Notas iniciais
Obrigado pelos reviews Carolpass, dridri, Belita, jamillesmoura, Raskia, LêhRobsten, Vibella, DEA,
LahFernandes e Sisters_love, bjos!
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Alertando que tudo que aparecer sublinhado significa que é veridico, que existe e pode ser pesquisado se você leitor assim preferir.
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Vamos ao primeiro capítulo...

Derreter – Termo utilizado pelos operadores do mercado financeiro quando uma determinada ação ou empresa está em movimento de queda.

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– Música sugerida (Sake it out — Florence And The Machine) -

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– Edward me incomoda o estilo dele agir... Dizia Seth Clearwater com respeito ao patrão Charlie Swan... – Eu diria que seus métodos são pouco ortodoxos e me deixam desconfortável! Declarava... Edward e Seth estudaram juntos em Princeton e desde então mantinham uma amizade e, se aproveitando da necessidade de ir até a Bolsa de Valores resolver uma questão de sua corretora, Edward combinou com o amigo de se encontrarem...

– Infelizmente eu entendo o que você diz e sinto muito! Declarou tomando mais um gole de seu café. – Seth... No momento o quadro de funcionários da corretora está completo, me dê um pouco mais de tempo... Vou tentar realocar alguns funcionários e...

– Cara não estou te pedindo emprego... Estou apenas desabafando e...

– Eu sei que não! Disse Edward sorrindo descontraído. – Mas tê-lo na equipe seria um imenso prazer, de verdade... Por isso peço que aguente mais um pouco, vamos resolver isso... Garanto, a Cullen’s vai se sentir horada em tê-lo! Declarou e logo depois se despediram... Edward se demorou mais uns minutos dentro da cafeteria indo ao banheiro e logo depois também se retirou...

Da saída do Wall Street Plaza até a estação Whitehall o percurso era apesar de tranquilo movimentado, mas para Carmen aquilo já era rotina o diferencial era a companhia Daniel e Eleazar e se não fosse quem estava à espreita permaneceria tranquilo... Tudo aconteceu muito rápido dando a impressão de que era um assalto... E é claro que Eleazar reagiu...

– Não... Meu Deus! Gritou Carmen em pânico vendo um homem agredir Eleazar puxando de sua mão a pasta que ele carregava... Na qual continha um cheque dado por Charlie Swan pelos incriminatórios documentos apresentados a ele...

E foi ao sair da Starbucks na Walter Street que a vida mudou radicalmente... Quando os olhos do Cullen viram a cena a sua frente um tiro se ouviu... Eleazar caiu ao chão e Carmen em desespero retirou de seu colo um Daniel amedrontado que reagindo àquela cena correu sem direção... Edward vendo o desespero do pequenino foi ao seu encontro e um novo tiro se ouviu, o atirador não se importou que a avenida fosse movimentada ou que o horário intensificava essa movimentação... Seu único interesse era a pasta na mão de Eleazar e para obtê-la não se importou em atirar no homem que reagira e quanto a Carmen pelo desespero do atirador levou gratuitamente um tiro fatal em sua cabeça ao se abaixar se aproximando do marido já morto no chão... As pessoas atônitas assim como Edward ainda viram o homem armado correr carregando a pasta... O pequeno chorava agarrado ao paletó de Edward como se fosse sua tabua de salvação... Edward ainda em choque pelo ocorrido segurava o menino com força... O aglomerado de pessoas em volta dos corpos a poucos metros de distancia de ambos só tornava tudo ainda mais perturbador... O som das sirenes e o forte policiamento não deixam dúvidas havia algo de podre no ar em Wall Street naquela noite, a agitação dos pedestres e dos policiais perturbava um pouco mais a região sul de Manhattan, hoje um caótico destino de turistas e operários que trabalham no Ground Zero estava sendo ainda mais alterado nas horas finais daquele dia... Edward permanecia ali, agora sentado no meio fio sem se importar com mais nada se não com o menino em seu colo agarrando com a força de sua pequenina mão o seu paletó...

