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2 amigo imaginário?


Notas iniciais
é divertido escrever essa fic. Tomara que seja divertido lê-la também D:
Ela possuiu muitos dialogos e eu não sei se as pessoas curtem isso, mas
espero que gostem, de qualquer jeito :o)

Arrastei Suzuno para fora. Hiroto e Midorikawa foram até a porta e me observaram até que eu estivesse fora de seu campo de visão. Eles pareciam atordoados com a visão de mim arrastando o ar.

- Nagumo, o que você esta fazendo? ME LARGA — gritava Suzuno, no caminho.

- Pelo amor de deus, quer calar a boca? — soltei ele.

- Para onde você esta me levando? — ele perguntou, parando e passando as mãos no pulso. Eu havia apertado, mas ele não parecia sentir tanta dor.

- Para casa, onde mais? Esta claro que aqueles dois planejaram bem essa brincadeira.. sério devíamos até parabeniza-los mais tarde... — eu falei, começando a andar de novo.

Suzuno me seguiu, confuso.

- Você vai ver..

Chegamos até a casa de Suzuno Fuusuke. Ela era grande e azul. Subimos dois degraus para a varanda, e eu bati na porta, freneticamente.

A prima de Suzuno, com que ele morava junto, abriu a porta assustada. Ela era albina, mas sua pele era bem mais rosada do que a de Suzuno, e ela era alta e magra, e extremamente burra, comparado ao albino.

Ela me olhou, intrigada.

- Posso ajudar?

Olhei de soslaio para Suzuno. Ela não podia realmente vê-lo?

- Fuusuke esta aí? — perguntei.

- Quem?

- Suzuno Fuusuke, seu primo.

- Eu não tenho nenhum primo com esse nome.

Suzuno se aproximou, quase em desespero.

- COMO ASSIM NÃO TEM NENHUM PRIMO COM ESSE NOME? E EU? EU ESTOU AQUI, OLHE PARA MIM, MALDITA!

Mas ela não o olhava.

Eu sai sem dizer nada. Ela olhou-me um pouco confusa e irritada, então bateu a porta logo atrás de mim. Suzuno correu para mim, me agarrando pelo braço.

- ELA NÃO ME VIU, NAGUMO! NINGUÉM PODE ME VER.

Dei um tapa em sua mão, fazendo uma careta.

- EU ESTOU VENDO VOCÊ, IMBECIL.

Suzuno para, esfregando a cabeça.

- PORQUE? — ele perguntou.

Era uma boa pergunta, na verdade.

- PORQUE, me diz ,NAGUMO HARUYA, de todas as pessoas no mundo, PORQUE LOGO VOCÊ é a UNICA QUE AINDA PODE ME VER?

Olhei para ele incrédulo.

- Como diabos eu vou saber? — perguntei.

- Isso só pode ser alguma espécie de maldição! Um castigo ou sei lá, não tem sentido!

- Tá, tá, para de choramingar.

Comecei a andar. Estava cansado de tudo isso já. Só queria ir para minha casa e me jogar em MINHA CAMA. Suzuno me seguiu o caminho todo. Ele parecia uma criança perdida, confusa. Eu nunca o vira daquela maneira..mas bem, qualquer um enlouqueceria com a ideia de ter desaparecido e a unica pessoa que poderia o enxergar era a que ele menos gostava.

Entrei em casa e ele veio atrás de mim. Lancei para ele um olhar irritado.

- O que você esta fazendo aqui? — perguntei.

- Como assim o que eu estou fazendo aqui?

- Essa é minha casa, não tem nada para você.

Ele fez uma careta.

- O que? Você esqueceu que é o único que pode me ver!? Eu não vou ficar andando sozinho por aí..

- E PORQUE NÃO? Você gostava de ficar sozinho, não gostava?

- SIM, mas eu não era invisível! Eu tinha uma casa, um quarto, e as pessoas sabiam da minha existência! É um tipo de solidão totalmente diferente, você não acha?

Revirei os olhos. Não adiantava discutir, Suzuno era teimoso e me seguiria até que tudo voltasse ao normal. Afinal, ele não tinha escolha, e pelo visto, eu também não.

- Nagumo, esta falando com quem? Perdeu a razão de vez?? — perguntou Osamu, surgindo da cozinha.

Eu quase dei um grito quando ele apareceu atrás de mim.

- O que? Nada! Eu não estou falando com ninguém,.. porque não tem ninguém aqui, certo? Além de mim, é claro..oh merda..

Ele me olhou, confuso, levantando a sobrancelha.

- Urrg, esse cara esta por aqui? — falou Suzuno — que merda de cabelo é esse? Ele deve se achar o lindo..

