Waterion

1 Capítulo 1 - Waterion


_Acorda! — chamava-se Carlinda a senhora que acordava o menino — Anda, Guilherme, acorda logo, hoje é o último dia de aula!

_Hum? É mesmo! — Guilherme se levanta rapidamente e vai arrumar sua mochila. — Hoje tem a gincana, né, vó? E eu vou passar as férias na casa do Victor.

_É, isso mesmo, você, o Paulo e o Fellipe também. Agora vai tomar seu banho, o Paulo já saiu do banheiro. — Paulo, o primo de Guilherme, passava por ali.

_Oi Paulo!

_Oi.

Ao terminar de arrumar tudo, foram para a escola, onde participaram da Gincana de Dezembro.

Após a Gincana, todos se reuniram para o lanche. Fellipe chegaria mais tarde na escola, e então alguns alunos resolveram ficar para ajudar a organizar a bagunça, lá estavam Guilherme, Paulo e Victor.

_Paulo, pega a vassoura lá. Victor, a pá. Guilherme, o balde. — Dizia a Profª. Regina.

_Mas onde está o balde?

_Deixei no almoxarifado.

Guilherme não sabia o que era um almoxarifado, e muito menos onde ficava, saiu a procura da sala e, disperso, foi para a ala desativada da escola, onde há muito tempo não ia ninguém. Leu numa placa de madeira podre \"Almoxarifado\" e, com um bocado de receio, entrou.

Havia um homem lá dentro, um senhor de pelo menos 80 anos, magro, alto, de chapéu, apoiado sobre sua bengala prateada.

_Opa, desculpa moço, é que eu estou procurando um balde e... o que você está fazendo aqui?

_Eu sei que você veio atrás do balde, mas poderia estar atrás de coisas maiores... quanto ao que faço aqui, é surpresa...

_Surpresa! Sério? Adoro surpresas! Eu sabia — dizia Guilherme, se sentindo poderoso — a Professora só me mandou aqui para ganhar uma surpresa porque minha equipe foi a melhor da Gincana! Qual é a surpresa?

_Garoto apressado... façamos o seguinte: Volte para o pátio, e traga com você mais quatro amigos seus, sem que eles percebam que é uma surpresa, entendeu? Não demore, se demorar vou embora, agora vá.

Guilherme não se conteve e voltou correndo para o pátio, a última coisa que passava por sua cabeça era um balde. De longe avistava seus amigos e os chamou.

_Guilherme, cadê o balde?

_Bem... me ajudem a procurar! Venham! — mal terminou a frase Guilherme se virou rapidamente e bateu com Patrícia e Jussara , esta, por sua vez deixou sua revista cair.

_Olha isso, seu bocó! Minha revista!

_Desculpa, mas o que vou pegar agora é com certeza muito melhor que uma revista!

_Sério?

_Sério! Vem comigo. — Guilherme leva a todos para o antigo almoxarifado.

Ao chegarem, Guilherme percebe que o velho não estava mais lá, apenas um livro grotesco sobre a mesa.

_Isso é tão melhor que minha revista? Um livro velho?

_Não seja boba, pode ser um livro falso, aqueles que na verdade são caixas de bombons (u.u\'). — Guilherme tenta abrir o livro, mas o livro nem se move. — Que livro é esse que não abre? Hum... Wa-te-ri-on... Waterion!

Ao mencionar esta palavra, o livro se abre um feixe ofuscante de luz sai do mesmo.

Paulo abria seus olhos lentamente quando se assustou.

_Uai, mas, onde estou? — Paulo não reconhecia o lugar, era uma floresta fria, com árvores altas e pássaros estranhos, estava confuso, como chegara até ali?

Eis que Paulo escuta uma voz pedindo por socorro.

Patrícia estava dependurada num galho, em cima da forte correnteza do rio que cruzava a floresta, então começou a gritar socorro, mal sabia ela que não estavam sozinhos...

Paulo escutou Patrícia gritando por socorro, e correu para ajudá-la
ao chegar havia um garoto estranho perto do rio
Paulo tentou ignorá-lo e buscava uma maneira de ajudar Paty
mas o garoto o olhou no fundo dos olhos e, e num tom muito arrogante disse: \"Deixe-a morrer!!!\" e deu um soco na barriga de Paulo, que cai no chão.

Victor não escutara o grito, e estava acordando no momento, se depara com um rastro de mel. Victor é doido com mel, e sem pensar duas vezes segue o rastro.
Tropeça em Jussara, mas se levanta rapidamente e nem dá atenção.
Jussara olha Victor estranhamente e começa a seguí-lo.
Victor se depara com uma colméia enorme (do tamanho de uma casa, pra ser mais exato) e corre em disparada na direção da colméia, e começa a beber do mel que havia no chão, que estava em grande quantidade ali...

Patrícia não sabia quanto tempo conseguiria segurar, e tentou conversa com o estranho, mas foi ignorada.

Victor não se dava conta dos zumbidos que se aproximavam
então Jussara o cutucou e mostrou uma abelha enorme
do tamanho de um cachorro e gritou apavorada
Logo vieram muitas abelhas e os dois começaram a correr desesperadamente.

O estranho olhou para Paty e deu um sorriso sínico:
_ Morra, sua garota imunda!!!
então, o estranho sente uma dor na testa, e vê que foi acertado por uma castanha.
nervoso, procura quem teria feito tal façanha...

Do alto da árvore onde Paty estava dependurada aparece Guilherme, ainda com algumas castanhas na mão.
_ Cala a boca, seu esquisito! — Guilherme vai pelo tronco onde Paty está dependurada e estende a mão para Paty.
Ao estender a mão, Paty leva uma castanhada do estranho garoto e fica dependurada por uma mão só.
Guilherme pergunta:
_ Quem é você?
_ Meu nome é Hydeo!!! Filho de Ômega, Senhor de Pantallar!!!

Ouve-se gritos de Ju e Victor, que vem correndo perseguidos por abelhas e passam por tras de Hydeo, que se assusta e quase cai no rio.

_ É a nossa chance, Paty!!! — Gulherme a puxa para cima da árvore e os dois seguem para um tronco firme.
_ Vocês dois vão morrer, seus inúteis!!
_ Você só esqueceu de uma coisa!!! — Diz Paulo
Ao se virar para ver quem era, Hydeo é golpeado com um pedaço de madeira, bem no meio da cara. E Hydeo cai na forte correnteza do rio.
_ Vai pela sombra!!! — Diz Paulo, rindo pouco para a barriga não doer muito, devido ao soco.
_ Valeu Paulo! — Diz Gui, descendo da árvore.
_ É! Tá tudo bem? — Pergunta Paty.
_ Tá sim, e você?
_ Só um pouco de dor nas mãos.
_ Ei, vamos atrás da Ju e do Vi!
_ Vamos sim.
_ Vamos.

Ao andarem um pouco, um homem alto pula na frente dos três, e num tom ameaçador, diz \"Muito bem...\"