Wanted
17 Capítulo 15
Notas iniciais
Quem torce pro casal Jeff e Fran?
Pov Angie
Eu sentei lá na minha cama arrasada. Como isso aconteceu? O que German vai pensar de mim agora, depois de a minha mãe me chamar de puta? Oh Deus, eu espero que ele não acredite em nenhuma palavra que ela disse. Minhas mãos começaram a tremer e eu quase comecei a chorar de novo. Eu não podia perdê-lo, embora eu soubesse que nunca seriamos mais do que amigos, mas ele realmente parecia se importar comigo. Eu senti como se estivesse dentro de uma caixa e tudo estivesse abafado. Eu podia ouvir a conversa de Fran e Jefferson. Olhei para eles. O que Fran estava dizendo? Algo sobre à casa de campo na propriedade de seus pais. German estava de pé ao meu lado esperando. Eu estava tentando encontrar a força para me levantar.
Oh meu Deus ... íamos ter que passar por minha mãe de novo! E se ela começasse me xingar de novo?
— Angie, vamos querida, vamos. Jeff vai sair primeiro e falar com sua mãe. Vamos Angie, meu bem. Vamos. — German disse e me ajudou a ficar de pé. Fran veio e me deu um abraço.
— Querida, Eu vou te encontrar na minha casa, ok?
Eu apenas sorri e balancei a cabeça positivamente. Só queria ficar sozinha com German. Eu tinha que fazê-lo entender que não era as coisas que minha mãe disse que eu era.
Quando saímos do meu quarto, do corredor vi Jefferson de pé sobre a nossa mãe. Ela estava desmaiada no sofá. Perfeito. Por que não poderia ter metido a bunda ali cerca de 30 minutos atrás? Eu não estou surpresa... Isto é apenas como a minha vida era. Outra porção de merda servida em um prato só para mim. Em especial essa semana, eu acho.
A próxima coisa que percebi era que estava sentada na caminhonete de German. Ele estava de pé do lado de fora conversando com Jefferson. Os dois pareciam tão chateados. Eu era a causa de tudo isso ou deveria dizer que a bêbada da minha mãe era a causa. Deus, eu a odiava mais do que qualquer coisa agora. Nunca quereria vê-la novamente. Nunca!
German abriu a porta e entrou na caminhonete. Deu partida e ligou seu iPod. Acho que estava tentando me dar um tempo para me recuperar sem que houvesse um silêncio constrangedor. Meu Deus ele poderia ser mais perfeito?
Eu não tinha ideia de onde estávamos indo. Eu finalmente fui capaz de abrir a boca para falar.
— Hum, será que podemos ir para um lugar tranquilo para conversamos, German? Em algum lugar onde possamos ficar sozinhos, tudo bem?
Notei German apertar as mãos sobre o volante.
— É claro que sim, Angie. Há algum lugar que você tenha em mente querida? Nós podemos ir a qualquer lugar.
Só então uma ideia surgiu na minha cabeça.
— No canoes down no Zilker Park, eu sempre quis me sentar e apenas pensar... parece tão calmo. — disse enquanto olhava pela janela do lado do passageiro. Estava com tanto medo de que ele só quisesse se livrar de mim.
— Angie, por favor olhe para mim querida. — German disse e usou a mão para virar meu rosto para ele.
— Você nunca esteve em uma canoa? — German perguntou com aquele seu sorriso torto. E fez o meu coração apertar, mas por todas as razões certas. Oh por favor, leve essa dor embora German... por favor...
Deixei escapar uma pequena risada.
— Não... mas eu sempre quis ir. Muito boba né?
O sorriso de German ficou ainda maior. Deus era contagioso, porque sorri de volta.
— O quê? O que foi? — Eu perguntei a ele querendo saber por que ele estava olhando para mim todo bobo assim.
