Walk In The Sun
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Espero que gostem..
Eram 7:30am quando Bianca acordou. Nathan ainda estava dormindo. Ela olhou para o lado e levantou rapidamente. Não sabia se o acordava ou se saia deixando-o dormindo. Decidiu acordá-lo pelo menos para se despedir, já que ele havia sido fofo ao extremo com ela na madrugada.
– Nathan? – disse ao se sentar na cama do seu lado.
– Você já ta acordada Bia?
– Acordei agora... Preciso ir. De verdade.
– Tudo bem. – ele se levantou da cama e esfregou os olhos. – Que horas são?
– 7:30.
– Você tem estágio não é?
– Tenho... Mas...
– Vai. Você tem que ir.
– Obrigada pela noite passada. Você foi... Fofo!
– De nada... – ela levantou e foi com ela até a porta.
– Te vejo mais tarde então?
– Se você quiser.
– Nossa... Até mais tarde então. – Bia deu um beijo em sua bochecha e saiu pelos corredores ainda com aquele pijama de bolinha e ela esperava não ser vista por ninguém saindo daquele jeito, de pijama, da casa de Nathan. Mas acabou esbarrando na pessoa que ela desejaria não explicar aquela situação toda. Ela nunca havia pensando que desejaria que Lilyan não estivesse ali. Ela estava saindo de casa com sua roupa de correr. Ela a olhou, olhou para sua roupa e depois para o quarto que ela estava saindo.
– BIANCA? PIJAMA? CASA DO NATHAN? O QUE VOCÊ TAVA FAZENDO AÍ?
– Lilyan... Não é nada disso que você está pensando...
Nathan’s POV
Noite passada
Eu cheguei em casa talvez um pouco molhado por causa da chuva, e acabei molhando o carpete. Fui pro banheiro e tomei um bom banho, quando sai estava mais frio que o normal naquele apartamento. Procurei algo quente pra vestir, e achei uma calça de moletom cinza e uma blusa branca. Como não tinha mais nada pra fazer, eu fui assistir tevê. Acha mesmo que eu consegui? Eu só conseguia pensar naquela garota, que era doce, e ignorante, que tinha um sotaque bem diferente do que eu estava acostumado. Aquela garota que tinha o sorriso mais lindo e mais branco que eu já vi. Ela era difícil, muito difícil. Mas um dia ela ia resistir e vim bater na porta da minha casa. Acabei dormindo no sofá pensando demais.
Acabei acordando com a campainha tocando. Olhei pro relógio e era tarde. Muito tarde. Não podia pensar em ninguém que batesse na casa dos outros. Minha vontade foi de mandar quem estava lá de volta pro lugar de onde ele nunca devia ter saído. Mas quando eu abri a porta, ela estava lá. Com aqueles olhos grandes olhando com carinho pra mim. E ela estava de pijama. Um pijama de bolinhas. Achei estranho ela aparecer lá. Perguntei se ela queria entrar, mas ela basicamente me mandou calar a boca de um jeito delicado. Eita garota bruta. Mas adoraria aquela brutalidade toda comigo. Ela começou a falar que tinha medo de trovões e perguntou se poderia dormir aqui em cada. Ela pensava realmente que eu ia negar? Claro que não.
Eu disse que iria dormir no sofá e deixá-la ir dormir na minha cama, mas pra minha surpresa e felicidade, ela disse que queria dormir comigo. Eu a olhei surpreso, poxa, a garota mal me dá uma chance, brinca de me beijar e depois pede pra dormir comigo. Não tinha como negar um pedido desses. Ela veio logo com um papo de “nada de malicias”, mas eu me pergunto que malicias? Eu só queria pega-la ali mesmo e beijá-la. Nada demais. Mas melhor ela estar lá do que eu fazer o que queria e ela ir embora.
Fomos para o quarto e ela deitou de costas pra mim. Virei também. Fiquei pensando o por que de não abraça-la. Então cheguei perto do seu ouvido e perguntei se seria malicia abraça-la. Ela respondeu que não. “Aê cara, ponto positivo, estamos chegando lá!”, pensei comigo mesmo. Entrelacei minha mão com a dela e acho que ela acabou dormindo. Eu dormi com um sorriso idiota na cara, provavelmente.
