Wanted
25 Capítulo 23
Notas iniciais
Pov Angie
Faziam quatro dias desde a festa e eu ainda não tinha visto German. Eu falei com ele ao telefone todos os dias, pelo menos duas vezes por dia. Ele me ligou primeiramente a cada manhã, porque ele queria ser a primeira pessoa que eu ouvia a cada dia. Então, toda noite ele ligara para me dizer boa noite. No terceiro dia eu estava tão animada à espera de suas chamadas.
Era quarta-feira e Fran e eu estávamos indo procurar apartamentos. Eu estava estressando sobre isso, que eu ia ter que trabalhar para ajudar a pagar a minha parte e eu estava tomando uma carga muito pesada no primeiro semestre. Só então eu ouvi meu telefone no lado da mesa e estendi a mão para eu responder.
— Bom dia German! — Eu disse com o máximo de um ronronar que eu podia na minha voz.
— Bom dia para você coração, como você dormiu? — German perguntou com uma risada.
— Eu dormi bem. Eu tenho muito em minha mente então eu virei e revirei muito na cama. E você? Como é que você dormiu?
— Como merda... Seu cheiro se foi da minha cama, então não posso dormir mais nela. Eu vou precisar de você para vir a minha casa imediatamente, ficar nua e rolar na minha cama... Enquanto eu assisto, é claro!
Deixei escapar uma risada. Ele sempre soube como me fazer rir! Eu gostava de ouvir a sua voz pelo telefone. Isso faz o meu corpo inteiro apenas formigar. Merda, se ele soubesse o quanto eu gostaria de fazer exatamente isso, mas... Eu não posso ir lá. Temos que ficar amigos.
— A única maneira que eu poderia fazer isso é se você tivesse aqueles bolinhos de mirtilo prontos e esperando por mim. — Eu disse com uma risadinha. Eu não deveria estar flertando com ele assim, mas maldição... Isso era tão divertido! Leonardo nunca flertou comigo assim.
— Porra, Angie... Não me tente ou eu irei estar assando todo maldito dia! O que você está fazendo hoje? Eu quero ver você. — German disse tão suave e doce.
— Argh... Fran e eu estamos indo olhar apartamentos então ela me fez bloquear todo o meu dia para isso. Eu não sei como é que isto vai funcionar, entretanto. Estou um pouco nervosa sobre isso.
— Não se preocupe, coração, tudo vai dar certo. Você acha que poderia sair para jantar hoje à noite? Não em um encontro... Apenas como amigos? — German perguntou enquanto ouvia um monte de gente gritando no fundo.
— Hum, sim, eu adoraria isso! Onde você está? Parece que há uma festa acontecendo aí. — Eu perguntei quando eu ouvi uma batida na minha porta. Fran abriu e eu acenei para ela vir e sentar-se na cama.
— Sim... Eu estou no ginásio. — German disse como se parecesse um pouco distraído.
— Meu Deus, que horas você se levantou para ir ao ginásio, German? É apenas 7:30 da manhã! — Eu disse quando Fran começou a rir ao meu lado.
— Jeff e eu tentamos entrar em uma corrida e um treino é a primeira coisa a cada dia. Dessa forma, se eu tiver tempo eu posso esgueirar em um outro mais tarde. Torna mais fácil para mim apenas fazê-lo na parte da manhã e...
A voz de German sumiu. Então eu ouvi German começar a xingar.
— Oh porra não... Eu sabia que isso ia acontecer, porra. — German gritou.
— German? German! O que há de errado? German! — Eu gritei de volta para o telefone.
— Hum, Angie querida... Eu preciso deixar você ir por um segundo. Jeff vem praticando boxe durante toda a semana desde a festa e ele acabou de ser nocauteado. Deixe-me ligar de volta para você, ok querida? — German disse no que parecia ser uma tentativa ruim de manter a minha calma.
— O QUÊ! OH MEU DEUS... Ele está bem? Artilheiro, por favor me ligue de volta assim que puder. Estou me vestindo agora! — Eu gritei ao telefone.
— Angie... Me escute... Acalme-se, ok. Dê-me cinco minutos e eu vou ligar de volta.
Eu comecei a chorar, oh meu Deus, o que diabos estava fazendo Jefferson lutando? Consegui soltar um “ok” antes de German desligar.
— Jesus Angie, o que inferno está errado? — Fran perguntou quando eu voei para fora da cama e comecei a me jogar em um par de shorts jeans e uma camisa da UT.
— É o Jefferson! Ele está machucado ou nocauteado ou algo assim! Eu não sei! — Eu comecei a dizer entre meus soluços.
