Wall Street: Amor X Poder
18 Agulhada
Notas iniciais
Vibella, Jeey e Fabiana Lustosa, bjos!
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Alertando que tudo que aparecer sublinhado significa que é verídico, que existe e pode ser pesquisado se você leitor assim preferir.
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Vamos a mais um capítulo...
Agulhada– Movimento brusco durante um único pregão, para baixo ou para cima, com retorno das cotações à condição original de forma igualmente rápida.
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Momento de provocações!
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– Música sugerida (Slow Cruel Hands Of Time – Band of Horses) –
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Aos poucos Charlie ganhava mais e mais na proximidade com jogos emocionais elaborados fazendo sua filha ficar confusa...
– Se pudéssemos atuar juntos princesa, o nome Swan voltaria a estar no topo... Sabe... Desculpe eu sei que trabalha com seu marido, que deve muito a ele... Evidentemente Edward merece consideração por ter lhe acolhido, mas se... Não... Deixe pra lá...
– Se o que papai? Questionou.
– É que veja... A Cullen’s é tão grande... Tantos corretores bons não é mesmo? Não seria tão ruim assim você se ausentar da equipe e quem sabe partilhar da ideia de criar uma corretora popular com sei pai...
– Corretora popular? Perguntou curiosa.
– É querida... Eu tenho pensado nisso... Levar o mercado financeiro a pequenos investidores, pessoas de médio poder aquisitivo e com pouca experiência no mercado e... Os olhos de Isabella brilharam com a ideia...
– É uma ideia interessante. Disse baixo.
– Não veja nisso algo de antiético, é apenas um comentário filha... Seu marido jamais veria nisso algo bom e eu o entendo, é razoável se ver ameaçado, mas ambos sabemos que você não o abandonaria e tem toda a razão em não fazê-lo na verdade não deve fazer... Edward é um rapaz de caráter e fez o que eu em minha ausência como pai deixei de fazer e isso é imperdoável... Dizia com um tom tristonho ao final, o homem estava jogando suas cartas altas nesse momento e embora a contra gosto defendesse o genro, que com total certeza não suportava, estava satisfeito ao perceber que desestabilizava a filha.
– Papai...
– Ok, ok... Eu sei que estou divagando demais, talvez seja coisa da idade... Dizia rindo.
– Você não está velho! Afirmou Isabella cortando-o mais uma vez.
– Que seja... Disse ainda risonho. – O que na verdade queria dizer é que seria perfeito não é mesmo? Nós dois juntos... O mercado financeiro verdadeiramente conheceria a força dos Swan... Se esse seu pai aqui não tivesse sido tão sem noção em seus julgamentos com relação a você se tornar uma corretora...
– Papai...
– Eu sei... Sei que é complicado... Desculpe dizer essas coisas... Ora vamos, não ligue para as malucas ideias desse corretor aposentado... Dizia brincalhão. – Mesmo porque a grande Isabella Cullen... Soltou enjoado com a própria palavra. — Deve cobrar alto por seu prestimoso talento... Acho que não poderia pagar... Dizia ainda demonstrando descontração no final.
– Ah sim... Sou no momento muito requisitada sabe? Dizia Isabella entrando na brincadeira sem se dar conta da intenção na mesma...
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– Estou as voltas com os ultimos preparativos para a nova coleção... Está tudo uma loucura... Comentava Alice durante o almoço com a amiga tendo a novidade de ter Rosalie as acompanhando, o namoro da moça com Emmett estava realmente se tornando sério e isso refletia na proximidade com a família.
– Estou curiosa para ver essa nova coleção. Disse Isabella após limpar o canto dos lábios com o guardanapo recebendo um sorriso da amiga.
– Rose desculpe perguntar... Mas é que bem... Você é tão feminina e se veste tão bem... Como...
