Notas iniciais
Hoje tem desabafo aheuaheuah Gente, olha, minha fic não é movida a comentários, recomendações, favoritos e nem nada disso. Mas acontece que é difícil você continuar escrevendo uma coisa sem saber que as pessoas estão lendo, sem saber que as pessoas estão gostando. Eu poderia até postar todos os dias, seguir a fic, fazer tudo sem ficar mendigando comentários, etc, só que não é fácil. Você escreve uma coisa, passa praticamente o dia inteiro escrevendo aquilo, faz um gif legal, procura uma música legal pro capítulo, posta na maior ansiedade e aí ninguém comenta. Vou dizer, isso não é nada legal. Não estou pedindo pra vocês comentarem nem nada disso, eu não quero que vocês sejam obrigados a fazer nada. SEM PRESSÃO. Eu só queria que, de vez em quando, vocês dissessem que pelo menos estão acompanhando. Isso me motiva muito e me faz querer escrever a fanfic pra vocês. Sobre o capítulo: eles ainda estão na fortaleza, está tudo bem (por enquanto). Vou mostrar como está sendo a relação de todos e se eles estão se dando bem

''Claro que eu tinha momentos de felicidade. Mas ninguém é feliz o tempo todo. Ser feliz não é uma característica estática, como ser louro ou moreno. Eu posso estar feliz agora e no momento seguinte não estar mais.''

*Narrado por Carl

Naquele dia estávamos aumentando a segurança da fortaleza. Com a quantidade de pessoas, os zumbis estavam se aglomerando nas grades. Gleen e meu pai estavam reconstruindo a torre da prisão, eu estava ajudando Bob e Tyreese a tirar os zumbis que estavam nas grades do pátio, Cath e Daryl estavam atirando em alvos improvisados, Michonne e Maggie tinham saído pra conseguir alguns materiais, Judy estava lá dentro com Carol e os outros.

De longe podia ouvir os gritos que Daryl dava com Cath, e ela retribuía falando mais alto ainda.

— Duvido que você não consegue acertar o centro. — ele apostou.

— Duvida? — ela pegou uma flecha e acertou o alvo.

— Isso tava moleza de mais. — ele apontou para onde nós estávamos — Quero ver se você consegue acertar algum daqueles zumbis, mas tem que ser daqui, não vale nem mais um passo. — olhou pra gente e berrou. — Saiam daí, seus pamonhas. — ele fez um gesto dizendo para darmos espaço.

Cath pegou uma das flechas e mirou, respirou um pouco e a soltou, a flecha passou raspando por todos os zumbis que estavam na grade e foi acertar um que estava saindo da floresta, bem na cabeça.

— Duvido que você tem coragem de ir lá pegar. — ela apostou com Daryl.

— Você sabe que eu consigo, não é? — ele disse indo na direção da grade.

— Não tem nenhuma outra coisa que eu possa apostar com você, porque você é bom em tudo. — ela gritou.

— Valeu, gatinha. — de longe pude ver a cara de nojo que ela fez ao ouvir a palavra ''gatinha’’.

— Precisa de uma ajuda aí, cowboy? — perguntou vindo na minha direção.

— Acho que não, Bob e Tyre... — me virei e eles não estavam mais lá — Estavam me ajudando, mas agora me deixaram aqui sozinho.

— Não seja por isso, eu te ajudo. — ela pegou uma das facas que estavam perto da grade e começou a furar a cabeça dos zumbis.

Gatinha, é? — perguntei.

— Ah, por favor. Finja que nem ouviu aquilo. — pediu.

— Só se você parar de me chamar de cowboy. — também pedi.

— Então nada feito. — ela disse dando um sorriso e depois voltou a perfurar as cabeças dos zumbis.

Cath era uma garota legal, eu me sentia bem quando estava perto dela, ficava até feliz. Só espero que ela fique viva, já que todas as pessoas que amamos estão sendo tiradas de nós. Ela tinha um sorriso bonito, eu gostava de ver ela sorrindo, isso me trazia uma gota de esperança. Nunca estava triste, sempre andava por aí tentando arrancar sorrisos de todos.

— Carl? Você vai ficar aí? Não tem mais nenhum zumbi. — ela disse, me tirando dos pensamentos.

— Hã? — me virei pra grade, sem nenhum zumbi — Ah é.

— Se não bastasse ser um cowboy, agora virou um cowboy louco. — fez piada enquanto se afastava.

— Onde você vai? — perguntei.

— Vou ver a Judy, por quê?

— Posso ir com você?

— Pode, ué. Ela é sua irmã.

Afirmei com a cabeça e fomos andando até Judy. Chegamos na casa e ela estava brincando com alguns brinquedos. Cath sentou perto dela e começaram a brincar com algumas peças de montar.

— Você vai ficar parado aí? — Cath me perguntou.

— Hum, não. — disse e me sentei perto delas.

— Você já ouviu ela falar seu nome? —perguntou.

— Não, acho que ela nem gosta de mim. — disse tentando fazer um castelo.

— Ah, para de besteira. Ela é sua irmã, é só que ela não reconhece você. Mas olha só — ela cochichou alguma coisa no ouvido de Judy.

— Cow-boy! — Judy disse e depois derrubou todas as peças que eu tinha montado.

— Ei, isso não vale! — disse jogando as peças encima da Cath — Você mandou ela derrubar.

— Eu não fiz nada! Para de jogar isso encima de mim. — disse enquanto pegava os brinquedos e jogava de volta.

