Wall Street: Amor X Poder
24 Catar lata
Notas iniciais
Catar lata— Termo utilizado no mercado financeiro quando ações que o investidor adquiriu não tiveram o desempenho esperado, e então ele procura reduzir as perdas na operação.
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E os planos foram frustrados!
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— Música sugerida (The Good Kind — The Wreckers) -
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Depois de um rápido almoço a hora da preguiça chegou ao corpo de Isabella... Engraçado pensava ela, nunca fora de dormir a tarde, mas ultimamente o sono estava pegando-a nesse horário... E seu fofinho a acompanhou todo carinhoso... Deitaram um de frente para o outro, de lado, em sua cama... Cama dela e de Edward... Ela estava com saudades do marido... De tê-lo por perto, estava no fundo ansiosa para contar a ele que seria pai de novo... É verdade que ainda estava chateada... — Poxa... Analisava, Edward nunca mais falara nada sobre sua volta para a corretora, nenhuma cobrança para que retomasse a seus afazeres por lá, ou palavras dizendo que ela estava fazendo falta... Mas também Isabella como ele iria falar alguma coisa com você? Você nem ao menos o deixa dizer olá... Inferno... Gritou sua mente... — Estou tão confusa, e triste, e saudosa, solitária... É solitária tendo ele a metros de distancia... Metros que parecem milhares de quilômetros, oceanos sem fim que nos separam... E tudo por que? Por que mesmo? Ecoava em seu interior...
— O seu olho é tão bonito mamãe... Disse Daniel baixinho, assim que deitaram e a moça passou a olhar para o seu rostinho, fitar cada detalhe e se perder ali em pensamentos...
— O seu que é lindo gatinho... Uma cor única... Um brilho intenso... Dizia voltando a prestar atenção a ele, puxando-o para mais perto dela e recebendo como resposta seu corpinho quente encostado ao seu... Seu rostinho se escondeu no pescoço da mãe, sua perninha rodeando o quadril da moça e ela ali agarrada a ele dormiu sentindo seu cheirinho de colônia infantil...
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O homem estava vermelho como um pimentão, completamente descontrolado, tremendo em revolta... Seu descontrole era tamanho que uma ligação não seria suficiente, dirigir seria suicídio e então o jeito fora ir até a ONG de taxi... A passos largos e pisadas firmes adentrou a sala da direção sem importar-se com ninguém pelo caminho.
— Renée Swan... Você enlouqueceu? Soltou com os olhos injetados e a mulher já imaginando o que viria pela frente levantou seu olhar retirando os óculos de grau e fitando o marido.
— O que levou você a pensar dessa maneira? Perguntou equilibrada e o homem respirando pesadamente...
— O que me levou? Ok me explique de uma forma que eu consiga compreender, se é que conseguirei, o que levou você a doar sua titularidade na conta numerada na Suíça ao pequeno órfão? Declarou de braços cruzados.
— Ah é isso... Disse ainda muito tranquila.
— Sim é isso e tem mais, você irá reverter isso e será agora! Afirmou austero... A mulher levantou-se da cadeira e vagarosamente saiu de trás da mesa colocando-se a frente do marido, uma força a dias instalada em seu interior a encorajava a enfrentar o homem a sua frente de igual para igual.
— Sinto informa-lo que a doação de minha parte em “todo” o patrimônio é irrevogável e, portanto infelizmente não existe meio para que eu atenda ao “seu”... Dizia acentuando axs palavras com ironia... – Pedido querido! Concluiu.
— Você... Você disse sua parte no... No patrimônio? Questionou agora paralisado.
— Exatamente... Além da conta na Suíça, o apartamento de lá e a casa na França passam a ser metade de Daniel e metade sua...
— Você não teve essa coragem. Disse quase sem ar.
— Ué meu querido, ele como meu neto um dia herdaria tudo mesmo... Eu apenas antecipei...
— Ele não... Jamais... Neto... Não... Renée... Soltava alto entre gaguejos...