– Como posso ser uma policial, uma delegada? Cortou descontraída uma Alice curiosa e uma Isabella agora também curiosa esperou a resposta depois da cunhada assentir meio sem graça. — Bem... Meu pai é policial, reformado hoje em dia é verdade, mas se aposentou em um alto posto na policia... Eu estudei direito e no meio do caminho achei natural ingressar na academia de policia seguindo os passos de família... Quando vi já estava lá e confesso... Gostei da ideia, justiça foi um fator que sempre me despertou interesse... Trás um certo poder também é verdade. Soltou sorrindo. – Os homens se sentem intimidados é um fato, mas alguns ficam instigados ...
– Tenho certeza que Emmett é um desses! Soltou Isabella e Rosalie sorriu.
– Aquele ali só com uma capitã da policia mesmo para tomar jeito! Afirmou Alice e todas gargalharam.
– É, mas não pense que ele mudou... Conheço meu ursão... Com ele é só no monitoramento homem a homem, ou melhor mulher a homem... Disse e Alice e Isabella riram. – É sério, Emmett é um perigo com aquele jeitão criança de ser... Todas se encantam e eu fico atenta porque não sou boba. Declarou.
– Está certíssima! Disse Alice. – Temos que nos impor, do contrário eles passam a comandar tudo... Acredita que Jasper agora deu pra me importunar com a ideia de que está ficando velho e que precisa logo ser pai... Pode isso... Ele ficando velho? Falou indignada.
– Eu acho na verdade que ele arrumou isso como desculpa amiga... Jass conhece você e sabe que nesse assunto só ameaçando. Disse Isabella descontraída.
– Bella eu não cheguei a minha fase maternal ainda... É bem verdade que a vinda de Dani as nossas vidas me fez enxergar a ideia com outros olhos... Mas ainda não é o momento, daqui um ano, um ano e meio sim... Acho que é o ideal... Explicava.
– Essa coisa de fase... Ah eu não sei... Minha experiência nisso diz tudo menos momento certo, fase, período adequado, não que seja errado pensar assim... Mas a vida no prega peças, Dani é um exemplo disso... Quando que eu iria me imaginar mãe em tão pouco tempo? E pior me sentir super confortável no papel? Dizia e ambas concordavam. – Posso dizer apenas que foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, mas por falar em engravidar... Dizia Isabella e as cunhadas se viraram juntas em direção à moça em expectativa e Isabella percebendo. – Não, eu não estou! Disse firme. – O que ia dizer é que estou trocando meu anticoncepcional de pílula para injetável... Minha ginecologista garantiu que é menos agressivo, mas esse processo está sendo meio chato... Dizia e as três seguiram com o assunto trocando experiências...
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– Quando eu foR gRande MaRia... Vou se igal o papai, foite e te uma namoida igal a mamãe... Tagarelava o pequeno todo orgulhoso dos pais que tinha para a diarista de sua casa.
– Ah, é mesmo? Questionou a empregada ao colocar a frente do garoto um pratinho com pequenos pedaços de maçã cortados e o pequenino assentiu veementemente.
– Meu lindinho falador já terminou o café? Perguntou Isabella entrando na cozinha vendo seu garoto acomodado a mesa e se aproximando beijou o alto de sua cabecinha. – Bom dia Maria. Disse sorrindo e a moça também sorrindo
– Bom dia senhora.
– Ok... Papai já está descendo para leva-lo para a aula... Então termine logo meu amor... Soltou se sentando ao seu lado.
– Você num vai mamãe? Perguntou curioso.
– Não, a mamãe tem outro compromisso... Mas, na saída eu vou te buscar e vamos enfim as compras renovar se guarda roupas já que o senhor... Dizia tocando no nariz do pequeno... – Está crescendo rápido demais. Afirmava brincalhona.
– Isso é uma verdade! Disse Maria.
– Não é? Daqui a pouco não vou mais conseguir pega-lo no colo de tão grande. Dizia arregalando os olhos... Daniel colocou na mesa o copinho que tinha em mãos e olhando para a mãe...