*Narrado por Catherine

Estava escurecendo e eu estava sentada encima do telhado observando o céu. É impressionante como o tempo passa rápido quando você fica em um lugar que você gosta, pensando em coisas que você gosta. Alguns raios cortavam o céu azul escuro, o vento era gelado, mas aconchegante. Pensei até em cantar uma música, mas não queria ser descoberta naquele lugar, lá era o meu lugar, um dos poucos onde eu me sentia bem.

— Como foi que você me achou aqui? — perguntei, me virando para encarar o convidado.

— Você gosta de telhados. — ele disse enquanto se sentava.

Demorei um pouco pra entender. ''Caí de um telhado’’ ''O que você estava fazendo encima de um telhado?’’ ''Eu gosto de telhados’’

— Então, o que você está fazendo aqui? — perguntou.

Apontei para o céu, que já estava cheio de estrelas.

— É impressionante como as pessoas esqueceram que ainda existem coisas bonitas no mundo. Mesmo com esse caos todo, ainda existem coisas que valem a pena ver. — disse sem tirar os olhos do céu.

— Acho que é porque elas ficam muito ocupadas fugindo de zumbis. Não dá tempo de parar e ficar olhando o céu, Cath. Existem coisas mais importantes.

— Eu sei, cowboy. Mas é que as pessoas se esquecem de aproveitar os momentos. Já que sabemos que vamos morrer, a gente devia aproveitar o tempo que ainda resta. De que adianta sobreviver, mas ficar triste sempre? De que adianta viver se você não está feliz?

— É por isso que você é feliz? — ele perguntou me encarando.

— Provavelmente sim. Eu nunca tive uma família, Carl. Agora eu estou tendo a oportunidade de ter e quero aproveitar. — expliquei.

— Você sabe que isso não vai durar pra sempre, né? — ele disse enquanto olhava o céu.

— Eu sei, mas vou aproveitar enquanto durar. — disse num tom um pouco triste.

Ouvimos alguns trovões e gotas de chuva começaram a cair.

— Você não vai entrar? — perguntou se levantando.

— Não, a chuva me deixa feliz. — disse enquanto via chuva começar.

— A mim me deixa molhado. — ele respondeu com um sorriso amarelo, e depois entrou pra dentro.

Carl, Carl. Pena que estamos em um apocalipse. Você seria o tipo de garoto pelo qual eu me apaixonaria.

Hoje foi meu primeiro dia na escola nova. Foi exatamente como é todos os anos, as pessoas nem me notaram. Minha única amiga é a Ana, a do orfanato. Agradeço por ela ter chegado aqui, assim eu não fico mais sozinha. Quando chegamos do colégio, resolvemos brincar de bonecas no pátio, mas Mia e Kim estavam lá e com certeza iriam arrumar alguma confusão pra nos culpar, então fomos brincar nos fundos do orfanato.

— Cath, qual dos meninos você achou mais bonito? — ela perguntou enquanto vestia a roupinha na boneca de pano.

— Você sabe que eu não reparo nisso, Aninha. — disse.

E era um pouco verdade. Eu quase nunca ficava olhando qual dos meninos era mais bonito, nunca fui esse tipo de garota. Mas aquele dia tinha sido diferente. Tinha um menino que estudava na mesma sala que eu, o nome dele é Rafael. Ele tem lindos olhos azuis e cabelos pretos, parece um anjo. Nunca tinha conhecido um garoto com olhos azuis, só tinha visto nos filmes, acho que foi por isso que me encantei por ele. Por causa dos olhos.

— Tinha um menino que não parava de olhar pra você. — ela falou, sem parar de arrumar a boneca. — Aquele dos olhos azuis, sabe?

— Não, não sei de quem você está falando. — menti.

— Qual era mesmo o nome dele? — perguntou, para ninguém em especial. — Ah! Rafael. Acho que ele gosta de você.

— Que bobagem. Ninguém nunca gosta de mim. — admiti.

— Não sei por que você diz isso. Eu te acho linda. Mais linda do que a Mia ou de qualquer outra menina da escola.

— Sabe por que eu gosto de você, Aninha? — perguntei.

— Porque eu sou a única pessoa que te entende? — brincou ela.

— Não, porque você sempre me faz sentir bem. Por mais que você minta a maioria das vezes. — disse enquanto dava um abraço nela.

Às vezes eu até penso que a Anna pode ter sido minha irmã, de outra vida, claro. Ela sempre está perto de mim e sempre está me ajudando em tudo que eu preciso. Espero que quando eu for adotada, ela venha junto, porque eu não vou conseguir viver sem ela.

Uma das minhas professoras novas é muito legal, ela se chama Samantha, mas pediu que eu a chamasse de Sam. Ela será minha professora de Educação Física e já nos demos muito bem, inclusive, ela pediu que eu fosse a capitã do time e eu aceitei. Sam se parece com o tipo de mãe que eu sonho em ter. Ela é educada, legal, amiga e também é muito linda. Não gosto de ficar alimentando esperanças, mas quem sabe... algum dia ela pode querer me adotar. Tenho certeza que ela seria uma boa mãe. Pra mim e pra Aninha, claro. Sem ela eu não vou a lugar nenhum.

Clouds filled with stars cover your skies

(Nuvens cheias de estrelas cobrem seu céu)

And I hope it rains

(E eu espero que chova)

You're the perfect lullaby

(Você é a canção de ninar perfeita)

What kind of dream is this

(Que tipo de sonho é esse?)

Notas finais
Flashback só pra vocês saberem mais um pouco como era a vida da Cath. Mia e Kim são duas najas e ainda vão aprontar muito nos outros flashbacks, elas foram baseadas nas personagens de ''Se eu Ficar'' (quem é fã da Chloe Moretz sabe do que estou falando), no livro elas são boas kkk. A música se chama Sweet Dreams, da diva Beyoncé.