– Qual o seu nome? Perguntou um tempo depois ao garotinho que ainda se escondia em seu pescoço molhando a gola da camisa e paletó do Cullen com suas lagrimas... Edward levantou o rosto do pequeno tocando em seu queixo.

– Dani... Daniel! Disse com a voz embargada... O olho de um tom acinzentado chamou a atenção de Edward despertando-lhe um intenso sentimento de proteção envolto por algo profundo e até então nunca vivenciado pelo rapaz.

– Olá Daniel... Eu me chamo Edward! Disse tentando esboçar um sorriso sem deixar de perceber que a sua volta a movimentação por conta do que acabara de acontecer ainda permanecia. – Daniel... Aqueles eram seus pais? Perguntou Edward... Daniel assentiu com a cabeça... A policia técnica já fazia seu trabalho e Edward se preparava para se aproximar e contar o que sabia... Em nenhum momento o Cullen permitiu que Daniel saísse de seu colo e o pequenino ali se instalou se cerimonia nenhuma, evidentemente abalado pelo que presenciara é claro... Edward se aproximou de um policial e contou tudo que vira afirmando que Daniel era filho do casal... O garotinho nada dizia, permanecia ali se escondendo no pescoço de seu novo amigo...

– Senhor Cullen o senhor terá que prestar seu depoimento diante do capitão. Explicava o investigador.

– Ok! Afirmou Edward. – E quanto ao pequeno aqui? Perguntou se referindo ao pacotinho em seus braços.

– Bem senhor na delegacia uma assistente social se encarregará de leva-lo para um abrigo até descobrirmos se ele possui algum parente... Explicava.

– Daniel você tem algum tio, avô ou avó? Perguntou Edward.

– Eu só tenho o Eleaza e a Camen! Respondeu em sua voz infantil fazendo Edward se sentir ainda mais atingido por sua presença... O investigador Malory levou Edward e Daniel para a delegacia e lá os procedimentos foram realizados...

– Senhor Cullen a Capitão Hale irá recebê-lo agora! Afirmou o investigador.

– Senhor Edward Cullen boa noite... Me chamo Rosalie Hale... Disse estendendo a mão para que Edward apertasse e o rapaz o fez... A bela mulher de ondulados cabelos castanhos escuros transpirava imponência e respeito. – Bem senhor Cullen o investigador Malory já me colou a par do caso... E tenho em minhas mãos a ficha de Eleazar McCain... O senhor conhecia a vitima? Perguntou e Edward prontamente respondeu em negativa. – Ok... O garotinho é filho de Eleazar... Daniel McCain... O homem tem uma ficha criminal um tanto extensa de pequenos roubos a estelionato... Já a mulher sua esposa e madrasta do garotinho, uma imigrante vinda do México... Estamos tentando localizar algum parente deles, mas ainda não temos nenhuma novidade... O menino pelo que apuramos não tem mãe... Aquilo era novidade para Edward, pois ele achava que a mãe do garoto era a mulher que estava com ele no colo minutos antes da tragédia... – Seu depoimento foi muito útil... Ao que parece estamos diante de um latrocínio, mas ainda é cedo para se definir as coisas, por isso pedimos que fique disponível para qualquer eventualidade... Explicava a moça e Edward assentia, mas o que lhe incomodava era o garoto... Quando chegou a delegacia o investigador solicitou que a assistente social, Ângela Weber, levasse o menino para outra sala e a moça ao tentar tirar Daniel do colo de Edward recebeu em resposta um sinal de negativo veemente do menino... Edward precisou convencer Daniel de que tudo ficaria bem e que logo eles se veriam novamente... O pequeno voltou a chorar e a cena não poderia ser mais complicada, já Edward também se sentira estranhamente incomodado de deixar o garoto ir com a assistente...

– O que será feito do menino? Perguntou Edward a senhorita Hale.

– Bem... Ele irá para um abrigo do estado até que encontremos algum familiar e se por ventura isso não ocorrer será encaminhado para um lar adotivo... Ouvir aquelas palavras deixou Edward em um misto de inconformado e incomodado... O pequenino não merecia ser deixado em um abrigo, pensava o rapaz.