— É só que eu tenho que levá-la em outro lugar hoje primeiro. Eu preciso escrever todas as coisas que você nunca fez antes, mas queria fazer Angie. —
German disse e pegou a minha mão. Decidi que não iria tentar puxar minha mão neste momento. Ia fingir que estávamos juntos e este foi um primeiro encontro perfeito. Eramos apenas German e eu... juntos.
— Por que você precisa saber isso? — Eu perguntei confusa, mas muito curiosa para saber onde ele estava indo com isso.
— Bem, porque eu quero ser a pessoa que lhe dará todas as suas estreias. Quero experimentá-las com você para que eu possa ver aquele sorriso lindo e encantador toda vez que você fizer algo novo. Eu quero tornar todos os seus sonhos realidade.
— Ah...
Uau... Eu não estava esperando isso tudo. Talvez German fosse diferente e poderia estar interessado em mais do que eu estava dando-lhe crédito. Então, novamente... talvez ele estivesse apenas interessado em uma amizade como a que Jefferson tinha com Fran. Ele nunca quis que passasse de amizade no passado.
O pensamento de que German e eu nunca nos tornaríamos mais do que amigos, quase tinha me feito sentir doente de novo e pronta para chorar. Com German entrando no estacionamento do Parque Zilker meu coração começou a bater mais rápido do que nunca. Eu estava mais nervosa com o passeio de canoa ou em falar com ele sobre a minha mãe? Estava claro que ele não ia tocar no assunto até que eu estivesse pronta para falar sobre isso. Eu precisava fazer isso. Eu tinha que fazer isso.
— German nunca perguntei se você tinha planos para hoje. Eu sinto muito. Sinto-me uma idiota agora apenas imaginando que você largou tudo para passar o dia comigo. — Eu disse e percebi que German poderia ter realmente tido coisas para fazer hoje.
German soltou uma gargalhada que reverberou através do meu corpo e causou calafrios de cima para baixo em minhas costas. — Querida eu preferiria passar o dia com você do que correr e levar recados. Só preciso passar no James Avery para pegar uma coisa e é só isso. Eu sou seu durante o dia inteiro!
Ele olhou para mim e me deu uma piscadela. Nossa... Senti meus joelhos fraquejarem enquanto tentava caminhar até onde alugavam as canoas. Oh merda... meu estômago estava se revirando, por que diabos eu inventei isso?
Bem, só apareceu na minha cabeça... canoas. Jesus... Estava me jogando para cima dele. Boa! Angie... escolheu um maldito passeio de canoa. ARGH!
Enquanto German estava alugando a canoa e recebendo coletes salva-vidas a minha mente ficava pensando no que ele disse há poucos minutos. Ele precisava passar no James Avery? Eu queria saber para quem ele estava comprando joias.
Ele disse que não tinha namorada. Talvez fosse o aniversário de sua mãe que se aproximava ou de seus avós. Ele estava me deixando louca! Por que estava me deixando louca? Ele realmente não era problema meu, mas eu ainda estava ali me perguntando, diabos, para quem ele estaria comprando joias.
Só então senti suas mãos no meu ombro e ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido.
— Você está pronta para ir em seu primeiro passeio de canoa Angie?
É... Eu sabia que estava perdida no momento em que me inclinei para trás e senti seu peito forte contra mim. Eu não me importava como isso, em poder olhar para ele. A sensação de sua respiração quente no meu rosto e do toque de suas mãos no meu corpo... Precisava encostar nele antes que meus joelhos falhassem.
Ele me virou e levantou meu rosto em direção ao seu. Ele sorriu, se inclinou e me beijou... Na testa?! Que diabos?! MERDA! Por que ele não me beija? Eu queria que ele me beijasse e antes ele tentou me beijar, mas eu o impedi. O que mudou?
Talvez fosse o que minha mãe disse. Agora eu realmente me senti doente enquanto estava andando comigo e me ajudando a subir na canoa. Puta merda, não me deixe vomitar querido Senhor... só por favor, não me deixe vomitar.
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