Warrior Soul
3 Regras
Notas iniciais
Bulma começa a entender aos poucos sobre como será sua nova vida fora da Terra.
Vegeta explica e tira algumas duvidas da cientista que estava muito confusa com tudo ao seu redor.
Ontem foi um dia claro, comum, onde muitos acordaram cedo para ir trabalhar, outros para ir para a escola, e simplesmente viver.
Hoje, amanheceu nublado, e quando menos esperavam, tudo virou em destruição. Todos morreram, exceto uma garota de 17 anos, de cabelos verdes e olhos azuis, a única herdeira da Corporação Capsula.
Ontem ela vivia e hoje ela precisa sobreviver. Não tinha muitas escolhas.
Sua vida dependia quase completamente de três Saiyajins, uma raça guerreira que estava extinta, assim como a raça Terráquea. Eles estavam num mesmo barco agora, lutariam juntos para acabar com a Tirania no universo, para destruir Freeza, quem havia destruído seus planetas e acabado com suas vidas.
Essa era a lei da sobrevivência.
Bulma faria qualquer coisa para acabar com aquele que acabou com sua vida, e não faria isso por Vegeta, Nappa ou Raditz, faria isso por ela mesma. Mas ela os ajudaria, pois sabia que sozinha, não conseguiria nada.
Nada.
Ela dependia deles, e jogaria com eles.
A única coisa que levava junto da Terra era suas lembranças, lembranças de que um dia fora feliz, de que um dia pode sorrir.
Isso doía nela, as lembranças estavam todas na sua cabeça, atormentando-a a todo segundo.
Era melhor esquecer, erguer o rosto e seguir em frente.
E agora estava ali, dentro de uma nave seguindo para bem longe da Terra.
Estava sentada no chão frio, encostada em uma parede, apenas pensando... Ela pouco sabia sobre aqueles três homens que ela estava acompanhando. Não sabia quem eram, de que raça eles eram, não conhecia seus nomes... Quer dizer... Conhecia seus nomes apenas por ouvi-los conversarem entre si.
Mas ela queria saber sobre Freeza, sobre o mundo que ela iria viver agora.
Queria saber como eles viviam, sobreviviam...
Eram tantas perguntas sem respostas, tanta confusão na sua mente, e precisava de alguém para lhe esclarecer uma por uma.
Poderia ela realmente confiar neles?
Sabia que morreria se fizesse algo que eles não gostassem, mas e que chances ela teria? Talvez o medo da morte, que antes a atormentava completamente, a fazendo lutar pela sua vida, estava sessando pouco a pouco, a ponto de começar a achar que morrer era seu melhor remédio.
Ela era apenas um ser frágil no meio de uma vida de destruição. Sabia que viver dependia apenas dela. Ninguém a salvaria se estivesse em perigo. Ninguém se preocuparia se morresse.
Nem mesmo aqueles três.
Por isso agora estava ali, sozinha naquela pequena sala da nave, sentada no chão enquanto as lagrimas escorriam pelo seu belo rosto.
Ela olhou para uma pequena pulseira no seu braço e a acariciou como se fosse viva, aquela pulseira era um presente de seus pais de aniversario. Mas agora ela olhava pra pulseira e lembrava-se deles. Aquela pulseira seria sua lembrança da sua família e ela levaria a pulseira consigo sempre.
Estava tão distraída que não viu um Saiyajin olhando para ela com curiosidade, e logo depois o som de alguns passos se aproximou, mas ela apenas percebeu quando alguém se abaixou ao seu lado e a olhou profundamente.
_ Ei Garota.
Bulma ergueu os olhos para ver quem era, e se deparou com os olhos negros e o olhar intenso de Vegeta. Ela secou as lagrimas tentando disfarçar o choro, e não disse nada.
_ O que é isso? – ele não se conteve em perguntar. Bulma abaixou o olhar e tentando forçar um sorriso respondeu.
_ É uma lembrança dos meus pais. – disse tristemente.
_ Ei! Você vai ficar aí se lembrando do passado e chorando por algo que já passou? Não gosto de pessoas fracas! – ele falou sem piedade. – Eu não fiquei me lamentando quando perdi meu planeta. Seja forte, pois se não for o universo irá te esmagar até que você não consiga mais respirar!