– Mas mamãe... Eu... Eu num queio peide seu colinho. Disse preocupado e Isabella sentindo o coração ainda mais aquecido pegou na mãozinha de seu fofinho puxando-o para o seu colo.
– Você nunca... Nunca vai perder o colinho da mamãe... Ele é seu meu amor... Só seu! Disse apertando-o nos braços.
– Ei pare de agarrar a minha mulher... Ela é só minha! Disse Edward de forma brincalhona entrando na cozinha.
– Ah não é não... A mamãe é minha também! Disse Daniel entrando na brincadeira ao agarrar o pescoço da mãe.
– Tem mamãe e esposa pra todo mundo! Disse Isabella colocando um ponto final ainda sorrindo.
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Charlie e Renée estavam morando em uma cobertura no SoHo, e o imóvel já decorado estava pronto para receber visitas... Após o escândalo causado pelo Swan, os convites para eventos e festas eram escassos e por esse motivo a vida social do casal andava em baixa... Renée teve a ideia de convidar a filha para um jantar juntamente com o marido e Daniel... Seu marido não gostou é claro de saber que teria que aguentar Edward com sua pose de corretor honesto e o pequeno carente que ele resolvera colocar goela abaixo na vida de sua filha pensava o homem, mas também via ali uma oportunidade de conquistar mais espaço...
– Como vai querido? Perguntou Renée ao ver Daniel grudado a perna de Isabella depois de falar com a filha.
– Tudo bem! Disse baixinho e corajosamente se aproximou da senhora lhe dando um beijinho como cumprimento... Isabella e Edward viram a cena orgulhosos da educação de seu garotinho.
– Princesa... Disse o Swan se aproximando e Isabella sorrindo foi ao encontro do pai. – Edward. Soltou sem grande importância.
– Querido seja bem vindo, espero que se sintam a vontade aqui. Disse Renée cumprimentando o genro que muito educadamente retribuiu... Isabella indo com a mãe conhecer mais alguns cômodos do novo imóvel deixou Edward com o pai ambos com copos de whisky na mão tendo Daniel por perto.
– Olha papai... Disse o pequeno apontando com o dedinho e se aproximando do aparador onde descansava a linda estatueta de uma das famosas bailarinas de Degas, peça de grande valor.
– Não toque nisso! Disse ríspido o velho e Daniel estacou no lugar em que estava assustado. – Isso não é brinquedo! Afirmou ainda sério com cara de reprovação para com o menino.
– Fique tranquilo Charlie... Ele não vai tocar! Afirmou Edward quase vociferando. – Amigão venha aqui e fique com o papai... Disse levantando a mão e Daniel desconcertado e de cabeça baixa se aproximou do pai que o ajudou a sentar-se ao seu lado no sofá... A revolta de Edward pela rispidez com que o filho foi tratado ficou evidente em sua face...
– Papai... Chamou o pequeno bem baixinho com as mãozinhas descansadas em união junto ao corpo... Edward se virou para ele ainda respirando fundo se mostrando atento. – Eu quero ir no banheiro. Disse mais baixo ainda.
– Onde fica o lavabo, por favor? Perguntou o Cullen com esforço se dirigindo a Charlie.
– Porta ao lado do hall principal! Afirmou olhando para o fundo do copo que segurava sem dar grande atenção... Edward levantou-se conduzindo seu garotinho até o lavabo...
– Ele num gosta de eu não é? Perguntou Daniel ao se apoiar no pai quando o mesmo o auxiliava a abrir a calça jeans... Edward olhou para o filho tentando conter a crescente revolta, sua vontade era voltar à sala e socar o sogro sem piedade.
– Você é a pessoa mais amada deste mundo... Quem disser ou fizer algo que de longe mostre o contrario vai se ver comigo entendeu? Questionou sério e Daniel assentindo... Minutos depois ambos retornaram a sala de estar e Edward suplicava aos céus equilíbrio para se manter firme no proposito de não retrucar as provocações do sogro... Isabella logo voltou a sala sozinha já que a mãe fora verificar a finalização dos preparos para o jantar.