— Jeff está machucado? Oh meu Deus como??? Espere... deixe eu ir me vestir! — Fran voou para fora do meu quarto enquanto eu fui e escovei meus dentes e joguei meu cabelo em um rabo de cavalo. Por favor, German, me ligue de volta.... Por favor... Meu coração estava batendo tão rápido que eu mal podia suportar.
Eu estava colocando meu tênis quando Fran entrou pela porta novamente. Ela já estava vestida.
— O que está acontecendo Angie? — Fran disse com lágrimas nos olhos.
— Eu não tenho certeza... Quero dizer, eu estava conversando com German e ele mencionou que ele estava no ginásio. Jefferson deveria estar lá com ele... Eu ouvi toda aquela gritaria no fundo, German parecia estar distraído quando ele estava falando comigo... E então German só começou a falar palavrões e disse algo como ele sabia que isso ia acontecer. Hum... Alguma coisa sobre Jefferson estar praticando boxe desde a manhã após a festa e ele acabou nocauteado! Oh meu Deus Fran... Se algo acontecer com ele... — Eu desmoronei e chorei histericamente.
Fran me tomou em seus braços. Eu a vi enxugando as lágrimas de seu rosto enquanto ela me balançava para frente e para trás.
— Está tudo bem, docinho... Não se preocupe. German nunca deixaria nada de ruim acontecer com Jeff e além disso, Jeff é enorme! Mesmo que ele estivesse lutando com alguém, ele iria com certeza chutar a bunda deles! Eu tenho certeza que ele vai ficar bem... Shhh... Não se preocupe Angie... — Eu acho que Fran estava tentando acalmar-se mais do que a mim. Eu poderia dizer que ela estava tão preocupada quanto eu estava.
Meu celular tocou.
— German, por favor me diga que ele está bem! — Eu praticamente gritei ao telefone.
— Angie coração, ele está acordado agora, mas ele está realmente confuso. Ele tem um corte grande na testa e ele vai precisar de pontos. Vou levá-lo ao pronto-socorro agora. — German disse em uma voz calma.
— O que você quer dizer que ele está confuso? Qual hospital você vai levá-lo? — Eu vi o rosto de Fran quando mencionei hospital.
— Seton Principal, mas por favor, seja cuidadosa dirigindo até aqui Angie, coração. Por que não se certifica da Fran dirigir, ok? Eu tenho que ir, então posso dirigir.
— Ok! Por favor, leve-o lá rápido German e dirija com cuidado. Eu vou chegar lá o mais rápido que eu puder. — Eu pulei e peguei minha bolsa. Fran ainda estava sentada na cama... — FRAN! Precisamos chegar ao hospital agora! — Eu gritei para ela.
Ela levantou-se e desceu as escadas. Nós duas corremos direto para o pai de Fran.
— Hey... Whoa! O que está acontecendo garotas? Por que vocês estão com tanta pressa e por que no inferno vocês estão chorando? — Mark perguntou.
— Jefferson! Ele foi ferido e German está levando ele para o hospital Seton, nós precisamos chegar lá! — Eu não podia acreditar que eu consegui falar isso já que minha voz estava tremendo tanto. Fran só ficou lá... Sem dizer uma palavra.
Mark pegou seu telefone celular.
— OK... Bem, não tem jeito nenhum de vocês dirigirem assim, tão transtornadas. Deixe-me procurar Brian para pegar o carro e ele vai levá-las.
A próxima coisa que eu sabia, era que nós estávamos indo para o hospital e Fran estava sentada no banco de trás comigo olhando pela janela. Eu consegui parar de chorar quando recebi uma mensagem de texto de German dizendo que eles estavam no hospital e Jefferson estava acordado.
Meu coração estava batendo muito rápido. Eu não tinha falado com Jefferson desde a manhã de domingo e eu nunca nem disse adeus a ele quando eu saí. A última coisa que fizemos foi gritar um com o outro. Oh meu Deus... Por favor... Por favor querido Deus, eu vou fazer qualquer coisa... Por favor, apenas deixe-o ficar bem.
Nós paramos no pronto-socorro e eu pulei para fora do carro. Eu me virei e Fran estava sentada no banco de trás ainda.
— Fran? Você vem, querida? Se você mudou de ideia sobre vir comigo? — Eu perguntei quando ela se virou para olhar para mim. As lágrimas estavam apenas escorrendo em seu rosto... Ela balançou a cabeça negativamente e começou a deslizar para fora do carro. Agradeci a Brian e disse a ele que tinha uma carona para casa.