Osamu não podia vê-lo, nem ouvi-lo.

- Você não pode falar do cabelo de ninguém — cochichei para ele.

Suzuno deu de ombros.

- Quem se importa? Ninguém esta me vendo, então eu posso falar o que eu quiser do cabelo de qualquer idiota.

- Tisc..

Osamu fez uma careta.

- O que você esta resmungando? — perguntou, enfezado.

- Ah nada, me deixe quieto — falei, correndo para meu quarto.

Suzuno veio atrás de mim. Ele parecia mais calmo agora, e voltara a ser o irritante de sempre, pelo jeito.

- Suzuno você não pretende ficar na minha cola o dia todo, né?

- Não, só até as pessoas voltarem a me ver, é claro.

- E quanto tempo isso vai levar?

- Eu não sei, né? Como eu poderia? Eu nem sei porque isso aconteceu!

Me sentei na cama.

- TÁ, vejamos, ninguém além de mim pode te ver, e pelo visto, é como se você nunca houvesse existido para todo mundo, menos para mim...

- Só pode ser uma maldição, como eu disse.

- Para de mimimi... devia me agradecer por não te ignorar..

Ele virou a cara. Ele parecia realmente preocupado.

Houve um breve silêncio.

- E se eles nunca voltarem a me ver? -perguntou — e se um dia nem mesmo você for capaz de me ver?

- Cala a boca, Suzuno — gritei, enfezado — quer parar de falar bobagens? Você não vai simplesmente sumir para sempre, né? Você existe, maldito, esqueceu disso?

- Eu existo? Eu existi, você quer dizer!

- Ninguém some do nada assim, para sempre.

- O que você esta falando? Eu SUMI do nada, e isso é prova suficiente de que é POSSÍVEL alguém sumir para sempre..

- Se você quer ficar choramingando, vá procurar outra pessoa!

- Mas só você pode me escutar.

- Foda-se, vai assombrar alguma casa ou sei lá...

Ele me olhou irritado.

- Eu não sou um fantasma!

De repente, uma ideia me ocorreu.

- Suzuno, e se você tiver morrido?

- O QUE?

- É sério! Isso explicaria o porque ninguém te vê!

- Mas não explica todo mundo ter se esquecido de mim..

- Claro que explica, eles estão tentando te esquecer, oras..

- Isso é idiotice, é claro que eu não morri, idiota.

- Ah é? Então me explique porque você esta invisível.

- Você pode me ver, não pode?

- TALVEZ eu seja um medium!

Ele riu, sarcasticamente.

- Pelo amor de deus, Nagumo.

- TA BOM TA BOM, então o que mais poderia ser? Talvez você tenha morrido a muito tempo e eu seja capaz de ver você agora..hum, eu não sei porque.. parece meio sem sentido, de qualquer jeito.

- MEIO SEM SENTIDO? ISSO NÃO TEM SENTIDO NENHUM!

- Talvez eu esteja louco e você não exista de verdade, e seja apenas fruto da minha imaginação..ou sei lá.

- NÃO, você é louco, disso eu tenho certeza, mas eu EXISTO SIM.

- Ah, é? Me prove..

Suzuno pensa por uns instantes e depois caminha até mim. Eu me levantei, por impulso, e ele se postou na minha frente, me encarando.

Engoli em seco e ele me puxou pela camisa, dando-me um soco.

- Sentiu isso? — perguntou, quando eu perdi o equilibrio e cai na cama.

- Seu filho da...

- AINDA ACHA QUE EU NÃO EXISTO? Ou talvez você seja tão frangote que até mesmo o soco de um "amigo imaginário" seja capaz de te derrubar..

Eu pensei em revidar. Aliais, eu serrei os punhos para isso e me levantei num pulo, mas Suzuno estava certo.. eu não teria sentido se ele não existisse certo?

Ou talvez pessoas em um estado de insanidade ou esquizofrenia em estado avançado sejam capazes de sentir coisas que não existam?

"Mas que merda eu estou pensando, eu não estou louco!" Disse a mim mesmo.

Suzuno continuava bravo na minha frente.

- OK, seu demônio, agora quer sentar a bunda no chão ou sei la aonde e relaxar? — perguntei.

- PORQUE? PRA QUE?

Franzi a testa.

- Não dá nem pra pensar com você dando a louca.. floco de neve.

Ele serrou os dentes e resmungou.

- Vamos pensar numa maneira de fazer as pessoas se lembrarem de você.

- Como?

- Eu não sei, a gente dá um jeito, ou sei lá.

Notas finais
meu deus, eu nem acredito que eu estou escrevendo isso.. mas é tão.. bluh!
Sintam-se a vontade para mandar um review me xingando q