Warrior Soul

5 A chegada em um novo planeta


Notas iniciais
Estamos aqui pra mais um capitulo de Warrior Soul ^^
Bulma parece animada pra começar a trabalhar suas novas ideias pra ajudar os saiyajins e provar a eles que ela é capaz de fazer coisas extraordinárias. Mas será que ela vai ter a chance de mostrar isso pra eles tão cedo, ou algo pode estragar seus planos?

Sua respiração era ofegante e seu coração batia em descompasso, como alguém que estivesse correndo há horas quase sem parar.

Suas mãos estavam geladas, suadas e seu corpo todo tremia.

Sua pele branca estava pálida, como se estivesse sem vida. Seria por causa do medo?

Ela queria gritar, mas era como se algo tivesse a impedindo. E quanto mais tentava correr, mais parecia que não saia do lugar... E ela gritou...

_ Aah! – ela gritou quando acordou.

Olhou assustada para os lados e depois para dois olhos negros e intensos que olhava para ela a alguns metros de distancia. Ela estava ofegante, suada, tremendo, deitada no sofá onde dormia, e ele estava encostado na borda da porta do seu quarto de braços cruzados olhando pra ela.

_ V-vegeta... – ela falou baixinho e ele franziu a testa.

_ Você está ficando maluca??Não é a primeira vez que fica gritando desse jeito enquanto dorme! – ele disse em um tom arrogante, enquanto ela passava a mão tremula pela testa para limpar o suor.

_ Eu... Estou tendo pesadelos horríveis! – ela respondeu sem olhar pra ele. – Sinto falta da minha vida na Terra, da minha família... Sinto-me tão sozinha e...

_ Não me interessa se sente falta da sua vida na Terra! Essa não é sua realidade agora, quando você vai entender isso?! Esqueça o que você viveu! E eu espero não precisar voltar a repetir isso! Você está em uma nave agora, indo pra bem longe do seu planeta, e deve obedecer a mim! – Vegeta disse friamente e se aproximou. – Agora. Levante-se logo e se arrume. Estamos pousando dentro de alguns minutos e eu não pretendo esperar por você. – informou antes de sair da sala.

Bulma ficou ali sozinha, com os olhos fechados contando até dez pra não ir atrás de Vegeta e responder pelas coisas que ele disse. Ele era um insensível que tinha o prazer de jogar na cara dela que ela “devia obedecer a ele” e que ela não tinha mais como voltar pra sua vida do passado. Era assim todos os dias.

Ela bem que havia tentado se esquecer do que viveu, mas é muito fácil alguém que não tem coração falar isso pra ela, mas ela sabia que as lembranças da sua vida na Terra sempre estariam muito vivas na sua mente. Nada mudaria. E não adiantava tentar esquecer, até porque ela não queria se esquecer da época em que fora um dia feliz, ao contrario da sua atual circunstancia.

Ela suspirou, pegou uma capsula e foi tomar banho no quarto de Vegeta como fazia todos os dias, era o único banheiro, além do que estava no quarto de Raditz e Nappa, que havia chuveiro, e já que ele dera a liberdade de ela usá-lo, ia sempre todos os dias tomar um bom banho pra, pelo menos tentar, relaxar. E depois de pronta, colocou uma roupa, calça jeans, camiseta e um tênis.

Preparou suas capsulas para finalmente pousarem e ela poder começar a desenvolver alguns ajustes na nave que seu pai fizera.

Ela já tinha tudo em mente, apenas precisava colocar em pratica.

Naquela semana que havia se passado Bulma pode conhecer um pouco mais aqueles três saiyajins que ela acompanhava e isso já era uma grande coisa, já que não pretendia conviver com eles por tanto tempo sem ao menos saber quem são de verdade.

Descobriu que Vegeta era um príncipe e Nappa e Raditz seus companheiros, pois eram, assim como ela, os únicos sobreviventes do seu planeta que fora destruído. Porem ainda não sabia exatamente os detalhes, nem como havia acontecido e nem como sobreviveram. Mas analisando a situação, eles estavam na mesma que ela. Sozinhos.

Além disso, não pode deixar de perceber o quanto eles eram realmente fortes, eram guerreiros, e ficava admirada em saber que todo aquele poder e força deles não se comparavam a Freeza, a fazendo ficar com mais medo do tirano que acabou com sua vida.

Por isso eles treinavam. E muito.

Combinaram de quando estivessem no planeta onde iriam pousar, Bulma ficaria fazendo suas coisas e trabalhando, enquanto os três iriam treinar bem longe. Ela não se importou já que ficaria tão ocupada que não teria tempo pra se importar de ficar sozinha.

