Na outra manhã, Britt acordou e resolveu fazer um café da manhã para a namorada, foi para a cozinha e fez waffles com suco de laranja, colocou tudo em uma bandeja e levou para o quarto, colocou em cima da cômoda para acordar a latina, se deitou por cima dela.

— Bom dia, princesa. — ela disse, dando um beijo na nuca da morena.

— Aí, sabia que é uma delicia acordar assim? — disse ela, com uma voz sonolenta, fazendo a loira sorrir.

— E sabia que é uma delícia te acordar assim? Eu fiz o café... Tem waffles com mel. — disse a loira, beijando de novo o pescoço da namorada.

— Humm... Assim eu acostumo mal. — disse a morena, virando enquanto Brittany saia de cima dela para trazer o café. — Nooossa Britt! Isso tá muito bom! — ela disse, sorrindo enquanto abocanhava um pedaço de Waffles.

— Que bom, San, eu fiz só pra você! — disse a loira docemente, fazendo Santana rir.

— Eu vou te levar pra almoçar em um lugar especial hoje, viu? — perguntou Santana, e Brittany sorriu.

— Depois daquela vergonha de ontem? Só espero que não seja com a Quinn... Ou com o seu irmão! Precisava ela ter ligado pra ele? — perguntou Brittany, e Santana engasgou com o suco de laranja e começou a rir.

— Pois é, depois que a coitada da Beth nasceu parece que a Quinn endoidou de vez. — falou Santana, entre risos.

— Deus me livre! E ele? Veio aqui me perguntar quais eram minhas intenções com você! Eu sei lá! — disse Britt, séria, parecendo realmente chateada e fazendo biquinho.

— Aww, que fofa! Parece até um bebê! — disse Santana, sorrindo e beijando a namorada, e nesse momento a campainha tocou, a morena levantou rápido, mas Britt a empurrou de volta.

— Nada disso, pode deitar aí, hoje é o seu dia de folga, deixa que eu abro.

— Já que insiste. — disse Santana, rindo e tomando um gole de suco.

A loira foi até a porta e a abriu, ficando vermelha quando viu Quinn.

— Oi Q. — ela disse, ficando chateada, queria passar o dia sozinha com a namorada.

— Oi, loirinha, pega aqui a Beth. — disse a loira mais baixa, jogando o bebê no colo de Brittany.

— Meu deus, Quinn! Como você joga sua filha assim? — perguntou a loira dos olhos azuis, ajeitando o bebê no colo.

— Cadê a maluca da sua namorada? — perguntou Quinn, ignorando o comentário de Brittany e entrando com tudo no apartamento. — Achei! Levanta sua bunda latina dessa cama agora! Vai tomar banho que você vai tomar conta da sua sobrinha hoje.

— Não mesmo, Fabray! Você pariu, agora cuida! — disse Santana, levantando da cama e indo até o armário para se vestir enquanto Britt brincava com Beth.

— Ah, Santy, por favor, por favoooor? A chefe me chamou para um almoço de ultima hora, ela vai me promover, eu tenho certeza, por favor, cuida dela só um pouquinho, vai? — implorou Quinn.

— Essa menina não tem pai não? Cadê o cabeção do meu irmão?

— Ele tem treino hoje, Santana! — ela disse, Puck é jogador de futebol americano profissional.

— Meu deus do céu! Britt, cuida da Beth um pouquinho? Q, eu quero falar com você no terraço agora! — disse Santana, estressada pela cunhada estar quase estragando toda a surpresa.

Elas foram para o terraço e Brittany ficou observando com o bebê no colo, podia ouvir gritos, mas não distingui-los, via Santana gesticulando, alguns minutos depois, as duas voltaram, Quinn pegou Beth, sorrindo para Brittany de uma forma estranha.

— O que foi, Quinn? — ela perguntou, estranhando a expressão da amiga.

— Nada não, eu vou deixar a Beth com a Rachel, beijos, amo vocês duas! — ela disse, saindo.

— O que aconteceu? — perguntou a loira, olhando para Santana.

— Nada! Vai se vestir qua a gente tem um almoço pra ir.

— Ainda é cedo, Sant. — disse a loira, segurando a namorada.

— São onze horas, sua bobinha, vai logo, que eu to indo, só vou arrumar aquela bagunça que você deixou na cozinha.

— Eu não bagunçei nada! — disse Britt, sorrindo.

— Fala serio, a cozinha tá um caos! — disse a latina, na verdade ela queria ter um tempinho a sós para ligar pra Sra. Pierce.

— Mas... — tentou a loira, mas Santana cobriu sua boca.