Corri para o pronto-socorro e a primeira coisa que vi foi German sentado em uma cadeira. Ele levantou-se logo que nos viu entrar. Eu voei em seus braços com tanta força que ele perdeu o equilíbrio por um segundo. Eu despedacei e comecei a chorar novamente.
— Shhh... Angie querida, vai ficar bem. Não chore bebê... por favor, não chore. — German disse enquanto ele acariciava meu cabelo com a mão. Eu agarrei a camisa dele e quase soltei um grito, minha mão ainda estava doendo.
— O que está acontecendo? Como ele está? — Eu disse entre soluços.
— Querida, eles não vão me dizer nada porque eu não sou da família, então eu não sei o que está acontecendo. Vamos verificar com a enfermeira e deixá-la saber que você está aqui, ok? — German disse enquanto ele limpou as lágrimas do meu rosto.
Olhei para Fran e ela estava sentada. Ela tinha parado de chorar e tinha limpado o rosto, livre de qualquer evidência de que ela estava sempre chorando. Você poderia dizer que ela estava chorando, porque embora seus olhos estivessem vermelhos. Eu sorri para ela e ela sorriu um sorriso fraco para mim.
— Vou apenas sentar aqui e esperar, se estiver tudo bem? — Fran disse tão baixinho que quase tive que me esforçar para ouvi-la.
Eu a vi pegar seu iPod de sua bolsa e colocar os fones de ouvido. Ouvi a música “Realize” de Colbie Caillat começar e meu coração se partiu... Merda... Fran deve estar se sentindo pior do que eu. Como é que eu nem sequer pensei em como isso estava afetando ela?
German pegou minha mão esquerda em sua mão e me guiou até o posto de enfermagem. Olhei para trás até Fran mais uma vez e ela parecia tão assustada e perdida. A enfermeira nos disse que Jefferson teve uma leve concussão e que ele estava confuso sobre o que tinha acontecido. Ele não parecia ter qualquer perda de memória que eles pudessem dizer, mas porque ele era um jogador de futebol, o médico queria fazer uma tomografia computadorizada. Ele também tinha um corte muito grande acima do olho que eles estavam colocando pontos.
Eu perguntei se eles precisavam de mim para preencher qualquer papelada, mas ela me disse que German havia preenchido a maior parte dos papéis e eu só precisava assinar alguns deles. Eu olhei para German que apenas me deu aquele sorriso torto e meu coração derreteu novamente... Como vou sobreviver sem ele na minha vida agora?
— Quando podemos ir vê-lo? — Eu perguntei a enfermeira.
— Uma vez que ele volte da tomografia computadorizada, vou levá-la para lá.
Se o exame voltar normal, vamos iniciar o processo de alta dele. — A enfermeira disse com um sorriso tão doce. É claro que eu percebi como ela continuou olhando para German. Eu acho que isso é de se esperar já que ele é tão malditamente bonito.
Eu agradeci a enfermeira e caminhei até onde Fran ainda estava sentada. Ela tinha os olhos fechados e sua música estava tocando estridente para fora de seu iPod. Ela estava indo para acabar com uma enorme dor de cabeça se ela continuasse a ouvir a música tão alta. Sentei-me ao seu lado e toquei em seu braço. Ela saltou e abriu os olhos. Assim que ela me viu, tirou os fones de ouvido.
— Bem? Ele está bem... Ele vai ficar bem? Não sabemos ainda o que aconteceu com ele? O que eles disseram? — Fran e sua falação nervosa.
— Hum... Bem... Ele está bem. Ele tem uma leve concussão e está um pouco confuso, mas eles acham que não sofreu qualquer perda de memória. Ele tem um corte muito ruim que estão colocando pontos. Eles o levaram para fazer uma tomografia computadorizada só porque ele é um jogador de futebol e que o médico apenas quer ter certeza que está tudo ok antes de liberá-lo. — Eu vi o corpo todo de Fran relaxar um pouco e ela deixou escapar um pequeno suspiro.
— Então, ele pode ir para casa hoje? — Ela perguntou enquanto olhava para German e depois de volta para mim.
— Sim, se o exame estiver normal, mas eu tenho certeza que vai. Eu já o vi tirar tacadas muito mais difíceis na cabeça do que ele tomou hoje. — German disse com um pequeno sorriso.
— O que aconteceu? O que ele está fazendo lutando? — Fran perguntou a German quando ele se sentou do outro lado de nós.
— Sim, o que é isso tudo... Ele tem praticado boxe todos os dias? Eu não acho que Jefferson teve o boxe como parte de sua rotina de exercícios. — Eu disse enquanto eu alcançava a mão de Fran.