— Charlie as coisas mudaram meu bem... A sua esposinha burra e completamente cega morreu no dia que percebeu que o marido não tem coração ou se quer escrúpulos... Nosso patrimônio, na verdade seu patrimônio agora passa ser metade de seu neto sim... É isso que Daniel é e tem mais... Eu trabalho agora para a ONG, recebo um salario...
— Salario? Questionou arregalando os olhos novamente ao ouvir aquela palavra tão pobre, uma total referencia ao proletariado e aquilo revirou o estomago do homem.
— Exatamente, e diria que é um bom salario, por um trabalho digamos dignamente proveitoso que tem me feito um bem enorme, você deveria experimentar... Afinal a ideia foi sua não é mesmo, faria bem a você tenho certeza...
— Renée... Vociferou.
— Charlie Swan... Dê-se por satisfeito porque eu ainda amo você e por esse motivo não fiz nada pior. Declarou não deixando que o marido crescesse novamente... Charlie saiu dali da mesma forma que entrou totalmente descontrolado e na rua foi em busca de uma alternativa para reverter àquela situação.
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— Vou almoçar com Jass, nos vemos mais tarde? Perguntou Jane com a cara para dentro do escritório do amigo e antes do mesmo responder Emmett apareceu ao lado dela colocando a mão em seu ombro.
— Pete’s Tavern hoje depois daqui? Questionou o grandão e Jane sorriu com as lembranças... Ela e os meninos iam muito àquele pub... Edward em nano segundos pensou eu avisar Isabella ou até mesmo chama-la para ir deixando o pequeno com uma babá, mas da mesma forma que a ideia surgiu se dissipou ao vislumbrar a resposta negativa que sua esposa daria...
— Ah... Eu acho a ideia perfeita! Soltou Jane empolgada...
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O final de tarde na Cullen’s teve a estranha reunião marcada por Jacob Black com Edward, a novidade maior foi receber além de Jacob... Uma sorridente Renée...
— A que devo a honra da visita? Questionou Edward olhando de Jacob para a sogra, eles estava bem humorado, apesar dos problemas... Saber que sua amiga e confidente estava de volta era algo que o alegrava e lhe dava esperanças...
— Bem Edward nossa visita é oficial. Declarou Jacob e Edward se viu intrigado.
— Oficial? Questionou. – Qual seria o assunto? Sim porque até onde me lembro nosso ultimo encontro oficial foi para tratar da adoção de meu pequeno e...
— De fato a questão tem haver com ele sim...
— Jake... Tá me deixando curioso cara. Disse e o Black sorriu.
— Edward... O que eu vou dizer vai te deixar surpreso eu garanto! Afirmou olhando para sua cliente que mantinha a feição entre o blasé e o natural, Jacob abrindo sua pasta e tirando de dentro alguns documentos passando-os logo em seguida para Edward e o Cullen atento começou a analisar os mesmos... A boca escancarada deixava claro o choque do rapaz diante da atual realidade.
— Isso... Isso aqui é... É verdade? Perguntou já sabendo a resposta, Jacob é claro assentiu.
— A partir de agora Daniel é o beneficiário oficial do patrimônio de dona Renée e já que ele é menor, e você o pai dele... É de sua responsabilidade administrar isso. Explicava o homem e Edward sem conter-se gargalhou com vontade e espontaneidade...
— Renée... Disse se recompondo ao perceber que tinha exagerado, mas a mulher agora também sorrindo...
— Estou mais do que segura do que estou fazendo meu filho... Disse cortando o Cullen. – E confesso me sinto tão tranquila depois de ter assinado esses papeis...
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Ao cair da noite Isabella acordou vislumbrando seu pequeno sentado ao seu lado assistindo desenhos... E ao observar o relógio no criado mudo se assustou ao notar que havia dormido por horas.
— Nossa... Está passando da hora do seu jantar gatinho... Disse levantando-se da cama e indo ao banheiro... Em minutos se pôs a finalizar o jantar que Maria deixara adiantado.