– Senhorita Hale? Chamou Edward depois de assinar o papel colocado a sua frente referente ao seu depoimento.

– Sim senhor Cullen? Devolveu... Edward não sabia como expor aquilo e muito menos como administrar o estranho sentimento de afeição que crescia em seu interior por Daniel.

– Bem... O menino... Daniel... Ele realmente precisa ir para um abrigo? Questionou.

– Veja... Posso chama-lo de Edward? Devolveu e o Cullen assentiu. – Ok! Então me chame de Rosalie certo? Soltou sorrindo. – Existem protocolos a seguir em casos como esse Edward... Pelo que eu percebo você e o garoto se deram bem não é? Perguntou com um meio sorriso.

– É... Bom... Eu não vejo como isso possa fazer bem a ele... Sendo que diante de tudo que aconteceu com sua família... Ser deixado em um lugar onde ele não conheça ninguém... É no mínimo ainda mais traumático e...

– Edward... Você tem filhos, esposa? Questionou e Edward se sentiu incomodado com as perguntas... Ora essa o que importava se ele tinha filhos ou esposa?

– Não Rosalie eu não tenho filhos e muito menos esposa! Afirmou.

– Certo... Você tem razão ao dizer que um abrigo não é o melhor lugar para uma criança que acaba de passar pelo que Daniel passou, mas precisamos cumprir o procedimento e aguardar a presença de algum familiar... Edward ouvia e a cada palavra uma única coisa vinha a sua mente... Os olhos assustados de Daniel... Aqueles inocentes olhos acinzentados pedindo ajuda, suplicando por socorro e o rapaz não sabia o que fazer ou como agir...

– Ok a lei é pra ser cumprida não é? Questionou e Rosalie com um sinal de positivo confirmou. – Eu posso apenas me despedir dele e... Bem... Será que posso saber para onde ele será levado? Perguntou se levantando da cadeira.

– Claro que sim... Edward na verdade, infelizmente sua ajuda talvez não termine aqui... Venha vou leva-lo até o garoto. Disse Rosalie...

– Edwad! Soltou Daniel ao ver o novo amigo entrando na sala... O pequeno estava com lagrimas nos olhos e aquilo quebrou um pouco mais o coração de Edward.

– E aí carinha? Soltou se aproximando do garoto, estar perto do garoto era bom, muito bom pensava Edward... Nunca estivera tão próximo de uma criança... Aquele universo lhe era completamente desconhecido e até então nunca o interessara, mas Daniel despertava em Edward um sentimento novo...

– Você demoiou! Disse passando as costas das mãos nos olhos.

– Me desculpe! Disse o Cullen se agachando a sua frente. – Dani... Essa senhora vai levar você para um lugar até algum parente seu ser encontrado e...

– Mais eu só tenho o Eliaza e a Camen Edwad! Explicava mostrando as mãozinhas em sinal de afirmação, a forma como Daniel se referia ao pai causava estranheza a todos... Edward olhou para Rosalie e Ângela que se encontravam assistindo a conversa.

– Ok... Daniel... Disse Ângela se aproximando de ambos. – O senhor Cullen vai precisar resolver alguns problemas e enquanto isso eu e você vamos comer um lanche o que acha? Questionou sorrindo.

– Edwad... Vem cum eu. Pediu o menino... E o coração do rapaz mais uma vez se apertou diante da cena.

– Carinha... Eu realmente preciso resolver umas coisas e... Ele se voltou totalmente para o menino. – Você confia em mim? Perguntou decidido embora não soubesse realmente o que fazer ou como agir.

– Eu confio você é meu amigo! Disse Daniel sem medo de errar em sua afirmativa.

– Ótimo... Então vá com a senhorita Weber e logo que eu resolver meu problema eu irie te encontrar, pode ser? Perguntou.

– Você pomete que num vai demoia? Perguntou.