Eu praticamente já sabia a resposta antes de perguntar isso. Lembrei-me de Jefferson lutando na escola para extravasar. Era sempre depois da nossa mãe sair em uma de suas escapadas bêbadas. Jefferson levou um golpe ruim uma vez e caminhou pela escola com um olho roxo durante toda a semana. Pedi para ele parar de fazer isso e ele fez. Isto é, até domingo de manhã.
— Hum... Bem... Eu acho que essa é apenas sua maneira de extravasar um pouco. Ele ficou muito chateado com ele mesmo no dia seguinte à festa. Ele ficou em seu quarto quase o dia inteiro, até que ele me disse que ia voltar para a academia para fazer um pouco de boxe. Ele vem fazendo isso pelo menos duas vezes por dia. Tentei lhe dizer que ia se machucar, mas ele me disse que precisava fazer isso. — German estava olhando para todos os lugares, menos para Fran e eu. Fran apertou minha mão e olhou para mim.
— Assim como quando ele estava na escola. — Ela disse enquanto uma lágrima rolou pelo seu rosto.
— O que quer dizer exatamente como na escola? — German perguntou.
— Quando minha mãe costumava sair em uma semana, ou às vezes mais, bebendo Jefferson teria virado a cabeça e começado a treinar boxe com alguns dos caras que estavam treinando para as lutas. Ele foi atingido com tanta força uma vez que que ele ficou nocauteado e que o levou a ficar com um olho roxo. Eu fiz ele me prometer que não iria mais lutar para desabafar. Foi quando ele escolheu a corrida. — Só então a enfermeira se aproximou de nós.
— Senhorita Saramego? Seu irmão está de volta do exame dele e está perguntando por você. Ele pode ter dois visitantes por vez. — A enfermeira deu um pequeno sorriso para mim e virou-se para German e piscou para ele antes dela sair.
Eu revirei os olhos. German nem sequer vacilou ou devolveu um sorriso para ela, ele só ficou olhando para mim e Fran.
— Vocês duas querem entrar lá? Vou esperar aqui.
Fran balançou a cabeça negativamente
. — Não, está tudo bem. Eu estou bem esperando aqui, por agora. Eu acho que vocês dois devem entrar primeiro.
Inclinei-me e dei-lhe um beijo na cabeça.
— Voltarei em poucos minutos, docinho. — Fran me deu um sorriso fraco quando German e eu nos viramos e caminhamos em direção à mesa da enfermeira.
Quando eu andei atrás da cortina e dei uma olhada para Jefferson meu coração pulou na minha garganta. Oh. Meu. Deus. Ele parecia terrível! Deixei escapar um arquejo e joguei minhas mãos até minha boca.
Ele abriu os olhos e olhou para mim e depois para German. Ele olhou para trás como se estivesse à procura de alguém... Ele estava procurando por Fran...
— E aí irmãzinha, o que a traz aqui hoje? — Ele disse com uma risada.
— Droga Jefferson Isso NÃO é engraçado! Você nos assustou muito! Você me prometeu que jamais iria fazer isso nunca mais. Por quê? Por que você fez isso? — Eu perguntei a ele tentando reprimir a raiva que eu estava sentindo.
— O que quer dizer a nós? — Jefferson me perguntou.
— O quê? — Oh Deus... Ele está confuso.
— Você disse que nós... Você nos assustou muito... Quem somos nós? — Jefferson me perguntou enquanto ele continuava a olhar por cima do meu ombro.
— Ela está na sala de espera. Eles só permitem duas visitas ao mesmo tempo, então Fran deixou German e eu virmos primeiro. — Eu disse, sabendo agora o que ele estava perguntando.
— Jeff, você se lembra o que aconteceu? Você sabe por que você está aqui? — German perguntou.
— Sim... Eu me lembro German. Eu lembro de tudo... Eu gostaria de não lembrar. Eu gostaria de poder simplesmente esquecer tudo. — Jefferson disse com um olhar tão perdido em seus olhos.
— Então, tudo isso Jefferson, toda esta luta nos últimos dias foi por causa do que aconteceu na noite de sábado? — Eu perguntei quando peguei a mão dele na minha. Ele fechou os olhos por alguns segundos. Quando os abriu uma lágrima rolou pelo seu rosto e ele apertou minha mão. Seus olhos encharcados de lágrimas capturaram os meus.
— Eu sinto muito, eu desapontei você. Eu nunca vou me perdoar por ter magoado você. Você é tudo que eu tenho Angie... Eu prometo que nunca vou decepcioná-la novamente. Por favor, me diga que você me perdoa por ser tão idiota. Por favor, Angie...
Meu coração começou a bater. Oh meu Deus Jefferson.