– Uhm... Viu só papai como meu fofinho é educado? Disse se aproximando, a felicidade de estar com os pais e ter seus amores ao seu lado não permitia que a moça visse ou sentido o pesado clima na sala... Charlie não respondeu a filha. – Vem aqui meu amor... Veja que lindo... Disse pegando na mãozinha de Daniel e levando-o justamente para perto da peça que há minutos atrás estivera próximo, o velho não se pronunciou, mas para Edward ficou clara a vontade dele em não permitir que Daniel se aproximasse de suas coisas... – Lindo não é? Perguntou Isabella próxima ao ouvido do filho que caladinho apenas assentiu... Edward se sentia desconfortável, mas em respeito e consideração a esposa e sogra se manteria firme... O jantar logo foi servido para alivio do Cullen que pensava em ir embora o quanto antes.
– Não seria melhor colocar a criança para comer na cozinha? A criada poderia cuidar disso. Disse Charlie não querendo compartilhar da mesa com o garoto e Edward revoltado respirou fundo se preparando para retrucar...
– Claro que não papai. Disse Isabella se antecipando. — Eu mesma me encarrego de auxilia-lo... Já estou acostumada não é filhote? Disse penteando a franja do pequeno que com sua ajuda se sentou na cadeira ao seu lado tendo Edward de seu outro lado... O Swan nada disse se mantendo calado, Renée assim como Edward estava entendendo as reações de Charlie como discriminação ao pequenino e a senhora Swan não estava gostando nada da atitude do marido vendo o garotinho acanhado, quase tristonho... A conversa foi conduzida por Renée e Isabella e ambas sempre tentavam trazer os maridos para a roda.
– O que acha de Swan e Swan princesa? Questionou Charlie e Isabella fitando o pai, o homem sabia que sua filha agora possuía o nome do marido e a provocação seria ainda mais completa assim... – Para a corretora popular? Soltou brincalhão complementando e Isabella entrando na brincadeira sorriu, mas Edward entendendo se sentiu ainda mais irritado.
– Corretora popular? Perguntou o Cullen sem se conter.
– Devaneios de papai! Disse Isabella desviando o assunto, mas seu marido viu naquilo uma nova provocação e pensando... – Não se atreva seu velho, mesmo porque ela não é mais uma Swan e sim uma Cullen... Afirmava para si entrando na provocação do sogro.
– A ideia é antiga Edward... Dar oportunidade a pessoas de médio poder aquisitivo de investir no mercado financeiro...
– Ah claro... São ainda mais fáceis de manipular e arrancar valores sem grandes explicações. Disse com deboche sem conter as palavras e no mesmo instante Isabella dirigiu um olhar furioso ao marido.
– Na verdade Edward... A proposta seria oferecer instruções precisas e totalmente didáticas a esse novo publico...
– Manipular é a regra principal dentro do mercado, e isso inclui manipular o cliente para onde queremos leva-lo... Sendo assim manipular um leigo completo no setor finanças é sempre muito mais fácil... Sim, a ideia do popular é brilhante! Afirmou seguro e Isabella permaneceu lhe lançando olhares revoltados.
– Princesa acho que seu marido realmente não me conhece... É o que se leva por errar, decisões que pontuam sua vida! Disse se mostrando envergonhado e Edward percebendo quis infligir em si mesmo bons tapas entendendo que acabara de mais uma vez ser o motivador da raiva da esposa por influencia do velho sua vontade era gritar – Sim, eu lhe conhece velho maldito!
– Por favor, sem negócios a mesa. Pediu Renée. — Daniel querido... O que acha de uma linda taça de sorvete como sobremesa? Perguntou quebrando o clima tenso. – Quer pequeno? Perguntou mais uma vez e Daniel mesmo envergonhado assentiu... O jantar se encerrou e todos indo para a sala de estar saborearam um licor... A hora avançada levou Daniel a pedir colo e Edward solícito deu atenção ao garoto que se aconchegando ao pai buscou se aquietar.