O medo de Zarbon e Dodoria ir atrás deles foi cessando aos poucos, já que não tentaram mais entrar em contato, nem parecia estarem os seguindo. Provavelmente, tiveram algum chamado de Freeza ou até mesmo desistiram ao saber que “era apenas uma mulher” que estava na nave e não Vegeta, Raditz e Nappa como eles achavam.

Assim poderiam pousar em qualquer planeta sem nenhuma preocupação.

Bulma terminou de se arrumar e seguiu até a sala de comando, onde estavam Vegeta, Nappa e Raditz aguardando o pouso da nave.

Em alguns minutos então, aterrissavam em um planeta de céu amarelado, com dois sois e nenhuma lua, o chão era de um tipo de areia, mas por incrível que pareça, havia Vegetação por todo o lado, as arvores eram muito grandes formando sombras confortáveis, já que o clima do planeta era alto.

Aparentemente não era um planeta com uma civilização, pois até onde seus olhos conseguiam ver, não havia uma forma de vida sequer.

Bulma ao descer da nave respirou fundo, agradecendo por respirar ar puro novamente e esboçou um pequeno sorriso em seus lábios. Ela então andou alguns passos olhando para todos os lados para conhecer aquela paisagem daquele planeta que era bem diferente da Terra.

Vegeta, Raditz e Nappa vieram logo atrás, e viram Bulma pegando sua famosa caixinha de dentro da mochila e escolhendo uma das tantas capsulas que ela guardava.

Bulma pegou a capsula de numero 109 e acionou a jogando a alguns metros de distancia.

Os três saiyajins viram, pela primeira vez, o que Bulma queria dizer com a habilidade extraordinária daquelas capsulas, pois, após a poeira abaixar, revelou uma pequena construção, que mais lembrava uma casa, não muito grande, mas que ainda sim, era inacreditável, ninguém diria que aquilo cabia dentro de um objeto tão pequeno e frágil.

Bulma se virou e se sentiu orgulhosa por dentro ao ver no rosto dos saiyajins surpresa e curiosidade.

_ Bem, essas são as capsulas que meu pai criava na Terra. E é aqui onde eu vou trabalhar enquanto vocês treinam. É um pequeno laboratório, não tão grande quanto o que eu tinha na minha casa, mas acho que é o suficiente por enquanto. – falou procurando as palavras na sua cabeça, já que ela mal falava com eles e temia pelo o que pudessem responder ou fazer como resposta. – Também guardei muita coisa que eu tinha no meu antigo laboratório em caps...

_ Chega! – exclamou Vegeta irritado. – Você fala demais! Isso irrita! – reclamou.

Entre os três, Bulma se sentia mais a vontade com Vegeta, apesar de toda a grosseria e arrogância dele, e mesmo sabendo que ele era muito orgulhoso e mal-humorado, sempre discutia e se aborrecia por mínimas coisas. Bulma não se sentia a vontade com Raditz, pois ele sempre a olhava com um pouco de luxuria, e Bulma odiava ficar na presença dele quando Vegeta não estava por perto, pois se sentia insegura, assim como não se sentia a vontade com Nappa, que parecia a todo o momento que fosse avançar no pescoço dela e mata-la ali mesmo.

Vegeta apesar de tudo, era o único que parecia compreender melhor o porquê de ela estar ali com eles, mas parecia que desenvolvera certo prazer em irrita-la a todo instante. Mas, Bulma tinha que se acostumar com sua nova vida, pois seria assim dali em diante.

Vegeta se aproximou com cuidado observando os detalhes do laboratório por fora, assim como Raditz que veio logo atrás do príncipe.

_ Você é mesmo capaz de fazer isso? – ele perguntou com duvida sem direcionar o olhar para ela.

_ Na verdade, foi meu pai quem fez esse. Ele sempre disse que seria útil ter um laboratório reserva pra quando estivéssemos fora, então ele montou esse para nós. Bem... Eu nunca montei coisas grandes assim em capsulas, mas sei cada passo necessário pra conseguir, já montei apenas pequenas coisas, como objetos... Mas eu não acho que tem que se preocupar, tudo o que eu irei fazer são alguns ajustes em uma nave pronta.

_ E que tipos de “ajustes” você pensa em fazer afinal?

_ Eu estava pensando em montar uma sala pra vocês treinarem e um laboratório pra que eu possa trabalhar na nave enquanto viajamos, também pensei em algum tipo de camuflagem na nave pra que as outras naves não consigam nos ver. – explicou.

_ Realmente, você é melhor do que eu imaginava, garota! Eu não acreditava que pudesse encontrar beleza e inteligência numa mesma mulher! – falou Raditz e se aproximou um pouco dela e Vegeta percebeu.