Acordei de manhã com ela sentada do meu lado. Levantei rapidamente e olhei para o relógio. Era cedo pra ela ir embora, mas daí lembrei que ela tinha que ir para o jornal. Jornal idiota. Acho que acabei sendo um pouco seco quando eu me despedi. Ela me deu um beijo na bochecha e respondi um ‘se você quiser’ ao seu pedido de nos vermos mais tarde. Sou idiota! Como eu falo isso pra ela? Deveria ter respondido ‘ claro que nos vemos, eu poderia ficar vendo você por horas.’, mas conheçam o lado idiota Nathan de ser...
Nathan’s POV off
Enquanto isso uma Bianca descabelada, com cara de sono e envergonhada com seu pijama tentava explicar a uma Lily com mente maliciosa porque ela saia da casa do Nathan tão cedo da manhã.
– Você é uma safada! Isso sim. Papo furado esse de ‘tenho medo de trovões, posso dormir com você?’, tava era doida pra dormir pregadinha com o Nath!
– E se estiver? Não é problema seu?
– Úia, ela está estressadinha!
– Vai se comer com o Siva, idiota!
– Eu não! Vai você com o Nathan.
– Eu vou... – ela olhou para Lily fazendo cara de malicia. – Ok, eu NÃO vou.
– Na boa, to indo correr agora. Você vem?
– De pijama?
– Melhor não, as pessoas podem se sentir seduzidas, e você é do Nathan.
– LILYAN OU VOCÊ VAI CORRER AGORA, OU VOCÊ VAI CORRER AGORA.
– OK, ok. Já estou indo. Até daqui a pouco. Estressada. – Lily entrou no elevador e desceu, deixando a chave com Hollie.
O parque estava praticamente deserto, na verdade, a rua parecia meio deserta. Acho que as segundas-feiras poderiam ser chatas e cansativas pra todos irem correr. Nem Alex estava por lá pra lhe fazer companhia, mas decidiu ficar correndo mesmo assim. Na décima volta ela parou e sentou em um dos bancos que ficava de costas para o bosque e ficou vendo o que estava ao redor. Haviam dois velhinhos sentados em um banco próximo ao dela, eles eram muito meigos juntos. Tinha uma mulher bem jovem passeando com um carrinho de bebê e um cara do seu lado carregando uma bolsa e várias fraldas nas mãos, ela ria toda vez que ele se atrapalhava.
“Isso é o que dá ser sozinha.”, pensou em voz alta. O casal de velhinhos a olhou e ela deu um sorriso envergonhado. “Droga”, pensou.
Um barulho de galhos sendo pisados veio de trás dela, mas quando virou, não tinha nada lá, então pensou que podia ser algum animal, ou coisa parecida. Continuou vendo o movimento, até alguém chegou por trás e colocou as mãos nos seus olhos, tampando sua visão.
Lilyan’s POV
Eu tava quieta sentada vendo as pessoas andando e vendo como aquele casal de velhinhos eram fofos juntos, e acabei pensando alto demais sobre o lance de ‘ser sozinha’, acabei sorrindo meio tímida quando eles olharam pra mim. Fiquei olhando as pessoas de novo e pensando naqueles dias, quando escutei um barulho de galhos. Virei pra ver, mas não tinha ninguém, devia ser algum animal, ou o vento. Tudo teria ficado bem se alguém não tivesse tampado a minha visão.
– TA CERTO SE FOR UM LADRÃO VOCÊ TA PERDENDO TEMPO, EU NÃO TENHO NADA AQUI! – disse desesperada enquanto tentava tirar as mãos dos meus olhos. Escutei uma risada ecoando atrás de mim quando eu falei isso, e eu estava tão nervosa que eu não percebi que aquela era uma das risadas que eu mais conhecia.
– Você realmente não sabe quem é? – a pessoa disse. Eu sabia de quem era a voz, era familiar, muito, mas eu não conseguia raciocinar direito. Você também ficaria assim se pensasse que tinha alguém estava tentando te roubar.
– CLARO QUE EU NÃO SEI!
– Nem depois disso?
– Disso o que? – ele se inclinou e eu pude sentir sua respiração no meu pescoço, perto do meu ouvido.
– You're in control, pressing "pause" on my heartbeat… — Aquele heart, aquela sensação de arrepio toda vez que eu escutava aquela palavra naquela voz rouca, aquela breve sensação de me sentir nas nuvens toda vez que eu escutava aquela música, e estava falando bem no meu ouvido... Só poderia ser uma pessoa. E eu não entendo porque ele estava fazendo isso.
Thomas.
Lilyan’s POV off
Notas finais
p.s.: tenho ideias incríveis para o próximo capítulo.
xx
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