Vou-me

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem! E se gostarem; recomendem, comentem, favoritem (por favor)! :)

Nossa história começa no verão de 1956, no Brasil. Para ser exata, em Ilhabela. Joana conhecia Leandro; seu futuro amor.



— Oi… — Disse Leandro se aproximando de Joana.

— Olá! — Disse Joana com seu jeito animado de baiana. Eles estavam na praia

— Bem, eu te vi sozinha aqui e resolvi vir. Você é linda. — Disse Leandro.



Joana era morena jambo e tinha cabelos escuros assim como seus olhos. Já Leandro, um paulista com cabelos castanho claro e lindos olhos avelã.



— Obrigada. — Sussurrou Joana envergonhada. — Então… Qual é o seu nome?

— Me chamo Leandro e você? Bela moça?

— Joana.



E depois disso, eles passaram o mês inteiro juntos. Como os dois estavam de férias uma hora tudo isso tem fim. Eles trocaram endereço e ficavam mandando cartas.

Até que chegaram as férias de julho, Leandro foi fazer uma visita surpresa para Joana.

Leandro bateu na porta da casa de Joana e esperou.



— Olá — Disse uma mulher que aparentava ter 38 anos.

— Estou procurando por Joana, ela está? — Perguntou Leandro.

— Ah, sim. Só um segundo. — A mulher encostou a porta e gritou. — Joana! Filha, tem uma visita para você!



Leandro ouviu um som de salto batendo na escada. Joana apareceu na porta.



— Leandro! — Disse Joana. Ela o abraçou.

— Senti saudades! Como você está?

— Muito bem. Por favor, entre.



Joana tinha uma linda casa. Sua família tinha uma boa condição financeira, a de Leandro igualmente.



— Eu ainda não acredito que você está aqui! — Disse Joana. — Você gosta de acarajé?

— Nunca comi. — Respondeu Leandro.

— Então você irá experimentar agora! — Disse Joana rindo.



Como naquela época se casava muito cedo, após dois anos, em 1958, eles se casaram. O casamento foi lindo. Joana e Leandro sabiam que tinham feito a escolha certa.

Em 1965, eles resolveram que queriam ter um filho. Porém, Joana era incapaz de ter filhos.



— O que fazemos agora? — Perguntou Joana chorando.

— Não se preocupe, meu amor. Nós ficaremos bem. Nós temos um ao outro. — Disse Leandro, a abraçando.



Joana já estava beirando os vinte e cinco anos mas, continuava linda.



Tudo seguiu bem, apesar de Joana chorar todos os dias por não poder ter um bebê. Eles pensaram em adotar, mas a família de ambos achou que o bebê não seria legítimo.



Só que no verão de 1977, Joana foi viajar de avião para visitar sua família, na Bahia. E ela acabou falecendo. Leandro ficou devastado, havia perdido o amor da sua vida. Houve o enterro dela com a presença da família. Até irmã de Joana, Luana, estava presente! Foi um momento muito difícil para Leandro.



— O que eu irei fazer sem você? — Chorava Leandro olhando uma foto da sua amada. — O que será de mim?



Ele estava enlouquecendo, cada dia que se passava. Ele se perguntava por que isso havia acontecido, se ela iria voltar. Ele chegou ao ponto de ver a sua amada, algumas vezes. E em 1981, a família resolveu que era melhor interná-lo em um hospício, pois Leandro havia ficado louco.

Lá ele chorava todos os dias. Triste e solitário. Ele não tinha ninguém lá. E em 1999, na virada para o século XXI, ele se jogou da janela se matando.

Claro que para família foi muito triste mas, para ele, era um jeito de ser feliz com sua amada.

Ele estava cansado de se culpar. Se culpar sobre a morte da sua esposa, por ele está sozinho e por terem internado ele.

Tudo isso foi como Joana sempre dizia: “Nada é para sempre. Mas, as coisas boas são aquelas que passam mais rápido; você não será jovem para sempre.”



Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui! Espero que tenham gostado! Abraços :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!