Warrior Soul

1 The Last Day on Earth


Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem!

Ela abriu os olhos sentindo uma forte dor na cabeça.

Não conseguia enxergar nada. Sua visão era embaçada e todo seu corpo doía. Muito.

Fechou os olhos lentamente e respirou fundo.

Sentia que estava deitada em um chão gelado, mas não conseguia identificar o material. Era tudo tão confuso.

Ousou abrir os olhos novamente, sentindo que a tontura na sua cabeça estava cessando aos poucos. A nitidez pouco a pouco se fez presente e então conseguiu ver um pouco de onde estava.

O dia estava nublado, frio, silencioso. Ela se encontrava deitada no chão gelado sobre uma calçada na cidade do Oeste.

Mas o que aconteceu afinal?

Rolou a cabeça para o lado direito, e viu a cidade, que a pouco estava movimentada, cheia de vida, com o barulho dos carros e pessoas agitadas, mas agora estava silenciosa, completamente destruída, em chamas, e uma fumaça densa encobria o céu azul.

Viu sangue por toda sua volta. Seu sangue. E pessoas caídas por todo lado. Completamente sem vida.

Uma forte dor atingiu seu coração ao ver que tudo tinha acabado. Aquele dia, que amanheceu como todos os outros, era sem duvidas, o fim do mundo.

Ao pensar nisso, sentiu uma lágrima escorrer pelo canto de seu olho.

Sua família, seus amigos, todos mortos.

Ela não tinha forças pra levantar, pra gritar, falar, quase não tinha forças pra respirar. Seria esse seu fim? Morreria dessa forma tão ridícula?

Fechou os olhos novamente, com força, querendo acreditar que estava em um pesadelo, e que quando abrisse os olhos novamente tudo estaria de volta ao normal.

Mas não. Aquilo era real, e teve total certeza quando abriu os olhos novamente e viu o mesmo cenário de destruição e sentindo a mesma dor em seu corpo.

Ela precisava fazer alguma coisa. Não queria morrer.

Usando suas ultimas forças que ainda tinha levantou, ficando sentada no chão. Levou sua mão a cabeça imediatamente, sentindo tudo girar.

Olhou para sua mão depois e viu sangue. Deduzindo então que havia batido a cabeça. Mas isso não iria impedi-la de lutar por sua vida.

Limpou a mão suja de sangue na sua blusa branca, manchando de vermelho.

Levantou-se e viu ao longe sua casa, a corporação capsula.

Em passos lentos, mancando, seguiu até lá, para pegar tudo o que precisava pra conseguir sobreviver.

Pelo caminho, destruição e corpos de pessoas mortas. Sentia vontade de chorar, não encontrava um ser vivo, começara a achar que era a única sobrevivente nesse mundo?

Limpando as lagrimas que insistiam em rolar pelos seus olhos continuou seu caminho. E conforme se aproximava cada vez mais, se sentia mais fraca. Não apenas pelo cansaço, mas por saber que sua família também havia morrido.

Ela tinha que ser forte, não era momento para lamentar. Tinha que agradecer que ainda estava viva, e lutar por ter tido essa chance de viver mais uma vez.

Foi com muito esforço que passou pelo portão da Corporação Capsula e parou. Olhou para o que restava da sua antiga casa. Estava completamente destruída.

Respirou fundo para não fraquejar e continuou caminhando para dentro da casa.

Olhava tudo sentindo uma dor no coração, sabia que poderia ser a ultima vez que estava entrando ali. O lugar onde cresceu e aprendeu a viver. Era triste ter que estar abandonando tudo aquilo. Mas o fim do mundo havia chegado e ela precisava lutar, fugir e se salvar.

Desceu até o laboratório, um dos poucos lugares que ainda estava inteiro, para sorte dela.

Vasculhou todas as gavetas, armários e caixas a procura de tudo o que precisava. Ela pegou várias cápsulas, e a principal, uma capsula-nave, por que sabia que ali no planeta Terra não poderia ficar.

Subiu o mais rápido que seu corpo aguentou até seu quarto para pegar roupas e acessórios pessoais que iria precisar.

Colocou tudo em cima da cama, e verificou se não lhe faltava nada, guardou as coisas em uma mochila e a vestiu.

Respirou fundo e olhou mais uma vez para a cidade destruída através da sua janela. Quem diria que tudo acabaria assim?

Mas algo chamou sua atenção no céu coberto de fumaça da cidade.

Eram... Pessoas? Flutuando sobre os destroços.

Sentindo o coração parar ela viu um deles atirar uma forte energia contra a Corporação e destruir parte da casa, assim como ela correu pro meio do quarto tentando se salvar e jogando seu corpo contra o chão.

Partes da parede voaram sobre ela quando a energia atingiu a casa. Por sorte onde ela estava não foi atingido. Mas por pouco.

...

_ Hm... Então é você a dona desse sinal de vida insignificante que nossos Scouter insistiam em detectar. – comentou uma voz fria as suas costas.

Ela se virou lentamente ainda no chão, para ver o dono daquela voz grave que falava com ela.

Ele se aproximou enquanto os outros que estavam atrás dele riam e se abaixou na frente dela, a pegando pelo colarinho.

_ Me diga Terráquea... Quais serão suas ultimas palavras?

Notas finais
Parece que Bulma apesar de ter sobrevivido entre tantas mortes, agora corre o risco de morrer nas mãos de um assassino que não parece estar brincando.
Será que ela terá alguma chance de sobreviver?
E quem são eles?
Confira no próximo capitulo de Warrior Soul (Alma guerreira)!