Wake Me Up

1 Banho quente


Notas iniciais
Bom dia, boa tarde, boa noite! É, meninas... O dia chegou! Eu (Anna) e a Ma trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos... Saiu isso aqui. WAKE ME UP terá alguns poucos (e bons!) capítulos, e, particular, achamos que ficou lindíssima! Nosso "senhor inspirador" (para não dizer "muso" porque é feio e errado), foi sir Ed Sheeran. Algumas de vocês, se são nossas leitoras antigas, já vêem esse ruivo constantemente dando pitaco nas nossas histórias. Se você está chegando agora, prepare-se!

Se vocês acharem essa parceria "Manna" legal, nos conte! E, como sempre, qualquer erro, problema, elogio, sugestão, deixe recadinho nos reviews. Agora somos duas cabeças pensantes, e, se vocês curtirem, podemos fazer muitas outras parcerias como essa!

Much love,
Anna e Ma. ♥

– Hm, Kendall? — Hilary murmurou, acariciando os cabelos loiros do rapaz que estava deitado ao lado dela. — São oito horas, Kendizzle...

Ele esboçou um sorriso. A noite passada havia sido ótima. Ficaram a madrugada inteira conversando e, ele, ansioso, contava sobre seu trabalho. Kendall morava em Las Vegas, mas estava em Los Angeles para by Browse to Save\">trabalhar. Hilary estudava e trabalhava no jornal da cidade. Estavam aproveitando a estadia do rapaz, que era uma celebridade, que já estava durando um mês desde que ele havia voltado da turnê internacional.

– Que frio — foi tudo o que ele disse. Hilary sabia exatamente o que dizer. "Não quero sair daqui". Ela sorriu, e sentiu apenas o braço forte e caloroso de Kendall passar por seu corpo. Nunca se sentira tão bem com alguém do jeito que se sentia com ele. Hilary o amava. O amava de todas as formas possíveis.

Ainda de olhos fechados, eles ficaram em silêncio, mas não dormiram. Hilary brincava com os dedos, fazendo movimentos circulares no peitoral de Kendall, e o mesmo ria, sentindo cócegas, enquanto fazia carícia nos cabelos longo da namorada. Aquela cena se repetia toda manhã. E eles não se cansavam. Hilary ainda precisava disso. Ela tivera a pior crise da sua existência na noite passada. Kendall o fazia esquecer da vida — a fazia se sentir melhor do que nunca.


xxxxxx



Ontem, 19h30m



And I should run you a hot bath, and fill it up with bubbles...


(Eu deveria preparar um banho quente pra você, e enchê-lo de bolhas...)

Após chegar do estúdio que estava by Browse to Save\">trabalhando no terceiro álbum da sua banda, Big Time Rush, Kendall nunca se sentiu tão feliz em chegar em casa. Ou melhor, na casa de Hilary. Ele estava ficando por lá. Gostava do seu apartamento, mas preferia o dela por algum motivo.

Era dela, não tinha motivo mais aplausível para isso.

Pela primeira vez em um ano de namoro, ele havia chegado antes de Hilary. Ela trabalhava bastante, sim, mas ele sempre chegava tarde. Por um segundo, sentiu-se aliviado — hoje ele não escutaria "você by Browse to Save\">trabalha demais".

Ele preparou tudo para um jantar simples. Ainda por cima, tinha uma surpresa para ela.

Mas não saiu tão bem quanto ele imaginava.

– Hilary? — ele questionou assim que a garota, no auge dos seus 21 anos, chegou com a cara pálida e sem emoção alguma. Ela jogou a bolsa no sofá e sentou-se, colocando a mão na cabeça. Mal parecia perceber toda a produção que Kendall havia feito. Nem percebia o próprio ali. — Aconteceu alguma coisa? Você tá com cara de quem voltou de um interro.

– Eu voltei de um interro. Estou morta.

Ouch.

– Calma — disse ele, aproximando-se dela e abraçando-a de lado. — Fale devagar.

Hilary deixou umas lágrimas caírem. Ela não conseguia mais esconder-se. Estava farta. Farta de mentir para si mesma, farta de mentir para Kendall.

– Acabei de procurar informações num centro de tratamento — disse ela. — Estou cansada, Kendall. Cansada.

– Mas, Hilary! — ele sentou-se ao lado dela e a abraçou. A garota escondia o rosto com as mãos, não querendo encará-lo. Kendall sabia do seu problema. Sabia que isso era monstruoso para ela... mas ela sabia que ele não se importava. — Conversamos sobre isso tantas vezes...

– Sei disso, meu amor, sei disso — ela repetia. — Mas cansei, tudo bem? Não tem jeito. Eu não gosto de mim.

– Você precisa parar com isso! — ele pediu. — Olhe-se. Você é perfeita!

– Perfeita?! — ela gritou. Levantou-se rapidamente e tirou o casaco. — Olhe para mim, Kendall! Olhe bem para mim. Meus cabelos são escuros e opacos demais — ela pegou suas madeixas com tanta força que, para Kendall, ela iria arrancá-las. — Meus olhos são tão pequenos que não posso usar maquiagem demais — passou os dedos em suas olheiras. — Minha pele? Minha pele é extremamente branca, e tenho pontos oleosos, não posso passar hidratantes! — ela praticamente deu tapas em si mesma. — Meus lábios são estranhos e ásperos, não sei como consegue me beijar!

Nessa hora, Kendall quase começou a chorar. Para si, Hilary era tão linda, tão perfeita. Como ela conseguia colocar tantos defeitos em si mesma?

Como ela não ouvia todos os dias que ele dizia "você é linda"? Por que ela não acreditava?

– Veja bem, Hil — disse ele, aproximando-se dela. — Eu a amo do jeito que é, sem tirar nem por. Me apaixonei por você assim. Nunca parou para imaginar o quão importante é você ser quem você é?

Hilary não aguentava mais. A insegurança a dominava. O medo de ser aceita a subordinava em todos os segundos de seus dias ao longo dos seus anos. Nunca sentira-se bem. Então Kendall apareceu, um dia por aí, em um show do cantor Ed Sheeran, o qual ela tanto gostava depois de conhecer num barzinho de música ao vivo pequeno durante uma ida a Londres, na Inglaterra. Desde então, ela sentia-se bem com ele, na presença dele. Mas quando se afastavam, todos seus demônios voltavam. Hilary era submissa da sua própria consciência, sua própria doença. Seu maior tormento.

Ela não respodeu. Fechou os olhos e deixou-se levar pelo perfume que se chegou em suas narinas ao receber um abraço forte de Kendall, que não hesitou em acabar com a pequena distância entre eles na sala daquele apartamento. Ela o abraçou pela cintura, apoiando a cabeça no peitoral do rapaz. Ele, delicadamente, fazia um carinho nas costas e nos cabelos, em total silêncio, não querendo deixar suas também lágrimas escorrerem. Mas falhou. Ele deixou uma, duas, três. Sem que Hilary sabesse, ele as enxugou. Odiava ter de parecer fraco perto dela, ainda mais dela, que precisava tanto que ele fosse forte. Não seria nada bom ter dois quebráveis numa relação só. Precisava haver equilíbio, e Knight prezava por esse fator.

– Relaxe — pediu ele, com voz calma. — Está tudo bem. Está tudo bem em não se sentir bem – cantarolou. — Estou com você.

Ela, novamente, calou-se, e apenas sorriu.