Bulma olhou pra ele sem entender o que ele queria dizer, e virou o rosto olhando para o lado.
Foi só então que Vegeta viu sangue pelos cabelos da Terráquea, e levou uma das mãos até sua nuca e quando a trouxe novamente, viu o sangue vermelho dela.
_ É melhor ir tomar um banho e trocar de roupa, você está ferida. – ele falou calmamente. — Temos que conversar mais tarde. – se levantou. — Pode usar o banheiro do meu quarto. – disse apontando para uma porta do outro lado da sala, antes de sair dali seguindo para a sala de comando da nave onde estavam Nappa e Raditz.
Bulma se levantou. Realmente precisava tomar banho, limpar e cuidar das suas férias e relaxar um pouco para afastar os maus pensamentos. Apesar de ter se sentido ofendida e confusa com as coisas que Vegeta disse, ele tinha razão, não poderia ficar se lamentando pelo o que aconteceu, tinha que seguir em frente, era a única forma de não sair muito machucada. Mas mesmo falando para si mesma isso várias vezes, era muito difícil conseguir simplesmente esquecer. As lembranças ainda estavam muito vivas na sua mente.
Bulma então abriu a porta do quarto com cuidado, havia apenas uma cama no meio, um tipo de armário na parede do lado direito e do lado esquerdo uma porta, provavelmente o banheiro.
Ela seguiu até a porta com cautela, como se alguma coisa pudesse a atacar enquanto atravessava o quarto. Entrou no banheiro e trancou a porta às suas costas. Do lado esquerdo havia uma banheira, e ela então pegando uma das capsulas que trouxera junto, acionou.
A cápsula revelou uma pequena caixa com produtos de higiene e uma toalha. Ela então tirou sua roupa suja e rasgada, ligou a banheira e deixou com que a agua quente a enchesse. Bulma entrou e relaxou embaixo daquela agua, deixando o calor tirar toda a tensão de seus ombros. Respirou aliviada pela primeira vez desde que saíra da Terra.
Bulma lavou seu corpo com suavidade, tirando da pele todo o sangue que lhe sujara e limpando seus machucados. Depois lavou o cabelo sem pressa, cuidando com seu machucado na nuca, já havia parado de sangrar pelo menos, mas sua cabeça ainda latejava. E quando finalmente ficou pronta e de ter descansado um pouco saiu da banheira e se secou, acionando outra capsula, mas que continha dentro suas roupas, ela pegou uma roupa e vestiu. Apenas uma calça, camiseta e tênis, amarrou o cabelo em uma trança e saiu dali indo direto para a sala onde estava.
Raditz colocou os braços atrás da cabeça e suspirou. Ao seu lado em outro banco estava Nappa e do outro lado, Vegeta.
Um sorriso malicioso se formou no rosto de Raditz e ele fechou os olhos.
_ Sabe, acho que mesmo se a Terráquea estiver mentindo sobre sua inteligência, ela poderá ser útil em outras coisas. – comentou.
Vegeta olhou de canto para Raditz, desconfiado de algo. Sabia o jeito dele, o conhecia desde pequeno e imaginava onde ele queria chegar com aquela conversa. Mas, como se não tivesse entendido falou:
_ O que você quer dizer com isso, Raditz?
_ Tsc. Vai dizer que você não percebeu, Vegeta? Por baixo daquela rouba suja e rasgada ela é realmente linda! Só um idiota não perceberia!
_ Já eu acho que não deveríamos ter a trazido com a gente! Tenho certeza que ela não é inteligente como diz! Vamos ter muita dor de cabeça com ela! – comentou Nappa.
_ Argh! Calem a boca! — gritou Vegeta incomodado com aquela conversa. Ele se levantou da cadeira e os encarou friamente. – Parem de falar dela! Ficaram malucos?? Ela está aqui nessa nave com a gente por um único motivo e esse é nos ajudar!! Se ela estiver mentindo, como você acha Nappa, e não for capaz de nos ajudar, ela morre! Entenderam? Não vou deixa-la viva pra você se aproveitar dela Raditz! – ele disse exaltado e saiu dali sem esperar uma resposta.
