Theo POV

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Passo o restante da noite em claro depois que Isis vai embora. Eu gosto muito da Is, mas ela não é o tipo de garota com quem eu quero me casar. Estou arrependido, porque ela era virgem e um passo como esse poderia significar muita coisa pra ela, além de criar ilusões em sua cabeça. Fora isso, eu também estou preocupado com Douglas. Ele é meu melhor amigo e eu preciso me desculpar com ele, mas não consigo passar por cima do meu orgulho. Sem falar que Doo também está errado em não apoiar meu relacionamento e falar mal da minha namorada. É tudo muito complicado.

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Um alarme alto soa, provavelmente pra alertar os alunos que já é hora de acordar e eu vou para o banheiro fazer minha higiene. Saio do banho e vou me vestir, levando um susto quando André, meu colega de quarto, entra no quarto e a porta faz barulho.

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— Como foi a noite com a Is? — Ele pergunta sorrindo malicioso.

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— Incrível. — Respondo terminando de vestir minha blusa. — Foi muito ruim dormir no quarto com a Pig? —

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— Que nada, ela é uma ótima companhia, se é que me entende. — Ele diza sem tirar aquele sorriso dos lábios e eu o olho surpreso.

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— Vocês transaram? — Pergunto incrédulo assistindo-o pegar uma toalha e separar um par de roupas.

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— Não, mas ela chupa como ninguém. — Ele diz rindo. — Vou tomar um banho, te encontro no refeitório. —

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Assinto com a cabeça e fico por um tempo ali, parado no meio do quarto, como se meus pés tivessem criado raízes. Mariana e Pig tinham terminado há no máximo um mês e ela já está a chupar o pau de homens desconhecidos. Rápida, não? Pobre Mary, Pig foi a maior decepção da vida dela, terminaram porque ela dizia não acreditar nos sentimentos dela e também queria "curtir a vida". Ela ficou arrasada, sem dúvidas foi a pior decepção da vida dela e pela primeira vez a vi chorar por uma menina.

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— Dormiu em pé, foi? — Camila pergunta, entrando na pequena cabana. — Anda logo, vamos tomar café. —

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— Estava pensando. — Eu digo seguindo-a pra fora do recinto.

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— Então vamos pensar enquanto comemos. — Ela fala e eu rio. Camila está sempre querendo comer, não sei como continua magra. — Sente esse cheiro de pão de queijo? Que delícia!

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— Nossa, delícia mesmo. — Digo aspirando o cheiro que a cozinha exala. — Bom dia amigos. — Sorrio sentando ao lado de Mary, única cadeira livre na mesa e Camila se senta encima da mesa.

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— Que bom humor é esse Theo? — Douglas pergunta, me fuzilando com os olhos. — Parece até que transou.

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Quase engasgo quando ele diz isso, causando risos da parte de Mariana que sorri divertida.

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— Não seja bobo Douglas, só acordei de bom humor. — Respondo depois de me recuperar do meu quase afogamento com leite.

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— Sei. — Diz Martinho rindo.

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— Cadê a Dayene? — Camila pergunta e eu passo rapidamente os olhos pelo refeitório, procurando-a.

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— Você a viu, Mary? – Pergunto e ela fica tensa.

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— Não sei, não a vejo desde ontem. — Ela abaixa a cabeça por um segundo, parece pensar e escolher cada palavra que dirá. — Quando acordei ela já não estava mais na cabana. —

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— Aconteceu alguma coisa? — Martinho pergunta e ela nega com a cabeça, mas eu sei que algo tinha acontecido entre as duas.

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— Olha, ela tá ali com o André. — Doo fala e todos direcionam o olhar a mesa no final do refeitório, onde Dayene conversa e ri com os amigos de André e ele próprio. Hãn? Por que ela estava com aqueles caras?

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— Estranho ela não ter vindo falar com a gente. — Comento e Mariana desvia o olhar, evitando me encarar. Muito estranho.

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-*-

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Depois do café da manhã, Kevin e Hayley nos levam pra fazer trilha. Metade do povo resolveu ficar descansando ou na área de lazer, eu também pretendia ficar, mas Isis insistiu em ir. Sendo assim, obriguei os outros a irem comigo pra não ficar sozinho com Is e Renata, não sou obrigado a ficar ouvindo fofoca de mulher.

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No meio do caminho, a desastrada do Mary tropeçou num tronco de árvore e ralou o joelho e desde esse momento não fechou a boca, só fica reclamando de dor. Menina frágil. A visão é incrível, a natureza presente em todo lugar, bem diferente de tudo que eu estou acostumado a ver todos os dias. Há verde em todo lugar, grama e o sol tinha resolvido aparecer, era praticamente o dia perfeito. No fim da trilha, há uma cachoeira linda de águas cristalinas.

