira ao seu lado. – Você é a minha salvadora!

– Salvadora? – A rainha se mostra completamente confusa. Os outros ocupantes da mesa trocam olhares, sem compreender.

– Eu sempre tenho um sonho estranho. Estou no meio de uma floresta. Faz frio e é muito escuro. Sinto muito medo. Tanto que não consigo correr porque minhas pernas simplesmente não se movem. É engraçado como isso sempre acontece quando você corre perigo nos sonhos. Começo a gritar, não sei por quem, só quero ajuda. E ai você aparece. Sempre você. Está bonita, com um vestido azul, comprido e o cabelo preso. Sua roupa está um pouco ralada e suja de terra, como se tivesse caído no chão. Ai você tira a sua capa e coloca em cima de mim e depois diz que tudo ficara bem e eu acredito em você. Por fim, segura meu pulso e saímos correndo. Não sei de quem e nem para onde. Mas corremos bastante. E eu acordo. Sempre neste ponto.

Regina sente um arrepio percorrer sua espinha. Seus olhos estão marejados. Era exatamente o mesmo sonho que a perturbava frequentemente. De algum modo, seu filho estava conectado a ela muito mais do que pensava. Killian pousa a mão em sua coxa por baixo da mesa, discretamente, tentando fazê-la sentir-se mais confortável. Sabia que a rainha não botaria tudo a perder, mas também tinha plena ciência de que aquilo devia estar sendo extremamente difícil para ela.

– Quer dizer que eu sempre salvo você?

– Sim. Aliás, obrigada por isso. Se não aparecesse eu provavelmente morreria.

– Oras, fico feliz em ouvir isso, Henry. Acho que nos daremos muito bem. Fique calmo, é só um sonho. – Ela sorri e o menino sorri também, em resposta.

– Eu sei. Coisas desse tipo não me assustam mais desde que eu era um bebê.

Os olhos do garoto passam da rainha para o pirata, curiosos.

– Hey, você tem um gancho no lugar da mão!

– É eu...

– Killian sofreu um acidente de trabalho, Henry – Emma intervém.

– Que tipo de trabalho?

– Comércio de pesca. É indiscreto perguntar coisas assim. – A mãe o repreende.

– Desculpe, não quis ser rude.

– Não foi. – Hook diz com simplicidade.

– Achei legal. Quero dizer, não você ter perdido a mão, mas o fato de usar um gancho no lugar. É como se fosse o Capitão Gancho da historia de Peter Pan.

– Bem, esse é meu apelido. As pessoas por aqui me chamam de Hook.

– Legal!

– Henry, talvez você possa nos contar como é morar em New York... Como é a sua vida lá? – Mary Margaret pergunta, tentando mudar o rumo da conversa. Enquanto o menino fala sobre o lugar que entendia por casa, os outros ocupantes da mesa perdiam-se em suas próprias reflexões. Hook pesava os fatos em uma balança imaginária. De um lado estava Emma com sua cabeça confusa e perturbada pelas coisas que não podia controlar. Do outro, Regina, com seu coração quebrado e toda a tristeza que a situação lhe trazia. E no meio disso, o garoto, perdido em suas próprias memórias. Não tinha dúvidas de qual mão ele queria segurar. Seus olhos pensativos encontraram os de Emma e se sustentaram ali por alguns instantes. Gesto este que não passou despercebido a outro par de olhos. Era engraçado como ele agora conseguia enxergar tudo com clareza. A verdade sempre estivera lá. Fora ele quem fizera questão de se enganar por todo aquele tempo.

Emma observava atentamente cada frase e reação das pessoas ao seu redor. Sentia-se na obrigação de zelar pela ignorância do filho. Vigiava com cautela, pronta para complementar ou inventar qualquer fato que tornasse a história mais coerente. Por um instante, reviu todos os passos que a levaram até ali. Henry batendo em sua porta e dizendo ser seu filho. O apego instantâneo pelo garoto, as teorias malucas dele... E então a descoberta da verdade. A sensação de preenchimento, de família. Lutas, batalhas, Neal... Tudo era tão confuso! Levara tanto tempo para aceitar a verdade e agora precisava fingir que nada daquilo era real. Céus! Esperava realmente que tudo se resolvesse logo.

Regina ouvia as palavras do filho com extrema atenção, como se quisesse memorizar cada uma delas. Era tão bom ouvir sua voz! O garoto estava feliz. A vida em New York não era ruim para ele. Gostava da escola, tinha vários amigos, até se aventurava na prática de esportes. Ele sonhava com ela. Tudo parecia pequeno diante daquela revelação. E estranho. Sonhavam o mesmo sonho, ele e ela. Como isso era possível?

Todos os pensamentos são interrompidos pelo barulho da porta do restaurante abrindo. Belle entra no ambiente, segurando um bebê choroso.

– Regina, me desculpe! Ela não parava de chorar e eu não sabia mais o que fazer. Sei que não queria ser atrapalhada, mas eu tentei de tudo!

– Devem ser os dentes querendo nascer. Venha aqui, meu amor, tudo bem, já passou. – Diz, tomando a menina nos braços. – Emma, Henry, esta aqui é minha filha Rose. Minha e de Killian. – Continua, exibindo um lindo sorriso colorido de carmesim.

– Sua... Filha?! Emma diz, visivelmente surpresa. – Ela é linda, Regina. Parabéns. — Conclui, sem jeito.

– Ela gostou de mim! – Henry sorri enquanto brinca com a pequena Rose, que já não chora e esboça pequenos sorrisos.

– Belle, sente-se conosco! – Mary Margaret convida.

– Eu não quero atrapalhar vocês.

– Deixe disso, Belle. É uma honra tê-la conosco. Henry, você sabia que Belle, assim como você, é apaixonada por livros? – David prossegue.

– Não. Minha mãe não me contou sobre ela.

– Me desculpe, garoto. Chegamos hoje de madrugada, mesmo que eu quisesse ainda não teria dado tempo de te falar sobre todas as pessoas que eu conheço nessa cidade.

– Você já leu Percy Jackson?

– Eu... Acho que não conheço esse autor.

– Percebi. Percy Jackson é um personagem.

– Oh, sim! Não estou muito por dentro da literatura infanto-juvenil. Gosto muito de Shakespeare. Mas podemos trocar figurinhas um dia desses. Você me conta sobre esse tal Percy e eu te mostro minha biblioteca pessoal, o que acha?

– Fantástico!

– O que está achando daqui, Henry?

– Por enquanto estou gostando. É bem mais quieto que New York e eu não conheci tudo e todos ainda porque acabei de chegar, mas acho que vou me dar bem com este lugar.

O almoço chega e todos iniciam a refeição, exceto por Hook, que dá mamadeira à filha. Seus olhos atentos observam cada ocupante da mesa, analisando-os. Emma parece preocupada, David, Mary Margaret e Belle apreensivos, Henry satisfeito e Regina... Feliz. Quanto a ele, a certeza da decisão que tomara reinava em seu interior. Logo tudo se acertaria.

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Continua...

Notas finais
Gostou? Comenta ai! Não custa nada, vai! :D