– Prometo campeão! Respondeu sorrindo... Daniel puxou-o com os pequeninos braços e Edward se deixou levar recebendo um abraço apertado do garoto e respondendo ao mesmo com intensidade... Fosse o que fosse que Edward estava sentindo, estava fazendo um bem enorme a ele e a Daniel também... Embora o sentimento naquele momento fosse angustiante...

A ilha de Manhattan amanhecia naquela sexta-feira em meio aos raios tímidos de sol... Nos jornais a brutalidade do que ocorrera no mais famoso distrito financeiro deixava a todos perplexos tamanha a barbaria cometida... Em suas manchetes traziam apenas a noticia de que marido e mulher haviam sido assassinados quase que gratuitamente, nenhuma menção ao pequeno Daniel era feita e muito menos sobre os antecedentes de Eleazar... Rosalie estava intrigada com o ocorrido e por isso não permitiu que muitas informações fossem passadas a impressa... Pretendia fazer uma minuciosa investigação sobre os últimos momentos de Eleazar e Carmen e como de costume não se daria por vencida até ir a fundo no caso, descobrindo o que realmente havia acontecido...

– Capitão... O que consegui apurar até agora é que Carmen McCain trabalhava no Wall Street Plaza como faxineira e o tal Eleazar estava desempregado... Dizia Alec Malory que investigava o caso.

– Certo Malory... Eu quero uma investigação minuciosa, vá até este condomínio e descubra o que puder sobre Carmen... Pelo horário, muito provavelmente Eleazar fora com o filho buscar a esposa... Bem é isso, vamos começar do começo... Dizia Rosalie...

– O pregão na NASDAQ abriu em baixa nessa manhã ainda refletindo as especulações em torno da Federer Company uma das maiores empresas de microprocessadores da atualidade... Dizia o comentarista econômico da CNN, mas Edward por mais estranho que pudesse parecer não estava atento ao fato, tudo o que passava por sua cabeça era Daniel e sua atual situação... O rapaz após se despedir do garoto se encaminhou para casa e pouco dormiu naquela madrugada... Precisava dar um jeito de saber como o menino estava, precisava ter a certeza de que Daniel ficaria bem... Com o coração angustiado Edward se levantou da cama...

– A Swan’s tem investido pesado na Federer... Isso não é bom... Definitivamente não é... Dizia Bella enquanto tomava seu café se preparando para ir ao cabelereiro naquela manhã...

Diante das noticias sobre a queda na NASDAQ e em sua maioria causada pela Federer muitos dos investidores que tinham seus valores depositados na Swan’s se viram preocupados, principalmente os clientes de caixa baixa por conta da crise atual que enfrentava o país... E em sua grande maioria tendo o mesmo pensamento resolveram resgatar seus fundos na intenção de garantir que a baixa não fosse maior em seus bolsos, o montante chegou a sete milhões da manhã para o começo da tarde... E a Swan’s estava indo a bancarrota em apenas um dia diante da negativa que seus clientes recebiam ao tentar resgatar seus investimentos e não encontrarem nada...

– Bem pelo visto minha aposentadoria chegou mais cedo! Afirmou um tranquilo e sorridente Charlie após ler o jornal e assistir ao noticiário da TV que falava sobre o assassinato de um casal em Wall Street e a queda das ações da Federer, ao se levantar de sua confortável cadeira no luxuoso escritório e se dirigir a saída apenas avisando que iria almoçar... – Contudo as provas ainda estão longe de serem descobertas... A conversa no inicio da noite anterior com o tal Eleazar havia sido chata, entediante e lhe custara alguns trocados, contudo Charlie sabia que as tais provas, as originais, uma hora iriam aparecer, mas quando isso acontecesse já teria se passado muito tempo e ele já estaria bem longe... A partir daquele instante o que importava era o seu plano de voo e o resto que os seus advogados tomassem conta...

– Onde está o senhor Swan? Perguntou Seth a Giana... A desculpa dada era que ele havia saído para almoçar com investidores e ainda não retornara... Na verdade o homem estava se preparando para sair do país, para Charlie ter a sua corretora indo a falência não significava uma perda de patrimônio, já que seus maiores lucros já haviam a mais de quinze dias sido retirado do país estando bem guardados em um paraíso fiscal... Naquele momento o melhor seria sair do país com total certeza...