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— Pessoal, eu vou subir no penhasco pra mostrar a vista do acampamento, quem quiser ver sobe comigo e quem não quiser pode ficar aqui na água. Tenham cuidado, hein? — O monitor diz e logo um grupo de no máximo trinta pessoas — incluindo eu e meus amigos — se forma atrás dele e começamos a subir por uma "escada" formada no próprio morro. É bem rápido, logo estamos todos admirando a vista lá de cima.

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Isis se afasta do pessoal, chegando na beirada do penhasco e fica olhando a água atentamente.

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— Teria coragem de pular? — Sussurro em seu ouvido, abraçando-a por trás e dando um leve beijo na bochecha dela.

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— Claro. — Ela responde determinada. — Você não? —

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— Sei lá, parece arriscado. — Admito, observando a água descer pelas pedras e atingindo o chão.

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— Medroso. — Ela diz e ri. — Se eu pular, você pula? —

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— Claro. — Digo e ela se solta dos meus braços, me encarando de frente com um olhar desconfiado.

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— Você não tem coragem. —

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— Você muito menos. — Digo e em seu rosto se forma uma expressão de falsa indignação.

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— Está me desafiando? —

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— Gente, o Kevin vai descer, vocês vão ficar aqui? — Camila pergunta se aproximando com o pessoal.

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— Não vou descer daqui enquanto a Is não mergulhar. — Eu respondo, sorrindo atrevido pra ela.

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— Tá querendo se matar? — Douglas pergunta. — Você não pode pular, é perigoso. —

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— Outro medroso. — Ela fala e ele fecha a cara.

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— Você vai mesmo pular? — Mariana pergunta, observando Isis tirar a blusa e ficar apenas de biquíni.

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— Claro. — Isis responde, tirando um elástico de cabelo do bolso do short e amarra os fios num coque desajeitado.

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— Ah, mas você não vai mesmo. — Renata fala de forma brava. — Ficou louca foi? —

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— Já fiz coisas mais arriscadas, não vou morrer, fica tranquila. —

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Is toma distancia, como se quisesse pegar impulso pra pular, mas eu sei que ela vai vacilar, não é corajosa a esse ponto. Quando eu menos espero, ela corre e se lançou no ar, mergulhando de cabeça na água.

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— NÃO! — Ouço a voz fina de Renata gritar.

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— O que está havendo aqui? — Kevin pergunta, quando ouve Renata gritar.

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Eu ia responder, mas Renata grita novamente, dessa vez foi um berro apavorado e eu prontamente olho pra água, que agora tem uma mancha avermelhada em meio ao azul. Sangue. Meu corpo estremece, um arrepio passa por todo meu corpo e Kevin sai correndo. Quando minha ficha cai, saio correndo atrás dele, que quase escorregava nos degraus de terra. Finalmente chegamos ao chão, correndo pela grama e atraindo olhares de todos que estavam lá embaixo. Isis está na direção oposta da onde o grupo de pessoas nadava e estas também começam a ir atrás do monitor, com expressões curiosas. Meu coração está acelerado, o pânico de saber que ela está machucada toma conta de mim.

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Chegamos ao lugar onde ela caiu e Kevin pede pra ninguém entrar na água mas eu não o obedeço, minha namorada está lá dentro e tenho o dever de resgatá-la. Mas os braços fortes de Douglas me impedem, segurando meu corpo enquanto eu me debato nervoso por não poder procurá-la. Martinho o ajuda a me controlar, mas todo o meu nervoso se esvai dando lugar a enorme tristeza quando eu a vejo nos braços de Kevin, que carrega seu corpo sobre os ombros. Só posso ver do tronco pra baixo, mas seus braços balançam e deixam um rastro de sangue na água. Ela está realmente muito machucada.

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Aos poucos, vou perdendo as forças e paro de lutar contra os meninos. Meus olhos estão cheios de lágrimas e sou surpreendido com os braços de Douglas, agarrando meu corpo e apoio minha cabeça em seu ombro, desatando a chorar. Eu me sinto magoado, culpado e arrependido por ter deixado que ela pulasse, agora ela está ferida e eu não posso retirar a dor que ela sente.