— Os seus pobemas... Você deve esquece... Cantava Daniel e Isabella que séria e introspectiva finalizava o jantar parou e saindo da cozinha viu Daniel na sala de TV dançando e cantando. — Isso é vive... É apende... Hakuna Matata... Impressionante como aquelas palavras positivamente assertivas penetraram a alma da moça que com lagrimas nos olhos sentiu o coração apertar um pouquinho mais por lembrar-se do seu amor e naquele instante ela resolveu que quando seu marido chegasse com ele conversaria, contaria sobre o bebê e se resolveriam... Isabella voltou à cozinha para terminar o jantar... O telefone tocou no apartamento sendo quase que imediatamente atendido pelo pequenino falante da casa...
— Alô... Disse Daniel.
— Oi filhão... Tudo bem? Perguntou Edward levando um sorriso ao rosto de seu garoto.
— Oi papai... Eu tô bem! Afirmou Daniel chamando a atenção de Isabella que se aproximando se preparava para pegar o telefone.
— Que bom... Amigão a mamãe está perto de você? Questionou Edward e Daniel por estar de costas...
— Ela ta na cozinha... Devolveu o garoto e Isabella parada apenas esperou fitando-o.
— Ok... Disse Edward ponderando se pedia ao seu garoto para chamar a mãe ou não. – Dani... Está tudo bem por aí? Questinou inseguro.
— Tá... Eu tô assitindo desenho... O rei leão! Explicou seu garoto e Edward sorriu tímido.
— Legal... Faça um favor ao papai, avise a mamãe que não irei para o jantar, chegarei tarde em casa ok? Consegue dizer? Questionou.
— Você num vai janta e vai vi pa casa mais taide... Repetiu o garoto...
— Exatamente amigão... Obrigado... Disse Edward se despedindo do pequeno em seguida... Daniel devolveu o telefone à base e no processo viu a mãe parada na porta da sala.
— O papai num...
— Eu ouvi amor... A mamãe já entendeu. Disse decepcionada. – Vamos tomar um banho e depois jantar? Questionou... O adiantado da hora trouxe de volta a moça à solidão certeira tirando dela a resolução de esperar Edward chegar e com ele conversar...
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— Jane quero que conheça minha ursinha, Rosalie... Ursinha essa é Jane... Dizia Emmett sorrindo e Rosalie sem graça apenas cumprimentou Jane.
— É sério que você está colocando o grandão na linha? Eu não acredito... Dizia Jane e Edward riu do comentário...
— Onde está Bella? Perguntou Rosalie um tempo depois.
— Ele tá de castigo ursinha... Bella está dando uma canseira nele...
— Emmett...
— Nem adianta reclamar... Emmett não está mentindo... Na verdade você deveria é estar em casa isso sim. Disse Jane cortando o amigo e Edward olhou-a incrédulo.
— Estou aqui por você... Para relembrarmos os velhos tempos ora essa... Não foi o que Emm sugeriu? Retrucou dando uma de indignado.
— Você está é fugindo Edward... Ah vira homem! Devolveu a loira dando a língua e Emmett riu alto.
— Pelo visto você vai ter problemas quando chegar em casa... Dizia Rosalie... E o rapaz pensava... Impossível ter mais problemas, impossível minha baby ficar ainda mais arredia do que os últimos dias... Sem contar a novidade que descobrira naquele final de tarde... Daniel rico, Daniel agora era muito rico...
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— Papai? Chamou o pequeno fazendo Edward levantar o rosto em sua direção se desviando de amarrar os cadarços do tênis que calçava para correr.
— Bom dia campeão... O que faz acordado a essa hora da manhã? Perguntou.
— Eu queio fazer exeicicio junto com você! Afirmou o pequeno e Edward sorriu satisfeito em saber que seu garoto queria estar com ele, se espelhava nele e em seus hábitos.