– Charlie querido, por que viajarmos assim às pressas? Perguntava Renée, a mulher como sempre parecia viver em um mundo paralelo não se atendo com profundidade a nada que não fosse suas compras e seu circulo superficial de amizades, além é claro da paixão que ainda nutria por seu marido, a esposa do famoso Charlie Swan não passava de uma deslumbrada apaixonada pelo marido e muito mal acostumada por ele.

– Querida apenas arrume as malas... Não queria tanto ir a Paris? Esses dias mesmo disse que o inicio do outono por lá é contagiante... Então estou dando-lhe a oportunidade... Passaremos uma semana lá e depois iremos para algum lugar mais discreto, descansar... E Renée... Isabella irá conosco! Afirmou tranquilo... Apesar da situação em Wall Street estar totalmente desequilibrada na concepção de Charlie nada daquilo iria realmente atingi-lo...

– Onde está Edward? Soltou Jasper para Emmett.

– Não sei... Tentei falar com ele no celular, mas quando atendeu disse que naquele instante não poderia falar... Eu achei que ele tivesse ido pessoalmente a NASDAQ, mas Erik chegou de lá a pouco e me garantiu que Edward não apareceu por lá... Dizia Emmett.

– Onde está Edward? Disse Carlisle ao entrar na sala de Emmett... Todas as corretoras de valores estavam em polvorosa diante do ocorrido nas últimas horas.

– É justamente sobre isso que estávamos falando... Ele ainda não apareceu aqui hoje e não sabemos onde está... Respondeu Emmett.

– Mas fique tranquilo Carlisle, não vamos ser afetados de forma violenta... O fato da Federer estar em alta queda juntamente com o escândalo com relação a Swan’s só nos obriga a manter uma maior supervisão e nossos clientes estou recebendo todas as informações e sendo tranquilizados pelas mesmas... Eu fiz um calculo por baixo e é este que estou passando aos clientes... Vamos ter uma queda nos lucros, é fato, de uns quinze por cento, mas como tínhamos vendido mais de trinta por cento da ações que tínhamos da Federer a duas semanas atrás, por escolha de Edward, nossa situação está controlada... Explicava Jasper deixando o sogro mais tranquilo, contudo o sumiço de Edward ainda intrigava a todos...

– Edward... Filho? Soltou ao perceber o rapaz atender.

– Oi pai... Tudo bem? Devolveu com a voz um tanto distraída.

– Eu é que pergunto ninguém sabe onde está e as coisas por aqui não estão tranquilas você deve saber...

– Desculpe, mas... Bem... Estou com um problema para resolver... Converse com Jasper e Emmett...

– Eu já fiz isso Edward! Afirmava o pai estranhando ainda mais a reação do filho que sabia normalmente estaria tenso e com certeza sentado em sua cadeira na Cullen’s ao invés de sei lá onde... – Que problema é esse que precisa resolver ao invés de estar aqui? Posso ajudar em algo? Perguntou intrigado e preocupado.

– Não se preocupa papai... Assim que tudo se resolver eu lhe explico, mas no momento só eu mesmo poderei resolver... Mais tarde nos falamos ok? Soltou não dando outra alternativa ao pai a não ser se despedir...

– Como assim arrumar as malas? Perguntou Isabella confusa e intrigada diante da presença dos pais a sua frente no meio da sua sala.

– Princesa vamos viajar e queremos sua companhia! Disse Charlie se sentando a sua frente de forma relaxada.

– Ora bebê qual o problema? Ok... Eu sei que é repentino, mas seu pai tem estado um pouco cansado esses dias e resolveu sair um pouco... Veja só vamos a Paris e você sabe que ela é linda nessa época do ano...

– Quando Paris não é linda Renée? Soltou Charlie sorrindo e Isabella sabendo de tudo que estava acontecendo se viu inconformada com o que ouvia.

– Charlie você enlouqueceu? Soltou sem se importar com formalidades...

– Isabella isso é jeito de falar com seu pai? Questionou Renée.