– Sabe que essa minha aposentadoria forçada me fez até fazer um levantamento sobre qual seria a média de pessoas interessadas em entrar no mercado tendo seu poder aquisitivo com base na média salarial, os conhecidos proletários... Dizia e cada palavra ali colocada era vista pelo Cullen como uma afronta, provocação, já para Isabella o pai estava apenas sonhando alto com algo que ele não podia mais fazer e isso a deixava entre o triste e o dividida... Daniel adormecido no colo do pai foi notado por Renée...
– Acho que alguém não conseguiu mais manter os olhos abertos. Disse com uma suave descontração, Isabella que estava quase de costas para marido e filho entretida com as palavras do pai se virou para ver a cena de seu fofinho caído no ombro do pai agarrando com a mãozinha a camisa do mesmo como de costume.
– Acho que está tarde não é mesmo? Precisamos coloca-lo na cama. Disse sem olhar nos olhos do marido, Edward sabia que a esposa estava irritada com ele pelos comentários de logo mais cedo, o Cullen tinha consciência que mais uma vez deixara a esposa decepcionada com suas atitudes, mas como se manter inerte diante das coisas absurdas que aquele velho fazia ou dizia? Sem mais demora o casal foi embora levando um pequenino completamente adormecido.
– Charlie... Eu sei o que está fazendo e alerto... Não é uma boa ideia... Provocar Edward é um grande erro e não aceitar Daniel um erro maior ainda! Afirmou Renée. – Ele é uma criança, não mexa com ele! Advertiu segura e se encaminhou para a área dos quartos com a intenção de se recolher.
– Ora querida está vendo coisa onde não tem! Afirmou em deboche e a esposa confirmou com seus botões que o marido estava aprontando e tinha em mente estar observando e agiria se fosse preciso.
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– Você definitivamente gosta de ver meu pai sem graça não é mesmo? Questionou a moça se despindo no closet tendo o marido fazendo o mesmo. – Parece que gosta de vê-lo mal... Dizia contrariada.
– Isabella eu fui provocado...
– Edward por deus ele apenas comenta, nada daquilo é concreto ou tem fundamento...
– Até nome para uma corretora com você ele tem... Se esquecendo que você agora é uma Cullen e não mais uma Swan...
– Eu sempre serei uma Swan! Disse firme se voltando para o marido que com a boca semiaberta...
– Você não vê o que está acontecendo? Questionou quase em desespero.
– Sim vejo... Estou vendo meu marido tentar me jogar contra meu pai... Estou vendo meu marido tentando me afastar do homem que apesar de ter errado me ama e me quer bem... Sabe o que é pior Edward? Ele ainda defende você! Disse com a voz embargada.
– Eu não acredito nisso... Dizia sorrindo revoltado balançando a cabeça em negativa.
– Quem não acredita nisso sou eu... Sua arrogância me deixa revoltada...
– Minha arrogância não é? Questionou cruzando os braços com o tórax nu pela retirada da camisa. – Me diz então o que é pra você um homem como o seu pai tratar o "meu" filho como um qualquer... Ou pior um cachorro sugerindo que seria melhor que ele comece na cozinha? Questionou e o fato de ouvir tais palavras deixou a moça perplexa e muito incomodada com a menção – Meu filho e não Nosso filho...
– Ele... Ele não quis dizer... Isso... Você entendeu errado! Afirmou insegura.
– Claro que não... E quando ele quase gritou com Daniel para que ele não tocasse no maldito Degas que ele tem como relíquia naquela bancada simplesmente porque o pequeno se aproximou olhando... Isso também é normal não é? Nada demais... Disse e Isabella se viu ainda mais desconcertada pela nova informação.
– Ele... Ele não tem o habito de lidar com crianças... Mas... Mas se eu estivesse presente teria... Teria me pronunciado! Disse com a cabeça baixa.