— Que bom garotão... Vamos então procurar uma roupa adequada pra você usar... Disse levantando-se da poltrona que ocupava e indo ao quarto de seu pequeno ajudou-o a se vestir, ter a companhia do garoto iria mudar sua rotina matinal e o Cullen sabendo disso resolveu apenas caminhar com seu garoto pelo Central Park... Andavam lado a lado e Edward avaliava a situação ironicamente interessante... Seu filho adotivo, seu pequeno que fora discriminado pelo Swan agora era dono de metade de seu patrimônio... O homem devia estar querendo matar um... Pensava Edward e sorriu com a conclusão.
— Eu vim cum a mamãe aqui. Disse Daniel no momento em que passavam em frente ao lago artificial.
— Ah é? Devolveu Edward e o garoto assentiu.
— É... Ela falou que ia taze eu de novo, mas ela ficou dodói e ai a gente num veio... Explicou o pequeno em sua inocência... Edward em alerta quis entender o que significava aquela informação.
— Ela ficou doente? Perguntou parando no meio do caminho.
— É... Ficou... Vomitou e tudo... Mas ela falou que tá tudo bem... Poique isso é coisa... Coisa... Como é mesmo? Questionava-se colocando o dedinho no queixo. – Ah... Coisa de mamãe... Mas ela falou que vai me traze muitão aqui com o meu imãozinho ou irmãzinha... Pa gente binca... A explicação do garoto paralisou o rapaz que de imediato se viu extremamente confuso.
— Daniel... Chamou e o garoto se voltando totalmente para o pai... – Diz aqui pro papai que história é essa de irmãozinho? Perguntou.
— Ué... A mamãe falou que você e ela vão da um imãozinho ou irmãzinha pa eu, mas vai demoia um pouquinho ainda... Poique vai CResce na baRRiga da mamãe, aí vai nasce e aí depois vai moia cum eu lá em casa... Explicava e o Cullen constatando a realidade se viu entre o perplexo e o eufórico... Sua Bella estava gravida, ele seria pai de novo... E embora soubesse que ela estava brava com ele, muito brava na verdade crescia em seu coração a certeza de que tudo seria diferente a partir de agora... Tudo... Pensava... Mas seus pensamentos foram interrompidos por uma loira que com roupas de ginastica se aproximou do amigo e de seu pequenino...
— Bom dia! Disse Jane e Daniel piscando os olhinhos se mostrou envergonhado. – Então você é o famoso Daniel Cullen certo? Questionou colocando-se na altura do garoto.
— É... É sim... Respondeu baixinho.
— Lindinho... Você é lindinho! Disse cutucando delicadamente o nariz do garoto com seu indicador e Edward ali parado permanecia perplexo. – Eu sou Jane, amiga do seu pai. Apresentou-se e Daniel se voltando para o pai esperou que o mesmo confirmasse ou dissesse algo. – Edward? Disse a loira.
— Oi... Oi Jane! Devolveu abobado e a moça franziu a testa intrigada.
— Tudo bem? Perguntou.
— Tudo... Tudo sim... Esse é o meu filhão... Não é carinha? Soltou tentando descontrair... Voltaram a caminhar juntos e Jane com suas brincadeiras encantou Daniel que travesso como era se empolgou correndo atrás da moça e gargalhando com as estripulias que ambos faziam tento Edward apenas como expectador... O rapaz se via em um dilema... Confrontar a esposa ou não... Exigir que ela parasse com o afastamento imposto a ambos ou respeitar a distancia...
— Céus... Disse baixinho apenas para si.
— Ele é lindo Edward... Perfeito! Disse Jane se aproximando dele.
— Sim ele é... O melhor! Devolveu o rapaz.
— E você está com problemas... E são tantos que uma nuvem negra está por sobre sua cabeça. Declarou a amiga transcrevendo a exata imagem que via.
— Eu a amo Jane... Mas confesso não sei o que fazer... Como agir... E estou com medo... Medo de perde-la... Dizia...
— Larga de moleza... Agarra ela e tasca um beijão daqueles de cinema e resolve isso de uma vez homem... Dizia tentando anima-lo...
— Vamo papai... CoRRe cum eu... Chamava Daniel...
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— Mastigue devagar Dani... Dizia Isabella e Edward apenas a analisava entre o maravilhado e o inseguro.