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Hayley pede que todo mundo voltasse com ela pro acampamento, porém Mary explica minha situação pra ela, que mesmo receosa me deixou ficar. Martinho e Leandro cuidam de Renata, que chora desesperada enquanto Kevin se aproxima caminhando na água com Isis no ombro esquerdo. Mariana emite um som de pânico e quando me viro em direção às águas vejo Is deitada sobre a pequena faixa de areia que tem depois da grama. Ela não está desacordada, está morta. Seu rosto tem o lado esquerdo desfigurado, um enorme rasgo em sua testa faz escorrer sangue por seu rosto todo e seu ombro não tem pele o cobrindo. É a pior visão da minha vida, minha Isis está morta.

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Viro o rosto novamente para Douglas, que tem os olhos fixos no corpo dela, com um olhar apavorado. Ouço os soluços de Renata e Martinho tenta acalma-la junto a Leandro, Camila chora agarrada a Mariana que não tem expressão no rosto, está em choque. Jogo-me nos braços do meu melhor amigo e choro até não ter mais lágrimas. Não tenho palavras pra explicar o que eu sinto por dentro, um misto de dor e culpa que me faz sentir o pior ser humano existente. Onde eu estava com a cabeça quando a deixei pular? Eu devia ter agarrado-a nos meus braços e cuidado dela, se tivesse feito isso não estaria com vontade de morrer por tê-la perdido daquele jeito. Eu tinha visto com meus olhos, mas uma parte de mim se recusa a acreditar naquilo, não podia ter perdido a minha Is.

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Kevin acionou a polícia, a mãe da minha ex namorada morta quase teve um ataque cardíaco e foi levada ao hospital. Renata também foi pra casa, no carro da polícia, pois só iremos pra casa no dia seguinte. Eu? Eu choro no caixão lacrado dela, berro e faço o maior escândalo quando levaram o corpo embora. Douglas passa o tarde inteira ao meu lado, me consolando e me ajudando, mas nada no mundo, nem o abraço dele consegue me confortar. Eu sinto muito remorso, a culpa daquela tragédia é minha e eu carregarei esse peso na consciência pelo resto da vida.

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É quase meia noite, estou num tipo de enfermaria e os meninos estão comigo. Eu fui sedado depois do chilique que dei quando levaram o corpo dela. Meu corpo está entorpecido, me sinto mais calmo, mas meu coração bate acelerado dentro do peito. Novamente meus olhos se enchem de lágrimas, quando abaixo a cabeça pra voltar a chorar, sinto a mão de Douglas em meu queixo, levantando-o e me encarando.

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— Não chora T, vai ficar tudo bem. — Ele sussurra me olhando ternamente. Sinto ódio ao ouvir aquelas palavras. Eu tenho direito de chorar, minha namorada está morta. E não, não ficar tudo bem.

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— Cala a boca, Douglas! — Grito levantando-me e recebendo um olhar assustado de todos. — Estou cansado de ouvir você dizer que vai ficar tudo bem, porque eu sei que não vai. A Isis tá morta, eu perdi minha namorada e eu sei que no fundo você deve estar comemorando isso. Mas eu não, Douglas, eu me importava com ela, gostava dela. Então para de agir como se você se importasse porque sei que você não está nem ai. — Os olhos dele estão rasos d'água, mas não me calo. — Não vai ficar tudo bem, para de ser idiota e tentar me ajudar porque a única pessoa que eu queria do meu lado não esta aqui, a única pessoa que eu queria aqui era a Isis mas ela não pode, porque por uma estupidez eu a perdi. Então faz o favor de calar essa sua boca e parar de dizer que tudo vai ficar bem porque eu sei que não vai. —

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Douglas sai da sala correndo em prantos e eu me agacho no chão, também chorando. Eu não queria descontar minha raiva e remorso nele, ele tinha ficado ao meu lado o dia inteiro mas tudo que eu disse era verdade. Ergo a cabeça e pude ver os meninos saindo, Mariana me olhou balançando a cabeça negativamente e eu fico ali, no chão, sentindo a dor em minha alma. Por que isso está acontecendo comigo?

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Hayley pede para que vá pro meu quarto descansar, mas ao invés disso eu vou novamente até o penhasco de onde ela tinha se jogado. Milhões de coisas passam pela minha cabeça e até penso em me jogar dali também, para evitar a culpa e o sofrimento, mas algo me impede. No meio da grama seca e rala, próximo a uma pequena árvore, está a regata dela. Pego o objeto em mãos, sentando na beirada do penhasco e olhando a água ir de encontro com as pedras. Ela não iria querer que eu acabasse com a minha vida assim e mesmo que eu sentisse a culpa todos os dias, ficarei vivo e honrarei sua memória. Olho pro céu e com os olhos cheios de lágrimas sussurro: Adeus, Isis.