_ Viu, eu disse que seria capaz de ajuda-los! Até por que eu sou a mulher mais linda e inteligente da Terra! – disse balançando os cabelos.

_ Deixe de ser convencida, garota! E pare de se gabar! – ele falou pra ela com imponência e impaciência. – E você, Raditz, pare de ficar elogiando algo que ela nem chegou a fazer!! Você não sabe se ficará bom ou se ela será mesmo capaz de fazer o que ela está falando!

Mesmo Vegeta não demonstrando que estava incomodado com a aproximação de Raditz com Bulma, ele percebeu, pois o conhecia muito bem, e se afastou de Bulma caminhando em direção a Nappa, que não conseguia entender como Raditz poderia ver Bulma dessa forma.

Vegeta viu Raditz se afastar e se virou pra Bulma.

_ Faça o que tem que fazer então. Vamos passar duas semanas aqui. – informou em voz alta pra que ela não se esquecesse disso e tentasse aprontar tudo até o ultimo dia que ficariam ali.

Bulma não respondeu, pois os três saiyajins já levantavam voo para encontrar um lugar para treinar durante aquele dia todo.

Ela então, animada pra começar a criar alguma coisa, entrou no laboratório e começou com suas pesquisas e a fazer projetos em cima da nave que seu pai já havia criado.

Vegeta, Raditz e Nappa, encontraram um lugar ótimo para treinar, com um espaço bom para se locomover e usar seus poderes sem medo.

Há dias estavam ansiosos para começar a treinar novamente, pois ficar dentro daquela pequena nave durante semanas não era fácil para saiyajins com fome de luta como eles.

Durante todo o treino, Vegeta não conseguia se concentrar o suficiente, pois a aparição de Zarbon e Dodoria naquele outro dia na nave não foi nada agradável, e ele ainda se perguntava o porquê eles achavam que eles estavam vivos e o porquê eles achavam que os três estivessem naquela nave.

Aquilo já estava o atormentando.

E mesmo com essa falta de concentração ele foi capaz de derrotar Nappa e Raditz facilmente, como sempre fazia. Ele chegou à conclusão então que precisava treinar com alguém ou algo do seu nível, afinal, se continuasse a treinar com eles, Vegeta nunca iria conseguir subir de nível como gostaria.

Mas por enquanto precisava se conformar com isso.

E assim a primeira semana que ficariam naquele planeta havia se passado.

Bulma já montava as coisas na nave com rapidez e fazia os primeiros testes para ver se tudo estava caminhando como ela queria. Enquanto os três guerreiros saiyajins treinavam incansavelmente todos os dias.

Vegeta que socava Raditz sem parar, o segurou pela armadura e o jogou no chão, ao lado do corpo de Nappa, já inconsciente, como todos os dias.

Estava cansado disso, queria lutar de verdade, com alguém forte e poderoso, que ele pudesse realmente aumentar seus poderes.

Vegeta então caminhou até uma enorme arvore a alguns metros de distancia de onde treinavam e sentou-se na sombra pra descansar. Olhou para o planeta a sua volta e em seguida fechou os olhos a fim de descansar um pouco e repor suas energias pra quando Nappa ou Raditz acordassem.

Porem o Som de algo rompendo a atmosfera do planeta o tirou de seu descanso fazendo Vegeta abrir os olhos assustado.

Não. Aquilo não podia ser verdade!

Era uma pequena nave dos soldados de Freeza.

Vegeta se levantou e cerrou o pulso com raiva.

Sabia que não havia tempo de fugir e nem tinha como se esconder, pois os Scouters detectariam qualquer sinal de vida naquele planeta. Ainda mais um sinal como o de um Saiyajin que era acima do normal.

Ele ficou parado no mesmo lugar por alguns minutos sem nenhuma ação. Não sabia o que fazer.

Olhou para o corpo desacordado de Nappa e Raditz, provavelmente o poder de luta deles naquele momento estava em quase zero, então, seja quem fosse que apareceu naquele planeta com a nave de Freeza não iria desconfiar de dois sinais insignificantes, mas já o dele ainda estava quase intacto, e chamaria a atenção no Scouter com toda certeza.

O único problema era descobrir quem era?

Sabia que era alguém de Freeza pela nave. Também podia ter certeza que não eram Zarbon e Dodoria, pois eles estavam juntos e aquela nave havia espaço para apenas um. Mas poderia ariscar ele de ir tentar matar quem fosse?!

