Notas iniciais
Qro recomendações.

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Como se algo fosse realmente acontecer entre nós, eu posso ama-la o quanto for, mais mesmo assim ela nunca em hipótese alguma iria me desejar. Afinal nem faz tanto sentido assim né? Por que uma garota como ela iria gostar de um cara como eu?

Eu amo essa garota. Ela corre atrás de quem não a ama, e eu persigo quem não me quer. Pois é, essa deve ser a ordem natural das coisas. Por que nós amamos justamente quem não podemos ter? Não é Hinata?

–Naruto-Kun. – Ouvi suas palavras. – Eu te...

As palavras da morena repletas de emoção direcionadas para aquele estorvo de cachos amarelos. Ah, se ela me amasse, eu a daria tanto amor que ela iria pedir-me para não lhe amar mais. As vezes eu acho que gosto de sofrer.

Não me lembro direito, nunca me lembro corretamente quando ela está envolvida. Sua imagem retira minha concentração. Mais se não me engano eu estava sentado em um tronco, e ao meu redor uma planície repleta de uma folhagem gramínea e esverdeada, estava dia e o Sol decidiu não nós castigar. Estávamos apenas eu e ela naquela vasta planície. Porque estávamos lá? Não me lembro. O importante é que nós estávamos lá, lembro-me claramente do seu rosto pálido contemplando a paisagem enquanto seus dedos delicados afastavam o cabelo para trás da orelha, seus movimentos sempre tão gentis e meigos. Porque ela não me ama?

–Shino-Kun – Ela diz meio encabulada. – Como eu faço para o Naruto-kun gostar de mim? – Ela me pergunta com um olhar longínquo, meio que sonhando com um futuro impossível. Seu olhar parecia o meu.

Eu por minha vez fiquei em silencio, e dei de ombros a questão. Não queria pensar que ela amava outro além de mim.

–Entendo. – Ela prosseguiu — Não tem como o Naruto-Kun me amar. – Ela abaixa a cabeça e percebo que ela se ruborizou um pouco.

–Hinata. – consigo dizer, mais ela nem ao menos ergueu a cabeça para me olhar.

Alguns dias se passaram desde a cena na planície, e eu continuei a observar as frustradas tentativas da Hinata de se declarar para o Uzumaki. Ele estava bem na frente da pequena, ela fitava os olhos azuis do loiro e corava drasticamente, seus dedos meio impacientes e Naruto , sem se quer perceber os sentimentos da morena. Se ele soubesse a sorte que tem.

Sai dali, não queria ver o final. Afinal já sabia o que iria acontecer, enquanto eu caminhava pela chão de terra uma serie de coisas me vieram à mente.

Uma delas era, porque exatamente eu amo essa garota? Fiquei refletindo sobre isso durante algum tempo. Até que eu descobri... E a culpa era de ninguém mais ninguém menos que Naruto. Me lembro claramente do dia em que me apaixonei por ela.

Era noite, uma noite fria de julho. A lua Cheia preenchia o céu e o perfume das cerejeiras deixava o ar doce. A pequena estava sentada e eu a observava ao longe, seus longos cabelos negros tampavam seu lindo rosto. Estava com vergonha.

Decidi me aproximar, eu sabia o que havia acontecido. Mais naquele tempo não me importava, afinal não a amava como hoje. Mas agora parando pra pensar talvez eu sempre tenha gostado dela, mas não com essa mesma intensidade.

Cheguei perto o suficiente para perceber que de seus olhos desciam lagrimas, me aproximei ainda mais, na intenção que ela percebesse minha presença.

–Sabe quando você sente que ninguém lhe ama? – Ela disse ainda cabisbaixa. Acho que me percebeu.

–Não. – Respondi.

–Como saberia?! – Ela sorri, um sorriso triste. Ergue a cabeça e olha para a Lua enquanto sua lagrimas continuavam a escorrer por sua pele alva. Seus olhos entristecidos e sua beleza cativante, rodeados por uma pura personalidade. Davam a Hinata a mistura perfeita de compaixão.

–Hinata. – Soou como um grunhido, atraindo a atenção dela. – Como você é capaz de dizer que ninguém lhe ama? – Disse rispidamente. – Eu te amo – Uma pausa. — mas não apenas eu. Kurenai-Sensei, kiba e todos seus amigos te amam. – Olhei profundamente em seus olhos que de um instante para o outro exibiam mais lagrimas que antes. – Nunca diga que ninguém lhe ama.

–Shino... Shino-Kun. – Ela abaixa a cabeça, e faz um sinal para me aproximar ainda mais. – Shino-Kun, me empreste seu colo. – Ela diz um pouco antes de desmoronar em meu colo.

–Hina... Hinata... – Gaguejei, e a envolvi em meus braços.

–Arigatou, Shino. – Ela diz. – Obrigada por me amar.

E foi nesse exato momento em que me apaixonei pela morena.

Minhas lembranças, a única forma de me aproximar dela. Me sinto tão desconfortável onde estou, para ela não sou nada mais que um amigo. Mais vê-la feliz me alegra, sentir que a mesma está por perto me conforta. Ouvir sua voz me satisfaz.

Mais de qualquer forma, ele nunca será minha.

Notas finais
Ficou pequeno mais eu gostei e vc?