— Eu o levo e... E busco também... Soltou fazendo a moça fita-lo.
— Não precisa buscar... Disse seca. – Eu posso fazer isso...
— Sim eu sei... Mas assim você pode descansar e...
— Descansar do que? Ultimamente tenho feito quase nada ou melhor nada. Falou com um sorriso debochado nos lábios... Ambos... Ali inseguros temerosos...
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— Bella... Esconder do meu irmão não é uma atitude sábia, mesmo porque ele logo vai descobrir não acha? E...
— Eu não estou escondendo nada... Só não quero conversar com ele... Ok, ok... Eu ia conversar com ele, ia dizer tudo ontem, mas... Ah mas ele fez o favor de... Droga... Estou sendo imatura, idiota, infantil? O nome que você quiser... Céus Alice... Me deixe em paz... Por favor, estou aqui sucumbindo em enjoos e tontura, seu irmão chegou tarde ontem e sabe por que? Sabe? Perguntava. – Eu vou dizer por que... Ele ligou aqui no final do dia e teve o desplante de se quer me chamar deixando recado com Daniel... Com Daniel acredita? Me diz uma criança de cinco anos deve ser usada pra deixar recado? Me diz... Ora faça-me o favor... Sim o santinho do seu irmão saiu ontem e eu tenho certeza que foi com a sua cunhadinha querida e voltou sei lá que horas pra casa... E você... Você ainda quer que eu... Que eu conte a ele? Perguntou e o choro voltou a atingi-la.
— Bella... Amiga... Calma...
— Não... Não me peça calma! Não pe... Ça... Dizia chorando... Depois de encerrar a ligação se despedindo da amiga se recompôs para o dia que teria pela frente, assunto do qual não podia fugir...
Pôs-se ocupar-se com os preparativos do aniversário de seu pequeno... Junto com a sogra a moça confirmou a contratação da decoração e brinquedos bem como doces e bolo... De hora em hora vinha à mente da mamãe Bella a vontade de conversar com seu marido, mas do mesmo jeito que a vontade vinha ia ao se lembrar dele conversando com Daniel ao telefone ou dele com Jane agarrada em seu pescoço... Nesse instante a vontade era de brigar, gritar com ele e chorar... Chorar até não se conter mais e evaporar... Dramática, Isabella estava dramática com a gravidez constatava...
— Carros... Eu acho que Dani vai amar essa decoração querida... Do jeito que é fascinado pelas máquinas... Dizia Esme e Isabella forçou um sorriso em constatação... – Tudo... Pensava ela... – Tudo para o meu fofinho, pois ele merecia...
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— Céus amor, como você consegue se sujar tanto? Questionou ao retirar o uniforme da escola para lhe dar banho e Daniel sorriu travesso tirando dela outro sorriso.
— Mamãe... Eu fiz exeicicio com o papai hoje... Contou embaixo do chuveiro.
— É mesmo? Que bom... Atividade física é sempre muito bom. Disse se lembrando de que ela mesma devia voltar a fazer ainda mais agora em seu estado... Não queria jamais ficar com o corpo deformado pensava ensaboando seu pequeno.
— Eu conheci a Jane... Ela é engaçada... Disse e Isabella em alerta estreitou o olhar para ele.
— Onde? Perguntou.
— No paique... Ela bincou cum eu... Correi cum eu... Foi legalzão! Dizia empolgado e Isabella teve naquele instante vontade de matar a loira por estar tão próxima do que era dela...
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— Comprei um autorama pra ele... Sei que é um brinquedo para crianças mais velhas, mas como ele tem mostrado esse interesse por carrinhos achei que...
— Ele vai gostar... Disse Isabella se levantando com cuidado da caminha de seu pequeno para que ele não acordasse.
— Tudo pronto para amanhã? Questionou Edward.
— Sim, tudo certo! Devolveu a moça passando por ele... Edward a seguiu e quando alcançaram o corredor...