Nappa e Raditz se olharam depois que Vegeta saiu da sala. Raditz deu de ombros, não se importaria se Vegeta quisesse a matar ou não, mas achava um desperdício, enquanto Nappa se sentia incomodado com a decisão de Vegeta em querer trazê-la com eles.
Vegeta fechou a porta às suas costas e viu Bulma.
Ela estava sentada em uma poltrona olhando para o chão, e quando viu Vegeta se levantou, como se o que estava fazendo era errado.
Vegeta olhou para Bulma, que agora estava completamente diferente daquela Terráquea que trouxeram juntos há algumas horas atrás.
Agora conseguia perceber com mais nitidez sua pele clara e seu corpo definido, seus olhos pareciam ter mais vida e estar mais intenso.
Mesmo estando a metros de distancia dela, não tinha como não sentir seu cheiro forte e doce pelo ar. Ainda mais ele que era um saiyajin e tinha seu olfato apurado, seria impossível não sentir o cheiro dela de longe, o deixando um pouco tonto.
Vegeta travessou a sala passando por Bulma e pegou algo para tomar em um tipo de frigobar, queria não prestar a atenção nesses pequenos detalhes dela, então, jogando seus pensamentos para longe, perguntou de repente:
_ Se sente melhor, garota?
Bulma se virou para vê-lo.
_ Sim. Sinto-me bem melhor. Obrigada. – respondeu.
Vegeta olhou pra ela novamente e lhe atirou uma lata com um tipo de refrigerante. Bulma pegou e olhou para o objeto na sua mão com um pouco de receio.
_ Toma. Não é tão ruim. É bom para repor as energias. – comentou vendo que ela não sabia muito oque fazer com aquilo.
Vegeta sentou-se em frente à Bulma e a encarou.
_ Sente-se.
Bulma o obedeceu e começou a tomar aquela bebida, pouco a pouco, sentindo um calor e energia lhe subir pelo corpo como se tivesse descansada.
_ Então... Terráquea...
_ Bulma. – ela simplesmente disse o interrompendo e Vegeta a encarou. – Meu nome é Bulma. – repetiu.
_ Que seja. – respondeu nenhum pouco interessado. – Antes eu disse que nós teríamos que conversar. E agora podemos conversar melhor e com calma.
Bulma ficou olhando para ele em silencio esperando ele começar essa tal conversa.
_ Quero que saiba que é a primeira vez que trouxemos alguém conosco, e exijo que você nos obedeça... Não estamos brincando, e isso daqui não é nenhum tipo de jogo. Queremos destruir Freeza, assim como você provavelmente quer que ele morra agora que sabe que foi ele quem mandou atacar seu planeta. Certo?
_ Sim... Eu entendo perfeitamente. Mas por que vocês querem matar ele? – ousou perguntar.
Vegeta olhou para o lado.
_ Por muitos motivos. – respondeu sem muita explicação. – Agora... Você deve entender primeiro, quem é Freeza. Ele não é do tipo que perdoa ou que se importa. Provavelmente se souber sobre nós ele nos matará pessoalmente então, não importa o planeta onde nós pararmos, não diga nada a ninguém, não fale sobre nós... Mesmo que você achar que “aquele tal ser” seja confiável, não conte! O universo inteiro acha que morremos, e se formos vistos por alguém que nos conheça ou conheça Freeza, será o nosso fim. Tenha muito cuidado. Basta você caminhar na linha. Freeza é muito forte, provavelmente o ser mais forte do universo atualmente. Mas eu sei, tenho certeza que se eu me tornar Super Saiyajin eu poderei mata-lo rapidinho.
_ Super Saiyajin?
_ É um tipo de evolução da minha raça, nos tornamos um ser incrivelmente forte ao alcançar essa transformação. – respondeu sorrindo cruelmente e desenrolou a cauda da sua cintura, fazendo Bulma abrir a boca surpresa. – Seu único trabalho por enquanto é pensar em algo que possa me ajudar a aumentar minha força. Construa o que for se tiver certeza que poderá ser útil para nós. Lembre-se, temos que ser cautelosos, sorrateiros, e nós não podemos abusar da sorte. Vá pensando em algo enquanto viajamos, vamos parar em outro planeta em uma semana. Estamos entendidos?
