Vício e Sedução Se Misturam em Paixão
1 Capítulo 1
Notas iniciais
~Se tu curte garotos problemáticos, relações conturbadas e emocionantes essa história é pra você.
~Espero que gostem!
Não aguento mais aquela feira idiota, meu horário de apresentação parece não passar. Eram muitas caras de puro desinteresse para um dia só.
Quando a escola fechou e os alunos começaram a arrumar o lugar me encontrei com Carly na quadra coberta e começamos a ajudar a pôr as cadeiras de volta nas salas quando de repente me deparo com a vista mais linda do meu dia.
No pé da escada se inclinando de tanto rir estava um lindo menino de cabelos descoloridos que caiam levemente sobre seus olhos que eu não conseguia saber a cor a esta distância, mas tinham uma expressão naturalmente fofa e vestia uma camiseta de uma banda que eu não conhecia e tinha fones pendurados próximo ao pescoço.
—Lucy! – Carly chamou minha atenção quase jogando uma cadeira em mim. — Ta no mundo da lua? Me ajuda aqui.
—Carly, quem é aquele menino que tá rindo ali embaixo? – Apontei discretamente para o menino de perfeitos cabelos brancos.
—Não lembro o nome dele, mas sei que tem namorada- a decepção me atingiu como um tiro, mas não me conformei com a resposta.
Ao nosso lado estava Felipe, não conversávamos muito, mas ele era um cara legal, resolvi perguntar pra ele, estava entrando em desespero já.
—Hey Felipe, sabe o nome daquele garoto?
—Ouvi alguma coisa sobre Nate ou Nathaniel. –Ele pegou outra cadeira e terminou a resposta – e que eu saiba ele não tem namorada.
Aparentemente alguém estava ouvindo a conversa alheia não é mesmo? Ótimo, agora tenho um nome e um pouco de esperança, às vezes Deus resolve ser bonzinho comigo.
~**~
Quando cheguei em casa da feira de ciências que foi um pé no saco liguei para Allya, minha melhor amiga que simplesmente me abandonou naquele inferno.
—Alô.
— Olá amiguinha traíra. – Fiz questão de por ironia o suficiente na voz para deixar bem claro meu aborrecimento.
—Lucy East, já disse que não tive opção, ou eu ia embora ou o Dylan entrava lá e me arrastava. – Dylan é o namorado da Allya, mas às vezes acho que competimos sem saber para ver quem vai ter a atenção dela, a disputa às vezes é feia.
—Tudo bem – acabei cedendo novamente. – Hoje eu vi um menino lindo que estuda lá no colégio.
—Uau, você se interessando por alguém, hoje vai chover. – Ela brincou me deixando sem graça, será que ela sabe que eu odeio isso? – Qual é o nome do lindinho?
—Ainda não tenho certeza, mas acho que é Nathaniel. – Depois de um tempo conversando desliguei e o procurei nas redes sociais e achei.
Seu nome era Nathaniel Sanders, não tinha muitas informações sobre ele na internet, mas consegui que me aceitasse como amiga, mas acabei deixando de lado por um tempo.
~**~
Segunda-feira chegou de novo e lá estou eu suportando mais uma aula interminável de matemática, já falei o quanto odeio essa aula? E para ajudar tinha o bendito do Mark atrás de mim me aporrinhando.
Quando o sinal do intervalo tocou todos corremos para disputar a fila da cantina para ver quem ficava com os melhores lanches.
De longe pude notar uma cabeça de cabelos brancos no começo da fila, que logo foi coberta por um capuz preto, fiquei observando quando passou por mim depois de comprar o que desejava; tivemos uma breve troca de olhares quando seus amigos o chamaram e ele se foi.
Depois de pouco tempo era minha vez de ser atendida e percebi o quanto minhas pernas haviam ficado bambas e minha voz não saiu quando fui fazer o pedido.
Ai meu Deus isso não pode ser bom, porra Lucy, por que se torturar assim? Você nem conhece o cara.
—E aí, vai me mostrar quem é o ser? — Allya gritou assim que sentei na mesa do pessoal. Dei-lhe um tapa imediatamente.
—Não é pra gritar também porra! — Tive que verificar se não tinha ninguém ouvindo, porque aqui parece que as paredes têm ouvidos. – Eu não estou vendo ele, mas sei que está por aqui.
—Se você ficou mesmo interessada podia pedir ajuda ao Kurt. – Kurt era o garoto mais sociável que já vi na vida, conhecia todo mundo e vice versa.
—Boa, vou procura-lo. – Terminei de comer e sai a sua busca e o chamei para conversar em uma mesa vazia.
Contei pra ele o que acontecera e dei a ficha completa com tudo o que eu sabia sobre Nathaniel.
— Sei... Vou tentar descobrir o que puder sobre o cara. — Ele disse e fizemos toque de soquinho, Kurt levantou e foi embora. Uma coisa que me esqueci de falar sobre o Kurt é que ele sempre me ajuda e é bacana.
