We Found Love

7 Capítulo 7 – Breve despedida


Notas iniciais
Olá! Espero que estejam gostando da fic! Deixem uma review e recomendem, por favor! Obrigada!
Como não tive tempo de revisar esse capítulo, peço por favor, para que se tiver algum erro de digitação ou formatação nela, me avisem. Obrigada! Boa leitura :)

Enquanto estava organizando o escritório do meu pai, encontrei todas as cartas que ele me mandou enquanto eu estava em New York. Nunca havia aberto nenhuma daquelas cartas, e sempre as mandava de volta para o remetente, meu pai. E pelo visto, ele guardou todas aquelas cartas. Resolvi abrir uma das cartas. A carta então dizia:

“Querida Bella, sinto falta das horas que passamos tocando piano. Sinto falta de ser seu professor. Sei que pensa que te abandonei. Quando eu e sua mãe nos separamos, eu estava sofrendo. Precisava voltar para casa. Me arrependo muito de estar longe de vocês. Espero que me perdoe."

Abri outra carta:

“Sua mãe me disse que você foi reprovada em todos os exames, mas sei o quão inteligente precisa ser para ser reprovada em tudo. Parabéns, Bella.”

E abri outra:

“Eu disse que nada que aconteceu entre sua mãe e eu teve a ver com você e Jacob. O amor é frágil. E nem sempre sabemos cuidar dele. Procuramos fazer o melhor possível. E esperamos que uma coisa tão frágil como essa sobreviva, apesar das probabilidades.”

Eu confesso que adorei ler aquelas cartas. Cada vez que abria uma carta para ler, abria um sorriso junto com ela. Como eu podia ser tão estúpida em estar ignorando meu pai aquele tempo todo? Agora que eu finalmente entendi e queria ficar perto dele, já não podia mais. Os dias de vida dele estavam contados e a única coisa que me restava era apenas me conformar com essa maldita realidade.

E os dias iam se passando. Meu pai ia piorando e eu tentava ajudá-lo cada vez mais. Num certo dia, ele sentou-se na varanda, eu levei um copo de café até ele. Sentei ao seu lado. Observando o ninho de tartarugas, com o cerco já meio destruído, ele então disse:

– Ele, provavelmente, já começou a faculdade. Você sente falta dele? – perguntou ele.

– O que ele fez foi errado, pai. – respondi.

– Sim. É verdade. Posso te dizer isso .Ele sente sua falta.– respondeu ele.

– Duvido. — eu disse.

– Nem sabe quem você é, Bella. – ele disse olhando para mim.

– Quem eu sou? – perguntei abrindo um sorriso leve.

– É a mais gentil, mais doce... a garota mais bonita do mundo inteiro. – ele disse sorrindo.

– Obrigada. Mas você é meio que obrigado a dizer isso, né pai? — brinquei.

– Sim, está no manual. – ele brincou.

– Algum dia, você abrirá seu coração e tocará novamente. E não será para fazer sua mãe feliz, nem para me fazer feliz. Será para você. Porque a música ... O amor... lhe trarão alegria. – disse ele.

– Obrigada, pai. – agradeci o abraçando.

Anoiteceu e então fui para dentro de casa. Meu pai estava tocando o velho piano na sala, mas agora suas mãos doíam e ele já não conseguia mais tocar direito. Cheguei e perguntei:

– Como vai a nova música? – abrindo um enorme sorriso.

Ele respirou fundo, olhou para mim e disse:

– Acho que não poderei terminá-la. Minhas mãos. – disse ele olhando para suas mãos.

– Elas doem, pai? – perguntei.

– Sim. Doem. – ele respondeu fazendo um leve sinal positivo com a cabeça.

Ele então se levantou do banquinho que ficava em frente ao piano, fechou a tampa do mesmo e escorando nas paredes e móveis, caminhou lentamente até a varanda, aonde se sentou na sua cadeira. Eu então, chorando, sentei delicadamente naquele banquinho e quando observei a partitura que ele estava compondo, me surpreendi. Mais lágrimas caíram . O título da música era “Para Bella: Bella’s Lullaby”. Agora eu tinha certeza de que meu pai pensava muito em mim, e me amava de verdade. A música era tudo que ele tinha naquele exato momento, e mesmo doente, ela ainda pensava em mim. Ele queria fazer algo do qual eu gostasse. Algo que me agradasse. Na realidade, durante todo verão ele tentou me agradar, mas eu sempre o ignorava, o tratava mal. Agora, não. As coisas mudaram. E muito.

Delicadamente abri a tampa do piano e comecei a tocar a música que ele estava compondo para mim. Meu extinto, minha paixão pela música, me fez continuar compondo. Eu ia tocando aquela música e automaticamente ia escrevendo novas linhas na partitura. Sem perceber, eu estava terminando de compor a música de meu pai. Meu pai, sentado na varanda transbordava de emoção. Vi seus olhos se encherem de lágrimas, enquanto eu tocava aquela música. Flashbacks vinham a minha memória. Flashbacks que me traziam boas memórias. Meus momentos de diversão com meu pai, meu irmão, minha família, e aquilo me alegrou. Abri um leve sorriso e continuei tocando a música. Na última nota da partitura senti algo estranho. Terminei de tocar e então me levantei do banquinho. Olhei em direção a varanda, aonde meu pai estava sentado, naquela velha poltrona, então vi sua mão solta ao lado de um copo quebrado no chão . Naquele momento eu não queria acreditar. Apenas não queria. Não foram apenas lágrimas que desceram dos meus olhos naquele momento, foram milhões de coisas. Foi uma dor horrível que eu pensei que não seria capaz de suportar. Eu não queria acreditar. Meus olhos se encheram de lágrimas de dor, o sorriso deixou meu rosto e agora eu estava ali, sozinha. Eu acabara de perder uma das pessoas que eu mais amava. Eu acabara de perder a pessoa que antes não queria amar. Eu o perdi. Fechei meus olhos na tentativa de não querer ver aquilo. Não queria acreditar. A dor apertou o meu peito e foi naquela hora em que eu percebi que eu havia perdido meu pai. Eu o perdi.

Continua...

Notas finais
E ai? Gostaram do capítulo? Deixem uma review! Obrigada!