We Are Young
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A luz neon atravessava em rajadas a enorme sala de estar, e o piso estava pegajoso de cerveja com vodka derramada e cinzas de cigarros, as pessoas dançavam sobre a batida eletrônica, pulando de um lado ao outro no meio da sala. Toda aquela casa enorme estava completamente cheia, as pessoas fumavam e jogavam suas mãos para cima vidradas na música. Eu observei as pessoas passando pela porta de entrada junto a mim, e me cumprimentando com acenos de cabeça. Uma névoa de maconha vinha em minha direção junto com Mila.
– Esta será a melhor festa do ano! — Disse ofegante tropeçando em seus próprios pés.
– Não seria mais divertido se contratasse alguns ilusionistas e nos dessem algo para alucinar a noite toda? — Mike perguntou atrás de mim.
– Se quer uma boa ilusão pode olhar dentro dos copos. — Piscou.
Eu apenas mirei o outro lado da porta, observando Jake encostado ao lado onde o DJ tocava Avicii & Sebastien Drums — Even (Original Mix), provavelmente esperando que eu andasse em sua direção. Era sua primeira festa desde que se formara, e eu havia convencido os meus pais; se é que devo chamá-los assim, de que isso seria uma reunião da Assembleia de Deus e só ouviríamos música gospel.
Não entendeu a parte “se é que devo chamá-los assim”?! Vou explicar. A mais ou menos um mês eu descobri pela minha mãe que eu sou adotada (ela embebedou e acabou me falando sem querer). Ela me contou que a minha família biológica não tinha condições de cuidar de mim e adivinhe só, de mais 4 irmãos. Isso mesmo que você leu, 4 irmãos. A descoberta do século aconteceu, um garota que era considerada filha única descobre ser adotada e tem 4 irmãos e agora vai ter que se mudar de Vancouver para Los Angeles porque sua família biológica conseguiu sua guarda com o juiz e sua família atual não pode mais ficar com ela.
Enfim, voltando a festa:
– Esta festa até que não está uma completa droga – Falei ao me aproximar dele – Tem algumas garotas bonitas e amigos da sua faculdade. Sabe aquela garota ruiva ali? –Falei apontando para uma ruiva peituda, até peituda demais. Acho que é silicone – Dizem que ela faz aquilo muito bem. — Dei um sorriso sacana.
– Por que eu ainda continuo vindo para todos os lugares que você está? – Disse Jake olhando para mim com aqueles lindos olhos verdes.
– Por que você me ama. Ou porque você já me amou. – Falei tomando um gole de uma mistura de rum com vodka.
– Eu já te amei sim Liz. Mas agora é só amizade. – Falou Jake me dando um abraço e indo atrás da peituda. – Até mais. Vou partir para o ataque com aquela gostosa lá.
– Fala sério! – Mostrei a língua. – Use preservativo, ou não!
Provavelmente ele não me escutou, mas tudo bem. Enfim, como eu fiquei sozinha fui para a pista de dança com um loiro gato atrás de mim. Depois de 10 minutos dançando e o provocando ele veio e me beijou. Confesso que aquele loiro me surpreendeu, ele tinha braços fortes e uma pegada inigualável, logo eu me livrei de seus braços e fui atrás de outra vítima.
Depois de duas longas horas, eu tive que, infelizmente, voltar pra casa porque eu ia pegar o voo para Los Angeles ás 03:45 e já eram 03:15. Então eu tenho 30 minutos para tomar um banho ultrarrápido, mas que dê de tirar o cheiro de cerveja; vestir-me e ir para o aeroporto. O bom é que minha casa é 5 minutos de distância do aeroporto.
No aeroporto
Chegando lá, fui fazer o chek — in e fomos (eu e meus pais) para o portão de embarque.
– Meu bebê...... Mesmo você não tendo nascido de mim, eu vou sentir tanto a sua falta que você não sabe o quanto. -Falou ela choramingando.
– Eu sei mãe, eu também vou sentir muito a falta de vocês.
– Filha! Se aquela outra família te machucar ligue para nós que ligaremos para a promotora que cuidou do caso. – E eu lhes apresento o meu pai.
–Ok ok. Beijos. Se eu puder, eu venho visitar vocês.
E eles foram a última coisa que eu vi antes de entrar por aquele portão.
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