Não se passou nem um minuto quando eu ia me levantar da mesa pra ir com minha turma alguma coisa caiu à minha frente na mesa, me assustando.
Quando a “coisa” levantou a cabeça tirando o capuz eu simplesmente tive um ataque cardíaco.
—Opa, foi mal. É você a menina que quer me conhecer? — Ele falou um pouco envergonhado, provavelmente por ter caído na minha frente.
Como assim menina que quer te conhecer? O que o Kurt disse pra ele? Mesmo nessa situação a coisa que mais me chamou a atenção foi sua voz, diz, que voz é essa. Minha respiração começou a acelerar e minha mão suava frio.
—Eu? Não estava sabendo de nada, mas já que está aqui... – Tentei desconversar, mas ele parecia estar fugindo de alguma coisa, estava sempre olhando ao redor.
—Não foi você que me mandou solicitação esse fim de semana? – Meu coração tem que continuar batendo no peito, não pode sair pela boca assim!
—Foi? Deve ter sido, nem me lembro mais- se fazer de doida em uma situação como essa é necessário, ele aparentemente não engoliu a desculpa, apenas riu. O sinal tocou e ele se despediu com um aceno rápido e foi embora, quase correndo, será que era de mim?
Finalmente podia respirar, cruzei os braços sobre mesa e apoiei minha cabeça, tudo girava. Não é possível que apenas um simples garoto que nem conheço tenha esse efeito sobre mim. Minhas amigas dizem que sou muito fria, que deveria tentar ser mais carinhosa, mas é meu jeito, nunca gostei muito de abraços e coisas do tipo.
Em relação a meninos eu nunca fui o tipo de garota atirada ou que tem quedinhas por meio mundo, sempre procurei alguém para chamar de meu, por isso nunca fiquei com ninguém. Sinceramente até atração é algo raro quando o caso sou eu, mas esse garoto... Tem algo de diferente nele, só não sei o que.
~**~
Minha mãe, Diana, foi me buscar na escola para almoçar fora, ela disse que tinha uma coisa que queria conversar comigo, estava com um pé atrás em relação a isso, mas fui, ela geralmente não fazia o tipo misteriosa.
Ao chegarmos ao local ela pediu os pratos e me encarou séria antes de começar.
—Lucy, eu e seu pai viemos conversando ultimamente e percebemos que você tem ficado muito tempo no quarto, estamos preocupados, aconteceu alguma coisa?
Ela disse em uma voz manhosa que não fazia seu feitio. Como ela ainda acha que tem o direito de me perguntar se alguma coisa aconteceu? Meus pais só se importam com seu trabalho e um com o outro, apesar de brigarem muito, colocaram uma filha no mundo que só serve de peso para eles, um fardo. Fico puta da vida quando eles acham que podem se intrometer na minha vida.
—Ah é? Se vocês se importam tanto assim cadê o Richard? — Ela abaixa os olhos reconhecendo que estou certa. – Se vocês se importassem de verdade estariam mais presentes no meu dia-a-dia!
Dou um murro na mesa e em um salto estava de pé. A cadeira fez um ruído estridente que chama a atenção do restaurante inteiro, mas eu realmente não me importava com as opiniões alheias.
—Meu docinho sente e pare de gritar, vamos conversar como adultas. – Não era obrigada a ouvir isso, não aguento mais, sinto meus olhos marejarem.
—Desculpa mãe, mas eu não sou mais uma das mulheres com quem você trabalha e pode simplesmente sentar e discutir a minha vida tomando uma xícara de chá! – Estava prestes a desabar, não aguentaria mais nem um minuto nesse lugar.
Não quero chorar na frente dela, pego minha mochila que estava jogada aos meus pés e com as mãos tampando os olhos deixo o restaurante.
Quando ia passar na porta senti meu corpo ser arremessado por cima de outro, de primeira não entendi muito bem o que aconteceu, mas assim que risadas e piadinhas preencheram meus ouvidos percebo que trombei com um colegial que geme de dor embaixo de mim, merda Lucy!
—D –de-desculpa, eu não queria ter... – Minha fala cessa no mesmo instante em que levanto os olhos para ver quem era a vítima. Ninguém mais, ninguém menos que Nathaniel.
—Por que você... –ele também parece extremamente chocado, mas quando percebe que eu estava aos prantos seu olhar se torna compreensivo e ele vira para seus amigos- parem com isso, babacas, quantos anos vocês têm?
—Filha me espera! — Ouço a voz de Diana se aproximando e me bate um desespero.
—Desculpa, tenho que correr antes que ela me alcance – ele parece não entender nada e levantamos. É então que ele toma uma atitude que me deixa sem entender mais nada.
Ele me pega pela mão e me puxa para longe dali, por que ele está me ajudando? Ele nem me conhece. Para onde será que ele está me levando? Mas quem sou eu para reclamar? Só sei que devia muito a esse garoto que acabei de conhecer, e já me salvou de um drama que não estava preparada para enfrentar agora.
Notas finais
Desde já obrigada seus lindos!! ;*
Fale com o autor