— É claro que eu te perdoo Jefferson. Eu te amo mais do que qualquer coisa, e você sabe disso. Jefferson você não pode continuar fazendo isso... você tem que parar. Ter alguém batendo em você como um saco de pancadas não vai fazer isso ir embora, você tem que falar com Fran. Você tem que dizer a ela o quanto você está arrependido. — Eu disse quando eu olhei para German que estava me observando intensamente.
— PORRA! Eu tenho tentado dizer a ela que eu sinto muito. Ela não responde a porra do telefone quando eu ligo. Eu tenho enviado mensagens de texto para que ela ligue para mim e ela me ignora! — O monitor cardíaco que eles tinham conectado em Jeff começou a apitar mais e mais rápido...
— Jeff, cara apenas acalme-se... Deixe-me sair e buscar Fran... Ela está exatamente lá fora Jeff. Deixe-me ir buscá-la. — German disse quando uma enfermeira entrou.
— Sr. Saramego está tudo bem aqui? — A enfermeira perguntou enquanto ela olhava entre German e eu.
— Jefferson, por favor, faça algumas respirações profundas ok? Está tudo bem, German está indo trazer Fran agora. Tudo está bem... Ele hum, só começou a ficar um pouco chateado. Quando podemos levá-lo para casa? — Eu perguntei enquanto a enfermeira começava a tomar todos os sinais vitais de Jefferson.
— Assim que o médico disser que ele pode ir, podemos começar a papelada. Até então... Por favor, tente mantê-lo calmo. — A enfermeira malvada disse enquanto ela caminhava de volta para a porta.
— Ela é agradável, ela foi sua enfermeira o tempo todo? Jefferson riu.
— Sim, mas ela tem sido muito legal. Desculpe Angie, eu assustei você. Eu te amo irmã... Mais do que a própria vida. Eu queria levá-la para as compras na última segunda-feira para o seu presente de formatura. Talvez pudéssemos fazer isso amanhã? O que você acha?
— Ohhhh... Que tipo de loja que precisamos ir para este presente? — Eu disse enquanto eu pulava para cima e para baixo. Jefferson era o MELHOR presenteador! Eu não podia esperar para ver o que ele ia me dar.
— Uma concessionária de carros... Esse tipo de loja. — Ele disse com um sorriso.
— Espere... O quê? Uma concessionária de carros... Fala sério Jefferson! Você está comprando um carro para mim????! OH MEU DEUS! Como você pode comprar um carro para mim? — Eu praticamente gritei.
— Deus, Angie, tente manter isso baixo. Há pessoas doentes aqui e minha cabeça está me matando agora, porra. Não se preocupe em como eu posso pagar isso. Eu trabalho e tenho que dizer que eu sou um investidor muito bom quando se trata de dinheiro. Pense sobre o tipo de carro que você quer querida e vamos fazer compras amanhã.
Eu comecei a saltar para cima e para baixo, eu estava tão animada! O sorriso no rosto de Jefferson derreteu meu coração. Só então o meu telefone bipou me alertando para uma mensagem de texto. Eu agarrei-o para fora do meu bolso. Era do German.
Fran saiu... Ela deixou uma mensagem com a enfermeira de que ela estava voltando para casa. Puta merda! Por que ela partiu? Eu olhei para Jefferson. Seu sorriso desapareceu quando viu a minha cara.
— Ela foi embora, não foi Angie? — Ele disse com um olhar tão triste em seus olhos.
— Sim, eu temo que ela foi. Eu sinto muito Jefferson. — Eu disse quando eu peguei sua mão novamente na minha.
— Está tudo bem... Eu nem esperava que ela realmente estivesse aqui depois do que eu fiz com ela, então... Não é grande coisa. Hum, você pode ir ver sobre me tirar daqui? Eu estou realmente pronto para ir para casa.
Eu balancei a cabeça e saí pela porta. Quando andei para a estação dos enfermeiros, German já estava falando sobre Jefferson ser capaz de sair. Eles lhe disseram que estavam recebendo a toda a papelada e isto não deveria demorar muito.
— Hey... Tudo bem com o Jeff, ele sabe que Fran partiu? — German perguntou enquanto segurava seus braços abertos para mim.
Eu me derreti em seu corpo. Somente ele poderia tirar a dor que eu estava sentindo. Dor por Fran, por Jefferson... Merda... Meu próprio maldito ferimento. Tudo isso só derreteu em seus braços.
— Sim, ele sabe que ela partiu. E não... Ele não parece bem. Ele está sofrendo tanto, German. O que eu faço?
— Eu não sei coração... Eu realmente não sei. — German disse enquanto ele me segurou mais apertado em seus braços.
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