Véu de Sangue
41 Capítulo 41
Notas iniciais
Eu fiquei super feliz quando falaram que tinham achado a gruta. Finalmente! Já estava na hora. Nem preciso falar da alegria de Edward e Bella também. Não perderam nem muito tempo explicando, correram direto para lá. Daniel me pegou no colo e correu como um louco. Não era pra menos, a gruta estava no Canadá!
- Você está bem?
- Acho que vou vomitar.
- Desculpa, mas tínhamos que chegar rápido. Faltam duas horas e meia para a lua aparecer.
- Tudo bem, sem problema.
Eu olhei em volta e não via nada, apenas um monte de árvore. Olhei para Alice e vi que o EMF que ela segurava estava frenético. Ouvi um barulho nas árvores e quando olhei eram os lobos que haviam chegado. Agora não faltava mais ninguém, todos estavam aqui.
- Não podemos entrar.
- Como assim Alice?
- Eu e o Jasper tentamos entrar, mas algo nos repeliu. Nenhum de nós pode entrar. Eu sinto muito Bella.
Bella começou um choro sem lágrimas, seguida de Alice, Rosely e Esme. Todos estavam arrasados com a notícia. Os companheiros de todas elas tentavam acalmá-las a todo custo, mas nada adiantava. Eles também estavam à beira de um abismo. Em um momento de fúria, Edward foi em direção às árvores e também foi repelido. Ele fez isso várias vezes até desistir. A cada tentativa ele era jogado mais longe.
- Não adianta Edward. Nós a perdemos. Eu não acredito que a vida da nossa filha está... está...
- Pare Bella! Não diga isso! Eu não vou deixar que isso aconteça.
Edward abraçou Bella mais uma vez para tentar conter o desespero de ambos. Mas nada adiantava. Jacob estava furioso e não parava de grunhir, eu presumia que isso era xingamentos. Ele e Taylor, que também não estava nada bem, correram em direção à barreira e também foram repelidos. Mas de uma maneira bem constrangedora. No momento em que foram repelidos eles voltaram à forma humana instantaneamente. Se a situação não fosse crítica, eu tenho certeza que Emmet teria feito alguma piada. Eles ficaram envergonhados e se transformaram em lobos novamente. O desespero aumentava cada vez mais. Eu não suportava mais ver aquilo. Eu olhei para os Winchester e vi que eles estavam procurando algo no chão. Provavelmente algum círculo mostrando o encantamento.
- Podem desistir.
- O que foi Liza?
- Você ainda não percebeu Sam? Isso não é uma macumba de bruxa. É uma magia, ou melhor, um feitiço.
- Você quer dizer que...
- Foi feito com palavras não com objetos ou qualquer outra coisa. Isso é um feitiço forte, queria saber aonde elas conseguiram o conhecimento sobre isso.
Eu levantei a mão e pude sentir um campo de força à frente. Não sei como aconteceu, mas no segundo seguinte a gruta ficou visível para todos. Todos ficaram chocados por um momento, mas no outro já estavam correndo em direção à gruta. Mas, novamente, todos foram repelidos e todos os lobos se encontravam em uma situação embaraçosa agora. A barreira não havia sido desfeita, só a ilusão. Começamos a ouvir a conversa que estava acontecendo lá dentro. Rachel e mais alguém, que eu presumo que seja a Cleménce, estavam discutindo.
- Elas querem que a Rachel colabore. Querem o sangue dela.
Eu olhei para Daniel e concordei com ele. Elas deviam estar desesperadas agora. A noite já começava a cair e os raios de sol iam desaparecendo aos poucos. Estávamos ficando sem tempo. Eu comecei a sentir que eu estava sendo puxada inconscientemente em direção à gruta. Eu finalmente compreendi o que eu deveria fazer e eu pude sentir o que ia acontecer se eu entrasse ali.
- Promete que não vai surtar?
- O que? Como assim...
- Promete?!?
- Está bem! Eu prometo.
- Espero que você me perdoe. Sam? Dean?
- O que?
- O que?
- Venham comigo.
Eu passei pela barreira sem problema algum e fiquei muito feliz quando os Winchester também conseguiram. Nós não éramos criaturas super fortes e imortais, não havia sentido delas fazerem uma barreira para nos impedir de passar. Elas sabiam que eu sozinha não poderia impedi-las, mas elas não contavam com os Winchester. E eles são uma grande ajuda. Eu podia ouvir Daniel gritando por mim e os baques que ele levava quando tentava passar pela barreira. Eu não olhei para trás. Eu não podia. Mas Dean olhou, e eu pude ouvir quando ele disse que ia tomar conta de mim. Mas eu sabia que ele não poderia impedir o que estava por vir. O baque das quedas do Daniel parou. Eu podia sentir seus olhos em minhas costas e eu sabia que ele estava se perguntando por que eu não olhava para ele. Meus olhos se encheram d’água. Eu não conseguiria dizer adeus, então fiz a única alternativa que me restava. Enfrentar o meu destino e salvar a minha prima.
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