We Are The Champions
13 Capítulo 12
Douglas POV
O som do alarme soa no quarto, me alertando de que é hora de acordar. Iremos embora pouco antes da uma da tarde por causa do que aconteceu com a Isis. Fico preocupado ao pensar nisso e em como Theo agirá daqui pra frente, superar a morte da ex namorada não será fácil. Mas eu o ajudarei, principalmente depois da "declaração de amor" que ele fez pra mim e de ter passado a noite ao meu lado, com seu corpo agarrado no meu. Se tinha feito frio durante a noite eu realmente não senti, o corpo dele é quente e transmite todo calor pro meu. E não foi apenas meu corpo que ele aqueceu naquele noite. Apesar do sono, não consegui dormir cedo, meus pensamentos estavam muito embaralhados e os sentimentos extremamente confusos.
Mesmo já acordado, me mantenho ali, aconchegado em seu peito e sentindo sua respiração em meu pescoço. Isso me arrepia. Theo dorme profundamente, parece calmo e nem sequer havia se movido ao escutar aquele alarde. Alguns minutos depois, outro alarme soa e ele se movimenta na cama, enquanto eu finjo ainda estar dormindo. Theo tira sua mão da minha cintura e começa a brincar com meu cabelo, sorrio com essa atitude.
— Doug. — Ele chama. — Doug, acorda. — Ele sussurra no meu ouvido e eu me arrepio. Droga, por que isso acontece?
— Hum? — Resmungo, mantendo minha atuação.
— Acorda, a gente tem que ir embora. — Ele para de mexer no meu cabelo e passa os dedos levemente em meu braço. — Anda Doo, acorda. — Sinto seus lábios em meu ombro e estremeço, me afastando antes que ele perceba as reações que provoca em meu corpo.
— O que está fazendo? — Pergunto, sentando na cama e olhando para ele com uma de minhas sobrancelhas arqueadas.
— Assim você acorda né? — Ele ri, levantando e caminhando pro banheiro. Tento não olhar para o corpo dele, mas é impossível. Ele está só de cueca box, o que deixa o corpo dele extremamente realçado e sexy. Sacudo a cabeça e rio dos meus pensamentos a respeito do corpo do Theo. É estranho achar meu melhor amigo sexy, não é?
Tomo um rápido banho, percebo que acabei esquecendo a toalha e berro por ele, mas não tenho resposta. Como um cachorro, me sacudo no banheiro para não sair molhando tudo e volto para o quarto nu mesmo. Me arrependo, primeiramente porque está um frio de lascar e também porque Theo está ali me olhando com uma cara surpresa. Eu costumava andar nu por ai na frente das pessoas em casa, era algo normal para mim e nunca me incomodei com isso, mas naquele momento foi diferente, me senti constrangido. A situação só piora quando ele começa a rir e eu me toco que estou parado olhando pra ele como um retardado e nu na frente dele.
— Mal acordei e já sou obrigado a ver essas coisas. — Ele brinca quando eu finalmente consigo me mover e vou me vestir. Eu ando muito esquisito quando ele está perto, sentindo coisas que não devia. Vergonha é um bom exemplo, eu nunca fui de ser tímido com ninguém e estou me sentindo tão constrangido com ele. Como uma garota virgem perto do cara que gosta.
Suspiro pesadamente e esbugalho os olhos ao pensar na possibilidade de estar confundindo as coisas entre mim e ele, que logo percebe que há algo errado comigo.
— Tá tudo bem, Doug? — Ele pergunta chegando mais perto e sentando na cama, onde eu apoio o pé pra calçar meu all star.
— Sim. — Respondo rapidamente, evitando pensar naquilo.
— Tem certeza? —
— Absoluta. — Sorrio falsamente. — Já arrumou suas coisas? —
— Não. — Ele se levanta, caminhando até o outro canto do quarto onde eu estou agachado pegando minhas coisas dentro do guarda-roupa. — E também não vou arrumar nada enquanto não me disser o que houve. — Ele diz firme e eu me mantenho em silêncio. — Que foi, hein? Confia em mim Doo, me conta. — Ele pede.
— Conversamos isso na minha casa, hoje à noite, pode ser? — Falo e continuo a enfiar minhas coisas na mochila.
— Tudo bem. — É a vez dele suspirar e pegar suas coisas.
Fecho a mochila e me jogo na cama, observando-o dobrar as roupas e coloca-las dentro da mala. Muito organizado para alguém como ele. Fica um silêncio constrangedor entre nós dois e ele parece preocupado. Eu não queria que ficasse um clima esquisito entre a gente, mas seria estranho falar sobre meus pensamentos recentes pra ele. Coloco os fones pra tentar desviar meus pensamentos e funciona bem, até abrir os olhos e perceber ele sentado ao meu lado.
— Fala logo o que aconteceu. —
— Não aconteceu nada, só estou confuso. —
— Confuso com o que? — Ele pergunta, desfazendo a feição carregada.
— Meus sentimentos. — Suspiro e ele faz uma cara confusa.
— Você com problemas amorosos? — Ele zomba. — Deve ser um caso sério mesmo. —
Muito sério, Theo.
Eu tenho que ordenar as coisas em minha cabeça antes que eu me sufoque com os pensamentos. É esquisito pensar em como as coisas estão ficando diferentes em relação a Theo, principalmente a forma como meu coração bate acelerado quando ele se aproxima. Minha mente está bagunçada, mas meu coração está pior. Quando foi que eu deixei essas sensações estranhas me dominarem? Pouco a pouco, eu vou percebendo que não é nada recente, o que me preocupa. É loucura da minha cabeça ou eu estou me apaixonando pelo meu melhor amigo?
Mariana POV
Mesmo não dormindo quase nada, acordo sorrindo. Eu mal consigo acreditar que eu tinha acertado as coisas com Dayene sem ter que me humilhar. Me sinto tão mal por tê-la julgado, ela é uma garpta muito legal e com certeza a pessoa menos orgulhosa que eu conheci. Tivemos nossa primeira conversa normal naquela manhã, ela estava preocupada com meu estado depois do que tinha acontecido na noite anterior, mas eu a tranquilizei dizendo que me sentia melhor e a agradeci. Está realmente tudo bem entre nós duas.
Tomo meu café da manhã com Camila e Martinho, já que os outros meninos não deram sinal de vida. Estranho Dayene não ter aparecido, afinal ela tinha combinado de me encontrar no refeitório depois de seu banho. Realmente, ela demora uma vida no banho. No caminho de volta pra cabana, encontro com as garotas do time de handball (se não for handball dsclp gente, mas não lembro. Q) que me lançam um sorriso sacana e eu retribuo mesmo sem entender.
— Dayene? — Chamo entrando na cabana e escuto o som da torneira aberta.
Tiro a jaqueta e reparo que Dayene já arrumou tudo no quarto, exceto sua cama que está fora do lugar. Vou até o banheiro e vejo-a da mesma forma que eu estava ontem, debruçada sobre a pia lavando o sangue da sua boca. A diferença é seu olho machucado e marcas vermelhas em seu braço. Ela ergue o rosto pra me encarar, sua expressão de dor causa efeito em mim e eu noto um enorme corte em cima de seu lábio. O que aconteceu com ela?
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