– Ela nem imagina não é? Perguntou uma Isabella completamente chocada com os fatos que se ligavam em sua cabeça... O seu pai, o poderoso e mais famoso corretor de Wall Street estava fugindo de forma descarada depois de provavelmente dar um golpe no mercado.

– Minha querida eu sempre lhe disse que esse mundo não era pra você... E ainda sustento essa opinião... Sendo assim digo que o melhor que você tem a fazer é se calar e arrumar suas malas, o jatinho parte em duas horas... Disse tranquilo deixando Isabella ainda mais perplexa.

– Eu não vou a lugar nenhum! Afirmou quase que automaticamente, sem se importar com a profundidade do que acabava de afirmar.

– Eu posso, por favor, entender o que se passa com vocês? Bebê desde quando recusa uma viagem a Paris? Soltou Renée.

– Ora cale a boca! Declarou Isabella revoltada com a constatação de que sua mãe era realmente uma fútil...

– Mais respeito com sua mãe mocinha! Afirmou Charlie se mostrando insatisfeito com a reação da filha.

– Isso é uma fuga! Afirmou inconformada andando de um lado a outro de sua sala e Mercedes apenas ouvia tudo da copa.

– Eu não vejo assim... Vejo como uma saída estratégica unindo-se a agradável oportunidade de respirar ares mais nobres... Dizia seu pai voltando a se comportar com naturalidade tirando de Isabella um inconformismo ainda maior.

– Isso não pode estar acontecendo... Você não pode simplesmente agir assim e partir como se nada acontecesse...

– Bebê... Que nervosismo é esse? Vamos chame Mercedes para ajuda-la na arrumação das...

– Eu não vou a lugar nenhum! Não vou fugir! Afirmou levantando o tom de voz e Charlie se empertigou diante da cena.

– Isabella não me faça ser rígido com você... Ora princesa você não tem mais idade para esse tipo de comportamento! Afirmou se levantando. – Vamos ande com isso... Nosso horário está terminando. Afirmou colocando a mão direita no bolso da calça de corte impecável... Isabella parou se virando totalmente para os pais decidida... Sim decidida... Uma gigantesca coragem se apossava de seu interior cercada pela certeza de estar agindo certo.

– Eu não vou Charlie! Soltou suave... O Swan olhou fixamente em seus olhos e respirando fundo...

– Renée seu bebê está deixando de ser uma princesa e eu só posso sentir muito por isso! Afirmou deixando a mulher ao seu lado confusa. – É por sua escolha e risco... Se ficar terá que aguentar o peso sozinha...

– Eu não vou... Não fiz nada para fugir...

– Veja como quiser... Tem nosso numero particular e se quiser nos encontre...

– Não quero saber para onde irão, se Paris ou qualquer outro lugar... Não me importa... É até melhor, assim não vou precisar mentir quando me procurarem! Afirmou com a coragem crescendo ainda mais em seu interior e tirando dos lábios de Charlie um sorriso de escarnio.

– Isabella... Soltou Renée nervosa.

– Deixe-a... Não dou uma semana para que nos procure... Deixe-a brincar um pouquinho mais...

– Charlie isso não...

– Vamos querida... O jatinho nos espera! Disse cortando a esposa e se virando em direção à porta sem ao menos se despedir da filha de maneira mais calorosa... Renée ainda tentou argumentar, mas tanto pai como filha estava decididos e assim Charlie e Renée partiram deixando para trás a filha...

– Senhor Cullen... Daniel está bem na medida do possível... O que ele vivenciou nas ultimas horas o deixou amedrontado e... Bem ainda não sabemos realmente qual era vida que ele levava e... Tentava explicar a psicóloga que havia atendido Daniel no abrigo... O Cullen se sentia cada instante mais e mais angustiado se ver com seus olhos o pequeno. – Bem... Ao que tudo indica o pequeno já havia passado por maus tratos, sendo encontrado nele algumas marcas arroxeadas... Ouvir aquelas palavras acendeu em Edward uma ira descomunal... Quem em sã consciência agrediria um garotinho indefeso? – Até o momento nenhum parente foi encontrado...

