We Got A Big Time
23 Would You Be My Valentine?
Notas iniciais
– Sinto muito por vocês. – Digo a Carlos que permanecia de cabeça baixa. Estamos sozinhos no Albergue, sentados no chão perto da lareira, cheios de cobertores e tomando chocolate quente. Ele me olha cabisbaixo.
– Isso não importa mais. O nosso namoro já estava desgastado e além do mais você viu o que ela disse para aquele cara. – Balanço a cabeça em concordância.
– Mas olha, deixa isso pra lá. Temos mais uma semana aqui, temos que aproveitar. – Digo tentando reanimá-lo. Ele pelo menos abre um sorrisinho, mas logo tira-o do rosto. – Ah Carlos, você não pode ficar assim. – Digo também chateada. – Não gosto de te ver assim. – Ele me olha e sorri.
– Você já esqueceu o que aquele cara te fez? – Pergunta tomando um gole de chocolate quente. Desvio o olhar para a lareira. Tomo um gole de chocolate.
– Não. Mas sabe, eu não me importo mais. Ele não chegou onde ele queria e é isso o que importa. Se não fosse você chegando pra me salvar, não sei o que teria acontecido. – Digo e ele ri. – O que?
– Você fala como se eu fosse o Mario que chega pra salvar a indefesa princesa Pitty das garras do Copa. – Ele diz e nós rimos.
– Ah, mas não deixa de ser, não é. – Ele concorda e continuamos rindo, fico admirando seu riso por alguns segundos e ao perceber ele me olha. – É assim que eu gosto de ver, sorrindo. – Digo também sorrindo e ele se aproxima de mim me deixando sem entender.
– Dizem por ai que quando estamos sorrindo ficamos mais bonitos. – Diz convencido. – Eu concordo. – Diz olhando para a minha boca. – Você tem o sorriso mais lindo de todos que já vi. – (Deus, abri um sorriso maior do que eu imaginava que pudesse abrir). – Viu. – Disse quando sorri. Ficamos por alguns segundos nos admirando. Ele coloca uma mexa de cabelo minha que havia caído em meu rosto atrás de minha orelha e permanece com a mão em meu rosto. Quando notei estávamos nos beijando. Um beijo calmo, mas desejado. Quando paramos nos olhamos e Carlos fica sem graça. – Me desculpa, eu... – Ele tenta prosseguir, mas o impeço com outro beijo.
– Vamos fazer um pacto? – Digo sorrindo depois do beijo. Ele concorda. – Quando nos beijarmos, não vamos pedir desculpas, tudo bem?! – Levanto a minha mão apenas com o dedo mindinho levantando, Carlos ri e nós entrelaçamos nossos mindinhos. Ele me olha mais alguns minutos passando a mão em meu cabelo. Depois de muito me analisar ele se pronuncia.
– Você é tudo o que importa pra mim. – (What?) – Sei que isso é meio inesperado, mas desde quando eu te conheci naquela praça, lembra? – Ele diz e sorrio.
– Como podia esquecer. – Ele continua.
– Desde aquele dia eu não te esqueço. Foi como amor a primeira vista, sabe. – Ele fica sem graça. – Depois nos encontramos de novo no restaurante e eu te vi se aproximar de nós, linda e com esse sorriso desconcertante. Eu namorava a Alexa, mas pensava em você. Naquela época meu namoro com ela já não ia muito bem e eu me desliguei um pouco dela, acho que por isso você veio e me dominou. – Ele diz e eu continuo sorrindo como no inicio.
– Tudo bem, eu confesso que você também me dominou. Desde quando nos conhecemos na praça. Sabe, eu não imaginava que iríamos declarar isso um para o outro um dia, já que você estava namorando a Alexa. – Digo e ele me acaricia.
– Vamos parar de falar dela, tá bom?! – Diz ele.
– Ainda não. Eu tenho uma coisa pra te contar. – Ele estranha e começo a contar a ele tudo o que a Alexa me fez e todas as ameaças.
– O que? Ela te ameaçou? Mas que vadia. – Disse alterado.
– Calma. Não se preocupe, ela não fez nada e não vai fazer. – Digo tranquilizando-o. – Afinal, se ela tentasse algo eu dava uns golpes naquela cara azeda dela e estava tudo certo. – Brinco e ele ri.
– Não duvido. – Ele diz e continua. – Tudo bem, agora me escuta. – O olho atentamente. – Já que não temos mais a branquela azeda para nos atrapalhar. – Ele diz e rimos. – Você quer namorar comigo? – (Caraca, vou chorar.) Pulo no pescoço dele antes de responder e digo ‘sim’ em seu ouvido. Nós nos beijamos e passamos a noite ali.
