Vítimas Do Acaso
1 Serena
Notas iniciais
É difícil se desapegar, olhar para esse quarto vazio que esteve sempre cheio. Estava prestes a chorar novamente quando Diana entrou no quarto com aquele típico jeito de marcar presença, e se jogou na cama falando:
– Não, chega! Já passamos tempo demais chorando, não vou mais aturar uma lagrima. Esse é seu penúltimo dia em Fortaleza. Não vou mais aceitar um lagrima – engoli minhas lagrimas em seco quando ela voltou a falar – já terminou de ajeitar essas malas? Porque eu tenho uma noite toda programada.
– Não, não terminei. Se você tivesse chegado na hora eu já teria terminado – ela revirou os olhos e ignorou o que eu disse e começou a mexer na minha prateleira de livros. Um amor comum entre nós duas.
Quando terminamos já passavam das dez da noite e a Diana insistiu para eu me arrumar – me arrumei bem linda- que ela me levaria para onde houvesse gatinhos. Principalmente sabendo que o meu gatinho estaria lá.
Saímos, ás 23;30hrs, de casa de taxi. Sabia que meus pais não estavam afim de me levar, sabia que a mamis ia chorar – era estranho vê-los juntos na mesma casa sem tentar se matar, já que estavam separados há oito anos.
Eu e Ana(Diana) chegamos. Não estava lotado – pelo menos do lado de fora – o fumê impedia minha vista ver o lado de dentro. O local era em um resort na Beira-mar onde Rodrigo morava. Ana me levou até a cobertura, para buscar o Rodrigo – Ainda não tinha entendido por que ele não desceu.
O elevador dava direto para o apartamento que estava vazio. Quando o celular da Ana tocou e eu apenas vejo escrito: Cobertura, estou no deck.
Começo a ficar preocupada. Meu salto era da melhor grife, ela está me levando para onde?
Ela abriu a porta vagarosamente e eu só pude ouvir:
– surpresa! Foi impossível segurar as lagrimas, ver todos os meus amigos reunidos e sabendo que vou sentir muitas saudades.
Rodrigo surgiu com um buquê de flores. E as lagrimas ameaçaram voltar, mas segurei. Não ia deixar essa lagrima borrar minha maquiagem. Demorei muito tempo fazendo-a e não ia ser agora que eu ia estragar-lá.
Rodrigo, para quem não sabe, ele é meu namorado. Nos estávamos fazendo 7 meses hoje. Ele era o típico garoto alemão: Branco – quase pálido, loiro, com belos olhos azuis inexpressíveis, com 1,80 de altura. Ele sempre foi muito tímido, foi engraçado como nos conhecemos, mas isso já é outra historia.
Ele estava com uma blusa polo preta e calça branca e um tênis Nike branco (estava do jeito que eu gosto), um cabelo meio bagunçado e flores na mão, minhas favoritas, rosas vermelhas e lírios.
– Queria uma comemoração mais intima, mas juntou com sua despedida. Diana nunca me perdoaria se eu lhe sequestrasse um dia antes da sua viagem. – ele falou se aproximando do meu ouvido – que tal irmos para um lugar mais reservado? — falou com um tom malicioso.
Não tive como recusar , apenas o segui. Cumprimentando todos no caminho, afinal eles estavam ali por minha causa. Descemos as escadas e sentamos no sofá da sala de estar, lá estava vazio todos estava, no andar de cima.
– finalmente a sós — Ele falou se aproximando e beijando meu pescoço.
– Finalmente – Falei – Rô, como vai ficar nosso namoro eu morando lá e você aqui? — Falei atrapalhando seus beijos.
– Preocupada? _ ele falou levando sua mão ao meu rosto e acarenciando minha bochecha – Não fique, já falei que vou te visitar em um dois meses, não vai nem sentir saudades, okay?!
Ele continuou os beijos, só esqueci meus pensamentos e curtir o momento. Porque, quando nós faria — mos isso de novo?!
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