Water and Fire Attract?
1 O garoto Pinhata e uma baita de uma febre.
Notas iniciais
- Você está bem? — perguntei parando a sua frente.
Ele olhou para mim, suas bochechas estavam avermelhadas por conta da quantidade de sangue na cabeça.
- Bem, parece que não. — ele golpeou inutilmente as cordas.
- Pare com isso, vai acabar se cortando ao invés das cordas. — olhei em volta, a rua estava deserta agora, o que era bom.
- Fique parado. Vou dar um jeito de te soltar.
Olhei pra estátua e suspirei.
"Desculpa ai." Pensei começando a escalar.
Olhei para os dedos do Deus do Mar e comecei a procurar uma maneira de libertar o cara e então eu me lembrei do ácido que havia conseguido de um monstro.
- Ahn... Como é o seu nome? — perguntei enquanto procurava o frasco.
- Jason... — respondeu com o rosto mais vermelho. — E o seu...?
- Darya. Achei! — coloquei a bolsa de volta nas costas. — Bem, Jason acho que isso pode doer.
Puxei as cordas o mais forte que podia -ele era pesado- e deixei algumas gotas do líquido roxo caírem na corda, fazendo elas se desfazerem. Soltei rapidamente, deixando Jason cair de costas.
- Valeu... — disse recuperando o ar.
Desci e comecei a solta-lo.
- Desculpe. — o ajudei a se levantar. — Então os pestinhas Cêrcopes roubaram vocês também?
- Sim, nós estávamos sobrevoando a cidade e eles nos atacaram. O que roubaram de você?
- Meu tridente e meu anel.
Jason abriu a boca para falar algo, quando uma explosão de fumaça e barulho de estampidos veio de uma torre.
- Tem medo de altura? — ele perguntou olhando para a construção.
- Um pouco. Por quê?
- Por isso. — ele passou a mão em volta de minha cintura e flutuou/voou para a torre.
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Quando estávamos perto da torre, Jason levantou sua espada de ouro imperial -no meio desse voo, descobri que ele é filho de Júpiter- e lançou raios que derreteram as barras de ferro. Entramos passando pelos tocos de ferro derretido como se ele fosse o Peter Pan.
- Cara, você acabou de desperdiçar uma entrada triunfal. — disse um cara, acho que um pouco mais alto que eu e... Ele tinha fogo nas mãos?
- Mas o que...? — Jason e eu olhamos os Cêrcopes presos em uma corda, "chorando".
- Eu fiz tudo sozinho. — respondeu sorrindo e então olhou pra mim. — E quem é a ruivinha? — perguntou sorrindo e piscando para mim.
- Meu nome é Darya.
- Muito prazer, gracinha. — ele se aproximou e segurou minha mão esquerda, depositando um beijo nela. — O meu nome é Leo e... — ele se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido. -... Cuidado para não se apaixonar pelo Valdez aqui...
- Pode deixar Valdez. Eu não vou. Bem, ao menos vou tentar. — digo revirando os olhos e indo procurar minhas coisas, enquanto deixava Jason e Leo conversando. — Onde vocês esconderam as minhas coisas? — perguntei aos Cêrcopes.
- A cabelo de fogo voltou! — disse Acmon.
- Está ali, por favor, não faça nada! — gritou Passalos se remexendo.
- Hã? Eu nem fiz nada da última vez, idiotas... — murmurei a última palavra e andei até a estante, onde achei meu anel e um bastão de bronze celestial. — Graças aos Deuses... Está intacto. — apertei o botão e o bastão se expandiu até virar um tridente de dois metros. — Vocês tem sorte. — finquei a arma poucos centímetros dos pés de Acmon.
- Não! Não machuque a gente! — suplicou Passalos.
- É, sou bonito demais para morrer! — choramingou Acmon.
- Não vou machucar vocês, estão amarrados e isso não tem a mínima graça, mas se aparecerem na minha frente, aí será diferente. — apertei novamente o botão e coloquei o bastão em meu coturno.
- Gostei de você, ruivinha. — Leo andou até o meu lado e se ajoelhou, se dirigindo aos Cêrcopes. — Farei um acordo com vocês.
Não ouvi muito que eles estavam conversando, só entendi que tinha algo haver com um deus menor e Nádegas Negras, o Retorno e algo sobre eles irem para Nova York atormentar e roubar alguém. Sentei-me encostada contra a parede, eu estava com muito frio e meu corpo doía a cada movimento.
- Darya, o que foi? — perguntou Jason se ajoelhando a minha frente.
- Nada, só to com frio... — resmunguei encostando minha cabeça na parede.
- Você está pálida... — ele tocou meu rosto e franziu a testa. — E muito quente. Leo, você não tem ambrósia aí?
Leo já havia terminado de explicar seu plano aos Cêrcopes e os tinha soltado.
- Não, foi a única coisa que eles não roubaram, está no Argo II.
- Então temos de levar ela pra lá. Consegue ir pro Argo sozinho? — ele me ajudou a ficar de pé e passou o braço em volta da minha cintura.
- Claro que consigo leve a esquentadinha pro navio.
Jason começou a flutuar, segurei-me em sua blusa, quando ele saiu da torre.
- Pelos Deuses, não me deixe cair... — pedi olhando para baixo, sentindo vertigem.
Via um navio muito mais a frente, com um dragão como figura de proa, conseguia ver uma águia gigante sobrevoar o navio e, quando chegamos mais perto, um sátiro correr balançando no ar seu bastão de Beisebol, como se ameaçasse alguém, mas não pareci ser a ave do tamanho de um leão. Bem, foi isso que eu vi, pouco antes de desmaiar.
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