Xx
– Hm, olha os pombinhos. – Diz Logan entrando primeiro no albergue ao ver Carlos e eu dormindo no chão e abraçadinhos. Todos entram rápido curiosos pra ver.
– Awn, que fofos. – Diz a escandalosa da Lary quase berrando.
– Xiu Larissa, eles estão dormindo. – Diz Baby brava, mas já era tarde demais, acordamos e nos deparamos com todos nos olhando.
– Que isso, é vigília? – Digo esfregando os olhos e Carlos se espreguiçando.
– Acabamos de entrar e nos deparamos com essa cena cute de vocês. – Diz Mandy abraçada com Logan. Carlos e eu nos olhamos. Ele se levanta e me da a mão para me puxar.
– Tudo bem, antes que vocês perguntem, começamos a namorar. – Disse Carlos me puxando para o quarto. – Por isso nós vamos dormir tá. Tchau. – Diz subindo as escadas e me empurrando para subir.
– Ah parabéns. – Grita Lary.
– Parabéns. – Diz Kendall. – Mas olha Carlos não vai dormir de conchinha da primeira vez se não você vai assustar ela. – Adverti ele e Carlos o olha bravo.
– Não começa cara. – Diz Carlos bravo e rimos.
– Ai Carlos vai ganhar mais um quarto pra limpar. – Grita James e todos riem.
– vem amor, não liga não. – Puxo Carlos e entramos no quarto e logo capotamos um em uma cama o outro na outra.
Xx
– Tô feliz pelos dois. – Diz Lary sentada na cadeira da mesa da cozinha ao lado dos meninos enquanto Baby e Mandy preparavam algo para todos comerem.
– Nem fale amiga. Olha que maravilha, somos amigas namorando com quatro amigos. Isso não é incrível. – Diz Baby brincando e todos riem.
– Quer dizer que vocês passam a noite comendo e fofocando de mim e do Carlos? – Digo sorrindo parada na porta da cozinha de braços cruzados. Lary se levanta correndo e vem me abraçar.
– Ai amiga, vocês são tão lindos juntos. – Diz ainda abraçada comigo me fazendo rir.
– Obrigada amiga, mas você e o Kendall são mais fofos ainda. – Ela olha Kendall e sorri.
– Bom, não posso negar a verdade. – Ela senta de volta ao lado de Kendall dando-lhe um selinho. Olho para as meninas que riem.
– O que vocês estão preparando ai? – Digo bisbilhotando as panelas. – Tô com fome.
– Chocolate quente e biscoitos. – Olho enojada.
– Ah, por favor, eu passei a noite bebendo chocolate quente com o Carlos. Não tinha uma coisa melhor? – Reclamo e James me joga a casca de banana que estava comendo na cara. – O olho sem entender.
– Dá pra você parar de reclamar. – Diz bravo. – Já basta o Carlos reclamando de bagunça.
– E dá pra você parar de me atacar coisas? Quando eu decidir enfia-las você sabe bem onde, não vem querer reclamar. – Ele me mostra a língua enquanto me sento com eles a mesa.
– Não tem problema amiga, não liga pra esse aí não. – Diz Mandy. James a olha com cara feia. — Trouxe uma coisa da rua que eu sei que você gosta. – Diz Mandy pegando um saquinho de papel e me entregando. O abro e encontro uma fogazza de frango. Fico com água na boca.
– Fogazza de frango. Mas como, onde? – Digo mordendo um pedaço.
– Ah tinha umas barraquinhas de comida típica do Brasil em uma feirinha que fomos. – Diz Mandy sentando-se ao lado de Logan e entregando-lhe seu chocolate.
– Ai, brigada amiga. Tá uma delicia. – Ofereço a todos, mas quando chega à vez de James que está ao meu lado, não o ofereço. – Não, você não quer. – Digo olhando.
– A é?! Só por essa sua má criação eu vou pegar um pedação. – Ele puxa a minha mão que está com a fogazza e arranca metade com a boca e mastiga de boca aberta na minha frente. – Hm, tá uma delicia mesmo. Me dá mais um pedaço. – Diz puxando meu braço mais uma vez, mas o impeço.
– Seu idiota. Comeu metade da minha fogazza de frango. – Digo batendo em sua cabeça.
– Vocês parecem duas crianças. – Diz Baby.
– Não é minha culpa, você viu que ele me puxou e comeu minha fogazza. – Digo dengosa e todos riem, menos James que continua a me implicar. Mas logo estamos os dois dando risada um do outro e fazendo palhaçadas. Passamos a madrugada conversando, comendo e zuando um ao outro (no meu caso e do James).
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