_ Sim.
_ Ótimo. – respondeu e já ia se levantar quando Bulma o chamou.
_ Vegeta, espere! – ela disse e ele a olhou. – Hm... É Vegeta... Não é? – perguntou achando que ele a olhara estranho, pois tinha errado seu nome, mas ele não disse nada, ficou parado no mesmo lugar. – Bem... Eu tenho algumas perguntas pra lhe fazer. Sabe, isso tudo é muito novo pra mim e eu estou confusa. – admitiu.
_ Perguntas? – repetiu Vegeta sentando-se novamente. – Fale logo.
_ Bem... Você me falou sobre Freeza, mas... O que ele faz? Quem ele é, afinal?
_ Freeza não passa de um Tirano que quer dominar o universo, conquistando planetas e os vendendo. Ele domina quase toda galáxia norte, e não tem limites, seu exercito é enorme e ele faz muitos de escravos pra ele. Nós éramos como os cachorrinhos dele que viajava pelo universo conquistando planetas para o seu próprio bem. Mas isso acabou, morremos pra ele, e agora vivemos essa vida até decidirmos que é hora de agir e atacar. – respondeu.
_ Isso é horrível...
_ Você não viu nada ainda.
_ Mas... Se Freeza é tudo isso, e é tão conhecido, como vocês conseguem viver por aí sem serem pegos? É quase impossível, não?
_ Sim, realmente não é fácil... Nós roubamos essa nave do exercito de Freeza. Antes quando fazíamos missões para ele ainda, nós viajávamos em naves separadas, mas percebemos que se fossemos seguir com esse plano de forjar nossa morte, continuar viajando assim seria muito mais ariscado. Então a roubamos e com ela conseguimos passar muitas vezes despercebidos. Mas não andamos pelas principais rotas, nem paramos nos principais planetas... Apenas em planetas que não foram conquistados ainda, ou, como no caso da Terra, foi recém-atacada e não tem mais ninguém, assim pegamos o que nos interessa, como comida e algo tecnológico que poderia ser útil e vamos embora. Não podemos passar muito tempo em um planeta só, por isso viajamos quase todo o tempo. É mais seguro.
As coisas na cabeça de Bulma começaram a ficar um pouco mais claras e conforme Vegeta falava ela ia pensando em como poderia ajuda-los. E não, agora tinha certeza de que as coisas seriam muito mais difíceis do que parecia inicialmente.
_ Será mais difícil do que eu imaginava. – ela pensou em voz alta.
_ O que quer dizer com isso? Já quer desistir??
_ Não! Claro que não!!
_ Humph. Se for desistir é melhor que diga logo, pois não quero perder meu tempo com pessoas que tem medo. – falou encarando Bulma, mas ela não respondeu. – Tem mais alguma pergunta?
Bulma olhou para os lados.
_ Onde eu vou dormir?
Vegeta ergueu uma sobrancelha, curioso com a pergunta dela. Realmente... A nave só tinha dois quartos, o de Vegeta e o que Nappa e Raditz dividiam.
Ele colocou a mão no queixo pensativo e olhou para o sofá da nave.
_ Durma aqui mesmo, a nave não tem mais quartos. – respondeu e saiu dali pra ir comer algo.
Bulma olhou para o sofá e suspirou. Ela deveria imaginar que seria complicado.
Cansada, mesmo com suas energias um pouco renovadas pela bebida, se deitou. Seu corpo precisava descansar e de uma boa noite de sono.
Mas nem bem pegou no sono e algo a fez despertar assutada.
Notas finais
Vegeta não pareceu ser tão ruim assim com Bulma, mas será que ele continuará sendo "suave" com ela?
E o que pode ter feito Bulma despertar assustada?
No próximo capitulo teremos um pouco de suspense e a primeira briga entre Vegeta e Bulma.
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