— Sem mas, porquinha, vai tomar banho, vai. — disse a morena, empurrando a namorada quarto adentro, foi para a cozinha e ligou para a sogra, que confirmou tudo e avisou que estava esperando.

Santana foi tomar banho e se vestir, quando saiu, Britt já estava no sofá esperando, o seu queixo caiu quando viu a morena, e não foi pra menos, ela usava uma calça de couro preta colada, uma blusa de seda azul, uma jaqueta também de couro e um salto preto, resumindo, de tirar o fôlego.

— Meu pai do céu. — disse Brittany.

— Que foi, Britt, tá feio? — perguntou a morena, estudando a outra.

— Não, Santana você tá... Tá... Muito sexy. — disse a loira, se enrolando, até aquele momento nunca tinha realmente pensado em fazer sexo com Santana, já teve algumas vezes em que elas quase fizeram, como da vez em que Quinn entrou no apartamento, se ela não tivesse interrompido, aqueles beijos com certeza iriam para outro patamar.

— Você também não está nada mal. — ela disse, ficando vermelha, e a loira não estava mesmo, usava um vestido azul colado no corpo que deixava á mostra suas belas pernas bem torneadas e combinava com seus olhos, o cabelo caia em ondas pelos ombros e a maquiagem estava deslumbrante. — Vamos? — ela perguntou, estendo a mão, a outra aceitou, elas foram de carro até a entrada do restaurante mais chique de Nova York, Brittany sorriu, ela sempre ia ali em ocasiões comemorativas da sua família, como aniversario de casamento ou de algum dos filhos.

Santana falou com a moça da recepção, piscando para ela, a mulher entendeu, dando uma venda á morena.

— Britt, coloca essa venda, eu tenho uma surpresa pra você. — ela disse, e a loira a olhou, desconfiada.

— Precisa de uma venda? — ela perguntou, e a namorada sorriu.

— Obvio que sim, coloca. — ela disse, ajeitando a venda no rosto da loira e a levando devagar pelo salão até avistar uma mesa onde quase todo mundo era loiro e sorriu para Amy, foi reconhecendo os irmãos devagar, Amy a tinha falado sobre eles, Jordan era o loiro mais alto, (http://i802.photobucket.com/albums/yy305/wavingflag_021/vampire%20diaries/zach10.jpg ), ele parecia feliz em ver a irmã, ao lado dele, sua noiva, Ella, de cabelos pretos e muito sorridente (http://i248.photobucket.com/albums/gg191/jessica_asbury7/blair.jpg), a gêmea dele, Emily (http://i178.photobucket.com/albums/w259/alr44/blakelively-1.jpg ), com a filha Rose, de dois anos (http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQTO07WWup4COJuxUx-kI0CIclITsy8_bB7S5c7kYVGkiKfmq1t ), no colo do pai, Logan (http://i1109.photobucket.com/albums/h423/TWTVD/DAMON-SALVATORE.jpg ), Marilyn, (http://i1042.photobucket.com/albums/b422/LittleFergiee/Jenny-1.gif), logo ao lado com o filho, Cole, ( http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTi72v7QhsdQzzhByJuS2VBiQ1sh5P468N6zosGT2LTHNEWfNgi), de quatro anos e o marido, Dominic (http://i46.photobucket.com/albums/f119/sweetpreserves/candid07302007-hq005.jpg ) sua irmã gêmea, Agatha (http://img.photobucket.com/albums/v305/Bea2/Jenny-3.jpg), com os filhos, Lindsay, de dois anos (http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRNsJ0gJrnpYQB1U8G1mxtbiXdUn8AaZ7_LUWLJoacJ8wdg8n7s ) e George, (http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSNVi9bWlY3yyO0FfGb42r1kXLX3pZdRRFBNm4POW-pCpjfQLZX), recém nascido, Amy (http://i571.photobucket.com/albums/ss156/puzzled11/meryl-streep.jpg ) bem no meio e do outro lado, Joshua (http://i250.photobucket.com/albums/gg251/ilovetoeat44/Peeta_mellark_promo.jpg ), com sua namorada, Alyssa (http://i1109.photobucket.com/albums/h423/TWTVD/ELENA-GILBERT.jpg ), e Kathelyn (http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ3RBzaObVJ-9PJBgZ4K2uyXlzn2_Uh_LwJnldWB-feDrXg2Ce6 ), que mal cabia em si de felicidade.

Todos sorriam e eu também.

— Pronta pra surpresa, Britt? — perguntou, e a outra sorriu.

-você comprou um unicórnio? — ela perguntou, e todos ficamos segurando o riso, tinham reservado o salão para essa ocasião, então estava um silencio de túmulo.

— Não, Britt, não é um unicórnio, mas eu acho que você vai gostar. — disse a morena. — Tira a venda.