– Daniel me questionou quase em afirmativa que seu pai não gosta dele! Afirmou e aquilo foi semelhante a uma punhalada no coração da moça que ofegou com a noticia. — Juro por Deus que se ele mais uma vez se dirigir a Daniel dessa mesma forma... Irei perder por completo a educação. Declarou seguro.
– Edward...
– Boa noite! Afirmou se retirando do quarto dando o assunto por encerrado antes de dizer algo pior e deixar as coisas ainda mais tensas... As palavras do marido deixaram Isabella completamente sem chão... E nada, nada do que ele dissera lhe parecia uma mentira, um grande engodo, e aquilo lhe maltratava um pouco mais... Não! Seu coração berrava. Ele está mudado! Meu pai mudou! Dizia e sua mente retrucava dizendo... Edward não mentiria! Meu marido jamais faria isso! Não o homem que eu amo e que me amparou em tantos momentos difíceis em que eu me vi sozinha, desamparada... As lagrimas desenfreadas banhavam seu rosto e copiosamente ela chorou entre soluços... Isabella sem mais se conter saiu do quarto indo para perto de seu bem mais precioso... Daniel dormia tranquilo em seu ressonar cadenciado com o pijama macacão que lhe dava um ar de bebê fazendo Isabella sorrir em meio a lagrimas.
– A mamãe ama você gatinho... Você é minha... Vida... Dizia tocando com os dedos a pequenina mãozinha que se encontrava fora do edredom beijando a mesma em seguida, permaneceu ali um bom tempo admirando, analisando cada detalhe do filhote que em alguns momentos fazia movimentos com a boquinha como se sua língua fosse uma chupeta, ele era tão pequenino ainda, sua inocência, pureza de coração, amor límpido enchiam os olhos dela... Isabella permanecia em angustia velando o sono do filho e as lagrimas ainda gritavam com ela de forma ensurdecedora declarando quase em neon – Cuidado, preste atenção! ... Saindo dali ainda enxugando seu rosto foi à procura do marido e o encontrou deitado no quarto de hospedes apenas de calça com os olhos fechados... Vagarosamente ela se acomodou ao seu lado buscando com cuidado apoiar sua cabeça no ombro do marido e ali ficou. – Amo você... Dizia baixinho. — Por favor, não fique bravo comigo... Não me afaste... Eu... Me sinto tão dividida, tão insegura diante de tantas coisas... Mas... Você, você é meu porto seguro, o homem da minha vida... Quem me devolveu segurança e paz e que... Que me ensinou o que é amar... Sem contar que deu a coisinha mais importante do meu universo... Dizia chorosa, Edward não sabia como argumentar, se voltasse a falar iriam acabar brigando, pois o Cullen se via inconformado com a ingênua credulidade da esposa. – Por favor, Edward nunca mais diz Seu filho... Ele... Ele é nosso filho! Soltou escondendo-se no esconderijo que Daniel tinha mania de utilizar, o pescoço de seu marido se aconchegando mais e o rapaz ainda acordado permaneceu em silencio e de olhos fechados...
Spoiler -
– Lembrei-me quem você é... Filha de Charlie Swan! Disse com um que de deboche e a moça percebeu. – Edward... Você é corajoso! Afirmou e todos na sala sentiram o ar pesar de imediato...
– Eu diria que sou sortudo! Rebateu o Cullen firme não se dobrando ao homem a sua frente... Isabella se mexeu desconfortável na cadeira e Tanya sorriu segurando a vontade absurda de gargalhar se sentindo vingada.
– Ter no seu time a filha do maior golpista dos últimos tempos é tudo menos sorte amigo! Afirmou o homem e Jasper trocou olhares com Edward sabendo que o cunhado não iria se calar...
Notas finais
Me digam vamos, preciso saber, qual a opinião de vocês???? Ansiosa fico aqui no aguardo por reviews, tudo bem?
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Sem mais, bjos, obrigadoooo e até terça com mais Wall Street!
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