Notas iniciais
O geeeente! Fiquei muuuuito feliz de ver ue tem quatro pessoas acompanhando, então queria agradecer a vocês. Não sabem o quanto é importante para mim o que vocês estão fazendo :D. Queria também me desculpar pela minha demora. Vou tentar ser mais rápida dessa vez

Pov Anne

Sempre achei um pouco... Peculiar a forma como as pessoas lidam com a morte. Não é como se fosse um grande mistério e não soubéssemos que um dia todos vamos morrer, mas as pessoas sempre reagiam como se essas coisas nunca acontecessem. Contudo uma úinica coisa era certa em toda nossa vida: Todos íamos morrer um dia e ponto.

Claro que ninguém tinha que saber o que eu pensava sobre esse assunto e muitos não aceitaram muito bem a minha decisão quando chegou a minha vez de lidar com a morte.

FLASHBACKS ON

O céu já estava escurecendo quando cheguei da aula de piano e dei graças a Deus por não ter que lidar com minha mãe ao menos hoje. Ela e Peter tinham viajado para um congresso de medicina em Montreal e só voltariam amanhã.

Um pouco depois que cheguei uma colega da minha mãe ligou lá para casa, o que por se só já era um fato estranho. Isso nunca tinha acontecido antes. Alguns minutos depois tive a bomba jogada em meu colo. Minha mãe havia sofrido um acidente de carro.

Ao que parece eles tinham ido jantar e estavam voltando para o hotel. A pista estava molhada e o carro capotou duas vezes antes de cair de uma ponte. O impacto foi tão forte que o meu padrasto teve um traumatismo craniano e não resistiu, já Clara estava em coma profundo e sem previsão de melhora. Havia fraturado a coluna e se acordasse levaria uma vida de vegetal encima de uma cama.Por isso eles precisavam que alguém decidisse se desligariam os aparelhos ou não e esse alguém era eu.

Tudo parecia muito dessesperador e claro que havia o fato de que nunca fui muito boa em tomar decisões, principalmente em situações como essa, e depois que meus pais se separaram tentava ignorar todos os sentimentos remoendo dentro de mim e me deixava ser levada pelo meu lado racional. Por isso, depos de quase uma semana pensando cheguei a conclusão de que ela nunca seria feliz se acordasse com a previsão de jamais poder viver a vida que tinha antes e ter que lidar com os constantes olhares de pena. Ela odiava a mínima ideia das pessoas terem compaixão dela. Então fiz a escolha que achei mais racional. Ao menos ela estaria em paz.

Depois disso as coisas passaram num piscar de olhos. Me lembro vagamente de uma colina verde e algumas árvores e das poucas pessoas que os conheciam e tinham ido lá para lamentar a minha perda ou me olhar de forma cética graças a escolha que fiz, enquanto os corpos eram cobertos pela terra. Alguns dias depois recebi uma ligação de William.

Ao que parece, mesmo ele sendo a pessoa mais irresponsável que eu conhecia e ter passado os últimos sete anos ignorando a minha existência, o mais lógico para a justiça era que como meu pai e última opção que eu tinha como responsável legal ele seria uma boa escolha como guardião.

FLASHBACK OFF

E agora aqui estou eu. Pousando no Aeroporto Internacional de Incheon, começando uma nova fase da minha vida e a única coisa que consigo pensar é que não há nada que eu não daria para minha vida voltar a ser o que era antes.

Notas finais
Até o próximo :*