Na hora que ela tirou, todo mundo pulou e gritou: Surpresa! Ela tomou um susto.

— Ai, meu deus, Santana, como você fez isso? — ela perguntou, ainda assustada, enquanto todos levantavam para abraçar ela, o primeiro foi Jordan, que a levantou cinqüenta centímetros do chão.

— Maninha linda! Você voltou! Que saudade! Olha, essa é a minha noiva, o nome dela é Ella. — ele disse, e Brittany sorriu calorosamente, abraçando a garota.

— Meu deus, Unicornia, que saudade! — gritou Emily, abraçando a irmã. — olha, essa é a sua sobrinha, o nome dela é Rose, quando eu estava gravida, eu te procurei por todo lado, mas não achei e ela nunca foi batizada porque eu tava esperando pra você ser a madrinha dela. — disse Emily, deixando que algumas lagrimas caíssem.

— Ela é linda, Emie! Oi gracinha, sou sua tia Britt. — ela disse, pegando a pequena sorridente do chão e logo depois colocando-a de volta para falar com o resto da família.

— Marie! Oi linda! Que saudade! — disse a loirinha, abraçando Marilyn, que não conseguia falar devido as lagrimas.

— Britt! Você tá tão linda! Olha só, esse é o Dom, meu marido e esse é seu sobrinho, o nome dele é Cole.

E os abraços e lagrimas continuaram, até que todos se sentaram, e ficaram conversando até que Britt pediu a atenção, todos a olhavam.

— Eu... Não entendo. — ela disse, o rosto estava vermelho de chorar, como o da maioria das pessoas. — papai ainda está com raiva? — nesse momento o silencio foi maior, todos se entreolhavam e pareciam preocupados.

— BrittBritt, acho... Que eu tenho que te falar uma coisa. — Seu pai... Ele morreu, faz seis meses. — disse Amy, segurando as lagrimas, Brittany fez uma cara triste e começou a chorar.

— Como... Como assim morreu? Não! Ele não pode ter morrido! — ela disse, chorando, Santana a abraçou forte, enquanto ela chorava, todos ali pareciam desconfortáveis com aquilo.

— Britt... Britt, olha pra mim. — disse a morena, levantando o rosto da namorada. — Acalma, tá bom? Você tá com sua família, com sua mãe, seus irmãos, seus sobrinhos, seu pai não ia querer que ficasse triste.

— Mas... Ele morreu! Ele... Ele... Foi embora e eu não estava aqui. — ela disse, entra lagrimas, Santana estava quebrada, e alguns ali tinham começado a chorar.

— Britt, não, não... — ela disse, quando,a loira tentou esconder o rosto. — Você é linda, não se esconda! Olha só, vamos respirar fundo e conversar, tá bom? Você quer sorvete de caramelo? Você sempre fica feliz com sorvete de caramelo.

— Não, san, eu quero meu pai! Não quero sorvete.

— Você quer ir pra casa? Podemos marcar outro dia, né pessoal? — sugeriu a latina, e todos assentiram, mas a loira fez que não, gemendo. — O que você quer então? Não chora, bebê, que senão eu vou chorar também.

— Eu quero me esconder debaixo do cobertor pelo resto da minha vida!

— Mas você não pode fazer isso.

— Por que? — ela perguntou, olhando Santana, todos estavam atônitos, sem se mexer, só olhando a interação entre as duas.

— Porque senão eu ia sentir a sua falta, olha só, vai ficar tudo bem, já passou, eu sei que dói, vem, vamos no banheiro. — disse Santana, levantando, puxando a loira e acenando com a cabeça para a sogra, que assentiu, se sentindo um pouco culpada por estragar o dia da filha.

A latina puxou a namorada para o banheiro, colocando-a contra a pia, abriu sua bolsa e pegou uma toalhinha, molhou-a na água e passou no rosto vermelho da loira, acariciando-o, enquanto a outra soluçava, tentando segurar as lagrimas.

-Vamos, tem certeza que não quer ir pra casa? — perguntou a morena, da mesma forma que ouvia as enfermeiras falarem com os bebês na maternidade, não que ela fosse assumir passar algum tempo por lá.

-Santana? Por que... Por que você é pediatra? -perguntou a loira, respirando fundo para segurar as lágrimas que insistiam em cair.

-Como assim? -ela perguntou, docemente.

— A Quinn me contou sobre quando você era na escola e... Não me parecia ser alguém que viraria pediatra... — ela disse, tentando fazer Santana falar, sua voz a acalmava.