Freeza havia muitos soldados fortes no seu exercito, e se Vegeta aparecesse pra matar seja quem fosse poderia se dar mal e acabar morto, ainda mais por que naquele momento não teria a ajuda de Nappa e Raditz.

Mas, ele precisava pensar rápido no que fazer, pois alguma atitude ele deveria tomar.

Bulma estava trabalhando quando ouviu um forte barulho de algo caindo no chão vindo da rua. Assustou-se, não sabia o que poderia ser. Ela então saiu do laboratório, apenas para ver algo que não queria.

Uma nave. E pro seu desespero quem saiu de dentro era quem ela mais temia em ver pessoalmente.

_ N-não pode ser!!

O alienígena verde esboçou um sorriso pra ela conforme se aproximava.

_ Surpresa em me ver? – perguntou Zarbon.

Bulma deu alguns passos para trás pra ele não chegar perto e ele riu da situação.

_ Não tenha medo. Eu não vou machucar você... A menos que você não me obedeça! – falou calmamente.

_ O-o que você quer? Eu já disse que estou muito bem sozinha, não quero companhia, eu não quero a SUA companhia!! – ela disse tentando enfrenta-lo.

_ Vamos lá, não seja tão difícil! – falou e em um segundo estava frente-a-frente com Bulma.

Ela não sabia explicar como ele se aproximou tão rapidamente, mas foi o suficiente pra fazê-la gelar e ficar pálida.

_ O que o Saiyajin que você acompanha diria se eu tomasse você pra mim? – ele perguntou baixinho no seu ouvido se inclinando um pouco.

Bulma fechou os olhos com um pouco de nojo da aproximação dele.

_ E-eu não sei do que está falando. Não sei de nenhum Saiyajin! – mentiu.

_ Haha! Não me faça rir! Eu não suporto mentiras! Ou você acha que eu acredito nisso? – perguntou e se afastou dela caminhando pelo local, mas Bulma não ousou se mexer. – Freeza manda três saiyajins para uma missão e no final, recebemos informações que eles foram mortos. Eu vou até o local para verificar o que aconteceu e simplesmente não encontro os corpos deles. E o mais incrível... Ninguém do planeta estava vivo pra contar a historia, o mínimo era que pelo menos um estivesse vivo. E eu lhe pergunto então, quem matou aquela população toda se os Saiyajins morreram? É meio estranho não acha?

Bulma continuava em silencio, apenas ouvindo cada detalhe do que Zarbon lhe contava.

_ Freeza pareceu não se importar com isso, e foi capaz de me dizer que eu estava errado, que os Saiyajins realmente estavam mortos, que eles não teriam motivos pra fugir. Mas eu não conseguia acreditar, é patético pensar que três saiyajins tinham sido mortos por uma população tão fraca. Então passei a investigar isso por conta própria. E a nave que você disse pegar pra salvar sua vida quando seu planeta foi atacado, na verdade, não havia saído pra nenhum tipo de missão nesses últimos meses, o que significa que você roubou... Quer dizer... Você não seria capaz de roubar uma nave sozinha, provavelmente teve ajuda!

_ Você está enganado! Eu estou sozinha!! Você deve acreditar em Freeza, os saiyajins estão mortos!!

_ Você sinceramente não deve ter ouvido falar nisso aqui. – disse apontando para o Scouter no seu rosto. – Não é?

Bulma apenas ficou olhando. Tinha visto Vegeta, Raditz e Nappa usarem algo parecido, mas realmente não sabia ainda pra que servia.

_ Isso, querida, é um Scouter e detecta qualquer sinal de vida nesse planeta, identificando também o poder. Você ficaria surpresa se eu dissesse que meu Scouter começou a detectar um sinal muito forte quando cheguei aqui? E não me parece ser de algum habitante desse planeta, visto que os outros sinais são fracos.

Bulma sentiu que desmaiaria a qualquer momento, lhe faltava ar e começou a suar frio.

_ Diga-me, quem poderia ter um poder de luta tão algo como esse, aqui nesse planeta?? – ele perguntou se aproximando dela.

_ Eu Zarbon! – alguém com a voz fria falou, chegando ao local onde Bulma e Zarbon estavam.

Zarbon se virou e sorriu.

_ Ora, ora, ora. Se não é o meu querido Príncipe dos saiyajins!

Notas finais
Bulma parece ter um pequeno problema com seus novos pesadelos, será que isso quer dizer alguma coisa? Como ela vai lidar com isso?
E então parece que nossos saiyajins e a terráquea vão passar por momentos dificeis com a chegada de Zarbon. O que vai acontecer? Será que vão conseguir sair ilesos dessa?!
No próximo capitulo vamos encontrar muita ação!
Espero vocês lá! o