Walkers (Hiatus)

8 Do not let the world fuck you


Notas iniciais
Bom, esse capítulo vai mostrar um encontro muito especial, ele vai mudar o rumo dos acontecimentos da fic, principalmente rumos amorosos. Boa Leitura e desculpe pelos possíveis erros.

*Narrado por Catherine

Depois de andar muito pela floresta, achei melhor descansarmos porque Judy já estava com fome, mas descansar aonde? Ainda não tínhamos visto nenhuma casa ou abrigo, mas não poderíamos dormir no meio da floresta, totalmente desprotegidas. Então resolvi sentar, no chão mesmo, e descansar um pouco pra depois continuar andando mais. Foi aí que senti alguma coisa encostando no um braço, me virei rapidamente pra acabar com o zumbi, mas era só uma escada. Olhando mais pra cima pude ver uma casa na árvore, ela seria nossa salvação.

Subi devagar pra não ter nenhum perigo de cair lá de cima com Judy, não era muito alto, mas seria uma queda feia. A casinha era um pouco espaçosa por causa do tamanho da árvore, tinha duas pequenas janelas, alguns brinquedos espalhados pelo chão, um baú com alguns pedaços de pano e uma caixa média, não era muita coisa, mas serviria. Tirei todos os tecidos de dentro do baú e usei a caixa para fazer um bercinho improvisado, dei a mamadeira pra Judy, fechei as janelas e a pequena porta, coloquei a pequena pra dormir e fiquei de guarda durante alguns minutos até que peguei no sono.

Quando amanheceu, resolvi que iria atrás de alguma casa pra poder preparar a mamadeira de Judy, já que ela não pode ficar bebendo uma coisa de vários dias atrás. Ela tinha acordado e estava esticando os braços pra que eu a pegasse. Tinha pensado em ir sozinha e deixa-la dormindo, já que zumbis não sobem em árvores, mas como tenho um coração mole, não pude resistir a aquela carinha de cachorrinho sem dono.

Sua pestinha disse sorrindo ao pegá-la no colo.

XxX

Deixei nossa comida na casa da árvore, já que pretendíamos voltar. Esvaziei a mochila e coloquei dentro dela as coisas que precisava para preparar a mamadeira da Judy, a arma e algumas comidas, caso ficássemos presas em algum lugar. Desci a escada e comecei a andar pela floresta. Chegamos a uma casa abandonada, era uma espécie de cabana, então não tinha cômodos, graças a deus, sem zumbis. Achei um pequeno fogão e comecei a preparar a mamadeira de Judy como Carol havia me ensinado. Tinha dois armários contendo alguns enlatados e doces que serviriam de grande ajuda. Quando terminei, fomos embora, aquele lugar não era seguro para se viver com um bebe. Ao chegarmos à casa da árvore, dei a mamadeira para Judy e ela começou a brincar com alguns brinquedos que estavam espalhados no chão. Resolvi que ficaríamos por ali durante alguns dias, já que estávamos sozinhas e sem nenhum outro lugar para ir.

*Narrado por Carl

Já tinha se passado dias e nada de Judy, eu já estava perdendo as esperanças mais uma vez. Carol continuava falando que ela estava bem, que estava protegida, mas mesmo assim eu sabia que era impossível estar bem vivendo num mundo como esse. Como se já não bastasse isso, o grupo todo (menos eu, claro) concordou em mudar de casa, a que estamos é muito pequena pra quantidade de gente e ainda está muito perto do Terminus. Como minha opinião não ia fazer diferença nenhuma, resolvi dar uma volta pelo bairro antes de partir. Vi dois zumbis se aproximando e achei melhor atraí-los pra longe. Quando fui ver, já estava na floresta, mas como ainda estava perto da casa, às pessoas poderiam ouvir, então decidi andar mais um pouco. Pro meu azar, mais zumbis apareceram, só que acabei facilmente com todos eles. Estava um pouco ofegante que nem percebi que um zumbi avançava na minha direção, ele caiu encima de mim e minha arma foi parar bem longe. Tentei segurá-lo pra não ser mordido, mas não ia conseguir por muito tempo. Esse era o meu fim.

Quando percebi, já estava chorando, não porque eu ia morrer, mas porque ia morrer e as pessoas nem iam saber o que aconteceu comigo, estava chorando porque não ia rever minha irmã, estava chorando porque ia morrer de uma forma pior que a morte da minha mãe. ''Não deixe o mundo ferrar você as palavras dela martelavam na minha cabeça. ''Desculpe, mãe. O mundo acabou me ferrando pensei enquanto segurava o zumbi com o resto de minhas forças. ''Boa noite, amor essas tinham sido as ultimas coisas que ouvi sair de sua boca.