— Bem... Acho que, acho que foi porque eu... Eu queria estudá-las, sabe? Ter a chance de perceber se uma criança fosse... Violentada, ou... Ou tratada como eu fui... Acho que u queria ter a chance de salva-las, impedir que ficassem marcadas para sempre, sabe? Como eu. -ela disse, triste, gaguejando um pouco.

— Marcada? — perguntou Britt, enxugando algumas lágrimas e tentando prestar atenção e não deixar que a visão ficasse turva.

— É, algumas vezes, eu pensei em desistir, deixar pra lá, eu sempre me sentia fraca de mais, sem valor, sem futuro... Mesmo depois que fomos embora, me lembro da minha pior crise, eu ia fazer faculdade de Economia, mas não passei no teste, me senti sem futuro... Burra, idiota, estúpida, como sempre, eu nunca me sentia sem valor, não tinha auto estima, até o dia em que eu fui ao parque, e vi uma garotinha, ela era linda, alegre, doce, assim como você. — nesse momento, Britt sorriu de lado. — seu nome era Colby, tinha sete anos, ela veio até mim e me chamou para brincar, eu estava deprimida demais, mas ela insistiu, e eu acabei aceitando, nós brincamos a tarde toda, e quando eu fui embora, só conseguia pensar que eu era assim, brincalhona, feliz, e... Aquele... Aquele monstro fez aquilo comigo, ele me marcou, e isso tirou tudo de mim, então eu pensei que... Existem muitos outros monstros no mundo, e eu soube que se eu pudesse manter aquele sorriso no rosto de pelo menos uma delas... Uma criança como Colby... Eu seria feliz. — Brittany sorriu, segurando o rosto de Santana, puxando-a para perto e a beijando.

— Você é um anjo... Obrigado. — disse a loira, abraçando a outra mais perto de si.

— Você é um anjo, meu lindo anjo loiro dos olhos azuis. — disse Santana, e as duas se beijaram.

Quando voltaram para a mesa, Joshua avisou que já tinham pedido, Brittany estava um pouco mais calma e Santana a observava com atenção caso tivesse que tirá-la da mesa de novo.

— Então, eu gostaria de pedir a palavra um pouco. — disse Amy, se levantando. — Hoje é um dia muito especial, porque eu finalmente tenho minha linda Brittany de volta, e, gostaria de celebrar pelos meus filhos e netos, Jordan e Emily, meus primogênitos, quando nasceram eu não sabia o que fazer com vocês, eram umas pestes. — todos riram nessa parte. — davam muito trabalho, eu corria louca principalmente por ser mãe de primeira viagem, e então, quando tinham três anos, eu descobri que estava grávida, me preparei pro baque, outra pestinha, mas então, nasceu a Brittany, e ela sempre foi tão doce, fofa, agradável, sorridente, sempre conseguia alegrar todo mundo, depois, minhas gêmeas idênticas lindas, Agatha e Marilyn, que nasceram pouco depois da minha mãe Agatha morrer, e eu decidi colocar o nome dela e da minha avó Marilyn, eram um exemplo de crianças, educadas, amáveis, perfeitas, logo depois, meu gatinho, Joshua, outro que eu não sabia onde enfiar. — outro ataque de risos. — ele soltou os sapos da aula de química com sete anos e eu tive que ir buscá-lo lá na escola porque a diretora não agüentava mais. — todos riram de novo. — e depois, minha caçulinha linda, Kathelyn, acho que a mais parecida com Brittany, bem... O objetivo de tudo isso é que eu quero pedir desculpa por ter sido tão idiota quanto a você, minha filha, você me perdoa?

— Claro mãe, eu perdôo. — disse a loira, enxugando as lagrimas e abraçando a mãe.

— Quero propor um brinde á família, aos meus lindos filhos, Jordan, Emily, Brittany, Agatha, Marilyn, Joshua e Kathelyn, meus novos filhos, Ella, Logan, Dominic, Roger, marido da Agatha que não pode estar aqui hoje e Alyssa, e aos meus netos, Rose, Cole, Lindsay e George! Um brinde ao clã Pierce! — todos brindaram e o resto do almoço correu bem, no fim da tarde, Santana e Brittany estavam exaustas, então resolveram ir para casa, mas Ella, Emily, Marilyn e Agatha as chamaram.

— Ei, a gente vai pro parque com as crianças no sábado, se vocês quiserem ir... Podem levar a Beth. — disse Ella, que pelo visto era muito observadora e percebeu quando Santana falou sobre a sobrinha para Amy.

— Ah, claro, nós iremos. — disse Britt, sorrindo.

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Pra quem também tá na maior depre pelo final Brittana, lembrem-se, o laço delas é eterno, com fé em deus, porque a Santana encontrou com o satanás naquele restaurante