– Ei campeão... Soltou ao se aproximar de Daniel que se encontrava sentado em um banco vendo as outras crianças brincarem... O pequenino se virou com os olhos arregalados.

– Você veio! Afirmou surpreendido se levantando do banco e rapidamente se jogando nos braços de seu amigo... Edward o recebeu com a mesma intensidade de sentimento.

– Ué... Não disse que viria? Soltou sorrindo e Daniel também sorria aliviado.

– É você falou... Disse voltando seu olhar para o Cullen.

– Como está? Perguntou Edward.

– Eles moeiam... Eliaza e Camen foiam emboia pa sempe Edwad! Disse sério.

– Eu sinto muito pequenino! Afirmou Edward abraçando-o mais uma vez e em seu coração a certeza de que sozinho o menino não ficaria só crescia... A certeza de que daria tudo o que tinha para vê-lo bem se agigantava em seu interior.

– Eliaza não gostava de eu, mas ele eia meu papai... Eu não podia chama ele assim, mas ele eia e a Camen eia boa pa eu... Soltou se explicando... A psicóloga alertara Edward que o problema na fala de Daniel, de não pronunciar a letra R, pelo visto era antigo, mas nada grave e facilmente alterado com a ajuda de uma fonoaudióloga, contudo tendo em vista sua atual situação talvez seu psicológico estando afetado como agora poderia complicar um pouco mais isso...

– Ele batia em você amigão? Perguntou com receio e Daniel com os olhos distantes agora sentado ao seu lado...

– As vezes ele ficava bavo e batia... Mas homem não choia ele dizia... Só que eu não conseguia não choia... Pouque doía... Explicava e Edward desejava ardentemente fazer aquele garotinho sorrir, apenas sorrir pela vida inteira.

– Isso não é verdade... Homens choram sim... Não sempre, mas choram... Chorar não é um erro ou algo grave... É uma forma de nos expressarmos... E bater não é uma coisa legal, não é bom, é errado...

– Você choia Edwad? Perguntou olhando para o homem ao seu lado.

– As vezes... Só as vezes... Dizia...

Isabella permaneceu ali na sala sem reação por um tempo incontável no mesmo lugar...

– Filha? Soltou Mercedes chamando sua atenção.

– Eu devia ter arrumado minhas malas... Eu devia ter ido com eles... Disse e as lagrimas começaram a cair, a coragem deu lugar ao medo, a insegurança que tantas e tantas vezes fora sua amiga e conselheira.

– É esse o seu desejo? Questionou Mercedes parada próxima a garota...


Spoiler —


– Edward não queira me ludibriar com discursos imponentes... Pensa que não sei qual é a função de Emmett ou até mesmo de Jasper e a sua... Acha que não sei que seu irmão recebe de sua equipe um relatório detalhado das empresas que devemos promover, das ações que devemos tornar rentáveis e das ações que precisam ser descartadas e com isso em mãos os dois fazem a festa enchendo os ouvidos dos cooperadores que espalham no mercado quem deve e quem não deve cair no momento...

– Isabella... Está afetada pelo ocorrido com seu pai e eu...

– Não, não estou... Sei que Charlie agiu como um criminoso... Na verdade ele é um criminoso... Declarou com a voz dura.– Mas eu também sei do negócio, sei como funciona... Apesar de ser tratada a minha vida toda como uma débil mental por Charlie e seus funcionários eu tive a oportunidade de ver as coisas acontecendo...

Notas finais
As vezes é só na queda que descobrimos que nunca estivemos lá em cima... Faz sentido pra você?
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Bem até o presente momento as coisas se tornaram um tanto entediantes em alguns pontos, eu sei, mas era algo necessário... A ação começou hoje e a partir daqui mudanças estarão acontecendo. O que acham disso? O que acham que vai acontecer com Bella... Edward... Daniel... Charlie? Vamos me digam, quero e necessito saber... Por favor...
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Bem é isso aí... Nos vemos na sexta com mais Wall Street, bjos e obrigado!