— Bella... Falou segurando seu pulso e a moça fechando os olhos com força. – Por favor, baby... Precisamos conversar... Disse suplicante e Isabella se virou em sua direção.
— Ok... Temos mesmo... Disse e Edward sem perder tempo levou a moça para o escritório... Melhor se tivesse levado-a para o quarto, mas... Como o assunto exigia em parte uma certa formalidade digamos assim ele a conduziu mesmo para o escritório não menos satisfeito por finalmente conversarem... Sim agora as coisas iriam se normalizar, agora eles iriam se entender... Pensava, desejava o rapaz...
— Preciso contar algo pra você... É importante e... Disse ele assim que chegaram no cômodo.
— Eu também preciso... Devolveu Isabella e o Cullen sorriu satisfeito ao pensar que a novidade que ela queria contar seria o bebê que ela esperava... Novidade essa que povoou os pensamentos do rapaz durante todo aquele dia na corretora depois de ouvir de seu garotinho a mesma... Sim agora as coisas iriam se normalizar, agora eles iriam se entender... Isabella estava gravida não estava? Então eles iriam se entender...
— Certo... Com certeza a sua novidade é muito melhor que a minha, mas...
— Como? Questionou a moça confusa ao visualizar o sorriso do marido.
— Baby... Me deixa contar primeiro certo? Pediu e Isabella incerta assentiu. – Ok... Bem... Sente-se... Pediu educadamente e a moça sentou-se na poltrona... Edward em pé... – Eu recebi a visita de Jacob na corretora e ele... Ele veio acompanhado de sua mãe... Dizia e Isabella franziu a testa em questionamento. – É eu sei que é estranho... Também estranhei... Apesar de a algum tempo atrás sua mãe me procurar, bem isso não vem ao caso agora...
— Edward...
— Baby... Veja... Disse pegando um documento em mãos. — A reunião que tive com Jacob e sua mãe serviu para me informarem de algo que... Acho melhor você ler antes de continuarmos... Disse levando o documento às mãos da esposa. – Quero que entenda que não tive nenhuma participação nisso, muito pelo contrário... E quero também que saiba que se não concordar pode contestar e estarei ao seu lado... Dizia vendo Isabella ler atenta o papel e foi quando a mesma arregalou os olhos que ele se aproximou um pouco mais ajoelhando-se ao lado dela. – Bella...
— Meu Deus... Disse a moça com a mão na boca chocada com o que via. – Ela enlouqueceu? Questionou-se por um segundo e no momento seguinte sorriu. – Ou não... Ao que parece na verdade... Mamãe recobrou a sanidade, mas...
— Eu também acho absurdo... E...
— Não por ele... Dani merece o mundo...
— Não por ele, é claro que não...
— Edward consegue imaginar como meu pai deve estar... Se é que ele já sabe? Dizia ainda sorrindo.
— Deve estar maluco, possesso... Baby... Disse tocando na mão da esposa.
— Eu briguei com ele... Soltou olhando fixamente para o seus adorados verdes misturados ao azul que eram os olhos de seu marido e Edward com a nova informação ficou um pouco mais confuso.
— Sinto muito... Disse sincero, embora achasse ótimo o velho não ter a oportunidade de influencia-la.
— Não sinta... Na verdade você não sente... E eu entendo, embora talvez ache que não sente pelos motivos errados. Declarou se levantando da poltrona e deixando o documento cair displicentemente no chão e o rapaz ainda confuso seguiu seus movimentos também se levantando... De costas Isabella deixou que lagrimas caíssem dos seus olhos com a constatação de que sua família, pai e mãe viviam uma grande farsa e talvez... Divagava ela... Talvez ela também estivesse vivendo uma grande farsa... Talvez seu marido estivesse cansado do casamento, cansado dela, talvez estivesse interessado em curtir a vida, talvez arrependido... Eram tantos "talvez" e alguns ela sabia eram descabidos ou outros não pensava errante, desorientada... Permanecia em seus insertos talvez, chegando à conclusão de que com certeza ela estava errada sobre muitas coisas, mas quais... Quais eram os seus errados julgamentos e quais eram os certos? Quais?