Boa noite disse eu. Nada mais justo do que essas sendo minhas ultimas palavras também.

Quando soltei o zumbi, ele caiu direto no meu pescoço, mas simplesmente parou. Tinha uma flecha em sua cabeça.

''Boa noite? Não veio nenhuma outra frase na sua cabeça, não? disse uma menina loira, que segurava um arco e algumas flechas na mão. Ela tinha me salvado.

Como assim? perguntei, eu estava um pouco confuso com tudo isso, afinal, eu quase morri, estava em estado de choque.

Ah, você sabe. Ultimas palavras e tal. O que você acha de ''Adeus, mundo ou ''Adeus vida ou até ''Eu te amo,Mary? ela me perguntou enquanto se ajoelhava ao meu lado

Hum, quem é Mary? sim, eu estava mesmo parecendo um idiota.

Ninguém, cowboy, ninguém. E você vai ficar parado aí com um zumbi encima de você? Quer que eu te ajude? ela me perguntou enquanto esticava o braço para me ajudar.

Não, não, eu sei me levantar sozinho. E isso não é um chapéu de cowboy, é um chapéu de xerife será porque todo mundo confunde isso?

Que seja, pra mim é um chapéu de cowboy ela disse já se levantando.

E esse arco? Você por acaso é parente do Robin Hood? às vezes eu até consigo ter um certo senso de humor.

Haha, muito engraçadinho ela falava com uma expressão séria, mas ao mesmo tempo com uma cara de quem estava se divertindo muito com isso.

Até algum dia, arqueira. Tchau peguei minha arma do chão e dei meia volta, indo em direção a casa.

Tchau, cowboy, e DE NADA, viu? Tente não morrer da próxima vez foi só o que pude ouvir enquanto saía de perto dela. Mas que garota mais maluca, só que ela salvou minha vida, então deve ser uma pessoa legal, pena que nunca mais nos veremos de novo.

*Narrado por Catherine

Enquanto voltava pra casa na árvore fiquei pensando de onde conhecia aquele garoto, pensei até em voltar e perguntar seu nome, mas ele parecia ser do tipo que não conta nada pra ninguém. Foi melhor assim, nós nunca mais nos veremos de novo.

XxX

Quando amanheceu, resolvi que teríamos que sair daquela casa, Judy precisa de um lugar mais seguro. Caminhamos durante algumas horas até que chegamos a uma rua deserta, só restavam algumas casas, pois as outras haviam sido demolidas. Uma delas me chamou a atenção, não era uma casa normal, tinha muros, cercas, grades, arames farpados e era enorme. Cheguei até o portão principal, já que havia vários deles, e apertei em um botão que devia ser uma espécie de interfone. Fiquei esperando até que uma voz feminina, conhecida, falou:

Qual é seu nome?

Catherine, Catherine Grace Muller.

Ai meu deus, não é possível.

*Narrado por Carl

Onde você estava, Carl? Ficamos preocupados foi a primeira coisa que meu pai disse ao me ver.

Dando uma volta, vendo se Judy não estava por aí disse, estava cansado de que me tratassem como uma criança, eu já tinha quase 15 anos.

Bom, estamos indo agora. Sinto muito, Carl. Elas já devem estar bem longe daqui, mas vamos acha-las, eu prometo. Agora, vamos.

Promessas e mais promessas, mais uma coisa que estou cansado de ouvir. Todos ficam fazendo promessas, dizendo que vai ficar tudo bem, mas não vai ficar tudo bem, é impossível tudo ficar bem. Ninguém aqui pode ficar prometendo nada, ninguém aqui pode fingir que está tudo bem, porque não está e nem nunca vai ficar. As pessoas morrem e eles fingem que nada aconteceu, as pessoas somem e eles fingem que nada aconteceu, eles tomam decisões e fazem coisas erradas e todos fingem que nada aconteceu. O que mais me deixa chateado é não poder fazer nada, não poder opinar em nada. Quando é que eles vão perceber que eu cresci?

Notas finais
Esse gif *_* Nesse ''encontro'' eles não demonstraram muita coisa, mas como voces sabem, o Carl é muito fechado e como eles mesmos disseram ''eles nunca vão se encontrar de novo''. Só uma coisa a dizer: never say never ;) Bjs, xoxo.