— Bella... Disse o rapaz corajosamente tocando em seu cotovelo e como a moça não se mexeu ele resolveu se colocar na frente dela... Ao ver o rosto em lagrimas seu coração doeu. – Baby...
— Edward... Disse em um fio de voz e o rapaz puxou-a para os seus braços... Aquecendo seu corpo com o seu em um abraço completamente e saudosamente significativo.
— Não chore meu amor... Por favor, não chore... Dizia afagando suas costas... Isabella foi se acalmando sentindo-se confortada, acolhida como há dias ansiava... Edward levantou delicadamente seu rosto e sem perder tempo alcançou os lábios dela e o beijo sendo aceito pela moça se tornou intenso como de costume, profundo como desejado por ambos e afoito como o esperado... As mãos do rapaz se imiscuíam nas curvas da esposa enquanto ela puxava deliberadamente os fios de cabelo da nuca de seu marido absorvendo seu gosto, matando a falta que sentia dele... Mesmo que parcialmente... Corpos grudados gritavam saudade...
— Uhm... Gemeu Isabella em meio ao beijo despertando ainda mais a saudade de seu marido, assim como a dela... Separaram-se minimamente e Edward sorrindo...
— Jane tem razão... Fui bobo deveria ter te agarrando logo e beijado, pelo visto essa é a melhor alternativa mesmo... Declarou brincalhão sem ter a noção de que citar o nome da amiga aliado a tais palavras causasse eu sua esposa um grande descontentamento... Isabella se afastou de imediato.
— Jane tem lhe dito muita coisa não é mesmo? Questionou e Edward sem entender. – E pelo visto a opinião dela tem peso pra você, pelo visto qualquer coisa que a Jane faça é importante pra você... Dizia com quase desdém...
— Bella...
— Achei que hoje fosse sair com a Jane... Foi isso que fez no outro dia não foi... Foi conversar com a Jane, não é? Questionou... – Ah claro como me esquecer de hoje... Do passeio no parque... Daniel “amou” conhece-la... Disse demonstrando qualquer outra coisa menos amor ao pronunciar a palavra.
— Foi coincidência e...
— Coincidência claro... Que coisa não é? Disse irônica.
— Baby...
— Olha Edward... Quanto ao documento... Mamãe sabe o que faz e disso não tenho mais duvidas... Disse respirando fundo, tendo vontade de chorar mais uma vez... Se controlando... – Eu não tenho porque contestar essa doação... Ele um dia receberia tudo mesmo...
— Nem tudo... Soltou se referindo a partilha... Se Isabella estava esperando um filho isso queria dizer que Daniel não era o único herdeiro...
— O que quero dizer é que... Você melhor do que ninguém vai saber lidar com isso e eu... Eu não vou me preocupar... Você e papai que se resolvam... Afirmou se virando em direção a porta de saída do escritório antes que mais lagrimas banhassem seu rosto tento Edward como plateia.
— Isabella... Chamou o rapaz imperativo e a moça parou no mesmo lugar virando-se devagar. – Não tem mais nada pra me dizer? Perguntou em expectativa... Ela tinha que dizer pensava ele... Tinha que contar sobre o bebê... Estava gravida não estava? Ele tinha o direito de saber... De participar... Permanecia pensando naqueles segundos.
Spoiler —
— Tudo bem? Perguntou Alice notando o rosto enviesado da amiga.
— Eu gostaria muito, muito mesmo, de saber qual é a dela... Disse Isabella vendo Jane brincar com Daniel tendo além de outras crianças um Edward sorridente no meio da bagunça.
— Jane sempre foi expansiva e isso às vezes choca um pouco...
— Expansiva... Boa definição, mais uma que eu aprendo... Disse Isabella agora se voltando para a amiga. – Jogar-se em cima dos homens é ser expansiva então? E veja ela não se preocupa nem com a idade... Disse cruzando os braços e virando de costas resolveu entrar na mansão deixando claro o quanto estava desconfortável para dizer o mínimo...
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